Adeus Passado

2 Capítulo 2-Seria paixonite aguda?


Notas iniciais
Ui Ui...Preciso de um beta... alguém?

CAPITULO DOIS – Seria paixonite aguda?

Rin estava em pé olhando os carros passarem, sentia frio, mas, não reclamava o que acabara de ver tirara todos seus sentidos do ar.

_Flash back _

-Ban, que dia você vem aqui em casa, quero que meu pai te conheça!

Dizia uma Rin sorridente ao telefone.

-Qualquer dia minha querida. E pode sair hoje? Quero te levar para um lugar especial...

-Um lugar especial?! É surpresa?!

-Sim.

-Ah que ótimo, vou me arrumar, pode vir me pegar daqui á uma hora?

-Claro.

1 hora depois:

-Oi Ban! Rin correu para os braços do garoto.

-Suba. Bankotsu tinha uma lambreta preta, para ir para a escola. Rin subiu colocando o capacete. Enquanto rodavam quilômetros, Rin e Bankotsu iam conversando pelo caminho:

-Aonde nós vamos? Perguntou ela.

-Acalme-se você vai ver.

-Está chegando?

-Não...

A estrada passava por entre duas altas montanhas:

-Esse cheiro me lembra o mar.

A velocidade da lambreta foi diminuindo, quando eles pararam Bakotsu pediu a Rin que esta fechasse os olhos, ela o fez.

-Abra.

Então era o mar onde ele queria levá-la, o final de tarde tinha dado uma coloração alaranjada ao céu:

-É lindo, como sabia que eu adoro este lugar?
-Eu sei de tudo sobre você.

-Qual é meu doce preferido? Disse ela desafiando-o.

-Goiaba?

-Não existe goiaba no Japão.

-Existe sim, e ah, mas, eu sei de uma coisa que você vai gostar.

- O que?
Bankotsu a beijou ternamente, passando a mão por sua cintura apertando-a contra si.

_Fim do flash back_

-Está frio não acha? Esta voz, eu já perdi tudo, ele não tem mais nada o que me tirar.

-O que quer Bankotsu?

-De onde vêm tantas palavras árduas? Por acaso você não é mais doce?

-Não está satisfeito com tudo o que fez? Bankotsu avançou um passo em direção a ela, ficando assim ao seu lado.

- O que eu fiz Rin?

Ela não quis responder.

-Diga, o que eu fiz.

-Me enganou.

-Não, eu nunca a enganei sabe bem disso, deixei tudo muito claro.

-Não para mim.

-Ora Rin só foi uma transa.

-E os meus sentimentos?! Onde ficaram? Na areia?! Vociferou Rin olhando para os olhos de Bankotsu. Este deixou que o tempo passasse um pouco para dizer:

-Nunca disse que te amava.

Lágrimas brotaram nos cantos dos olhos da pequena, sentia mais frio agora:
- O que quer? Perguntou com a voz trêmula. Bankotsu agachou-se um pouco e sussurrou no ouvido da jovem:

-Quero brincar com você mais uma vez.

Rin possuída de tremenda raiva empurrou Bankotsu para longe de si, dessa vez as lágrimas escorreram pelo rosto:

-Me deixe em paz! Bankotsu aproximou-se dela vagarosamente, estava sorrindo, parecia se divertir com a crise da garota:

-Ora Rin vamos lá, vai dizer que não foi gostoso...

-Me deixe em paz Bankotsu!

-Me diz que não gostou quando...

-Vá embora Bankotsu!

Ele não podia se rebaixar para ajudar uma simples humana, mas, aquilo estava o incomodando. O cheiro de lágrimas, os gritos... Não gostava de ver uma fêmea chorar, ela não estava muito longe, por mais que fosse uma simples humana algo dentro dele o mantinha alerta, o inquietava. Não pode mais agüentar:

-Vamos lá Rin, eu sei que você quer, sei que ainda me ama. Cada palavra a machucava, abria todas as feridas que estavam cicatrizando:

-Por favor...Vá embora. Disse Rin abaixando a cabeça.

- Rin eu...

-Ela não quer sua presença.

- Vá cuidar da sua vida, pois, eu estou resolvendo a minha. Sesshoumaru permaneceu parado. Rin levantou a cabeça para vê-lo como é bonito! Pensou. Mas o sonho durou pouco:
-Vamos Rin...

-Não.

-Por favor...

-Não.

-Ande Rin não seja covarde!

-Ela não quer ir. Sussurrou Sesshoumaru de olhos fechados.

- Cala boca, Ô cãozinho vira-lata!

Tudo fora muito rápido para os olhos de uma simples humana como Rin, o que pode ver fora somente Bankotsu sendo jogado no poste ao lado, e depois cair no chão inconsciente, um flerte de sangue escorria por sua testa, Rin não pode ver mais nada, perdeu todos os sentidos quando desmaiou. Antes que ela caísse no chão Sesshoumaru a segurou. Somente agora poderia ver o rosto de quem o afligira tanto, era ela a mulher dos olhos de chocolate.