Across the Stars
83 Um Novo Mistério antes da Noite do Caos
Notas iniciais

N Liam/ Darth Krachting
A Noite Donkere começou, e está o Caos está apenas começando. Mas antes de eu seguir com o plano preciso fazer algo muito importante.
Peguei a carta da minha irmã. Eu preciso descobrir um segredo que ela guardava a mais de sete chaves.
Sorte minha que a Noite Donkere, traz a possiblidade de conversar com pessoas que já morreram.
Eu jogo a carta no fogo e começo:
—Alura, eu não estou falando sozinho, porque sei que você está me ouvindo.
A força não mente, mesmo não a vendo, sinto a presença da minha irmã gêmea, então continuo:
—Você foi a melhor amiga que eu já tive, isso era importante para mim, você era importante para mim.
A Presença dela se torna mais forte e eu continuo a desabafar o que eu guardei durante milênios:
—Mas você também foi a pior inimiga que eu já tive, e eu não acredito que demorei tanto para perceber.
De repente o fantasma da Alura aparece se solidificando na minha frente (Ela tem cabelo loiro e olhos azuis iguais aos meus).
Ela diz com o seu jeito maldoso de sempre:
—Ah que bonitinho, tão independente e acessando os seus sentimentos. Aposto que está orgulhoso agora né?
Eu não respondi e ela continuou:
—Eu estou orgulhosa de você maninho.
Eu digo irritado por ela ter me chamado de irmão no diminutivo:
—Não quero saber.
Alura diz concordando:
—Claro que não. Hoje a Snoke vai te dar parabéns por me enfrentar.
Eu digo com certeza e firmeza:
—Também não preciso dela.
Ela diz provocando:
—Vai precisar de alguém. Lembre-se a baixa autoestima traz aquele outro Liam. Você ainda não aprendeu isso?
Eu digo:
— Eu tenho outros aliados.
Alura diz aumentando a voz:
—Você tem o que eu te dei. Ava Skywalker pode ter te ensinado a usar a Força, mas fui eu que te ensinei a pisar nos outros.
Isso é verdade, a Alura foi a melhor quando se tratava de usar as pessoas e depois descarta-las. Não podia ter tido uma mentora melhor.
Ela diz cruelmente:
—Acha que Ava Skywalker vai estar sempre a seu lado? Acorda você já a perdeu, ela vai seguir em frente Liam, e você não.
Alura diz moderando o tom:
—E sabe com que vai ficar? Comigo.
Eu fico calado escutando como sempre. E Ela continua:
—Eu nunca vou te abandonar, eu fui uma das poucas pessoas que você amou na sua vida imortal, e eu sou a única que sempre vou te dizer a verdade.
Eu iria falar mas ela me interrompe:
—Você só pode contar comigo.
Agora já chega, já ouvi o suficiente. Está na hora de eu enterra-la de uma vez por todas.
Eu digo com certeza:
—Então prefiro ficar sozinho.
Alura diz rindo:
—Não duraria uma semana.
Eu retruco com raiva:
—Pelo menos eu estou vivo.
O sorriso finalmente saiu do rosto fantasmagórico dele, e eu retruquei a enfrentando:
—Você não pode interferir na minha vida, não se eu não deixar. Você morreu... e eu já cansei de sentir a sua falta.
O silencio dominou e Alura ficou com uma expressão de raiva impagável que eu não vejo desde o último dia que ela trocou farpas com a Snoke. Aquelas duas juntas travavam uma guerra e eu sempre ficava no fogo cruzado.
Pensei sobre o que eu estava prestes a fazer, ou melhor estou prestes a agir. Eu tenho medo do que vou ser capaz de fazer se a Ava entrar no meu caminho, vou estar no mesmo estado da Ava quando tentou me matar.
Alura finalmente para com a manipulação dizendo:
—Você está com medo de machucar Ava. Não se preocupe, eu não vou te deixar fazer nenhuma besteira.
Essa menina sempre teve alguns problemas, uma hora está tentando me inferiorizar e na outra está tentando dar uma de irmã gêmea amorosa.
E a pior parte é que eu não posso encerrar essa conversa sem tirar um informação dela. Snoke disse que a milhares de anos Alura roubou algo muito importante dela, e eu preciso descobrir rápido antes de iniciar o plano.
Ela estende a mão dizendo:
—Vem relaxa um pouco Liam, vamos fingir que ainda somos irmãos que se suportam.
Eu digo impaciente:
—Não, estou procurando uma coisa que você roubou da Snoke.
Alura diz:
—Ah, a Snoke! Diga para aquela bruxa que para conseguir aquilo de volta, vai ter que vir falar comigo pessoalmente. Não tenho medo dela, já estou morta mesmo.
Essa foi a gota d’água. Eu não aguento e explodo:
—DROGA ALURA! VOCÊ ME DEVE!
Mais uma vez silêncio.
Eu não via a vi a milhões de anos e só agora eu consigo perceber uma coincidência curiosa: A Lucrécia tem um nariz parecido com o da Alura. É estranho mas é difícil ver algo na Lucrécia que não seja familiar e curioso.
Ela percebe os meus pensamentos e diz mudando de assunto:
—Sinto Muito por não te contar sobre a Lucrécia, você merecia saber. Merece uma irmã honesta.
Espera agora eu estou confuso, que relação tem a Lucrécia com a Alura?
Eu pergunto sem entender:
—O que você está falando?
Ela diz:
—Achei que tivesse aprendido a não se fixar nos detalhes, você perdeu o que estava bem a sua frente.
E Voltamos ao malditos joguinhos dela. Já estou começando a me irritar.
Oque ela quis dizer?
Alura diz com a voz mais suave:
—Sinto sua falta Liam. Deste olhar feroz que você faz, quando tem que saber a resposta. Tem que ganhar o jogo.
Eu não me deixei tocar por essas palavras.
O Porquê?
A minha irmã gêmea é a maior mentirosa que já existiu na galáxia. E adora brincar com as pessoas como se ela fossem peões, um traço que eu também tenho e que Snoke domina.
Mas ela está agindo como se eu não tivessem percebido, algo que estava obvio. Como se eu só precisasse ligar os pontos.
E tem a haver com a Lucrécia, bem insubordinada e atrevida daquele jeito, se parece muito com a Alura e o jeito que ela usa as pessoas, também parece...
Alura diz sorrindo:
—Boa Notícia maninho, está conseguindo ligar os pontos. Está esquentando...
Ela continua:
—E quanto a arma que eu roubei da Snoke, vejo que você nem se deu ao trabalho de abrir a carta que eu dei para você.
Eu fui até o local do fogo vê se tinha sobrado alguma coisa, enquanto Alura dizia:
—É lembre-se irmãozinho que dentro de um ninho de víboras, é preciso ser uma víbora também.
Falou a víbora mais traiçoeira que já pisei em Moraband.
Ela simplesmente desaparece, é impressionante que nem mesmo morta Alura perde a pose de Princesa Maldosa.
Eu consegui ver que tinha algo entre as cinzas, era um colar dela, que quebrou em pedaços e no meio tinha algo jurássico: Uma chave.
Como Alura é tão esperta, mesmo morta continua a zombar de mim. Mas eu já consegui a chave para conseguir o que Snoke mais quer e eu não vou entregar de bandeja para ela.
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N Mara
Eu e Ava estávamos separadas e isoladas assim se uma de nós ficássemos com o “surto Donkere” como Han chamou o estado em que Ava se encontrava meses atrás.
Eu não gostava de ficar muito tempo sozinha e eu tenho certeza que Ava também não.
Mas eu não posso fazer mais nada, além de pensar e olhe lá.
De repente eu senti a presença de alguém vindo, a porta se abriu e o Ravier (o menino que Luke e eu abrigamos) entrou, ele parecia assustado com o que estava acontecendo.
A Luz da Noite Donkere me atingiu, me cegando completamente e eu conseguia senti-la preencher o meu ser e dominar as minhas ações e sentidos.
A Minha mente coerente estava se desligando, e eu estava prestes a me transformar em uma criatura controlada pelo Lado Negro da Força.
Quando dei por mim estava andando pelas ruas de Coruscant e eu olhei para o céu hipnotizada com a escuridão espessa e a lua vermelha gigante que dominava a noite, roubando toda a energia e força vital do planeta.
“Ferrou”
Esse foi o meu último pensamento coerente antes da alavanca do meu livre- arbítrio ser desligada pela Força de uma Noite naturalmente Sombria.
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