Conseguimos alojar Helen e sua família em apenas uma das câmaras do castelo. Insisti para que utilizassem outra para Helena, mas negaram alegando não ser necessário. Colocamos mais uma cama e um berço no cômodo, que ficou com pouco espaço para circulação com a adição desses móveis.

Entreguei o bebê, que ainda dormia, à Helen, que o deitou delicadamente no berço.

- Não sei como agradecer, Majestade. — disse ela com gratidão.

- Não será necessário. É nosso dever cuidar de cada cidadão narniano.

Helen extremeceu e ficou apertando os dedos ansiosamente.

- O que houve, Helen?

- É um pouco... estranho sermos chamados assim, nós...

- Telmarinos?

- Sim, Majestade.

Ponderei por alguns instantes o que deveria dizer-lhe. Vi que mesmo Helen trabalhando há um bom tempo no castelo e convivendo dia após dia com os narnianos primitivos ainda existia uma ponta de preconceito em seus julgamentos, conscequencia de anos de educação e pensamentos telmarinos maldosos.

- Me perdoe, Majestade. Minha vida inteira fui educada para encarar os antigos narnianos como... seres diferentes dos telmarinos. E como a Revolução não aconteceu há muito tempo demora um pouco para nos adaptarmos. Faço o que posso, convivo e respeito, mas ainda assim sinto um pouco de receio.

- Entendo. Eu te admiro, Helen, por estar se esforçando. Enquanto que há tantos outros que nem isso fazem.

- O mundo está mudando, penso que devemos nos ajustar a ele.

Dei-lhe um sorriso sincero e ela correspondeu. Me aproximei do berço e acariciei levemente a cabecinha pequenina e delicada do bebê. Respirava profundamente, fazendo seu peito ir para cima e para baixo. Mesmo enquanto dormia emitia alguns sons e franzia o rosto. Estava sonhando.

- Ele é lindo.

- Meus filhos são meu maior orgulho. Não os trocaria por nada que considerassem mais valioso.

A criança inconscientemente agarrou um dos dedos da mãe. Silenciou-se e parou de se mover completamente, aprofundando ainda mais o seu sono sem deixar por um instande de sentir a segurança que Helen lhe passava.

- Fiquei impressionada com a confiança que ele teve em você. Pensei que iria chorar e esperniar em seus braços, mas ele dormiu. Em meio a tanto desespero ele encontrou conforto na senhora.- disse ela ainda encarando o filho.

- Mas... eu não fiz nada.

- Possui naturalmente o dom da maternidade. Muitas o conseguem depois de darem à luz outras nunca o terão. Mas a senhora, minha rainha, já nasceu com ele. É apenas minha intuição. Não sei como agem as estrelas.

Sorri sentindo um leve frio na barriga com seu comentário e me despedi. Saí da câmara para deixa-los descansar e segui pelos corredores ainda pouco iluminados de Cair Paravel. Encontrei alguns funcionários acendendo as tochas e os cumprimentei educadamente. Continuei meu caminho para o meu quarto ainda com uma sensação agradável no ventre.

...

Estava sentada na penteadeira do meu quarto trançando meus cabelos para dormir. Vez ou outra espiava Caspian, que estava deitado na cama lendo um livro, pelo espelho do móvel. Assim que me dirigi para a cama ele abandonou a leitura e abriu os braços para me receber. Afundei meu rosto em seu peito e o abracei.

- Estou tão orgulhosa de você. — disse-lhe.

- Por quê?

- Porque você tratou a família de Helen com tanta atenção e os ajudou. Poucos reis fizeram isso.

- Nenhum rei fez isso. — disse em um sussurro mais para si do que para mim.

- O seu pai fez.

Percebi que ele ficou um pouco tenso e não toquei mais no assunto.

- O que achou do bebê da Helen?

- O quê?

- O filho mais novo dela.

- É um menino bonito.

- Ele é lindo. Não sabia que os humanos com tão pouca idade fossem tão lindos.

- Um dia nós teremos o nosso.

- Como? — perguntei enquando apoiava as mãos no colchão para olhar seu rosto.

- Be...bem, er, Estela, quando nós fazemos amor uma parte de nós dois pode se juntar, permanecer dentro de você e crescer, que depois de alguns meses nascerá um bebê.

- Mas... por que dentro de mim?

- Apenas as mulheres têm um órgão para guardar a criança dentro de si.

- Como uma bolsa?

- Sim, mas ele não pode sair de lá enquanto não estiver grande e forte o suficiente.

- Dar à luz.

- Isso mesmo.

- Rosagunde tentou explicar isso uma vez para mim. Mas você fez muito melhor.

Caspian sorriu e me beijou profundamente nos lábios. Quando finalmente nos separamos para respirar, percebi que ele tinha deitado minhas costas no colchão e se posicionava em cima de mim, apoiando seu peso com uma mão enquanto que a outra acariciava minha bochecha.

- Tem idéia do quanto eu te amo? — perguntou.

- Só sei o quanto eu te amo.

Nos beijamos ainda com mais paixão desta vez. A mão de Caspian deixara meu rosto e seguia caminho pelo meu ombro, braços, seios e quadris, levando consigo minha camisola. Depois que me despiu, foi a vez de sua boca fazer o mesmo caminho que sua mão, se demorando um pouco mais nos seios e no meu beixo ventre.

Puxei seu rosto para ficar na altura do meu e tirei sua fina camisa de algodão expondo seu peito largo e másculo. Nesse ponto toda e qualquer razão se fora restando apenas nosso amor e desejo um pelo outro. Caspian tirou o que restava de suas roupas e encaixou seu quadril no meu quase se unindo completamente a mim.

- Você quer? — perguntou enquanto me olhava ternamente.

- Sim, muito.

E nossa união física foi selada com apenas um movimento, seguida de vários extremamente prazerosos. Tudo o que era relacionado a Caspian era prazeroso. Sua companhia, seu cheiro, suas palavras... tudo. Mas era ainda melhor quando estávamos sozinhos, protegidos por quatro paredes e necessitando apenas de uma cama para nossa maior demonstração de amor.

Parecia que nossos corpos estavam se estapiando, por conta do barulho e pela dor, que não era de forma alguma incômoda. Subitamente Caspian inverteu nossas posições, se pondo embaixo de mim e depois nos sentando na cama, ainda comigo no colo, sem quebrar nossa união um momento sequer.

- O que tenho que fazer?- perguntei.

- Eu te ajudo.

Pousou suas mãos, uma de cada lado, nos meus quadris e movimentou meu corpo para cima e para baixo, assim como ele fazia quando eu estava debaixo dele. Logo os movimentos das suas mãos ficaram tão rápidos que meus músculos não conseguiram mais acompanhar e deixei que ele simplesmente ditasse o que fazer. Senti uma onda enorme de calor no meu baixo ventre, como todas as vezes em que faziamos amor, só que agora era muito mais intenso. Finalmente chegou, com uma explosão de amor e desejo, um prazer enorme que deixou meus músculo dormentes e iguais a um pudim. Meu corpo estava sendo sustentado apenas pelas mãos de Caspian, que ainda estavam nos meus quadris mas que agora não faziam movimento nenhum. Mas nossa posição não se estabilizou por muito tempo. Entregamos nossos corpos ao total relaxamento e nos jogamos no colchão tentando normalizar a entrada e saída de ar dos nossos pulmões.

Tudo o que vi e senti antes de fechar os olhos foi o sorriso e o beijo de Caspian.

Notas finais
mereço reviews?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.