Notas iniciais
Oioie Gente linda do meu coração!

Bom, essa história ela é um pedido de desculpas em especial para a Luna chan, que veio me pedir satisfações. Mas ela vale para todas as pessoas que estavam lendo Make ir the way I want, que é a fic que eu escrevi e disse que postaria mais capítulos... Mas... Infelizmente isso não vai acontecer. Me desculpem.

Foi meio difícil escrever essa história, primeiro porque eu nunca escrevi com prazo, depois porque eu percebi que não consigo escrever bem o Aomine com o Kuroko. Kuroko para mim é do Akashi gente! Me desculpe!

Por isso, se tiver alguma coisa errado, mais uma vez, desculpe-me. Eu escrevei e revisei, mas nunca se sabe se algo pode sair do jeito que eu não esperava. Então, se notar algum erro, ficaria muito grata se você me mostrasse. Eu mudarei o que quer que esteja errado. :3

Lembrando que as aspas são para mostrar pensamentos do personagem, e falas sem estas são ditas por eles!

Sem mais delongas, leiam á vontade a minha história! Espero que vocês gostem! ♥

POV. Kuroko

Kuroko acabava de acordar de uma noite extremamente desgastante. Abria seus olhos, mas com preguiça demais para olhar para o lado oposto da cama. Continuou então, deitado com as cobertas cobrindo certa parte de seu rosto. Não estava exatamente uma semana fria, então por que da sensação térmica...?

— “Ah, sim... Ontem eu dormi aqui, com o Aomine-kun...” – lembrou-se, assim que avistou suas roupas jogadas no chão e, em especial, uma camisa rasgada. – Como vou fazer para ir para casa assim? – murmurou em desgosto.

Claro, se pegasse escondido poderia “roubar” uma roupa de Aomine. Mas não faria. Mal se sabe o que ele poderia fazer caso o fizesse. Optaria então, por colocar seu habitual uniforme da Seirin e fechar totalmente sua jaqueta, fazendo assim com que não parecesse que sua roupa estava rasgada quando fosse embora. Quando Kuroko conseguiu recuperar todos os seus sentidos devidamente, percebeu um ronco do seu lado. Procurou então tatear com a mão em busca do som deste barulho.

Achou então a pele de um certo moreno, ainda totalmente coberto.

Parecia que Aomine tinha esse fetiche. Kuroko sempre deve estar sem roupa e o moreno, com todas elas intactas. O máximo que ele já vira o outro fazer é abrir sua camisa e o seu zíper. Nas outras vezes em que Kuoko vira o moreno totalmente despido, foi quando tomou banho com o mesmo.

“Aquela não foi a melhor experiência... Foi um tanto... Desnecessário ter feito aquilo no chuveiro”.

Lembrava-se de uma banheira totalmente lambuzada depois do ato e muita espuma em lugares que não deveria haver tanta quantidade dela. Mas já que Aomine disse que o azulado algum dia se acostumaria, teria que aguentar este fazendo isso de novo à sua pessoa.

— Hm... – Murmurou preguiçoso alguém do seu lado. Kuroko finalmente virou seu rosto para o lado, procurando ver seu parceiro. – Ah, Tetsu... Você já esta acordado...?

— Já sim, Aomine-kun.

— Mesmo depois de ontem? – brincou com um sorriso maroto.

O moreno estava numa posição muito sensual, diga-se de passagem. Sua camisa com apenas 3 botões abertos evidenciavam seus músculos do peito, e parte de seu corpo estava para fora do edredom. Uma mão se encontrava na frente de seu olho direito, e a outra se apoiava na região do baixo ventre, parte que o edredom e possivelmente a calça, escondiam.

— Ah, estou com fome... Quer comer algo fora, Tetsu? Hoje é domingo, não há motivo para recusar, penso. – Disse ele, já se sentando na cama.

— Desculpe Aomine-kun. Prometi ver o Kise-kun hoje, ele disse que queria muito ver tênis novos para ele e que precisava de mim. – Lembrou-se o tanto que o loiro implorou e o escândalo que este fez ao fazer o pedido. Não teria aceitado se não estivesse precisando de um par deles também.

— Kise? Por quê? Nhá, faça o que quiser... Mas venha mais uma vez aqui em casa á noite.

— Mas Aomine-kun, amanhã é segunda... Não seria melhor passar a noite na sexta?

— Ok, ok, eu passo na sua casa á noite. Não tenho problemas em chegar atrasado no treino da manhã mesmo... – Levantou-se da cama, caminhando em direção da cozinha.

— Não acho que deveria atrasar. Akashi-kun pode ficar nervoso com todas as suas faltas. Virei aqui se isso evitar você de faltar amanha. – Disse o azulado, finalmente levantando da cama.

— Não tem problema. Esse ano já esta acabando, e no próximo nenhum de nós vai se ver mesmo.

Era disso que ele tinha medo. De não ver mais sua luz. Não queria ser lembrado que não mais se veriam próximo ano, era como se ele não se importasse se isso aconteceria ou não. Queria que houvesse um modo de impedir isso, mas parece que o moreno não se empenhava em ajuda-lo. Teriam que se separar alguma hora, mas não sabia como fazer isso...

Já estava viciado demais no mais alto, afinal.

Viciado em seu cheiro, viciado em sua voz, em seu corpo, em seu rosto, viciado no que faziam á quatro paredes, viciado do jeito que este o fazia perde o controle de todo e qualquer pudor que este tinha dentro de si, viciado em como este fazia tudo isso naturalmente. Só tinha certeza de que isso não era um sonho porque sabia que alguma hora o moreno se cansaria e iria embora. Parece que aquele momento estava não muito longe de ocorrer.

— Tetsu...! Vem comer alguma coisa antes de ir embora ver o maldito do Kise! Você não vai quere sair antes disso e desmaiar numa loja, quer? – Gritou o mais alto da cozinha, chamando sua sombra.

— Certo. Obrigado, Aomine-kun. Já estou indo. – Resolveu se perder em pensamentos quando estivesse sozinho. Ou resolveria o futuro quando este fosse presente. Se Aomine não queria mais se relacionar com o menor, então teria que aceitar. Não forçaria sua fina camada de amizade com seu egoísmo.

---//---

Acabava de chegar em casa. Tomara seu banho e estava colocando a sua roupa, para se encontrar com o loiro na rua. Na verdade, não queria de sair de sua casa, e nem mesmo do carinho do moreno, mas já havia prometido comparecer ás lojas com o maior.

“Quem me dera poder ficar com o Aomine-kun hoje... Não teremos tanto tempo juntos, afinal de contas... Esse ano já esta acabando, mas eu realmente queria continuar com ele no próximo... Claro que, na quadra isso não aconteceria novamente, mas...”.

A verdade é que Akashi-kun tinha dito para todos da conhecida “kiseki no sedai” que não se veriam próximo ano, já que eles deveriam achar o melhor entre eles. Não teriam como jogar juntos de novo, e isso o deixava triste. Era horrível ter de aguentar todo o peso que os últimos jogos fizeram á Kuroko, em que ele não se sentia vencendo. Ogiwara-kun já não se comunicava mais, e ainda havia abandonado o basquete por sua culpa. Não queria ter que perder ainda sua luz.

“No mínimo queria reencontrá-lo próximo ano na cama...”.

Censurou seu próprio pensamento. Claro que, as noites de sexo com Aomine era ótimas, mas ele não queria que o relacionamento dos dois acabasse por aí. Queria que tivesse algo a mais, algo mais sério...

“O que eu estou pensando? Sou o total oposto do que o Aomine-kun desejaria na cama... Meu busto não é grande e nem uma parte do meu corpo é feminino. Além de que, há muito mais de um abismo sem fim nos separando. Ainda tenho que parar de vê-lo, para que não seja tão doloroso.”

Saiu de sua casa sentindo solidão por saber que teria que deixar o moreno alguma hora. Será que ainda encontraria uma nova luz? Não, não queria uma nova luz, queria seu Aomine. Queria o calor que o corpo dele emanava cada vez que praticavam o coito, queria tê-lo em seus braços, e pertencer aos braços dele.

Mas essa realidade parecia fora de questão. Pelo menos esse ano ainda poderia tê-lo consigo, embora não do jeito em que desejava.

— Kurokocchi! – O loiro disse assim que Kuroko abriu a porta.

— Kise-kun? Por que esta me esperando aqui do lado de fora?

— Ah, é que eu fiquei com muita vontade de ver o Kurokocchi, então tive que vir até a casa dele para vê-lo o mais rápido possível! – Disse Kise, de um jeito manhoso. Kuroko apenas trancou a porta de sua casa e começou a andar na direção das lojas sem nem falar nada à Kise. – Kurokocchi! Que rude! Espere-me!

— Vamos logo, Kise-kun.

— Kurokocchi!!!

---//---

POV. Kise

— Nhá, me ajude Kurokocchi! Eu não sei decidir entre esses dois!

— Como você quer que eu ajude a você decidir qual tênis prefere?

— Kurokocchi!

— Sim, sim... Hm... – Olhou mais atentamente aos pares de tênis perto do modelo. – Gosto mais do branco, mas com qual você se sente mais confortável?

— Vou levar o tênis branco, moço!

— Você poderia pelo menos ter respondido minha pergunta...

— Ah, mas se o Kurokocchi disse que prefere o branco, é porque é o melhor!

— Eu não estaria tão certo disso... Deveria levar o que te deixa mais confortável.

— Mas o branco é o melhor, mesmo!

— Sim, sim... Vamos embora agora?

— Mas e o seu, Kurokocchi?

— Outro dia eu posso comprar o meu. Só vamos embora, por favor, Kise-kun.

— Hm... Ok então...

Ryouta estava deveras preocupado com o seu colega de equipe. Afinal, mesmo que Kurokocchi não falasse muito, havia algo errado com ele. O loiro queria conseguir ignorar o que estava acontecendo com o menor, mas não conseguiria conter sua curiosidade.

— Vou indo então. Espero ter ajudado bem na sua escolha, Kise-kun.

— Espera, Kurokocchi! Eu vou com você até a sua casa!

— Não precisa, Kise-kun.

— Por favor! Deixa eu ir com você! – com certeza descobriria o que acontecia com a sombra.

— Tudo bem... Não seja tão barulhento, por favor.

Saíram então da loja, após o modelo pagar ao caixa o preço dos caros sapatos da loja.

— Kurokocchi, esta tudo bem?

— Sim, por que a pergunta?

— Você esteve quieto demais durante todo o nosso passeio...

-...

— Vê? É disso que eu estou falando.

— Kise-kun, nada aconteceu. Obrigado pela sua preocupação.

— Mas deve ter acontecido algo! Foi por causa do que fizemos na última partida? Me desculpa, Kurokocchi!

— Com certeza foi horrível e desrespeitoso o que vocês fizeram... Mas não estou quieto por causa disso.

— Então o que?

— Nada, realmente.

— Kurokocchi!

-...

-...

Um silêncio se instaurou entre eles. O que poderia ter acontecido que deixou Kurokocchi tão abalado? Se não era relacionado ao jogo, e nem mesmo ao que Akashicchi disse para eles, então o que poderia ser?

Será que estava relacionado ao Aominecchi? Ou algo como o recém-descoberto namoro dos dois? Kurokocchi não sabe que o loiro sabe sobre eles, e nem que já os viu no vestiário... Será que era recomendável contar?

— Kurokocchi... Isso tem a ver, talvez, com o Aominecchi?

-...!

-...?

— Não... Não tem nada á ver com o Aomine-kun... Por quê?

— Hm... Eu vi vocês dois uma vez no vestiário... Vocês estão namorando não?

Kurokocchi parecia ter gelado de um momento para o outro. Então, ele não queria que eles fossem vistos mesmo... Ao ponto dele ficar daquele jeito... Deveria ter algo á ver com o moreno mesmo.

— Você... Quando?

— Á um tempo atrás... Vi vocês se beijando dentro do vestiário. Tem algo haver com o relacionamento de vocês, Kurokocchi?

— Nós... Não estamos namorando, Kise-kun

— Você queria namorar ele Kurokocchi? Por isso você esta quieto hoje?

-... Eu não sei mais. Faz já bastante tempo que ele me disse que me amava, mas não quer aceitar um relacionamento comigo... Agora que estamos no final do ano e vamos nos separar, por que ele iria querer ficar comigo?

“Ah, agora fez muito sentido... Por isso ele está desse modo... Ele queria que fossem namorados.”

— Deveria falar com ele, Kurokocchi! Aominecchi com certeza também quer que o relacionamento de vocês evolua! Assim vocês realmente não vão continuar no próximo ano!

— Não vai dar certo Kise-kun... Por favor, só me deixe ir sozinho o resto do caminho.

— Mas Kurokocchi...

— Por favor.

Kurokocchi chorava. Pela segunda vez, o modelo viu a sombra chorar. Não queria ser novamente, um dos causadores desse choro. Embora agora, mais chorava por conta do moreno do que por ele. Deveria mesmo ir embora?

— Kurokocchi... Eu... Desculpe-me. Boa sorte com vocês...

Talvez esse fosse o melhor. Deixaria ele sozinho, já que este não queria companhia. Iria simplesmente para casa, era o melhor a fazer agora. Só esperava que tudo se resolvesse entre eles.

---//---

POV. Aomine

Tetsu ainda não havia aparecido em sua casa. Já eram quase 21:00, por que diabos eles não apareceu depois de sair com o maldito Kise?

— Ah, que merda! Vou ter que ir na casa dele... Eu não estou preocupado, claro! Só quero que minha noite seja boa.

Pegou seu casaco e disse para sua mãe que passaria a noite na casa de um amigo, e que este já havia combinado com ele sobre isso. Voltaria amanhã, sem mais delongas.

“talvez eu devesse puni-lo quando chegar... assim ele irá na minha casa na próxima. Heh, tenho certeza que ele vai gostar disso... afinal, ele é minha putinha.”

Só imaginava por quanto tempo ele seria sua sombra. Precisava e sentia a necessidade dele todas as noites, além de que sempre cuidava de si. Não queria ter que se separar dele no próximo ano, mas o que poderia fazer? Haverá realmente algum dia em que eles não irão mais estar juntos, afinal, eram ambos homens. Obviamente não tinha um problema com isso, tanto que aceitou ter um relacionamento com ele. Embora ele nunca houvesse pedido diretamente ele em namoro, sabia que namoravam. E Tetsuya sabia disso também, correto? Correto.

Só não sabia por que não se sentia certo quanto á isso.

— Bom, cheguei. Só espero que ele atenda.

Tocou a campainha duas vezes. Bateu na porta. Ninguém atendia, e parecia que isso não iria acontecertão cedo. Tentou então, gritar seu nome. Por que diabos ele não atendia? O que havia acontecido?

— Tetsu! Tetsu, você esta me ouvindo!? Você esta aí? – Gritou mais uma vez.

Ok, agora estava preocupado de verdade. Sua sombra não estaria tarde da noite fora de casa. Ligaria para ele, antes de arrebentar a porta. Mas infelizmente, ninguém atendeu, depois de várias chamadas, além de ter ouvido o toque do celular no andar de cima.

— Tetsu!

Desesperado, já estava quase que arrombando a porta com o peso de seu corpo. Até que ouviu uma voz de dentro da casa, e ficou em silêncio para ouvi-la.

— Aomine-kun? O que esta fazendo aqui? – Uma voz sonolenta chamou-o por detrás da porta.

— Tetsu, por que não me abriu antes?! – gritou assim que o menor abriu a porta.

— Me desculpe, eu estava dormindo... Só acordei quando ouvi meu celular tocar.

— Fui eu que liguei!

— Eu sei disso...

Não sabia o que dizer. Há momentos atrás provou para si mesmo que sentia uma preocupação sem limites por ele, e não queria mostrar esse lado para Tetsu. Abraçou-o, tentando se confortar por saber que seu namorado estava bem.

— Aomine-kun...?

— Se prepare Tetsu... Vou te punir por não ter aberto para mim antes.

— Aomine-kun...?

Entrou dentro da casa de Tetsuya, já fechando a porta atrás de si com os pés. Beijou lascivamente a boca dele, já enfiando sua língua. A reação de Kuroko era a melhor! Sempre do mesmo jeito sensível de sempre, gemendo inconscientemente, e tentando se conter no começo. Assustou-se um pouco no começo, mas alguma hora ele cederia, e quando isso acontecer, será o ponto em que começariam de verdade.

— Aomine-kun... Por favor, não!

— Não é verdade não, Tetsu? Sei que por dentro você esta desejando isso mais do que eu.

— Não é verdade... Ah! – Gemeu quando o moreno apertou sua bunda com as duas mãos.

— Não é, né? Então por que essa falta de resistência?

— Eu... Nhm...

— Venha comigo.

POV. Kuroko

Não conseguiria resistir. Nunca conseguia na verdade. Não atendera Aomine-kun antes por que estava dormindo depois de chorar tanto, pensando na conversa que tivera com Kise-kun. Mas não importava o que ele mesmo dissesse: não conseguiria resistir a todos os encantos e provocações do maior. Sabia no fundo que sim, necessitava do toque do moreno. Mas jamais admitiria isso á si mesmo.

— Aomine-kun, espera...

— Não esperarei.

— Só... Nhm... Não faça isso na porta de entrada...

Aomine então colocou as duas pernas do menor em torno de sua cintura, levando-o até a cozinha. O colocou então em cima da mesa, já começando a tirar sua blusa. Levou os lábios ao pescoço de Kuroko, já chupando e mordendo, recebendo gemidos de volta. Foi abaixando sua boca, ainda chupando em todos os lugares possíveis do corpo de Kuroko, dando uma atenção especial em seus mamilos – que já estavam duros e vermelhos.

— Aomine-kun... Nhm... Por favor...

— O que você quer, Tetsu...?

— Eu... Posso te chupar? – Seu olhar foi o mais envergonhado possível, e na visão de Aomine, totalmente sensual.

— Hm... Pode sim.

Aomine então levantou-se de sua posição envergada, ajeitando a postura e mantendo o corpo de pé. Kuroko, levantando-se da mesa, ajoelhou aos pés da grande figura masculina á sua frente, que exalava testosterona. Aomine sempre o deixava louco apenas com seu cheiro. Realmente, não sabia como se separaria dele algum dia.

— Heh... Você parece bem feliz não? – Disse Aomine, assim que Kuroko abaixou.

— Como assim? – Disse, transpirando.

— Com o fato de me chupar agora... Só de ver a sua cara feliz, percebo o quanto fica excitado só de pensar em fazer isso em mim.

— Hm... Não é assim... Eu...

— Não precisa fingir para mim... Sei o quanto você quer isso, não é? Chupe o meu pau então.

— Nhm... Claro...

Kuroko então abriu a braguilha da calça de Aomine, logo abaixando até o meio das coxas. Abaixou sua cueca preta também, á mesma altura da calça. Sabia que Aomine não gostava de ficar sem a calça e nem a blusa, provavelmente para mostrar o seu domínio pelo menor, que com certeza estaria nu e entregue a ele. Começou uma lenta masturbação no falo de Aomine, já lambendo a parte de baixo de sua extensão. Passava a língua por cima, e chupava de leve sua cabeça. Aomine, percebendo a falta de iniciativa do menor, segurou seus cabelos e empurrou sua cabeça, para que realmente o chupasse até a sua base. Empurrou a cabeça de Kuroko até o fim da extensão de seu pênis e, incrivelmente, esse ato não fez com que o azulado se engasgasse.

— Está tão acostumado a chupar meu pau que nem se importa de ir até o fim, não é? Tetsu...

Kuroko gemeu com a frase do mais alto, percebendo o quanto já estava entregue. Era verdade a afirmação dele, mas causava certo envergonhamento no menor de saber disso. Aomine puxou a cabeça de Kuroko para trás, a fim de fazê-lo se afastar de seu pênis. Abaixou seu corpo para ficar frente a frente com Kuroko, beijando sua boca e sentindo o gosto de seu pré-gozo. Puxou sua própria gravata enquanto praticavam o ósculo, assim amarrando as mãos de Kuroko na perna da mesa. Aproveitando da imobilidade de sua sombra, passou a mão por entre suas pernas.

— Veja como você é promíscuo, Tetsu... Já esta tão duro e molhado só de me chupar. Admita que gosta.

— Nhm... Eu gosto de chupar seu pau... Aomine-kun...

— Você sempre faz tudo àquilo que eu mando, certo?

— Hah, sim...

Aomine se levantou andando até a gaveta da cozinha de Kuroko, pegando a faca menos afiada que tinha ali, passando no mármore da pia de Kuroko, deixando-a quase sem corte. Voltou ao encontro de sua sombra, passando a faca em seu pescoço assim que abaixou em sua altura.

— Hah, não, Aomine-kun... Pare...

— Você não iria fazer tudo àquilo que eu mandasse?

— Sim, mas isso... HA! – Kuroko não conseguiu segurar seu gemido assim que a faca foi arranhando do seu pescoço ao peitoral, arrepiando seus mamilos quando esta passou por eles.

— Sh... Silêncio Tetsu...

— Nhm...

Aomine passou a faca por toda a extensão de seu peitoral. Foi arrepiando o corpo de Kuroko, passando pela sua cintura e barriga, cortando assim, seu baixo ventre. Percebendo o sangue escorrer, abaixou-se até o sexo de Kuroko, lambendo o corte. O menor segurou o máximo possível seu gemido quando isso aconteceu, respeitando a ordem dada pelo moreno anteriormente.

— Bom garoto...

Aomine largou a faca no chão, deixando suas mãos livres para abrir a braguilha da calça do outro, jogando-a longe junto com a roupa íntima de Tetsuya, num lugar onde não foi procurado pelos olhos do menor. O moreno começou uma masturbação na sua sombra, olhando fixamente para seu rosto, procurando vê-lo gemer. Porém, ele estava firme em sua “missão”, segurando até o mínimo suspiro.

O maior sorriu com a atitude dele, se abaixando até o pênis deste lambendo toda sua extensão. Passou a mão direita na base do pênis, chupando apenas seu falo, o que fez com que finalmente, Kuroko gemesse um pouco mais alto.

— O quanto será que você aguenta sem gemer para mim, hein, Tetsu?

— Nhm, não... Eu... Consigo...

— Aceita o desafio então?

Kuroko meneou sua cabeça, mostrando que conseguia segurar os seus gemidos das provocações do maior. No fundo, sabia que em dado momento sucumbiria às suas carícias.

Aomine soltou as mãos de Kuroko da mesa, deixando-as amarradas ainda com a gravata. Colocou dois dedos seus na boca de Kuroko, o qual compreendeu a nova ordem. Este lambeu seus dedos, tentando mostrar algum sinal de urgência ao mostrar sua língua entre eles. O moreno retirou seus dedos de dentro da boca dele quando os percebeu lubrificados, já passando por entre suas nádegas e colocando um dedo na entrada apertada do azulado, roçando sem antes entrar, para excita-lo. Quando finalmente colocou seu dedo dentro de Kuroko, este suspirou mais pesadamente. Seu dedo ia para dentro e fora, girando por algumas vezes e quando adentrou os dois dedos, fez movimentos de tesoura, alargando o que podia para não machucar o pequeno.

— Nhm...

— Hm? Já esta desistindo?

— Não... Ainda.

Aomine colocou o menor em seu colo, roçando seu pênis em sua entrada. Forçou o quadril de Kuroko para baixo, adentrando sem hesitar ou esperar ambos se acostumarem. Kuroko gemeu em surpresa, tremendo seu corpo por inteiro.

— Vamos ver o quanto você aguenta assim...

Começou então a finalização do ato. Kuroko sem mesmo perceber, rebolava e pulava no corpo de seu amante, absorto no prazer que este dava para si. Aomine segurava sua cintura, levando sempre para baixo o corpo do menor, fazendo a penetração ser cada vez mais violenta. Obviamente, Kuroko não conseguiu segurar seus gemidos mais, começando a gritar toda vez que Aomine forçava seu corpo para baixo. Já estava se entregando sem nem perceber.

— Você é a minha puta, Tetsu... Nhm...

— Sim, hah! Eu sou!

— Você é o que, Tetsu?

— Sua puta! Hah! Daiki!

Aomine sabia. No momento em que Kuroko começava a chamar seu primeiro nome, era porque seu prazer já era imenso, e começava a se entregar à luxúria.

— Rebola mais no meu pau, vai... Eu sei que você gosta Tetsu...

— Gosto...! Daiki, mais fundo! Nhm!

A sensação frenética do sexo parecia nunca acabar. Quanto mais Kuroko rebolava em seu pênis, mais parecia que Aomine sentia tesão e fincava sua unhas em seu traseiro. Percebendo seu parceiro ficar mais fraco por conta da posição, Aomine tirou-o de seu colo, colocando ele de quatro no chão, com o peito colado no chão, devido á suas mãos estarem atadas.

Recomeçou a penetração feroz que fazia em seu amante, ora arranhando as costas de Kuroko, ora mordendo seu pescoço.

— Nhm... Daiki... Eu estou chegando perto...!

— Vai Kuroko, goza pra mim...

Aomine estapeou a bunda de Kuroko, fazendo este gritar um pouco mais alto com a sensação de ardência desferida contra ele. Fez esse ato mais uma vez, e logo depois, Kuroko gozou. Sua entrada ficou mais apertada, e o movimento desferido contra o traseiro do menor, dificultado.

— Kuroko, eu vou gozar também...

— Goza dentro de mim... Daiki... Ha... — Em duas estocadas mais, Aomine jorrou sua semente dentro do Kuroko.

Sentiu sua cabeça dar algumas voltas, assim que desabou no chão, não tendo mais forças para continuar na posição. Acabou de deitar nele, sentindo o assoalho frio em seu corpo quente.

— Tetsu? Está tudo bem?

— Sim... Eu só me sinto cansado...

— Consegue segurar aqui no meu ombro?

Aomine desatou as mãos de Kuroko, jogando a gravata no chão e deixando os braços marcados de Kuroko em seus ombros. Segurou em baixo dos joelhos do pequeno com um braço, e com o outro, apoiou suas costas. Levantou-se do chão, levando Kuroko para o quarto.

Queria conversar com o maior. Esperava ter energia suficiente para seguir com um embate sobre a relação dos dois. Sabia que não viraria um namoro nessa etapa do ano, mas esperava entender como as coisas se desenrolariam dali para frente com o moreno. Quando subiram ao quarto dele, Aomine o colocou na ponta da cama, e deitou-se do lado oposto, cobrindo o copo dos dois e abraçando o azulado.

— Hm... Aomine-kun?

— Diga, Tetsu.

— O que vai acontecer daqui pra frente?

— Como assim?

— Quando acabar esse ano, nenhum de nós vai no encontrar novamente fora das partidas, já que todos mudaremos de escola. Correto?

— De certo modo sim. Por quê?

— Nós não vamos nos encontrar mais fora da quadra?

-... Isso te preocupa?

— Eu... Sendo bem sincero com você, Aomine-kun... Não queria que acabássemos com o que temos agora, mesmo não sendo um namoro...

— Como assim? É claro que estamos namorando! Infelizmente teremos que nos afastar, mas vai ser durante um tempo apenas!

— Eh? Mas você nunca me pediu em namoro!

— E precisava? Achei que já estava subentendido!

— Eu passei esse tempo todo achando que você não estava comigo?!

— Você achou isso?

— Mas... Você olha para mulheres, lê revistas pornôs e nunca disse que me ama!

— HAHAHA! Não sabia que você era tão romântico, Tetsu! É claro que eu vejo revista de mulheres! Eu sempre li! E sempre esteve óbvio que eu te amo, não? Se não, não estaria junto de você.

— Mas... eu não sabia.

O rosto emburrados do pequeno fez Aomine repensar todos os receio que achava que Kuroko tinha. Realmente eram verdade. Sempre pensou que não precisava disso, além de sempre dormirem juntos, irem ao Maji Burguer juntos... Era isso que namorados faziam. E ler revistas pornôs? Ele sempre fez isso! Não sabia porque Kuroko se importava com isso. Mas talvez tenha feito errado. Talvez devesse pedir em namoro o amor da sua vida, mesmo que tardiamente.

— Tetsu, me desculpe por isso. Não sabia que importava tanto para você um pedido de namoro...

— Me importa saber que estamos juntos. Você nunca me tratou como seu namorado...

— Me desculpe por isso. E sobre a sua pergunta anterior, continuaremos juntos. Só não nos veremos com tanto frequência. Espero que você entenda meu motivos para isso.

— Sim, eu compreendo...

— Tetsu, você quer ser meu namorado, mesmo sabendo que não nos veremos mais com frequência?

-...

Não sabia. Amava o maior, mas não sabia se valia a pena ficar preso a uma pessoa, sem saber o que poderia acontecer. Além de que, mesmo que “comecem a namorar agora”, sabia que de nada mudaria. Aomine era realmente, um péssimo namorado. O amava, mas sabia que poderia seguir em frente, mesmo com tudo isso.

— Me desculpe, Aomine-kun. Será melhor que essa seja nossa última noite juntos.

-...! Tetsu...

Surpreso coma afirmação dele, Aomine levantou sua cabeça para olhar o rosto do menor. Isso não poderia ser verdade... O que tinha feito de tão errado afinal?

— Tetsu, me desculpe... O que eu fiz de tão errado?

— Tudo bem, Aomine-kun... Melhor não nos prendermos ao passado. Eu te amo muito, mas é melhor que paremos por aqui. Somos ambos homens, alguma hora isso aconteceria. – Queria chorar...

— Acha que isso interessa? O fato de sermos homens? Isso não tira o fato que eu te amo, Tetsu!

— Não Aomine... Por favor... Chega... Quanto mais cedo tudo isso acabar, menos sairemos machucados.

— É isso que você quer mesmo? Assim? Por motivos como esse?

— Me desculpe... – Não aguentava mais.

Aomine apenas olhou para o garoto ao seu lado. Aquelas curvas que não mais o pertenciam, aquela pele pálida que não mais veria por inteira, e aqueles olhos, no momento extremamente vazios. Levantou-se, não acreditando nas palavras dele, fechando sua calça e saindo com o rosto abaixado. Sentia-se humilhado. Antes de fechar a porta do quarto de Tetsuya, olhou mais uma vez para trás. Era o último olhar que trocariam.

Desabou, assim que ouviu o barulho do portão se fechando, e as chaves sendo jogadas de volta para dentro da casa, por debaixo da porta. O choro era contido, fazendo com que Aomine não escutasse suas incessantes lágrimas do andar de baixo, na rua. Sabia que queria lutar pelo amor de Aomine, mas sabia ao mesmo tempo em que não valeria a pena. Não daria mais certo. Desde que tudo começou a mudar na Teiko, nada mais deu certo. Já havia desistido de tudo, e deixado não sobrar mais nada. Mas mesmo depois, saberia que sentiria falta do corpo moreno e malhado de Aomine.

Já estava viciado, depois de tudo.

Notas finais
Aiii mds! Luna chan, me desculpe! Eles não ficaram juntos no final! T.T Mudei de ideia na hora em que estava escrevendo.

Mas acho que é isso, somente. Por favor, comentem aqui no capítulo o que acharam, e se tiver algum erro, me avisem! ♥

Obrigada por ter lido! ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!