Estava tão focada no meu objetivo que enquanto atravessava os corredores de Cair Paravel acabei esbarrando em alguns empregados, que me olharam interrogativamente. E entrei como um touro na biblioteca de Cornelius, que também me olhou espantado.

- Preciso da sua ajuda doutor!

- O que minha rainha precisar.

- Preciso conhecer a história telmarina.

- Bom, devo-lhe dizer que essa história não a agradará tanto. Os telmarinos foram conhecidos como avarentos e sanguinários, mas tudo mudou graças a Caspian. Pena que não pôde mudar o passado.

- Mesmo assim quero me informar Cornelius. E ninguém melhor que o senhor para me instruir.

- Se me permite perguntar; é para algum fim em especial?

- Sim, e muito. Estava pensando em um projeto de integração narniana dentro da sociedade da vila telmarina, e vice-versa. E pensei se aprendesse melhor sobre os telmarinos conseguiria lidar melhor com eles e convence-los a aceitarem os narnianos.

- Isso é maravilhoso. Mas ainda não entendo qual argumento sua majestade pretende usar.

- Pontos em comum! Quero mostrar a eles o quão parecidos podem ser, o quão...

- Desculpe interrompe-la majestade, mas tenho que falar-lhe.

Cornelius estava com o semblante triste quando se dirigiu a mim.

- O rei tentou isso a alguns anos, mas não se muda um sentimente de mais de cem anos em um dia. Agora está trazendo as vilas narnianas para mais perto do castelo.

- Ouvi sobre.

- O que quero dizer é que para que sua Majestade não se preocupe nem perca tanto tempo nisso. Medidas já estão sendo tomadas. Agora só precisamos dar tempo ao tempo.

- Mas por que não deveria perder tempo.

- Pois o passado telmarino e mais cheio de ódio e sangue do que minha rainha imagina.

Me calei e abaixei os olhos para fitar o chão. Nesse momento boa parte da minha esperança se esvaiu. Agradeci Cornelius e saí da biblioteca sem levantar o olhar.

...

- Você sumiu a tarde.

Disse Caspian enquanto acariciava meus cabelos quando estávamos deitados na cama antes de dormirmos.

- Fui para a biblioteca pedir conselhos a Cornelius sobre o que conversamos no jardim.

- Ele a aconselhou bem?

- Sim.

- Parece triste.

- Apenas um pouco decepcionada, mas estou bem. Sei que está fazendo um bom trabalho.

- Ele te contou?

- Sim, e achei maravilhoso. Por que não me disse antes?

- Não queria dar-lhe falsas esperanças. Projetos sociais são muito imprevisíveis.

- Se for da vontade de Aslam, dará certo.

- Que se tornem verdades suas palavras meu amor.

Caspian se aproximou do meu rosto e me beijou, primeiro de forma delicada, para depois se intensificar. O interrompi quando senti suas mãos tentarem entrar por baixo da minha camisola.

- Acho melhor dormirmos.

- Tudo bem.

- Não fique chatedao meu amor. Só estou me sentindo cansada.

- Compreendo e confesso que estou sendo um pouco insistente.

- Só um pouquinho.

- Me perdoe.

- Você que deve me perdoar primeiro.

- Vamos fazer o seguinte: nenhum dos dois está errado e vamos dormir.

- Certo. Boa noite meu amor.

- Boa noite minha Estela.

Nos beijamos novamente e adormecemos.

...

- É bem... interessante.

Foi o que disse Rosagunde, na nossa aula na tarde seguinte, depois que contei sobre a minha tática de integração dos narnianos que planejei a noite inteira.

- É disso que precisamos! Uma exposição pública do problema. As duas etinias estão tão acostumadas há ignorar uma a outra que não percebem a gravidade de tudo isso. Sendo que agora são um povo só!

- Deixe-me ver se entendi. o plano é...

- Um palanque em praça pública!

- Liderado pela senhora, a rainha?

- Sim! Não é fantástico?!

Ela deu um profundo suspiro antes de falar.

- Se me permitir majestade dizer... acho que é um pouco inadequado para uma rainha. Com certeza o rei já pensou nisso e é o que fará quando as vilas narnianas se instalarem. Só acho que minha rainha não deveria liderar pois isso já foi planejado pelo rei. Ele pode se sentir menosprezado.

- Não pensei dessa forma.

- Mas deve se sentir orgulhosa por se preocupar com seu povo. Mas não se esqueça que tem outros deveres ao invés de gastar energia com assuntos de Estado.

- Como quais?

- Vou ensina-la tudo, é por isso que estou aqui.

Notas finais
obrigada por lerem!!!
amo vcs!!!
comentem por favor!!!
bjooooooooooooooooooooooo