Notas iniciais
Pesso desde ja desculpas se esta fanfic estiver com alguns erros. Eu posto atravez do telemovel e nem sempre me dou conta dos erros por isso pesso desculpa e espero que mesmo assim gostem!

Elena POV.

Acordei ao som do meu despertador, eram 7:30 e eu tinha de me despachar olhei para a cama de Katherine, a minha irmã gemia, e como sempre ela continuava a dormir.

— Kath, acorda esta na hora. Primeiro dia de aulas lembras-te. Não nos podemos atrasar! – Ela nem se mexeu. Por isso decidi tomar medidas drásticas. – KATH, ESTAM A ROUBAR A TUA MAKE FAZ ALGUMA COISA!

— ONDE ESTÁ ESSE FILHO DA PUTA? PARA EU LHE ARRANCAR OS MIOLOS. NINGUEM TOCA NA MINHA MAQUILHAJEM! – Disse ela, saltando imediatamente da cama e gritando como uma tresloucada e eu não aguentei e comecei a rir que nem uma retardada. Ela olhou para mim furiosa percebendo que ninguém tinha mexido na sua maquilhagem. – Isso não é assunto com que se brinque! – Disse ela fazendo beicinho. – Agora por causa disso sou eu que uso a casa de banho primeiro! – Eu parei de rir e olhei para ela com um olhar que dizia “nem penses nisso menina” e ela respondeu com um “duvidas” e em seguida correu para a casa de banho e eu não fui suficientemente rápida para chegar lá primeiro.

— ISSO É BATOTA! – Disse eu alto para ser ouvida através da porta. Ela apenas riu do outro lado. Bufei, e sentei-me na cama a espera que ela se despacha-se. Nos eramos inseparáveis, e nos sempre tivemos uma linguagem só nossa ela percebia quando eu estava triste mesmo antes de eu o perceber e eu a mesma coisa com ela, se uma de nos corresse perigo a outra saberia sempre onde a encontrar, se uma de nos se magoa-se a outra sentia também a dor tanto física como emocional. Nos tínhamos uma ligação que mais ninguém parecia ter ou perceber. Nós conseguia-mos ler os pensamentos uma da outra. Nós não precisávamos de falar uma com a outra em voz alta pois conseguíamos falar através de olhares. Nós eramos um só cérebro com dois corpos distintos mas iguais. A nossa personalidade era diferente. Eu sou mais calma e passiva, já a Kath é o completo oposto de mim. Ela e eu somos duas metades de um todo. Diferentes mas iguais. De aparência também somos idênticas, mas a Kath gosta do cabelo com muitos caracóis, já eu gosto dele liso.

— Já acabei, podes ir. – Disse Katherine saindo, da casa de banho, ela já estava totalmente vestida e maquiada.

— Da próxima vez, sou eu a primeira a despachar-me! – Disse-lhe eu sorrindo.

— Isso é o que veremos Leninha. – Disse ela com um grande sorriso brincalham no rosto.

— Mazinha! – Disse eu rindo e entrando na casa de banho para me despachar.

Fiz a minha higiene, vesti-me e maquilhei-me.

Sai da casa de banho e a Kath estava a minha espera sentada na cama e a ver as mensagens no móvel quando me viu levantou-se.

— Vamos para baixo, se não, não temos tempo de comer. – disse ela.

— Sim vamos! – concordei. Pegamos as duas nas malas e saímos do quarto. Descemos as escadas e fomos em direcção a cozinha.

— Bom dia! – Dissemos as duas em coro ao chegar a cozinha.

— Bom dia, meninas. – Disse o nosso pai, desviando o olhar do jornal e sorrindo para nós.

— Bom dia, filhotas! – Disse a nossa mãe, sempre bem disposta. – Uma de vocês não se importa de ir acordar o vosso irmão? – Perguntou ela.

— Vamos as duas! – Dissemos em coro, novamente. Sem combinar-mos nada eu corri para pegar numa pena que tínhamos encontrado num passeio que fizemos na praia e a kath foi lá a cima buscar a espuma de barbear do pai. E encontramo-nos novamente a porta do quarto do Jer. Olhamos uma para a outra e em seguida abrimos a porta sem fazer barulho, entramos. E no quarto só se ouvia o ressonar idêntico ao grunhido de um porco, vindo do Jeremy. Ele estava deitado de barriga para cima uma mão pendurada para fora da cama e outra por cima da cabeça, ele tinha o lençol de cima enrolado numa das pernas.

A Kath dirigiu-se logo para junto da mão que estava pendurada e pôs muita espuma de barbear na mesma. E eu dirigi-me para o outro lado com a pena, assim que a Kath se levantou comecei a fazer cocegas no nariz dele com a pena. E ele logo franziu o nariz e levantou a mão com espuma para o coçar. Assim que o fez ficou cheio de espuma eu e a Kath desatamo-nos a rir e ele acordou assustado assim que nos viu ficou furioso e saltou da cama para nos apanhar e sujar com o resto da espuma, mas eu e a Kath fomos mais rápidas e corremos para fora do quarto e fechamos a porta.

— A mãe disse para te despachares. – Disse eu.

— E se quiseres boleia é melhor despachares-te. – Completou a Katherine.

— Vocês são umas traidoras! – Disse ele com a voz abafada por causa da porta. Nos rimo-nos ainda mais alto. – Isto é injusto, estou em desvantagem. Duas contra um não da! – Disse ele mas depois devesse ter lembrado que ia ficar sem boleia por isso começou a correr pelo quarto. E nos ai largamos a porta e descemos para ir comer eu olhei no telemóvel e já eram 8:12, entrava-mos as 9:15 por isso ele que se despacha-se que ainda tínhamos de pegar o horário com as salas. Era obrigatório no primeiro dia todos os alunos estarem presentes 20 minutos antes do horário das aulas.

Chegamos a cozinha ainda a rir. A Kath devolveu a espuma ao pai e eu pousei a pena na mesa e sentei-me ela sentou-se a meu lado os nossos pais começaram a rir ao ver as coisas que tínhamos usado para o despertador do Jer. E nos rimo-nos com eles e pegamos numa torrada cada uma, ela com geleia de morango eu com manteiga, ela pegou no sumo de laranja eu no de kiwi. O Jer apareceu uns 5 minutos depois com as bochechas vermelhas e já totalmente pronto e com a mochila a tira colo.

— Ainda da tempo de comer? – Perguntou ele com os olhos a brilhar para a comida.

Olhei para as horas no telemóvel.

— Tens 10 minutos! – Disse-lhe eu.

Ele correu para se sentar a mesa e pegou em quatro torradas com manteiga encheu um copo com sumo de laranja, e ainda pegou numa mão cheia de bolachas de manteiga que a mãe tinha feito no dia anterior. E começou a comer tudo ao mesmo tempo com uma pressa que parecia até que a comida ia fugir. Acaba-mos de comer todos incluindo o Jer eu ainda não sabia como é que ele conseguia comer aquilo tudo quanto mais em 10 minutos. Mas prontos. Levantamo-nos todos e despedimo-nos dos nossos pais. Eles iam no outro carro os dois e nos ia-mos no carro que eu partilhava com a Katherine. Fomos para a garagem, eu e a Kath discutimos um pouco sobre quem iria levar o carro e acabou que seria eu a levá-lo com o argumento de que ontem tinha sido ela a conduzir. Abri o portam com o comando e tirei o carro da garagem, fechei o portam atrás de mim e arranquei estrada a fora. Estávamos quase a chegar a ponte quando alguém se atravessou a frente do carro. A Kath deu um gritinho e eu pisei a fundo no travam. O carro deu uma guinada e parou completamente. Olhei para a Katherine e para o Jeremy para me certificar de que estavam os dois bem.

— Que foi isto? – Perguntou Katherine, ela estava um pouco histérica devido ao susto.

— Acho que atropelei alguém! – Disse eu assustada.

— Esta um homem caído na estrada. Eu vou ver se ele precisa de ajuda! – Disse Jer. Ele ia abrir a porta mas eu detive-o.

— Não, fui eu que lhe bati. Por isso a responsabilidade é minha. – Disse eu com o olhar fixo no homem eu estava aterrorizada só queria abraçar a minha irmã e ficar trancada no carro até alguém passar por ali para ajudar.

— Eu vou contigo, tenho um mau pressentimento! – Disse a Kath.

— Não, tu ficas aqui com o Jeremy e chamas uma ambulância e o Jer que ligue aos pais para avisar que podemos demorar um bocado. Eu apenas vou ver se o senhor precisa de ajuda. Eu já volto prometo! – Disse eu olhando-a e sorrindo.

— Tenho um mau pressentimento em relação a isto. – Disse ela olhando-me com medo.

— Vai correr tudo bem, e se não correr tu sabes como me encontrar. – Disse-lhe eu, dei-lhe um beijinho na bochecha e sai do carro. Sorri-lhe de novo e comecei a andar em direcção ao homem, mas ainda a vi pegar no telemóvel mas sem nunca tirar os olhos de mim. Quando cheguei junto do homem reparei que ele era muito bonito, e baixei-me. Observei-lhe o corpo para ver se tinha ferimentos mas distrai-me um pouco com os músculos. Ele não parecia ter qualquer ferimento não parecia ter acabado de ser atropelado. Ele tinha os olhos fechados e o cabelo negro como as asas de um corvo caia-lhe por cima dos olhos fechados as linhas do seu rosto eram bonitas e delicadas. Forcei-me a parar de pensar no quão bonito ele era e perguntei – O senhor esta bem? – Ele não respondeu nem pareceu ouvir-me, por isso estendi a mão em direcção ao seu pescoço para lhe sentir a pulsação, mas ele agarrou-me no pulso antes de eu poder chegar perto do seu pescoço, assustei-me tanto que cai de cu no chão e acho que tinha soltado um gritinho. Ele abri-o os olhos em seguida, e fixou-os nos meus. Eram olhos de um azul profundo que me faziam lembrar o mar.

Atras de mim ouvi a porta do carro ser aberta, e a Kath perguntar – Estas bem Elena? Ouvi-te gritar.

— Esta tudo bem! Fica ai, eu já vou. – Disse-lhe eu sem olhar para tras.

— Despacha-te! – Disse ela em voz alta – Eu sinto o teu medo! Que aconteceu! – Perguntou ela, agora mentalmente apenas para eu ouvir.

— Não foi nada! Não te preocupes! Eu estou bem! – Respondi-lhe eu, em voz alta.

Ela já não disse mais nada e o homem continuava a olhar fixamente para mim. Aclarei a garganta e voltei a perguntar-lhe – O senhor esta bem? Doí-lhe alguma coisa ou assim? – Ele voltou a não responder. – Não se preocupe os meus irmãos já chamaram ajuda por isso eles devem de chegar logo. – Disse eu levantando-me para soltar a minha mão do seu aperto, e virei-me de costas para ele pois o seu olhar estava a deixar-me nervosa. Quando me virei deparei-me com uma “parede” de nevoa, mas como era possível se ainda agora não avia nenhuma fiquei parada a olhar para aquilo, decidi chamar a Kath mentalmente, mas não obtive resposta era estranho. Ela nunca me deixava no vazio. Tentei novamente. – Kath, Kath, estas a ouvir? KATHERINE? – A ultima palavra meio que a gritei. Mas mesmo assim não obtive resposta.

Depois assustei-me ao sentir uma respiração no meu pescoço. Saltei e virei-me de frente para o homem que antes estava deitado no chão, ele agora estava de pé e parado de a minha frente. Ele começou a andar na minha direcção e eu recuei mas fui forçada a parar pois as minhas costa bateram contra o que parecia ser uma parede, mas estávamos no meio da estrada não estávamos então como era possível haver ali uma parede? Ele só parou quando se encontrava um centímetro do meu corpo. O meu coração estava a mil e a minha respiração estava descompassada. Não a conseguia sentir, nem falar com a minha irmã. Por que, porque não conseguia eu falar com ela? Ele começou a aproximar a cara da minha, depois pousou-a no meu ombro e… inalou profundamente. Suspirou e levantou a cabeça para me olhar novamente.

— Quem és tu? – Perguntei eu.

Ele rio, como se eu tivesse contado uma piada. – O meu nome é Damon e eu sou o teu pior pesadelo! – Disse ele, com um sorriso irónico.

— Que fizeste aos meus irmãos? Eu não sinto a minha irmã, não a consigo sentir, não a encontro. – Disse eu, parecia uma louca a falar. E ele olhou-me com estranheza.

— Não lhes fiz nada. Mas poderei fazer se tu não obedeceres direitinho.

— Mentes, tens de ter feito alguma coisa. Eu não consigo falar com a minha irmã! – Disse eu com os olhos a marejar.

— Não lhes fiz nada! Mas pode ser por causa da nevoa que não a consigas sentir. – Disse ele, calmo a olhar para mim. – Agora, tu vais comigo e vais fazer o que eu te disser, percebeste? Se não eu farei mesmo mal aos teus irmãos e aos teus pais! – Olhei-o assustada, e percebi que ele falava a serio.

— Faz o que quiseres comigo mas não lhes faças mal, a eles. – Disse eu desesperada. Não poderia viver comigo mesma sabendo que algum mal avia sido feito a eles por minha causa.

— Assim é que se fala! Vais fazer tudo o que eu mandar sem excepção, sempre que te perguntar alguma coisa deves responder-me sempre com a verdade e imediatamemte. Percebeste? – Disse ele, olhando-me nos olhos.

— Sim, percebi.

— Linda menina! Agora vamos levar-te para a tua nova casa. – Disse ele, pegando-me no pulso e arrastando-me, para o lado da floresta, a nevoa parecia abrir caminho para ele, como se ele a estivesse comandando. Eu baixei a cabeça e tentei novamente chamar Kath, mas sem resposta. Eu estava morta sem realmente o estar. Eu sem a Kath não sou ninguém e eu naquele momento não a sentia. Eu perdera parte de mim. Sentia-me incompleta, vazia de certa forma. Estava sozinha! Pela primeira vez na vida estava separada da minha irmã da minha outra metade pela primeira vez na vida eu estava sozinha!

Notas finais
Roupa da Katherine: http://www.polyvore.com/m/set?.embedder=4723310&.svc=copypaste-and&id=157836224
Roupa Lena: http://www.polyvore.com/m/set?.embedder=4723310&.svc=copypaste-and&id=157818334