Addicted To You - Klaroline

32 Capítulo 32 – You’re gonna Love this


Notas iniciais
Oi meus amores!! Como vocês estão?? espero que bem!! eu voltei o mais rápido que pude, espero que alguém ai esteja ansiosa para esse capítulo!! Muitas surpresas por aí!! Bora ler?

PDV CAROLINE

Algumas semanas atrás – quando finalmente pude ver melhor Clare – imaginei que nunca tinha passado por um momento tão bom quanto aquele. Mas eu me enganei. Tive a prova quando o pediatra que cuidou de Clare nos garantiu que ela poderia ir para casa.

Foi um mar de felicidades poder ter a certeza de que minha filha estaria definitivamente comigo. Aproveitamos essas semanas para a reforma do quarto de Clare. Mesmo que Klaus tivesse outros planos em mente – ele não me contou quais planos.

Enquanto Klaus dirigia para o hospital, recebi inúmeras ligações de Rebekah, Vick e Anna. Elas queriam participar também, mas eu pedi para que fosse apenas um momento entre Klaus, Clare e eu.

– Oi, pequena – sussurrei sorrindo quando eu peguei minha bonequinha no colo.

Clare parecia já reconhecer tanto Niklaus quanto eu. Ela fazia uma leve birra quando nós dois estávamos perto. Só para conseguir um colo. Até que era engraçado, mas o mais engraçado era ver Niklaus tentando pegá-la no colo.

Minha pequena Clare já tinha um mês e duas semanas de vida e já era um pouco sapeca. Segundo as enfermeiras, era somente eu ou Klaus irmos embora que ela desabava no choro. Este era um dos motivos que eu precisava levá-la para casa, minha filha precisava dos pais dela. E nós precisávamos muito mais dela.

– Nós estamos indo para casa, minha pequena. – disse afagando o rostinho tão delicado de Clare, ela se remexe inquieta – Sim, bebê, estamos indo para casa!


– Surpresa!

Quase saltei de susto com Clare em meus braços quando fui recepcionada daquela maneira quando cheguei em casa. Havia balões rosas e brancos espalhados pela sala de estar, várias fotos de Clare nas paredes e um Bem vinda ao Lar, Clare bem grande na janela. Niklaus riu atrás de mim e tive a certeza de que ele sabia disso.

Todos aqueles que eram importantes tanto para mim quanto para Klaus estavam aqui – Annabelle, Vicky, Jay, Rebekah, Kol, Elijah, Matt e Mike.

Foi uma recepção e tanta. Todos aqui para receber minha pequena em casa e fiquei feliz por ver a todos alí. Todos quiseram ficar nem que fosse um minutinho com Clare e não neguei a eles esse prazer. Claro que Vicky e Jay se gabavam por serem os padrinhos e se achavam no direito de ficar mais tempo com ela do que qualquer um.

O resto da tarde, Clare passou no seu quarto – dormindo feito um anjo – enquanto os outros ficavam na sala entre conversa e risos.

Mike se enturmou fácil entre os homens Mikaelson presente, enquanto as mulheres e Jay ficaram conversando sobre Clare e minha gravidez. Vicky ficava com os olhos vermelhos só de lembrar de como foi difícil o dia em que Clare nasceu. E eu pude ver seu lado, eu também entraria em tal desespero se fosse com Vicky.

Depois de todos irem embora aos poucos, Nik e eu finalmente ficamos sozinhos em casa e aproveitamos cada segundo vendo nossa pequena finalmente conosco.

PDV HAYLEY

Já se faziam 41 semanas que Augustus mora em meus ventres. Era uma sensação maravilhosa e eu não conseguia conter minha alegria. Mesmo com meus riscos de gravidez eu tinha meus planos para seguir minha vida. Independentemente da ajuda de qualquer um.

Tinha conversado com Klaus semana passada e implorado a ele que me ajudasse a encontrar um apartamento para Gus e eu morarmos logo depois que ele nascer. Quem não tinha gostado da ideia foi Elijah, que achava necessário que eu vivesse com sua família. Não via necessidade para isso, até mesmo Klaus me apoiava.

Esta semana eu precisaria ser internada já que meu parto seria um pouco antes do previsto.

Como em todas as noites, Elijah veio ver se estava tudo okay. Ele sempre ficava alguns minutos conversando comigo e depois me desejava boa noite.

Esta noite não foi diferente e logo depois de Elijah ir para seu quarto Kol também deu uma checada para ver se estava tudo em ordem. E eu estava.

Tentei dormir naquela noite, mas estava inquieta e a contração voltou. Era normal, já que vinha sempre de uma em uma hora. Este era um dos motivos principais que amanhã a tarde serei internada.

Sentei em minha cama e notei minha barriga extremamente grande. Gus nasceria bem gordinho, mesmo que fosse prematuro. Ele estava pesando mais que o normal para um bebê de oito meses de gestação.

Estava com calor e tirei meu lençol imediatamente. Ultimamente sentia muito calor. Meus olhos saltaram quando vi aquela pequena poça de sangue no vão de minhas pernas. Mordi meu lábio e tentei entender. Eu não estava sentindo nenhuma dor.

– Elijah!

Eu podia chamar Kol, ele é o médico da família. Podia chamar Esther, ela é a única mulher – além de mim – na casa, mas gritar por Elijah me trouxe mais confiança.

– Elijah!

Não podia levantar e ir até o quarto de Elijah para dizer que o bebê estava nascendo. Gritar era mais fácil.

Elijah entrou imediatamente no meu quarto, provavelmente estava saindo do banho quando lhe chamei. Seu corpo estava um pouco molhado e vestia apenas uma calça preta. Os cabelos molhados caídos na testa faziam com que Elijah ficasse mais belo que o natural.

– O que houve? – ele perguntou atônito.

Suspirei cansada e apontei para o sangue. Os olhos de Elijah arregalaram. Ele quem tinha ido comigo pela ultima vez no médico. E minha médica nos avisou que o próximo sangramento que acontecesse seria o estopim para o nascimento.

Tinha certeza de que Elijah se lembrou disso e quis saber se ficar parado e me olhando desesperado fizesse parte do seu plano.

– Elijah! – lhe chamei a atenção – Nós precisamos ir ao hospital!

Ele me olha como se fosse o óbvio, porque é o óbvio.

– Sim, é claro! Precisamos ir agora!

Ele veio na minha direção. Eu o impedi.

– Vá chamar Kol e trocar de roupa, eu me viro, tudo bem? – peço com calma. Vejo o desespero nos seus olhos. Elijah concorda ainda sem saber o que fazer – Vá chamar Kol!


– Ahhrgh!! Por que isso tem que doer tanto?! – eu exclamo com raiva e urro de dor. Era uma dor além da cólica. Tenho a certeza de que as cólicas que sentia no meu período menstrual eram amostra grátis dessa dor.

– Quanto tempo passou desde a última? – pergunta Elijah, preocupado enquanto andava de um lado para o outro.

– Nove minutos. – responde Klaus, querendo ser o mais calmo possível. Porém ao contrário de Elijah, Klaus não estava nervoso, ele estava ansioso.

– Nove minutos... – eu repito com raiva. Minha médica pediu para que o parto fosse feito quando as contrações diminuíssem para cinco minutos.

– Hayley, mantenha a calma, por favor! – Elijah pede, com nervosismo.

– Eu estou calma! Não sou eu quem estou andando de um lado para o outro, está bem? – digo com raiva novamente. Vejo Klaus prendendo um riso.

Elijah me olha como se eu tivesse dito algo surpreendente. Jogo minha cabeça para trás e me sinto sufocada por estar alí com os dois. Nenhum dos dois conseguia me deixar relaxada.

Escuto a porta abrir e corro meus olhos até Kol que chegava sorrindo tranquilo.

– Sentindo muitas dores? – ele brincou, sorrindo arteiro.

– Eu juro que vou arrancar sua língua! – eu digo com raiva e ele ri alto.

Outra cólica e arqueio minhas costas, gemendo de dor.

– Cinco minutos! – grita Elijah – Já pode levá-la para fazer o parto.

– Clama ai, precisamos da próxima contração para ter a certeza de que são cinco minutos. – diz Klaus, com calma. Ele olha para seu relógio e depois para Kol – Você ligou para Caroline como pedi, Kol?

– Sim, liguei! Relaxa, ela e Clare estão bem! – diz Kol tranquilo.

– Que óóótimoo! Por que eu não estou! Alguém me dá anestesia! – grito com angustia e sinto meu rosto suar.

Não tinha a mínima ideia de quanto tempo eu estava aqui. Mas já estava quase amanhecendo. Perdi as contas de quantas contrações eu tive desde quando coloquei os pés nesse hospital. Cheguei ao mesmo tempo que Klaus, que parecia que botaria um ovo a qualquer momento. Elijah estava surtando desde quando saímos de casa e pensei que fosse ele quem estivesse tendo um filho.

– Hayley, vim trazer uma notícia um pouco... complicada. – diz Kol, encabulado. Eu o olho semicerrando meus olhos – Quisemos esperar para ver as contrações para ter a certeza de que foi resultado da placenta que a fez sangrar... Como o período de contrações foram diminuindo tivemos a certeza de que sua bolsa estourou. E seu parto será normal.

Quis gritar, não pela noticia, sim pela nova dor que senti.

– Eu não vou aguentar, Kol! – grito com angustia e ele encolhe seus ombros.

– Eu sempre disse que esse hospital é inúti. – escutei Klaus resmungando do outro lado.

– Klaus, por favor, se fizéssemos um parto cesária, não teria chance dos dois sairem vivos. – diz Kol, aquilo me acalmou tanto.

– Eu... só quero tirar essa criança de mim, por favor, podemos ir logo!

Eu não me lembro de como e quando fui parar na sala de parto, apenas acordei para realidade quando a médica gritava pelo meu nome para eu fazer mais força.

– Vamos lá, Hayley! – incentiva Klaus, segurando minha mão direita.

Empurrei minha barriga com mais força e gritei. Minhas mãos apertavam a mão de Elijah e a mão de Klaus.

– Mais força, Hayley! – gritou a médica.

– Eu não tenho... mais força. – grito agoniada e fraca.

– Você tem sim. – diz Elijah e acaricia minha mão. Encontro seus olhos marejados e ele tenta sorri – Você consegue, você trará Augustus ao mundo e só você pode fazer isso.

PDV CAROLINE

– É um lindo garoto, sweet. – dizia Klaus. Eu podia imaginar seu olhar carinhoso para o pequeno Augustus.

– Se for como o pai, tenho a certeza de que sim. – eu digo rindo baixinho. Clare dormia ao meu lado na minha cama. Ela sugava sua chupeta rosa com força. Sorri em vê-la tão quieta alí.

– Eu irei para casa em breve, está bem?

– Nik, não se preocupe, Clare e eu estamos bem. Fique um pouco com Augustus, ele vai adorar isso.

Depois de mais alguns minutos de conversa com Niklaus eu resolvi dormir. Tinha passado a noite em claro preocupada com o parto de Hayley e mais tarde tinha que levar Clare ao pediatra.

A cada sete dias, Clare precisava tomar uma injeção por causa de sua quase anexia-intrauterina – tinha deixado sequelas. Clare as vezes tinha dificuldade em respirar o que me causava um grande aflito. Isso foi o resultado de seu nascimento prematuro. Clare não nasceu com seus pulmões maduros e tem uma enorme dificuldade em respirar.

Por sorte, Nik tinha feito do quarto de Clare quase um hospital com tudo que precisássemos para quando Clare tivesse um pequeno ataque de asma. Fizemos uma entrada do seu quarto para o nosso, para ficarmos mais perto possível dela. Sem contar a enfermeira que vinha até nós todos os dias para cuidar da saúde de minha filha.

Doía meu coração vê-la tão frágil quando colocávamos o aparelho de respirar em seu rostinho. Por ser tão pequena, não havia um aparelho feito exato para ela, e o menor que existia cobria mais da metade de seu rostinho.

Com duas semanas morando conosco, Clare só tivera um ataque de falta de oxigênio e desde então estou traumatizada. Foi horrível vê-la daquela maneira. Seu rosto vermelho e seus pulmões implorando por ar. Ela se esperneava e mal conseguia chorar.

Nik e eu nos desesperamos, mas vimos a tempo e conseguimos ajudá-la no mesmo momento. Ainda assim, depois daquele momento eu mal consigo dormir e relaxar, sempre estou preocupada e as imagens de Clare me aterrorizam.


– Olha só quem está aqui. Caroline Forbes.

Eu me espanto quando reconheço tal voz. Quando viro para o rapaz sinto minhas pernas ficarem fracas e me apoio no carrinho de Clare para não cair.

Tyler Lockwood me olha com um sorriso enorme enquanto se aproxima de mim no hospital.

– Tyler? O que faz aqui?

Pergunta idiota, confesso. Era um hospital pediátrico, Tyler se vestia como um médico e eu pergunto o que ele faz aqui?

– Hum, eu estou trabalhando e você? Caramba essa é sua filha?

– Sim, é ela mesmo. – afirmei caminhando para frente do carrinho. Cumprimentei a Tyler e em seguida peguei Clare do carrinho – Esta é Clare.

– Uh, ela é sua cara, Care! – ele diz maravilhado – Parabéns! Ela nasceu quando?

– Sábado fará dois meses. – explico tranquila.

– Parabéns. – ele sorriu – Depois daquele incidente em Nova Orleans pensei que te encontraria na cidade, você foi embora?

– Digamos que sim. Mas eu ainda tenho planos de mudar para lá com Klaus e Clare. – digo tranquila. Clare se remexe no meu colo – E você? Por que está aqui? Pensei que fosse trabalhar em Nova Orleans.

– E eu estou trabalhando lá. – ele dá de ombros e me sinto confusa – É que esse é o hospital do meu pai, entende? As vezes, quando eu posso, eu venho ajudá-lo.

Fico surpresa. Nunca imaginei que o pai de Tyler era dono do hospital.

– Bem, eu preciso ir. Clare será atendida agora. – digo pois já estava na hora de sua consulta.

– Ah, sim, eu entendo. A gente se vê depois? Quero ver de novo essa bonequinha. – ele faz uma leve carícia na mão pequena de Clare – Ela é tão pequena... Nasceu prematura, não?

– Sim, infelizmente. – digo, incomodada – E é por isso que estou aqui. Clare tem dificuldade respiratórias e... aconteceu tantas coisas que não dá para eu contar agora.

– Que tal tomarmos um café depois da consulta? – ele sugere tranquilo – Eu estou livre hoje.

Não vi problema algum e aceitei a proposta. Depois daquilo levei Clare para sua consulta. Fechei meus olhos na hora em que o médico lhe aplicou a injeção. Eu sabia que era para o bem dela, mas sentia uma dor enorme em meu coração por vê-la naquela situação.

Fiz o possível para não chorar quando Clare desabou no choro e logo que pude, coloquei-a em meu peito e a alimentei para que ela se acalmasse e deixasse de chorar. O médico explicou que Clare ainda era muito frágil e que é preciso continuar com essas doses de medicamento e as inalações diariamente. Era preciso por oxigênio em seu organismo já que ela quase não tinha forças para fazer isso sozinha.

– É verdade, anexia-intrauterina é bem delicado, Car.- diz Tyler. Tomávamos café na lanchonete do hospital. Clare dormia silenciosamente no carrinho ao meu lado. Enquanto eu comia um pão de queijo e tomava um suco de laranja.

– Eu sei. – suspiro descontente – Por pouco nós duas não sobrevivemos, minha pressão subiu em meio ao parto, Clare com esse problema... – sinto a angustia no meu peito.

– Agora vocês duas estão bem, é o que importa. – ele diz confiante e sorrimos – Só não entendo porque Clare já está de alta, geralmente demora um pouco mais.

– O tio dela é médico, ele nos ensinou tudo que precisamos para os cuidados com Clare. – digo tranquila – O quarto de Clare é basicamente um quarto hospitalar, sem contar que temos uma enfermeira que me ajuda todos os dias.

Ele concordou. Eu sorri me lembrando da Elena, ela quem está me ajudando desde quando Clare passou a morar conosco. Elena Gilbert é irmã mais velha de Jeremy – ele quem a recomendou. Além de uma ótima enfermeira Elena era uma ótima pessoa. Geralmente eu não tenho nada para fazer além de cuidar de Clare, Elena e eu ficávamos conversando e eu a conheci bem.

– Olha, Care, se você precisar de qualquer coisa, qualquer coisa mesmo, pode contar comigo, tudo bem? – Tyler diz com um sorriso gentil – Vou adorar ser um pediatra extra para essa pequena aí.

PDV KLAUS

A imagem de Agustus não me saia da cabeça. Ele era a mistura perfeita entre Hayley e eu, Os cabelos loiros e a pele bronzeada. Tão gordinho que não fazia sentido estar na barriga pequena de Hayley.

Quando o vi na primeira vez foi como no momento em que vi Clare e vi que Caroline tinha razão. Eu amava os dois e não consegui ter preferência.

Depois de deixar Hayley com Elijah resolvi voltar para casa. Hayley e o bebê só teriam alta apenas em dois dias e prometi voltar a noite para ver como eles estavam.

Caroline ainda não tinha voltado da consulta com Clare e encontrei o apartamento apenas para mim. Tinha inúmeras ligações no meu celular, algumas da empresa, outra de Rebekah, outra de Marcel e outras de números desconhecidos. Não retornei a nenhum deles. Estava apenas querendo descansar e deitar em minha cama.

Vi que aquilo seria impossível quando a campaínha foi anunciada a chegada de mais alguém. Para ter passado pela portaria era alguém conhecido.

Talvez Vicky, talvez Anna ou talvez Rebekah. Quando abri a porta encontrei Elena Gilbert. Hoje – pelo que me lembro – era seu dia de folga. Ela demonstrou isso com seus vestes normais – ao invés de toda de branco como enfermeira.

– Elena? Pensei que estivesse de folga hoje. – digo intrigado. Então surge um homem ao seu lado. Era mais velho do que nós.

– Oi, Klaus... Sim, eu estou de folga... É que temos um assunto meio delicado. – ela diz cautelosa – Este é meu sogro.

Ele me olha curioso, percebo que já tinha visto seu rosto em algum lugar. Não me lembro de onde.

– Bill, este é Klaus Mikaelson. – ela me apresenta ao seu sogro – Klaus, este é Bill Forbes.

PDV CAROLINE

Deixo Clare no seu berço. Sinto minhas mãos tremendo, assim como todo meu corpo.

O oxigênio luta para entrar nos meus pulmões, enquanto tento pensar no quanto aquilo parece ser insano. Nego descrente. Aquilo não estava acontecendo.

– Sweet.

Era Klaus, dentro do quarto. Ele coloca suas mãos na minha cintura e me faz virar para ele. Seus olhos estão calmos, mesmo tendo um brilho de surpresa dentro deles.

– É impossível, Nik. – eu sussurro com a voz embargada pelo choro preso na garganta. Ele suspira cansado.

– Querida, você sempre soube que eles estavam vivos. – Nik diz tranquilo.

– Não, eu sempre soube que eles me abandonaram com minha avó já de idade avançada. – eu digo com incredulidade.

Ele concorda.

– Ainda assim, acho que você deve ouvi-lo.

Eu suspiro derrotada. Talvez Nik tenha razão. Ele me abraça apertado e respiro fundo tomando coragem para sair deste quarto e ir conversar com meu pai.

Faço aquilo então e sei que Nik me apoia. Elena fica no quarto, junto com Nik e Clare. Então é apenas Bill e eu na sala. Ele me olha maravilhado desde o momento em que coloquei meus pés no apartamento e o encontrei tendo um conversa muito séria com Nik.

Bill suspira.

– Caroline, há tantas coisas que você precisa saber. – ele diz, receoso.

– Tipo o motivo de você ter me abandonado? – digo não suportando aquilo em meu peito. Ele me olha chateado.

– Eu nunca te abandonei. – ele diz. Fico incrédula – Você precisa saber toda a história sobre você mesma.

Eu sentei na poltrona em que Nik sempre se sentava. Bill manteve-se de pé.

– Estou disposta a ouvir. – digo cruzando meus braços e ele me encara surpreso.

Por alguns segundos ele parece não saber o que dizer, mas logo volta a se sentar e suspira pesado.

– Eu conheci sua mãe quando meu pai me forçou a dormir com uma mulher e sua mãe foi a primeira que encontrei na boate...

Eu arregalei meus olhos.

– Você está querendo dizer que minha mãe era...

– Uma prostituta. Sim, Caroline. – ele diz, receoso – Eu sinto muito em você estar descobrindo isso agora.

Eu tinha seguido os passos de minha mãe sem eu mesma saber. Ela era uma prostituta e meu pai seu cliente. Esta é minha história... Uma parte dela.

– Ela e eu tivemos outras noites, mas ela sabia sobre minha escolha de sexualidade. – eu o olho surpresa novamente – Caroline, eu era gay e por isso meu pai me forçava a dormir com mulheres. Mas isso não deu certo. Quando sua mãe descobriu sobre você, ela me contou e tivemos você juntos. Mas quando meu pai descobriu sobre a criança que era filha de uma prostituta, ele deu muito dinheiro para sua mãe sumir com você da minha vida. Só fiquei sabendo disso há três anos, quando meu pai declarou isso em seu leito de morte. Desde então venho te procurando Caroline.

Eu o olho desacreditada em toda aquela história. Eu não sabia se acreditava ou não... Eu tinha meu pai aqui na minha frente, minha mãe tinha me afastado dele por dinheiro... Ela tinha me abandonado. Agora, pensando bem, a história que minha avó contava batia junto com esta. Antes de minha mãe me ter ela mal tinha dinheiro para comprar uma peça de roupa, depois ela simplesmente teve dinheiro para ir embora do país.

– Por incrível que pareça, Caroline, existe outras Caroline Forbes pelo mundo. Foi difícil de te encontrar. Foi então que Elena me contou esta semana sobre você e sua história... bem, mexeu comigo e eu soube naquele momento que você era minha filha.

PDV KLAUS

– Dá para acreditar? Esta manhã mesmo eu era órfã, sem pai e nem mãe... Agora eu tenho um pai. Isso é muito confuso.

Caroline dizia maravilhada. Ela saiu do banheiro, penteando seus cabelos e usando apenas uma camisa larga. Eu sorri a vendo tão sexy naquela noite, mas ela não percebeu já que estava distraída de mais com seus pensamentos.

– É, querida, isso é confuso. – digo desviando meus pensamentos perversos. Ela passa pela entrada do quarto de Clare e dá uma breve olhada em nossa filha.

– E como está Agustus? Eu quero conhecê-lo. – ela diz sentando ao meu lado na cama. Caroline tinha um sorriso bobo nos lábios. Ela termina de pentear seus cabelos e coloca a escova sobre o criado mudo.

Tiro minha camisa e a jogo na cadeira ao lado.

– Nasceu muito bem, gordo e uma perfeita mistura entre Hayley e eu. – digo relaxado. Caroline sorri ainda mais – Amanhã mesmo podemos vê-lo, deixamos Clare com Rebekah.

– Por mim tudo bem. – ela cede tranquila e a puxo para meus braços.

Love, você está perfeitamente sexy nessa noite. – sussurro maravilhado e ela sorri acanhada.

– Obrigada, posso dizer o mesmo de você, meu amor. – ela diz e sua mão acaricia meu pescoço lentamente, causando-me leves arrepios.

Puxo-a para meus lábios e a beijo como se há tempos não fizéssemos isso. Eu sentia falta de tê-la assim e pela sua ansiedade, Caroline também.

Eu segurei na sua cintura e a empurrei até seu corpo ir de encontro a cama. Ela sorriu em êxtase e subi sua camisa que vestia. Vi seu corpo tão esbelto coberto – por pouco tempo – pela lingerie escura. Toquei em suas pernas, subindo minhas mãos até seu pescoço, redecorando cada parte daquele corpo. Ela era totalmente minha e jamais me negaria ao prazer de senti-la em todas as noites.

Notas finais
um finalzinho do capítulo para vocês verem que Klaroline é vida!! ficaram suurpresas com essa descoberta da Caroline? E a volta do Tyler?? O que acharam do capítulo? ficou bom?? estou merecendo comentários e recomendações?? Só volto quando isso acontecer!! mil beijos!! até a próxima!! XOXO