Adaptação
13 Capítulo 13
Eu e Caspian corriamos pelos corredores do castelo a caminho da sala de reuniões. Estavamos consideravelmente atrasados por conta do nosso \"imprevisto\". Ainda estava terminando de arramarar o meu vestido e de arrumar os cabelos. Não tive tempo de escolher um mais luxuoso e nem de coloca-lo, já que pareciam ser bem complicados e sempre foram as criadas que me vestiam com eles então não fazia ideia de como por-los. O que usava era simples.
- Bom dia senhores! — cumprimentou Caspian a todos.
- Boa tarde Majestade... — disse um dos lordes.
- Ho! Me perdoem. Eu e minha esposa perdemos a hora.
Senti o meu rosto corar. Tentei disfarçar enquanto me sentava em meu lugar ao lado de Caspian, por isso não percebi de imediato os olhos que me examinavam.
- Chamemos o primeiro assunto. — pediu Caspian.
Os homens trataram de assuntos como a nova vila do centauros, que ficaria mais próxima do palácio, a reforma do templo da mesa de pedra e até mesmo sobre as férias de Trumpkin, o pobre anão que substituiu Caspian como rei de Nárnia pelo tempo em que o mesmo estava navegando e que agora estava sentado ao nosso lado com a expressão cansada. Ao final da reunião fui cumprimenta-lo.
- Agora terá o seu descanso merecido. Eu e meu marido o agradecemos muito pelo que fez ao povo narniano.
- Bom majestade... só fiz o meu trabalho. — disse ele encabulado.
Dei um beijo amigável em sua bochecha e me aproximei de Caspian que conversava com um dos lordes.
- Majestade, a minha esposa pode ajudar a rainha nesse... período de adaptação. Não queria me meter mas ela parece um tanto desconfortável com tantas mudanças e acho que Rosagunde pode ajuda-la.
- Em que exatamente?
- Talvez na maneira como se comportar, falar e dentre outras. Não quero que nada de parecido aconteça como na festa de noivado de Sua Majestade.
- Claro, claro. Traga-a amanhã, falarei com Estela.
- Não se decepcionará majestade!
O lorde fez um reverência e foi embora.
- Caspian. — o chamei.
- Me perdoe querida, precisaram de minha atenção.
- Tudo bem. Mas... eu ouvi um pedaço da conversa e bem... Não foi minha intenção...
- Não tem problema! Eu iria falar com você sobre isso. Mas agora não. Tenho planos para nós.
- Caspian!
- Isso é para mais tarde! Venha!
Ele agarrou a minha mão e me arrastou até os estábulos, onde dois cavalos estavam selados.
- O que pretende? — perguntei.
- A levarei para conhecer Nárnia.
Lancei-lhe um sorriso e Caspian me ajudou a montar, ele subiu em Destro e trotamos para fora do Castelo. Atravessamos a vila que ficava envolta e acenamos para as pessoas. Crianças brincavam, comerciantes trabalhavam e mulheres limpavam as varandas. Mas algo me chamou a atenção. Não vi nenhum narniano típico no vilarejo, a não ser alguns guardas reais, mas mesmo assim, a maioria era telmarina.
Quando percebi, já estávamos entrando no bosque encantado de que Caspian me falou. Uma leve canção vinha das árvores a nossa volta e folhas dançavam e tormavam forma.
- São Dríades! — respondeu Caspian a minha pergunta silênciosa.
Mandei um sorriso para ela e continuamos o nosso caminho para mais fundo na floresta.
Notas finais
comentem por favor!!!
abrigada por lerem!!!
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