Acting or Dance?
3 ❦ Capítulo 2
Notas iniciais
À medida que eu me aproximava da minha sala, notei que havia esquecido da presença do meu irmão. Eu não havia visto o Kile desde o café da manhã, e geralmente ele me esperava do lado de fora do colégio, visto que ia mais cedo. Fiquei um pouco incomodada, pois nós raramente nos afastávamos, mas eu sabia que logo ele estaria ao meu lado.
O professor Stone ainda esperava o restante dos alunos ao lado da porta, enquanto esboçava um sorriso animado e acenava para todos que passavam ao seu lado. Se eu não o conhecesse tão bem, acharia que a sua vida é uma maravilha por ele estar sempre alegre. Stone era um homem de mais ou menos quarenta e cinco anos, apesar de seus cabelos grisalhos o aparentar ter mais. Ele tinha uma deficiência na perna direita que o obrigava a usar uma bengala e estava sempre mancando, mas ninguém o desrespeitava por isso. É conhecido na escola por ser um professor engraçado e ter aulas um pouco diferente das outras. Algumas até mais loucas.
— Oh, estou surpreso que tenha chegado mais cedo, Scarlett. — Aproximou-se com o mesmo sorriso gentil de sempre no rosto. Eu era incapaz de não retribuir o sorriso. Stone era um segundo pai para mim e um dos grandes amigos do diretor. Sua personalidade alegre contagiava a todos quando jantava lá em casa. — Se assustou tanto com a própria voz que até perdeu o sono durante a noite? — caçoou enquanto bagunçava o meu cabelo.
Quando tinha treze anos, eu era uma aluna exemplar. Nunca entregava os deveres e trabalhos atrasados, era amiga de todos os professores e monitores, era um exemplo em todos os aspectos. Mas com o passar do tempo fui focando apenas na minha atuação e isso acabou afetando a minha pontualidade. Agora, mesmo sem querer, acabo chegando atrasada nas primeiras aulas.
— Estou tentando melhorar ainda mais a minha nota, visto que o meu atraso afeta nela. — Revirei os olhos enquanto abafava uma risada. Apesar de contrariá-lo, era bom ouvir novamente a sua voz cheia de vida. — Meu pai até me fez frequentar aulas particulares durante as férias achando que assim as minhas notas aumentariam.
— Eu faria o mesmo. — declarou sem um pingo de seriedade no rosto. Quando eu o encarava, era evidente a semelhança entre ele e o meu pai. Eles eram muito parecidos tanto na personalidade quanto na aparência, talvez fosse por isso que éramos tão próximos. Também sempre fiquei surpreendida com tamanha facilidade que os dois tinham para dialogar e expor suas opiniões sem que se importarem se o outro iria o contrariar. Às vezes também eram pegos planejando algo contra mim a fim de arrancarem boas risadas.
Forcei uma careta e adentrei a sala enquanto ele fechava a porta, visto que todos os alunos já estavam ali.
— Claro, são loucos. — Sorri — Nem hesitaram em pegar uma câmera quando eu apareci no terraço sem a vestimenta adequada.
Era uma noite de sábado, eu estava trancada no quarto enquanto cumpria uma aposta perdida. Meu corpo estava tomado de tristeza e tremia muito. Eu devorava um pote inteiro de sorvete de chocolate enquanto lutava para não derramar mais lágrimas durante o filme. No começo minha intenção era só reparar na atuação dos protagonistas e seus defeitos, já que drama não era um dos meus gêneros favoritos, mas não consegui fazer isso por muito tempo. Era comovente ver a linda amizade dos protagonistas e no quanto eles se sacrificavam para mantê-la. Assim que terminei de assistir o filme, decidi ir ao terraço para tomar um ar fresco, pois eu não aguentava mais chorar por causa da morte dos dois garotos. O que eu não sabia era que meus pais estavam dando uma festa lá. O resultado foi que todos vestiam roupas formais e elegantes, inclusive o meu irmão, e eu parecia uma mendiga. Meu cabelo estava oleoso e todo desarrumado; olhos inchados e vermelhos de tanto chorar; usava um pijama de morangos curtíssimos e todo manchado de sorvete derramado. Eu pude ver alguns abafarem risadas enquanto outros sussurravam. Minha primeira reação foi ficar paralisada, voltando à realidade quando flashes apareceram no meu campo de visão e percebi que quem tirava as fotos era o Stone e o meu pai.
— Mas tem que admitir que as fotos tiradas por mim ficaram muito melhores que a do Robert. — Orgulhou-se Stone.
— Se não tivessem publicado nas redes sociais eu até diria que as suas foram épicas. — afirmei levando meus dedos até a testa. As próximas semanas realmente foram torturantes.
Logo olhei lentamente ao redor da minha sala e pude reconhecer quase todos os rostos. Todos conversavam, com exclusão de Kile e de um garoto novato que se sentava na última mesa. Direcionei-me para a mesa onde eu e Kile nos sentávamos, e ele estava novamente perdido em seus pensamentos. Ele olhava para baixo com as mãos enfiadas no bolso da sua roupa de frio. Hesitei ao sentar ao seu lado, mas assim o fiz e entrelacei o meu braço no seu, esperando que ele me dissesse um bom dia como sempre fez. Contudo, por alguns segundos, notei uma careta em seu rosto e estremeci um pouco. Talvez ainda estivesse zangado comigo.
Aos poucos o barulho foi cessando à medida que os alunos notavam a presença do professor Stone, parado de frente com a mesa. Era incrível o como ele conseguia silenciar a sala sem proferir uma única palavra, os outros professores demoravam cerca de cinco minutos para acalmar a sala, ou até mais nos primeiros dias de aula.
— Bem, como alguns de vocês sabem, nesses dois bimestres haverá um grande evento feito na escola que poderá lhe dar várias oportunidades para o seu futuro. — Começou a explicar calmamente. O professor olhava fixamente para cada aluno naquela sala, deixando alguns até intimidados. — Haverá uma competição de eventos. Uma competição que lhes darão centenas de escolhas para a sua profissão.
— E como uma simples competição fará isso? Nos colocará como propaganda de cachorro quente enquanto dançamos as músicas do Beatles? — Jason, um aluno piadista e sem-graça, indagou num tom zombeiro. Ele aproveitava cada oportunidade para testar a paciência dos professores e já parou na diretoria diversas vezes.
— Acho que seria mais provável uma propaganda de limpeza onde você limpa em uma fazenda imunda. Afinal, quem precisa de oportunidades para alcançar o seu sonho se você pode ser humilhado em público fazendo coisas que nunca pensaria fazer? — alfinetei-o um pouco frustrada e percebi o vermelho em seu rosto. Esse garoto esteve na mesma sala que eu há anos e ainda não mudou nada.
— Ei, ei. Sem ofensas dentro da sala de aula. — O professor Stone me lançou um olhar repreendedor, contudo, me permiti ignorar seu olhar já que isso era frequente. — O White School possui várias parcerias, tanto nacionais quanto internacionais, e todos estão dispostos a financiar este evento. Os ganhadores receberão convites para determinada faculdade, curso, emprego ou coisas similares, e será tudo de graça pelo tempo estipulado pelo colégio. E esse evento acontecerá somente nesse ano, então recomendo que todos participem.
— E o que será avaliado? — France perguntou tão baixinho que poucos conseguiram ouvir. Ultimamente venho gostando mais de alunos tímidos, e a France era uma das pessoas que eu mais queria proteger. Sua personalidade e seu tamanho a fazia parecer tão delicada como uma boneca, e parecia chorar a qualquer momento. .
— Necessariamente tudo. Seu esforço e aprofundamento; sua pontualidade; as qualidades e as falhas do que irá apresentar; sua apresentação; seu humor e vontade; cada palavra que dizer.
— Pontualidade? — Kile encostou a sua cabeça na minha e disse num leve sussurro. Soltei um suspiro aliviado por saber que ele não estava mais com raiva de mim por ter quebrado sem querer a sua guitarra favorita ontem. Kile realmente amava aquele instrumento... — Acho que você não vai conseguir.
Fiz uma careta e em seguida pronunciei um leve xingamento direcionado para o mesmo, logo voltando a minha atenção no professor que ainda explicava sobre a competição. Eu já sabia dela fazia dois anos por causa das imensas quantidades de pessoas que iam ao escritório do meu pai e falavam sobre parcerias para um evento. E como a White School é um colégio para estudantes talentosos, era extremamente previsível que incluiria competições ou algo parecido. Finalmente consegui aprimorar as minhas performances na atuação e ganharia tudo facilmente.
—... Logo, eu serei um dos jurados que irão avaliá-los durante a competição, o que impedirá as minhas aulas com todos vocês. E também serei o responsável para avaliá-los durante as minhas aulas e anotar tudo o que fizerem.
— E o que acontecerá com aqueles que não participarão? — Kile perguntou logo em seguida. Ele não parecia com ânimo em relação à competição, nem sequer demonstrou interesse na primeira vez que lhe informei a respeito.
— Reprovados. — Stone deu um sorriso malicioso enquanto a sala inteira estava com os olhos arregalados, inclusive eu. Me perguntava que tipo de colégio permitia a reprovação dos alunos só por causa de um evento, só se meu pai tivesse bebido antes de escrever as regras. Ele permitiria que seu filho fosse reprovado só porque não quis participar? Que tipo de pai permitia isso?!
Antes que alguém pudesse pronunciar uma palavra sequer, o sinal imediatamente tocou anunciando a entrada de outro professor. Stone rapidamente arrumou as suas coisas e se despediu, se direcionando para a outra sala enquanto outro professor adentrava a sala.
Logo a sala encheu-se de conversas e barulhos relacionados ao que o professor disse. Alguns zoavam aqueles que não queriam participar e outros entravam no desespero. Apenas dei uma risada agora entendendo o porquê de o Stone dizer aquilo. Aqueles dois com toda certeza gostam de trabalhar.
A professora de história começou a pedir silêncio quase gritando diante da agitação dos alunos. Olhei para o Kile e percebi que continuava na mesma posição de quando entrei na sala. Intrigava-me a quantidade de tempo que ele ficava sem se mexer e no que pensava para conseguir ficar tanto tempo quieto.
Estranhamente o Mike veio a minha mente. Ele não tinha nada a ver com o Kile, mas ainda assim me fazia lembrar dele o todo o momento. Seu jeito doce e gentil era de derreter qualquer garota, bem, nem todas.
Conhecemo-nos na sala de atuação quando eu tinha uns quatorzes anos. Michael tinha se matriculado naquele ano e não conhecia ninguém, mas ele era tão extrovertido que rapidamente todos se tornaram seus amigos. De início eu o achei bem grudento e enjoativo, mas quando ele foi sorteado meu parceiro de atuação algumas coisas mudaram. Descobri que ele na verdade era bem tímido e que corava muito facilmente, sendo o seu jeito extrovertido apenas uma atuação bem feita. Quando treinávamos as cenas de romance o Michael começava a gaguejar as suas falas e a tremer bastante, e não conseguia sequer segurar as minhas mãos de tanta vergonha que sentia. Contudo, na frente de outras pessoas parecia um garoto totalmente diferente de quando ficávamos a sós. Imediatamente reconheci o seu talento na atuação e que facilmente se aprofundava no personagem. Atuar ao seu lado era sempre divertido, principalmente porque ele era muito mais tímido do que aparentava.
Depois que o novato recusou-se a apresentar na frente de todos, a professora começou a ensinar a "nova" matéria para os alunos. Meu pai havia me feito estudar as matérias do terceiro e quarto bimestre inteiros para que as minhas notas aumentassem, e por isso me permito dizer que eu já sei o que cairá durante as aulas. Ouvir novamente tudo aquilo me dava sono, mas eu tinha que aumentar as minhas notas de qualquer maneira.
As três aulas se passaram e o sinal anunciava o intervalo, enquanto todos os alunos imediatamente se levantaram e se direcionaram para fora.
Rapidamente comecei a me animar em rever os meus amigos. Durante as férias eu não pude ver todos e aqueles cursos complicaram ainda mais as coisas. A Valéria estudava agora em outra sala, mas ela ainda era a minha melhor amiga e "mãe". Durante as férias a Valéria até que ficou alguns dias em minha casa e me distraindo, mas ela teve que viajar com a sua família na semana seguinte. O Will havia prometido que não iria viajar nesse ano e me ajudaria em algumas matérias, porém três dias depois que as férias começaram, ele me ligou avisando que já estava na fazenda do tio do Michael e que não poderia me ajudar porque o sinal era péssimo.
Nós caminhávamos na direção da mesa perto da lanchonete, onde estavam sentados a Valéria, o William, o Mike e a Rebecca. Eles estavam tão distraídos enquanto conversavam que nem notaram a nossa presença quando afastamos as duas cadeiras vagas.
O refeitório era imenso. Cabia cerca de mil e mais algumas pessoas somente naquele local e mesa e cadeiras era o que não faltava. A lanchonete também possuía um cardápio bem variado e os preços eram agradáveis. Quando o salão de festas ainda estava sendo construído, era aqui onde acontecia a maior parte dos eventos, e eu pude presenciar quase todos eles.
— Scarlett! — O Will deu um pequeno pulo da sua cadeira de rodas quando nos viu. Seu rosto sardento e energético denunciava a sua grande vontade de falar tudo o que queria. — Você não vai acreditar no que aconteceu comigo lá na fazenda!
— Lá vem ele contar de novo... — a Valéria suspirou pesadamente enquanto colocava uma de suas mãos em sua testa, deixando evidente o seu desânimo. Sua reação me fez dar uma pequena risada, pois a Valéria nunca gostava de ouvir algo mais de uma vez, principalmente quando era o William quem estava repetindo.
— O que aconteceu? — Sorri enquanto observava os seus olhos castanhos brilharem. O Mike apenas encarava todos silenciosamente com um pequeno sorriso no rosto, já a Rebecca parecia mais concentrada na música em que ouvia do que ao seu redor.
— Foi um filme de terror! — anunciou enquanto aos poucos sua face ficava vermelha. O Kile deu um riso fraco ao meu lado e começou a prestar atenção na conversa. — Eu, o Mike e a Rebecca estávamos passeando pela fazenda durante à tarde para apreciar a bela vista. Estava tudo muito bem, até que nos perdemos. Devia ser umas quatro horas, mas como estava com neblina, não conseguíamos ver muita coisa. Ainda assim continuamos a caminhar, quando de repente ouvimos um mugido bem ao nosso lado... Uma vaca.
— Uma... Vaca? —Não pude deixar de rir. Ele estava tão agitado por causa de uma vaca?
— Uma vaca enorme e furiosa que tinha uma filhote que estava bem na nossa frente. — completou se arrepiando todo ao se recordar daquele fato.
— E vocês correram? — O Kile indagou com os olhos fixados no Will, profundamente interessado no acontecimento. Não éramos acostumados a ver vacas ou outros animais de grande porte, visto que morávamos na cidade grande. E ninguém gostaria de estar por perto de um animal imundo como aquele.
— Bem, esses dois correram. — Apontou lançando um olhar reprovado para o Michael, que só deu uma gargalhada. — A minha cadeira de rodas ficou entalada na terra e não consegui me locomover por conta disso.
— Como é que você conseguiu sair de lá vivo? — Perguntei ainda rindo. Uma vez eu li em uma revista que animais tendem a ficar mais agressivos quando veem uma pessoa perto do seu indefeso filhote.
— Eu me joguei no chão e usei a minha cadeira como um escudo. Aí fiquei gritando que nem um idiota até a vaca se acalmar e se afastar. — esclareceu envergonhado de si mesmo.
— Quando percebemos que o Will não estava mais conosco, voltamos rapidamente desesperados. — O Michael sorria com o seu jeito inocente enquanto falava. Reparei que alguns fios de seu cabelo caíam em frente de seus lindos olhos verdes, o que me fazia querer tocar carinhosamente o seu rosto e arrumá-los, para em seguida eu os bagunçar por inteiro enquanto nos beijamos profundamente como na atuação. Nossos olhos se encontraram e percebi que o encarava demasiadamente, o que me fez olhar para os lados. — Ele parecia uma criança de cinco anos que acabara de chorar!
Quase todos gargalharam diante da afirmação do Mike, com exceção da Rebecca, que parecia indiferente, e do Will, que ficou ainda mais envergonhado.
Logo retirei da minha bolsa uma maçã e dei uma pequena mordida na mesma. Apesar da grande variedade de lanches que havia, as frutas eram um pouco limitadas para o meu gosto.
— Você vai comer só isso, Letty? — A Valéria indagou surpresa e em seguida mordeu o seu enorme hambúrguer com bacon. — Não me diga que você quer emagrecer mais ainda?
— Não vejo problema algum em comer frutas durante o lanche. — intrometeu-se o Michael enquanto olhava na minha direção. — É até saudável, na verdade.
— Sim, eu sei. — Ela irritou-se quando o Michael a respondeu. Os dois não tinham uma relação muito achegada... — Eu estou querendo dizer que comer apenas uma fruta não será o suficiente, já que a Scarlett ainda irá atuar depois das aulas. Ela poderá sentir fome depois.
— Hey, gente. Isso não é nada demais. — Sorri tentando evitar mais um conflito entre os dois. Qualquer palavra mencionada entre um deles já é motivo de guerra. — Qualquer coisa eu pego um sanduíche aqui depois caso sinto fome. Eu comi muita besteira durante as férias e isso me afetou um pouco.
— Se isso não a deixar anoréxica...
— Relaxa Valéria. A Scarlett não é mais a nossa menininha... — Will fingiu enxugar uma lágrima dos seus olhos enquanto colocava o seu braço ao redor da Valéria, logo sendo estapeado pela mesma. — Ui! Os jovens já não são mais como antigamente...
— Ai, gente. Vocês dois estão parecendo meus avós, que horror! — Gargalhei logo sentindo alguém tocar no meu ombro delicadamente.
Olhei para cima e dei de cara com a monitora Lauren. Seus cabelos brancos e algumas rugas no rosto denunciavam o seu cansaço e a espera da sua aposentadoria.
— Você é a representante do setor Atuação? — perguntou gentilmente enquanto esboçava um pequeno sorriso.
— Exatamente... — confirmei meio hesitante. Levantei-me a fim de que pudesse olhá-la adequadamente. Não me avisaram de nenhuma reunião com os cinco representantes e vice-representantes. — Aconteceu alguma coisa envolvendo os alunos desse setor?
— Na verdade, não. — negou ao me entregar algumas folhas com nomes de alunos. Eram fichas de novos alunos que queriam atuar. — O diretor me pediu para lhe entregar isso e levá-la para uma apresentação.
— Err... — O Mike apareceu ao meu lado meio desajeitado. Ele se sentia intimidado perto da monitora por ela já o ter repreendido diversas vezes por coisas fúteis. — Eu sou o vice-representante desse setor. Também farei a apresentação?
Enquanto ele falava, comecei a ler algumas fichas. Fiquei surpresa com a quantidade de alunos que queriam atuar, geralmente era uns três ou quatros alunos, mas aqui parecia uns dezoito aproximadamente.
Os garotos e a Valéria apenas nos observavam curiosos enquanto devoravam os seus lanches.
— Não. Apenas os representantes dos cinco setores foram chamados. Eles irão dar uma breve explicação para os novos alunos que se matricularam sobre o seu setor determinado e o mesmo irá apresentar um pouco sobre.
— Tudo bem, então. — Confirmei e a monitora assentiu a cabeça. Logo ela se virou para a direção de uma sala qualquer. — Eu te conto depois o que aconteceu lá. — sussurrei para ele e em seguida segui a monitora.
Fiquei um pouco nervosa por não ter a companhia do Mike desta vez, mas como representante da Atuação, eu tinha que me virar.
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