Adeus.
1 Adeus.
Notas iniciais
Perseu estava na fase terminal de um câncer, ele ainda era muito jovem, tempos antes pretendia se casar com sua amada namorada Annabeth Chase, a garota que roubou seu coração desde de pequeno, ele conhecia cada detalhe daquele que rosto que considerava perfeito, ela o amava da mesma forma sem dúvida.
Quando Percy descobriu seu câncer, recebeu a notícia que talvez nem tivesse seis meses de vida, mesmo assim iniciou o tratamento, a quimioterapia fez seu cabelo escuro caísse, ele precisava de apoio e apoio recebeu, sua mãe Sally nunca deixou de ter esperanças, sempre acreditou que seu filho era um guerreiro, que não iria perder para o pior vilão, a doença, ele recebia apoio de sua namorada mesmo depois que seu lindo e charmoso cabelo foi raspado, ela o amava não deixaria que a doença os afastasse.
Um dia Perseu, estava em um estado menos agravante em sua casa, havia chamado Annabeth para o almoço que ele mesmo fez, ela chegou radiante como o sol, sorrindo só de vê-ló, almoçaram o prato favorito do chefe, macarrão ao molho azul, uma mania desde de quando era garoto, comeram tendo uma conversa alegre sem pensar nas coisas ruins que a vida não deixa de ter, no fim ele olhou nos dela e assim foi retribuído.
–Annabeth, só quero que sabia que eu te amo muito, eu sei que tenho pouco tempo de vida, mas isso é algo que eu queria fazer a muito tempo, eu entendo se você não aceitar, enfim...-ele tirou a caixa de veludo azul do bolso.-Quer casar comigo?
Ela se sentia surpresa, sua mente gritava sim, sim, sim, mas de sua boca nada sai, quando recuperou a falo o moreno parecia perdido como se tivesse recebido um não.
–Sim Percy, e tudo o que eu mais quero.-ela respondeu com entusiasmo, com lágrimas saindo de seus olhos por alegria, a primeira vez em meses.
Ele colocou o fino anel de ouro com uma pedrinha azul, na mão direita dela. Ela foi até ele e lhe deu um mero selinho, que foi estendido pelo mesmo.
O casamento foi simples, no jardim da casa de Sally, enfeitado com flores lindas, delicadas e azuis, para os protagonistas estava tudo perfeito. Annabeth entrou com seu pai pequeno caminho com pétalas azuis à seus pés, estava de sapatilhas brancas um vestido simples amarrado no pescoço, seus cabelos estava em um coque no alto da cabeça com uns fios soltos, a maquiagem leve, em suas mãos um ramalhete com diversas flores, todas azuis, ela entrava ao som de um violão que um amigo tocava, tudo simples, no entanto maravilhoso.
Quando ela olhou nos olhos no moreno tudo valeu a pena. Percy sentia-se extasiado era o melhor momento de sua vida, ela estava perfeita, o casamento foi perfeito, pena que não deu para fazer uma lua de mel digna de sua mulher, no outro dia teria quimioterapia, acompanhado agora de sua esposa.
Algumas semanas depois Percy teve uma recaída, e teve que ficar internado até segunda ordem, Annabeth insistia em acompanha-ló mesmo sabendo que ele provavelmente dormiria por tempo indefinido exausto pela quimioterapia, ela segurou sua mão a noite toda dizendo-lhe palavras reconfortantes. Alguns dias depois ele teve alta, e foi para casa.
Meses se passaram e parecia tudo estável, Percy e Annabeth viviam felizes a seu modo, e finalmente chegou uma esperada data 18 de agosto, aniversário de Perseu, um dia digno de se comemorar, aniversario de 27 anos, pena que não foi, na manhã daquele dia foi tudo cancelado, Percy morria de dor, Annabeth o levou até o hospital é até lá conseguiu resistir, mas tinha chegado a hora, quase oito meses depois de saber no câncer, Percy faleceu, a doença tinha vencido a batalha não a guerra.
Duas semanas depois Annabeth sentia-se infeliz, metade de seu coração estava faltando, estava enterrada junto com Perseu, ela não comia direito, mal saia de casa, não tinha nenhum motivo para viver. Uma das poucas vezes que saiu de casa para ir ao supermercado, acabou desmaiando, onde tinha a confeitaria com um bolo de glacê azul.
As pessoas ajudaram a moça, ela foi levada um hospital, onde recebeu a noticia, do que seria uma luz no céu nublado, ela estava grávida de quase um mês, a partir daquele dia Annabeth encontrou outro motivo pelo qual se valia viver.
Como o decorrer dos meses seu bebê ia se desenvolvendo melhor, agora tinha o apoio de Sally, de seus amigos, de seu pai. Quando seu pequeno bebê nasceu percebeu-se que era a copia do Perseu, os mesmos olhos verdes e o cabelo escuro, pouco tempo depois de nascido deu seu pequeno sorriso travesso.
Ele não tinha substituído o grande amor de Annabeth, era um novo amor, um amor de mãe de uma proporção impossível de ser contada. Ele só podia agradecer ao moreno que havia ido embora, pelo seu filho com ele e como se Perseu nunca tivesse dado Adeus.
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