Ouvi o som de trombetas nos anunciando. Uma grande passarela foi colocada na lateral do navio para desembarcarmos. Uma muldidão nos esperava na praia. Pessoas carregavam bandeiras e outras tocavam instrumentos. Uma imensa festa se formava.

- Venha. — disse Caspian.

Ele segurou na minha mão e ambos desembarcamos. Todos os olhos se voltaram para nossa direção, mas principalmente pra mim. Alguns dos seres ali presentes se entreolhanvam e faziam-se perguntas, mas nada que interrompesse a comemoração.

Um fauno segurava as rédeas de um elegante cavalo negro, lindamente selado e de postura disciplinada.

- Destro!

Caspian soltou a minha mão a abraçou o focinho do animal.

- Meu velho amigo, senti muito sua falta.

Ele olhou pra mim e eu dei-lhe um sorriso. Era tão lindo o amor que Caspian sentia por aquele belo animal. Montou e me estendeu a mão.

- Venha conhecer sua nova casa.

Segurei e Caspian me ajudou a subir em Destro.

- Essa noite farei uma grande comemoração em Cair Paravel! Todos estão convidados!!!

Um grito de alegria saiu da multidão. Caspian segurou firme nas rédeas e galopamos até o castelo.

Chegamos até um pátio de pedra com algumas macieiras em volta. Drinian veio logo atrás de nós e desceu de seu garanhão.

- Posso ajuda-la minha futura rainha. — disse ele em tom cortês.

- Por favor.

Ele me ajudou a descer de Destro e me colocou sã e salva no chão. Um jovem rapaz saiu do armazém à nossa frente e fez uma reverência.

- Pode levar os cavalos por favor. — disse Caspian.

- Sim majestade.

O rapaz levou os cavalos para dentro no armazém e Caspian me puxou em direção a algumas escadas que davam diretamente para dentro do castelo. Mas assim que entramos, ele foi cercado por homens com dezenas de pergaminhos nas mãos, todos disputando sua atenção.

- Resolverei tudo depois senhores, agora eu e minha noiva precisamos descansar.

- Noiva? — algum deles se perguntou, mas Caspian ignorou-o e não o respondeu.

Atravessamos uma porta dupla e adentramos a uma suntuosa sala, com váiros sofás e almofadas que davam vontade de se jogar em cima.

- Gostou da maratona? — brincou Caspian.

- Perdi até o fôlego.

- Mas agora podemos descansar, a sós.

- A sós.

Nós nos aproximamos e quando nossos lábios iam se tocar a porta se abriu e Drinian entrou.

- Er... me perdoe majestade, mas consegui arranjar as aias para sua alteza.

- Certo.

- Alteza? — perguntei.

- Na condição de minha noiva és um princesa.

- Serei chamada assim?

- Só até nos casarmos, depois será chamada se \"majestade\".

- Eles estão impassientes. — disse Drinian apontando para os homens dos pergaminhos.

- Por Aslam! Meu anjo, terá que descansar sem mim, meus deveres de rei já começaram. As criadas lhe prepararão um banho e lhe trarão roupas. Vejo-a mais tarde. — deu-me um leve baijo na testa e ambos saíram, me deixando sozinha naquela sala.

Notas finais
quem puder comentar eu vou amar!