Adaptação
21 Capítulo 21
Devo adimitir que Rosagunde estava certa. Agora estou me sentindo horrível por ter inferiorizado Caspian. Como pude!?
- Está tudo bem Majestade, não se preocupe. Apenas deixe o rei fqazer o trabalho dele.
- Certo. Vamos continuar.
- Muito bem. Hoje treinaremos a reverência real. Bem diferente da dos súditos. Ela é utilizada para cumprimentar personalidades da realeza e nobreza. Segure a saia dos dois lados.
Fiz o que ela mandou mas acabei amassando o tecido.
- Mais delicadamente Majestade. Com a ponta dos dedos. Isso! Agora inclione a cabeça levemente junto com o corpo, bem sutilmente. Muito bem! Agora, se estiver de braço dado com o rei, segure a saia apenas de um lado. Nunca se esqueça de reverênciar antes de conversar, para evitar... constrangimentos.
- Sim, milady.
- Agora vamos treinar sua postura ao andar. Uma rainha tem que ter o caminhar altivo e ao mesmo tempo humilde, mas sem se esquecer de transparecer sua superioridade. Agora... onde está a criada com os livros?!
Alguém bateu na porta da sala em que estávamos. Rosagunde revirou os olhos e reclamou baixinho antes de permitir a entrada. Entrou uma jovem fauna com um pilha de livros nas mãos, que andava desequilibradamente, tanto, que assim que atravessou a porta, seus cascos escorregaram no chão, fazendo-a derrubar os manuscritos todos no chão.
- Será que não podemos ter empregados com um pouco de equilíbrio?! — reclamou Rosagunde.
- Deixe-me ajuda-la.
Me aproximei da fauna e a ajudei a se levantar.
- Me perdoe Majestade. Ainda não me acostumei com o chão liso do castelo, e os meus cascos não ajudam.
- Não tem problema querida...
Ouvi um pigarreio vindo de Rosagunde e me aproximei dela, permitindo que nós conversássemos baixinho.
- Majestade, devo adverti-la de que conversar tão amorosamente com os empregados é completamente inapropriado.
- Mas eu fiquei preocupada. Ela podia ter se machucado...
- Isso não é algo que uma rainha deva se preocupar. Agora temos que continuar.
A fauna entregou os livras à Rosagunde que os colocou na minha cabeça, exigindo que eu andasse me equilibrasse com eles. E deve dizer que demorou muito para eu dar um passo sem derruba-los.
...
- O que está achando das suas aulas com Rosagunde? — perguntou Caspian quando nos encontramos para jantarmos.
- Estão sendointeressantes e bem úteis, mas um tanto... complicadas.
- Eu sei que não é fácil se adaptar à corte, mas eu sei que conseguirá, eu acredito em você. — disse ele com um sorriso.
- Não quero decepciona-lo.
- Não vai, tenho certeza.
Caspian deu um leve beijo em minha mão e bebeu do vinho.
- Terminou? — perguntou.
- Sim, já estou satisfeita. Vou estar te esperando. — disse a última parte bem baixinho, para que somente Caspian me ouvisse.
Levantei e pedi licença aos lordes presentes com uma reverência, como Rosagunde me ensinou, o que agradou a todos, até mesmo Caspian.
Quando cheguei ao quarto, pus-me a preparar tudo. Fechei as janelas, apaguei algumas velas e retirei o meu vestido, ficando apenas de roupa de dormir. Soltei os cabelos e me embrulhei nos lençois para esperar Caspian. Assim que ele entrou no quarto, grudou os olhos em mim e eu nele. Sem desvia-los, ele trancou a porta e se aproximou da cama.
- Ho Estela... amo-a tanto.
- Eu também Caspian.
Ele me beijou ansiosamente, e dessa vez eu não o interrompi, pois eu o queria mais do que tudo nessa noite. Queria ama-lo, senti-lo...
As cobertas foram ao chão junto com nossas roupas. Caspian tocava delicadamente meus seios enquanto eu explorava seu peito com as pontas dos meus dedos tímidos. Tentei me segurar mas soltei um leve gemido quando os dedos masculinos desceram pelo meu corpo até o vale entre minha pernas, tirando um grande sorriso daqueles lábios que eu amava. Não demorou muito e nós nos tornamos um só, e tudo o que se podia ouvir no quarto eram nossos gemidos e declarações de amor.
...
Na manhã seguinte tomei café sozinha com Rosagunde, já que os nobres marcaram uma reunião de emergência e Caspian não pôde comer comigo.
Mal tinha tocado na comida, meus pensamentos estavam em outro lugar e meus suspiros não eram pelo sabor delicioso do chá. A noite passada não saía da minha cabeça. Ela foi misteriosamente especial...
- Majestade!- exclamou Rosagunde.
- Me perdoe Milady. Estava com os pensamentos na noite passada. — disse num suspiro.
- Na... noite passada?
- Sim. Foi tão maravilhosa. Caspian foi tão carinhoso... Eu o amo tanto!
- Então Suas Majestades...?
- Nos amamos a noite inteira, foi perfeito.
Rosagunde parecia um pouco envergonhada, mas mesmo assim disse:
- Isso é... ótimo. Pelo jeito não demorará muito tempo.
- Para o quê?
- Para uma criança chegar, claro! Esperava o quê?
Notas finais
não me abandonem!!!
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