Notas iniciais
Faaaaala caras! Nicholas aqui postando um noooovo capitulo. Ou melhor, uma nova/primeira história! Haha, espero que gostem, e se gostarem, que deixem um review, sim? Haha! Boa leitura, galera! Legenda: Nome em Negrito: Pessoa em que o ponto de vista está focado Itálico: Pensamentos

Remus estava se sentindo um pouco doente. Ele ainda não tinha entendido muito bem como tinha acabado com três crianças sob seus cuidados. Não entendia. Ou pelo menos era isso que ele dizia para si mesmo, para fugir um pouco da responsabilidade. Entretanto ele conseguia ver por quê. As três crianças eram como ele. Lobisomens. O ministério tentara matá-los, mas Dumbledore havia intercedido — não tinha porque acabar com a vida de três crianças inocentes — e ele tinha, de alguma forma, acabado como tutor delas.

Era uma situação problematica. Dos três, o mais velho, Marco Soletti, estava no hospital por uma doença trouxa. Ele tinha, então, Edward Wolff, um garoto dócil e agitado. Não conseguia ficar parado por muito tempo, sempre correndo ou brincando de super-herói. Ele tinha Leon, também, um amigo imaginário. Por vezes o menino passava horas falando sozinho e até mesmo já discutiu diversas vezes com seu “amigo”.

Edward era muito inocente, e mesmo sabendo que foi abandonado quando tinha cinco anos, nunca ficou deprimido ou triste. Apenas sorria aceitando firmemente o fato doloroso. Seu sonho era ser um super-herói e salvar muitas vidas. Ele tinha a tendência a falar disso o tempo todo, de forma que era fácil conhecê-lo.

Por outro lado, havia Nicholas. Remus suspirou com isso. Nicholas Sanders, o herdeiro perdido da família Sanders, que havia desaparecido após a morte dos pais há oito anos.

Nicholas... era complicado. A primeira vez que o lobisomem mais velho o tinha visto, ele ficara assustado.

Ele pôde ver um par de olhos azul claros brilhando de malicia, assustadoramente, e um sorriso calmo, enquanto o garoto loiro cravou os olhos em sua alma e disse:

"Você também veio para me matar?"

Remus pôde sentir o sangue sendo sugado de seu rosto naquele momento. Foi apenas um segundo, mas ele podia sentir como se estivesse em frente ao próprio Greyback.

Por outro lado, essa sensação passou após o julgamento, em que eles foram declarados inocentes, e Remus apenas pôde ver Nicholas com um sorriso enorme e infantil.

Não fazia sentido.

Nada nem ninguém poderia mudar, assim, tão rápido.

Era como se não fosse ele... como...

Como uma casca vazia.

Tirando seus pensamentos disso, Remus se focou na tarefa que tinha em mãos... Comprar os materiais escolares dos garotos. Ele havia recebido fundos da escola, cortesia de Albus. Você vê, Remus não era rico. Ele mal tinha dinheiro para se sustentar, na verdade. E com três novas bocas para alimentar... Ele precisava de ajuda. Embora, é claro, Nicholas tenha de oferecido diversas vezes para trabalhar e ajudar um pouco. O garoto parecia simplesmente odiar ser cuidado pelos outros, algo que Remus não entendeu. Sendo jovem, o garoto não tinha acesso à herança de sua familia, nem possuía um cofre de segurança para o caso da morte dos pais, então não podia se cuidar. Nem tinha porque ter tanta vontade de ser independente.

Ele estava num orfanato antes, quando Greyback atacou e mordeu as crianças, certo?

Decidindo pensar nisso mais tarde, Remus se voltou para o presente.

Roupas, livros, caldeirão... Ele passou pela lista mental novamente.

— Agora, só falta o animal e a varinha — disse pensativo.

— Eu não preciso de um animal — Nicholas cantarolou, tamborilando os dedos na perna, algo que ele fazia muito, notou Remus. — Eu tenho Rusty.

Lupin vagamente se perguntou quem era Rusty, mas deixou de lado para olhar para Edward.

— Então, Edward, o que você quer como animal?

— Um gato! — O garoto sorriu. — Leon me disse que gatos são legais e que ele sempre quis ter um. Então eu também quero.

— Leon, é? — Remus perguntou, com uma risada. — Certo... Vamos para a loja de animais, então?

— Vamos!

Remus então foi em direção à loja de animais, puxando um Nicholas muito interessado em vassouras da frente da loja de artigos para Quadribol. Edward era muito fácil de conviver, muito diferente do irmão problemático.

— Oh, bem, você pode procurar um gato, eu vou esperar aqui — ele disse, mantendo um aperto firme no ombro de Nicholas, que parecia emburrado. O garoto parecia arranjar problemas em qualquer lugar. Muitas vezes, Remus simplesmente sentia que devia manter o menino perto dele, ou ele iria se envolver em algo ruim. Lupin ainda estava um pouco horrorizado desde que o vira fumando no quintal, uma vez.

“Eu estava curioso” dissera o menino, com uma expressão confusa. A “curiosidade” dele era um perigo, decidiu Remus.

— Leon, vem comigo! — Edward correu até o balcão onde uma jovem o recepcionou sorrindo. — Moça! Eu e meu amigo queremos um gato! Ele quer um gato branco, mas eu não gosto, eu quero um preto. Fala pra ele que gatos pretos são bem melhores que gatos brancos! Ele não me ouve!

A moça olhou um pouco confusa para Edward, antes de suspirar.

— As coisas que eu tenho que fazer... Eu devia ter ouvido minha mãe — murmurou sob sua respiração. — Bem, se você gosta de gatos pretos, então deveria olhar os nossos. — Ela apontou em direção a várias gaiolas. — Temos alguns Lycon, Maine Coons e alguns Pelo-Curto Americano, mas não temos mais Kneazles. Quando encontrar o gatinho que você quer, traga-o pra mim.

Edward não entendeu nada do que aquela moça disse, mas resolveu seguir as ordens:

— Leon! O que acha desse gato? — Ele apontou para um belo gato preto de olhos azuis. — Como assim você não gostou? Esse gato é tão bonito... — Edward seguiu o "amigo" que queria mostra outro gato para ele.

— Ei, ei — Nicholas puxou a manga de Remus, distraindo-o de Edward e fazendo com que ele o olhasse, curioso. — Posso ir olhar petiscos para o Rusty..? Eu vou pagar — prometeu, inclinando a cabeça.

— Desde que não saia da loja...

— Eu não vou — assegurou, com um sorriso sincero. Ou Remus esperava que fosse.

— Ok.

Ah... Minhas mãos coçam... Nicholas pensou, desanimado. Na casa de Remus ele não podia fumar, e a sensação já estava começando a afogá-lo. Já fazia quase quatro anos desde que ele tinha começado e não havia parado. Agora, estava sem seus cigarros a quase um mês. Se virou e correu na direção do que pareciam ser petiscos para corujas, assim que recebeu a permissão. Adultos sempre pareciam bravos se Nicholas não os pedisse permissão.

Remus é chato, continuou em pensamentos irritados. Ele não larga do meu pé, que saco.

Sua irritação e o esforço para manter seu rosto cuidadosamente composto numa máscara de simpatia acabaram fazendo-o não prestar atenção para onde estava indo e trombar com alguém. Nicholas não era muito baixo, mas era muito magro, então facilmente caiu.

— Ai! — reclamou ele.

— Eu que digo isso! — retrucou uma garota, com uma voz fina e irritada. — Olha para onde anda, seu idiota cego!

A garota estava olhando para ele, um tanto incomodada. Seus olhos verdes cintilavam. Ela tinha cabelos negros longos e um ar refinado. Seu cheiro era nervoso, Nicholas notou. E ela não caiu. Isso o aborreceu um pouco, desde que isso significava que ele estava magro o suficiente para ser jogado no chão por uma garota.

Simplesmente ótimo. Mas de jeito nenhum ele a deixaria perceber que o incomodou. Ele tinha um orgulho muito grande afinal. Em vez disso, apenas levantou a sobrancelha, observando-a mais um pouco.

— Eu não sou idiota, senhorita — resmungou, levantando-se e limpando a poeira de suas roupas. — E se eu fosse realmente cego, a senhorita estaria em muitos problemas agora. Existem leis contra descaso com pessoas deficientes físicas, sabia? — Um sorriso mal-humorado surgiu em seu rosto. — O mundo não é seu, princesa.

A garota piscou, como se não tivesse ouvido direito. Por um segundo, parecia que não estava acostumada a ter pessoas que falavam com ela. No entanto, antes que Nicholas pudesse ter certeza disso, ela se recompôs.

— E o mundo também não é seu. — Ela cruzou os braços, com um sorriso meio arrogante. — Você é idiota pra ficar correndo assim?

— Acredito já ter respondido isso. — Ele encolheu os ombros e um sorriso educado. — Embora peço desculpas por ter trombado com você, afinal, é a coisa educada a fazer. — Se esticou levemente para pegar um pacote barato de petiscos pra coruja na parede. — Eu posso ter corrido mais do que deveria fugindo do que você poderia chamar de... adultos chatos. — O garoto suspirou dramaticamente.

Certo, isso é definitivamente divertido. Levou toda sua concentração para não rir. A menina parecia uma pequena gatinha tentando se mostrar forte. Uma pena para ela que ele já havia visto chihuahuas mais intimidadores.

— Adultos são incrivelmente chatos, como as outras pessoas... E garotos que ficam correndo sem se importar — retrucou novamente. Seus olhos percorriam freneticamente para o chão, embora parecesse tentar disfarçar. — Principalmente se são loiros e têm sorrisos idiotas. — Ela parecia zangada agora.

Nicholas riu, desviando o olhar para o chão, onde ele podia sentir o cheiro dela em um objeto. Provavelmente havia caído na colisão. Explicava um sua raiva, ele também odiaria se alguém o fizesse perder algo. Especialmente algo importante.

— Não sei o que é que está procurando, mas está em baixo da cadeira à sua esquerda — ele disse. — Realmente peço desculpas e, bem... Até algum dia, quem sabe? — Acenou, voltando para perto de Remus, que parecia prestes a ir acalmar a situação.

A garota olhou para onde o menino tinha dito, e achou sua presilha.

— Ainda bem — Nicholas a ouviu murmurar baixinho, pegando a presilha. — Era dela.

Ele não podia ter certeza se tinha ouvido corretamente, embora, desde que ela não estava falando com ele. Oh, bem. Audição de lobisomem era útil.

— Ah... Edward já achou seu gato? — Nicholas perguntou, observando-o.

— Você é um idiota! — gritou Edward, sem parecer perceber a presença dos outros dois. — É tudo gato feio! Eu não quero esse ai! — Apontou para um deles. — Você tem um péssimo gosto, Leon! Eu deveria ter te deixado em casa! — A briga parecia ficar cada vez pior.

Ah... Nicholas pensou, suspirando. Ele está dando um ataque de novo... Pelo amor de Merlim…

— Edward, por que não ignora Leon e pega o que você quer mesmo? Afinal, o gato é seu, e não de Leon. — Remus o lembrou provavelmente tentando acalmar o garoto.

— Nicholas, Remus, vocês estão aqui? — O garoto percebeu a presença dos dois, se acalmando. — Tudo bem, eu vou pegar esse gato aqui. — Ele apontou para um gatinho branco de olhos azuis. — O Leon sempre quis ter um gato, e eu prometi que daria para ele de presente, estou sendo injusto, me desculpe, Leon. Vamos logo, ainda temos que escolher um nome quando chegarmos em casa.

Remus suspirou, pagou o gato e saiu com os dois garotos ao seu lado. As pessoas já tinham começado a olhar.

— Sr. Lupin — Nicholas chamou, brevemente. — Esquizofrenia é comum em Bruxos?

— Por que a pergunta?

— É porque o Edward é meio maluco sabe. — E encolheu de ombros.

— Nicholas, Edward não é maluco. Ele só está numa fase um pouco complicada, as coisas que aconteceram com ele...

— Também aconteceram comigo — Nicholas cortou. — Ah, quer saber? Não importa.

O menino loiro sorriu já recomposto. Ele me irrita, pensou, no entanto. Sempre tentando ser legal desse jeito...

— Certo, então vamos para a loja de varinhas. — Remus disse, já dirigindo-os para lá.

A loja era velha e empoeirada, mas isso era realmente comum no mundo dos bruxos. Eles tinham o Caldeirão Furado, afinal.

Remus abriu a porta, deixando-os passarem antes de entrar. Vagamente, Nicholas notou a garota da loja de animais ali também. Se perguntou como ela tinha chegado mais rápido que eles, sendo que saíram antes. Talvez aparatação ou algo do tipo?

A menina estava olhando para algo em suas mãos, uma varinha de cor marrom clara, que parecia — e era — leve. Seu semblante era incrivelmente feliz, até corando um pouco. Tão envolvida em seu mundo interior, que nem ao menos notara a presença dos novos visitantes.

Ela é mais bonita assim, decidiu o loiro.

— Ora, ora, o que temos aqui... Remus Lupin, não? — Olivaras perguntou. — E... Edward Wolff, além de... oh! Nicholas Sanders?

— Sanders? — A garota que antes estava concentrada em seus pensamentos disse em voz alta. — Você disse Sanders?

Depois, percebendo o que tinha feito, olhou para os lados, um tanto envergonhada.

Nicholas inclinou a cabeça, com um suspiro.

— Ele disse. — Lançou um olhar levemente irritado para o velho, já não gostando dele. —Olá, senhor Olivaras.

Olivaras sorriu.

— Olá senhor Desaparecido. — Acenou. — Os senhores vieram pegar suas varinhas, eu suponho. Aproximem-se, aproximem-se.

— Pode ir primeiro, Edward. — Nicholas apontou. Eu quero ficar bem longe desse cara...

Edward correu até o balcão, parecendo incrivelmente animado. Nicholas se perguntou se era por causa da sua varinha. Ele quase podia ver um arco-íris de alegria saindo da cabeça do irmão adotivo.

— Ei, vovô, como você sabe o meu nome? A minha fama de herói já se espalhou pelo mundo, não é mesmo? — Edward explodia de tanta alegria. Então não era sobre a varinha, afinal? — Me dê uma varinha que me ajude a derrotar os vilões! Como meu nome já é reconhecido vou precisar de uma varinha de super-herói!

Ou ele é só idiota.

Olivaras riu.

— Ah, Senhor Wolff, eu não escolho as varinhas, é a varinha que escolhe o bruxo. — ele explicou. — Por que não tenta essa? Azevinho, coração de dragão, 24 centímetros, maleável.

Edward pegou a varinha e encarou Olivaras.

— Não, não. — Menos de um segundo depois ele pegou a varinha de volta da mão dele. — Tente essa... Pena de fênix... — E, depois do que pareceu uma eternidade para Nicholas: — Talvez essa aqui... Pereira, pelo de cauda de unicórnio, doze polegadas e 3/4. — Ele entregou a varinha para Edward.

Edward pegou e logo em seguida saíram faíscas da varinha.

— Tá com defeito! Não quero essa!

Olivaras olhou um pouco ofendido.

Oh... Nicholas riu em pensamentos. Ele é definitivamente idiota.

— Era exatamente isso que deveria acontecer, meu jovem — ele disse, em um tom um pouco duro. — Eu não fabrico varinhas com defeito. São sete galeões.

— Então é minha? — Ele olhou encantado para varinha. — É ela que vai me ajudar a derrotar os vilões? Obrigado, vovô! — Edward voltou para o lado de Remus. — Sua vez, Nicholas! Aposto que não consegue uma varinha tão legal quanto a minha!

— Sanders... — a garota murmurou. — Eles disseram que ele devia ter morrido... Escória. — A última palavra foi quase num suspiro.

Nicholas ficou tenso quando ela citou seu nome, mas segurou uma expressão relaxada em seu rosto, ainda mais ao ouvir aquela última palavra.

— Escória — ele ouviu baixinho em seu ouvido. — Escória deve morrer... — uma risada sinistra encheu sua mente, e o sentimento de fugir voltou.

Fugir, fugir, para longe. Sempre para muito longe.

Ele sorriu, sua máscara alegre em seu lugar, caminhando até Olivaras.

— Bem, jovem Sanders, é realmente uma surpresa que você conseguiu voltar ao nosso mundo...

— Oh, bem, você sabe. — Riu, brevemente. — Um Sanders não desiste tão fácil. E já me disseram várias vezes que eu sou realmente chato de matar. — Ele projetou o queixo, desafiando qualquer um a tentar contrariá-lo.

— Bem, tente essa varinha. Cipestre, corda de coração de dragão, flexível. — Entregou a varinha. Mal Nicholas a tocou antes que a varinha fosse retirada de sua mão. — Não, não... Essa aqui, talvez, cedro e pelo de unicórnio...

Irritantemente, ele continuou assim pelo que pareceu uma eternidade. Varinha após varinha e Nicholas podia sentir sua frustração crescendo.

— Talvez... Uma boa combinação... Cedro, pena de cauda de fênix, 12 polegadas e meia, pouco maleável...

Nicholas suspirou alto quando as faíscas vermelhas e brancas subiram pela ponta da varinha. Sem esperar, ele puxou sete galeões do bolso e entregou para Olivaras.

— Tenha um bom dia — desejou educadamente antes de tentar fugir, apenas para ser parado na rua de frente da loja pela garota estranha.

— Oh, então você é um Sanders. — Ela sorriu venenosamente. — Que interessante, muito interessante.

Mas suas mãos tremiam enquanto ela falava isso. Nicholas pegou o movimento, então ele parou e suspirando, olhou novamente para a garota. Seus olhos não demonstravam nenhuma emoção e tinha um sorriso educado.

— Realmente. Quando descobriram que eu estava vivo, acho que deu para notar o quanto as pessoas acham isso interessante... Queriam me colocar no jornal. — Ele pareceu horrorizado com a idéia.

— Pensei que queriam te botar num zoológico, Nicholas Sanders.. — Ela riu, um tantinho arrogante novamente.

Nicholas riu.

— O lugar de cães não é no Zoológico, princesa. — A piada interna tinha um gosto amargo. — É nas ruas.

— Não acho isso. — A garota deu um meio sorriso. — Cães são diferentes de pessoas como você. — Depois, o sorriso desafiador dela voltou.

Nicholas sorriu, com os olhos brilhando de humor.

— Suponho que agora são mesmo. — concordou. Bem, já faz um ano... Ele se perdeu em pensamentos por um segundo.

— Não quero saber da sua vida. — Ela olhou para o chão, confusa. — Não ligo para os Sanders, nunca liguei.

Nicholas riu.

— Perdoe-me. Às vezes eu falo demais em uma discussão. — Ele sorriu brilhantemente. — Embora, a senhorita devesse parar de mentir tanto... Não faz bem para a saúde. — completou com um encolher de ombros e um ar ousado.

Ela era fácil. Muito fácil de ler.

— Mentir? — A garota riu um tanto ofegante. — Eu não estou mentindo, idiota. — Sorriu.— Você é irritante.

Oh, é o que você gostaria de acreditar, cantarolou Nicholas em pensamentos. Discutir com ela era divertido.

— Ah, isso é algo que nós concordamos! — Seu tom era alegre, sem vacilar. — Eu sou irritante. O mais irritante de todos, não acha?

— Irritante. — O olhar gélido dela estava falhando, então suspirou. — Você d-devia... Devia... — Ela não conseguiu completar a frase, seu tom nervoso era outra indicação para o quebra cabeça que Nicholas montava em sua cabeça.

— Morrer? — ele completou por ela, gentilmente, embora o tom fosse sombrio e amargo. Ele não parou de sorrir, apesar da ideia mórbida. Na verdade, seu sorriso parecia só se tornar cada vez maior.

A menina fixou o olhar nele, sem piscar. Ficou assustada com aquilo, até um tanto paralisada. Não, não por medo. Por causa da surpresa. Aquele loiro irritante conseguia falar até aquele tipo de coisa com um sorriso. Com um sorriso. Ela o encarou, um pouco chocada.

Até que, uma mão apoiou-se sobre o seu ombro e ela estremeceu um pouco, depois olhou para ver quem era. Ah, sim, Louis. Sorriu.

— Senhorita Vivi Cobbens — ele disse com um sorriso caloroso.— Você deveria ter me encontrado perto da Floreios e Borrões, fiquei preocupado.

— D-Desculpe. — Ela se recompôs. — Desculpe, Louis.

— Peço desculpas por ela, senhor. — O loiro irritante sorriu encantadoramente para Louis. Estava tentando bajulá-lo? Vivi quis franzir a testa, tentando ver a vantagem nisso. — Eu posso ter me envolvido em uma discussão bastante agradável com senhorita Cobbens, sinceramente, peço perdão por ter atrapalhado. Talvez eu a veja na escola... senhorita Cobbens. — Sanders piscou, sorrindo para ela. — Vamos Sr. Lupin, vamos. Temos que almoçar.

Eles saíram.

— E-Ele... — disse Vivi, irritada.

— Não se preocupe. — Sorriu Louis. — Eu achei-o interessante, senhorita. — Ele piscou. — Podem ser amigos, até. Vamos ver. Mande-me cartas enquanto estiver lá, certo? Eu posso ser apenas mais um empregado, mas me preocupo com a Senhorita, parece uma irmã, se me permite dizer.

Vivi sorriu para ele.

— Claro, claro.



Notas finais
Gostaram? Se gostaram deixem um review! E se realmente, realmente, realmente gostaram, favoritem a história para nos manter postando!Falows ae galerinha!