Across the Stars
58 Planos e Treinamento Pesado
Notas iniciais
N Mara
Eu achei uma ótima ideia me tornar vice- diretora do DOF, porque isso me distraiu e me fez parar de pensar na morte do meu pai.
Eu só queria ter tido a chance de me despedir.
Eu olho para a hora e vejo que Ava está 30 minutos atrasada, espero que ela esteja bem com uma chefe exigente como Lucrécia Ikebel.
Eu a vejo chegar e digo:
—Você está atrasada.
Ava diz:
—Me desculpa, eu me perdi, este planeta mudou muito desde a última vez que eu vim aqui. Uau esta base é incrível.
É verdade esta base onde vamos trabalhar daqui por diante é muito bem equipada, como ela disse. Incrível, apesar de ter sido uma antiga base imperial.
Ela pergunta:
—Alguma novidade?
Eu respondo:
—Sim, aconteceu algo em Hoth enquanto lutávamos em Allyndea.
Luke aparece e diz:
—Até que enfim você apareceu, agora podemos começar a reunião de emergência.
N Ava
Nós fomos para a Sala de Reuniões e eu fiquei me perguntando o que pode ter acontecido de tão ruim para terem que convocar uma reunião de emergência.
Eu vejo que todos os Skywalkers estão presentes menos Padmé e Léia que estão ocupadas terminando de formar A República. Eu Mara diz para mim:
—Nós temos uma péssima notícia.
Eu digo:
—Não existem notícias ruins, apenas notícias.
Han diz:
—Seu namorado libertou os piores criminosos da galáxia de uma prisão de segurança máxima em Hoth, agora todos trabalham para ele.
Eu digo:
—Ele não é meu namorado, e isso é uma péssima notícia.
Meu pupilo rebelde fez algo que eu não previa. E agora ele tem os piores criminosos já apreendidos livres e trabalhando sob seus comandos.
Luke pergunta para mim:
—Ava, você já foi mestre dele, deve conhecer seus planos e suas fraquezas.
Eu suspiro e digo:
—Eu devo enfrentar Krachting diretamente, como no passado. Eu previ isto há muito tempo, há três possibilidades de destino diferentes. Na primeira: Eu venço e ele morre e a galáxia é salva, No Segundo: Ele vence, eu morro e a galáxia é escravizada e dominada pelo Lado Negro da Força e a Ordem Jedi é extinta para sempre.
Mara pergunta:
—Então vocês estão destinados a matar um ao outro?
Eu respondo com dificuldade:
—Sim, a não ser que a terceira possibilidade se concretize.
Anakin pergunta:
—E o que é essa terceira possibilidade.
É a que tem menos chance de acontecer, conhecendo Liam, como eu conheço é mais provável que nunca aconteça.
Eu respondo:
—É quase impossível de acontecer. Nesta terceira possibilidade: Liam volta para o Lado Luminoso da Força e Os Siths são extintos para sempre. Mas esqueçam dessa possibilidade é tão provável quanto nevar em Tatooine.
Han pergunta:
—Se você já tem um papel definido nesta trapalhada toda. O que estamos esperando?
Eu respondo:
—Tudo ao seu tempo, pronto para o combate nós não estamos e apressar o destino nós não podemos, a vontade da Força devemos respeitar independente do que seja.
Han diz:
—Será que você pode falar de uma maneira compreensiva, já que eu não entendo jedaico.
Eu digo:
—Você viu o quanto eu fui bem, na luta, na primeira vez quase sendo morta e na segunda quebrando o braço direito. Eu preciso de tempo, e mesmo assim eu não sei se vou conseguir mata-lo.
Mara diz com os olhos arregalados:
—Você ainda o ama.
Não era uma pergunta. Infelizmente ela está certa e sim apesar de tudo o que ele me fez, não consigo esquecê-lo. Mas eu não quero falar sobre isto, então eu digo mudando de assunto:
—Mara eu estava pensando em treinarmos um pouco, quero ver se você sabe fazer uso do que eu te ensinei.
Ela concorda e nós vamos até a sala de treinamento.
N Mara
O convite dela me surpreendeu e eu perguntei:
—Cadê os sabres de luz?
Ela responde:
—Não vai ser uma briga de sabre de luz, e sim corporal, para testar suas agilidades físicas. Temos que estar preparadas para tudo.
Eu digo:
—Ava você me ensinou muito bem, e na semana passada eu dei uma surra em Darth Maul. Eu estou preparada.
Ela pergunta:
—Você acha mesmo?
EU respondo:
—Sim eu acho.
Ela diz:
—Vamos ver.
E estava tentando entender o que ela disse, antes mesmo que eu percebesse o que estava acontecendo, eu estava no chão, fui derrubada por Ava usando a Força.
Ela diz:
—Me desculpa, mas você tem que estar preparada para uma guerra. Você pode ter poderes na força, mas os aprendizes de Krachting também tem, e eles tem o elemento surpresa. Nem sempre sabemos quem são os nossos inimigos, então temos que estar preparados para enfrentar qualquer um.
Ela faz uma pausa e diz:
—Agora vem para cima.
Eu faço como ele pediu e começo a ataca-la, primeiro com um soco, mas ela segura e me vira para o outro lado.
Eu me viro rapidamente na direção dela, e tento atacar dando um soco por cima, mas ela se abaixa, desvia e segura o meu braço, num movimento rápido ela me joga no chão.
Ava se aproxima de mim e diz:
—Seu golpe te deixou aberta para um contra ataque.
Eu me levanto e volto para a posição de luta. Ela se vira de trás para mim, e eu aproveito a chance para tentar ataca-la, mas na hora que eu estou quase acertando ela se vira e me segura, usando a Força para me jogar no chão.
Eu me levanto rápido, ela terceira vez e volto para a posição de defesa. E Ava diz:
—Você está contando com a sua força sem técnica. Quando você tiver que enfrentar um oponente superior, terá que usar a força dele, contra ele.
Eu vou para a cima dela novamente a prendendo na parede, mas ela segura minha mão e me empurra para trás, eu tento dar um soco, mas ela segura meu punho e o usa contra mim, e num piscar de olhos eu estou de cara para a parede com Ava me prendendo, ela segura as minhas mãos me impedindo de atacar.
Acho que essa é a hora de desistir. Eu digo:
—Tudo bem, já chega, eu já entendi.
Ela me solta e se afasta e eu sabia que Ava era uma boa espadachim, mas não sabia que era tão boa em luta corporal. Não consigo a imaginar perdendo para Darth Krachting.
Realmente me impressionou, porque nem Luke ou Léia tinha conseguido me derrotar antes nos treinos. Apesar de ser uma Kenobi, menos poderosa na Força que os Skywalkers, eu sempre fui a melhor Jedi, graças aos ensinamentos de Ava.
Ava sempre foi uma boa amiga, uma irmã mais velha, sempre cuidando de mim quando eu era criança. Eu pergunto:
—Como você fez isso?
Ela responde:
—Eu sempre fui uma órfã sozinha, apesar de ter passado por vários lares adotivos, eu tive a necessidade de aprender a me defender. E foi bom porque um Jedi é mais do que um sabre de luz.
Eu digo tentando conforta-la:
—Eu nem sei como você deve estar se sentindo agora. Depois de todos esses milênios se encontrar novamente com Liam, ele continuar sendo seu amor e sua família.
Ela sorri para mim e diz:
—Você é a minha família, irmãs lembra? Já Liam, temos que impedi-lo.
Eu digo:
—Está certa, eu tenho que estar pronta para a próxima vez. Me ensina a lutar, eu quero ser tão boa quanto você.
Ela diz:
—Vou te fazer ainda melhor.
Eu pergunto:
—Por que você faz tanto por mim?
Ela responde:
—No passado Liam e eu brigávamos muito, porque ele não tinha fé nas pessoas, já eu tenho fé em você. Minha melhor aprendiz.
Eu digo sinceramente:
—Você quer saber se eu tenho fé em você também? Eu tenho, sempre tive. Você sofreu muito e sacrificou tanta coisa. Mas nunca deixou essa perda diminuir a sua luz. Você tem o coração de uma heroína Ava.
Ela diz:
—Obrigada, eu precisava muito ouvir isso.
Espere o que ela está fazendo. Pela primeira vez na minha vida, eu a vejo sorrir. Minha irmã de consideração.
Nós duas nos abraçamos, mas uma coisa não está bem.
N Ava
Eu pude sentir que algo estava errado e perguntei:
—Mara o que foi?
Ela respondeu:
—Eu apenas estava pensando no meu pai, eu gostaria de ter a chance de me despedir dele.
Eu não consigo vê-la assim e não fazer nada, porque há um único jeito, perigoso, mas mesmo assim possível.
Eu digo:
—Há um jeito, mas terá que ser extremamente cuidadosa.
Ela diz:
—Sim eu vou te cuidado.
N Mara
Ela vai e volta com a caixa de madeira misteriosa e eu digo:
—Mas você não me disse que isso é altamente perigoso.
Ela diz:
—Sim, mas eu confio em você. O que tem dentro dessa caixa vai te permitir ver seu pai novamente. Muito cuidado o item aqui dentro é extremamente perigoso e imprevisível, tem que ser empunhado com certeza e confiança.
Gravo as palavras dela e digo:
— Entendi, e muito obrigada.
Ela entrega a caixa para mim com sem a tranca de DNA sanguíneo e eu a abro devagar. E dentro dela eu encontro...
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