Adeus
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Três Anos Antes
–Mãe, pelo amor de Deus, parou né! Eu vou sim a esta festa!
–Não, você não vai.
–Tyler vai chegar daqui a pouco para me levar.
–Caroline Forbes, você não vai a lugar nenhum!
BIB BIB...
–Tyler está ai!
–Tome cuidado, então. Não fale com estranhos.
–Só vai ter gente confiável lá, vou ficar bem.
Caminhando até o carro de Tyler, notei que o vento estava forte e que meus pelos do pescoço se eriçavam. Continuei caminhando, cheguei ao carro de Tyler e lá estávamos nós, sozinhos.
Tyler, como sempre gentil me ofereceu um casaco, mas como ele fedia a cigarro e álcool eu recusei.
Depois de uns 10 minutos nós chegamos a festa.
Para ser honesta, estava um pouco chatinha, não havia quase ninguém lá, umas 50 pessoas no máximo. A bebida já estava acabando, sobre a comida, nem se fala, não existia mais, o lugar, no meio do mato, com uma fogueira gigantesca que os calouros da escola não param de tocar lenha.
Aquela festa estava bem caída, a melhor pessoa na escola, no caso eu, deveria ajudar com isso, mas não quem começou a ajudar foi Tyler.
Depois de no máximo meia hora, chegaram mais umas 200 pessoas, Tyler comprou mais uns 30 litros de cerveja e 500 pacotinho de salgadinhos.
Bem distante ouvi alguém gritar meu nome...
–Caaare... — Tyler, e bebado "Oh não, Deus me ajude" pensei — Tenho um amigo a te apresentar! Ha ha ha.
–Então... aonde ele está?
Ele apontou para umas árvores.
–No mato.
–Ah não Tyler, vou a qualquer lugar, menos nesse mato, cheio de bichos. Que nojo.
–Vou espalhar para todos aqui que você está afim do cara de pássaro.
"O que?" pensei, aquele garoto do segundo ano, ele era espinhento, com cabelo seboso e nariz comprido, tirando ainda que ele fedia à cebola.
–Okay Tyler, nessa você ganhou.
Fui caminhando até as árvores e nada, nenhum garoto estava lá, virei-me e encarei Tyler, ele me olhou e virou os olhos, depois fez sinal de "vai, ande mais". Andei mais um pouco.
Meus cabelos loiros voavam com o vento e senti uma mão em meu ombro, a principio achei que fosse Tyler querendo zoar com minha cara, até porque estava começando a ficar com medo.
Mas não, havia um gatinho lá, mãos compridas e macias, unhas curtas, mas não roídas. Fui subindo meu olhar até seu rosto. Olhos verdes, cabelos escuros, rosto quadrado, porém não achatado, sorri.
–A famosa Care...
–Eu — Respondi com um tom meio idiota.
–Prazer... Tyler fala muito de você, ele gosta de você, sabe... — Ele respirou fundo e voltou a falar. — Pena que não vai mais tanto depois disso.
Eu estranhei as palavras dele, mas depois comecei a me afastar, ele havia se cortado, cortado o próprio pulso. Então levou o pulso a minha boca e depois colocou a mão no meu pescoço.
E acabou.
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