Across The Ocean

25 Casamento (parte I)


Notas iniciais
Oiê, meus lindos leitores!! Mais um cap para vocês!! (minha página de reviews não está abrindo, então só os irei responder amanhã, mas continuem mandando-os, por favor)
Esse cap vai especialmente para a Duda di Íris que me mandou uma nova recomendação! *-*
(Mande-me uma recomendação e ganhe um cap dedicado a você!kkk)
Beijos
Boa leitura *-*

Pov: Annabeth.

–Você vai ser a noiva mais bonita que esse reino já viu, Annabeth! -disse minha não tão querida madrasta ao chegar animada em meu quarto, pude vê-la chegar pelo reflexo do espelho no qual eu estava na frente fitando a imagem que minha pessoa projetava nele, eu via uma mulher, jovem, loira com um longo vestido de noiva, muito bonito e com os cabelos bem arrumados em cachos perfeitos, apesar de bela, a moça parece triste, na verdade, arrasada. Até então meu sacrifício estava sendo até suportável, mas com sua chegada, minha vontade de me jogar da janela do quarto. Eu estava em cima de um pequeno banco onde estava sendo arrumada por várias moças que trabalhavam em no castelo, elas davam os últimos retoques em meu vestido de noiva. Desta vez meu vestido de noiva era mais pomposo e cheio de camadas. Tomara que caia na frente e com uma longa saia que tocava o chão e se arastava por onde eu passava. Logo que o coloquei imaginei o quanto seria difícil passar uma temporada no navio pirata com ele. O pensamento me fez rir por um segundo, eu sentia tanta falta de Percy e dos outros piratas. Meus pensamentos estavao tão longe que por alguns segundo esqueci que a mulher que sempre me detestara ainda estava no quarto e olhava-me desconfiada.

–Obrigada. -respondi sem olhar para ela. Não gostava de olhar em seus olhos, pois sempre via neles o desprezo com o qual me olha.

–Que bom que veio para a cerimonha, todos estávamos muito preocupados com você, querida. -ela disse num tom óbivio de sarcásmo.

–Vocês podem ir. -disse as moças que terminavam de colocar alguns acessórios em mim.

–Sim senhora. -disseram em unissóno antes de sair e me deixar sozinha com minha madrasta.

–O que você quer aqui? -perguntei depois que os passos das moças se afastaram.

–Nossa, quanto hostilidade! Estava apenas aqui para falar com você um pouco, sabe? Dar apoio a minha entiada que finalmente vai fazer algo que preste. -ela disse fingindo um falso resentimento.

–Não precisamos disso, nada mudou entre nós, de verdade. -eu disse revirando os olhos, não gostava de falar com ela, nunca formos amigas e nem mesmo gostava de sua compania, ela sempre deixou bem claro que minha presença só era necessário pois o reino dependia de meu casamento com Luke, e sendo assim, manter a forturna de nossa família.

–Se você prefere assim. -ela disse dando os ombros. -Só vim aqui mesmo avisar que seu pai está orgulhoso de você. Até mesmo eu, achei que não voltaria para o casamento. -a olhei com uma dúvida nos olhos. Ela pareceu entender minha pergunta mental. -É claro que sei que você estava fugindo de Luke, mas quem pode culpá-la? Eu já conheci um pirata quando era mais jovem, sei o quanto eles podem ser encantadores. -ela disse dando um suspiro. -Que bom que tomou a decisão certa, Annabeth. Anos cuidando de você serviram para alguma coisa afinal.

–Não me venha com essa. -eu disse com raiva. -Você não tem o direito de vir aqui e dizer que "cuidou" de mim esse tempo todo. Você e meu pai sempre me odiaram e você sabe muito bem o porquê! -eu falei com raiva, descendo do banquinho.

–Não seja mal agradecida! -ela disse empinando seu nariz, assim como fez a vida todo perto de meu pai.

–Mal agradecida? Para isso eu deveria ter algo para agradecer. -eu disse com raiva, aquilo não estava me fazendo bem.

–Nunca deduramos você, nunca dizemos qual sua origem... É por isso que você deveria nos agradecer!

–Faça o favor de sair daqui! Estou prestes a fazer o que vocês me criaram para fazer, casar com o príncipe! Ponto final. Vocês venceram. Agora saia daqui, agora! -gritei autoritária, mas a voz daquela mulher na minha cabeça, só queria ficar um pouco sozinha.

–Já estou indo, mas lembre-se de uma coisa: Você não pode mudar de ideia agora, querida. Não ouse fazer nada para estragar esse casamento, ou então...

–Ou o quê? Nada que você possa fazer vai m assustar agora. Será que não percebe? -eu disse, já tinha visto tanta coisas tenebrosas que nem mesmo a morte parecia ser mesmo tão perigosa.

–Que seja. Meu recado está dado, minha querida. Apenas pense nisso. -ela disse em tom de mistério, andou graciosamente até a porta sem, nem por um minuto, parar de me fuzilar com os olhos.

Logo eu estava sozinha novamente, caminhei com dificuldade por causa do vestido até um sofá que ficava em um canto do quarto. Sentei-me cansada, aquilo não era para mim, ainda não estava confromada com meu casamento com Luke, mas sabia que aquele era a última chance de salvar meus amigo e Percy. Mas isso não me fazia ter menos medo deste casamento e da noite que seguiria logo após a cerimônia. Não queria me entregar a Luke, ele não é o homem que desejo e nem nunca será, não sei como suportar a ideia daquele homem me tocando. A pior parte de toda aquela arrumação antes do casamento foi o momento em que fui obrigada a vestir a roupa íntima que teria de usar para Luke nesta noite, roupa que ele mesmo fizera questão de comprar para mim.

–Eu queria poder me casar com você, Percy. -eu disse olhando para o nada. Meu coração doía ao pensar nele, ao pensar que não podíamos ficar juntos e que havia uma grande possibilidade de nunca mais nos vermos. Devia ser proibido ficar sem aqueles que amamos, o que adianta amar se não podemos ficar juntos? Afrodite estava sendo injusta comigo, deixando-me cada vez pior, o amor só trazia dor para mim, devia ser ao menos proibida de sentí-lo agora, prestes a me entregar a outro homem. Levantei-me outra vez e fitei minha imagem no espelho mais uma vez, meus olhos estavam vermelhos e começando a ficar inchados, eu parecia mais pálida e debilitada.

–Tenho de dizer, você está realmente linda, Annabeth. -disse Luke.

–O que você faz aqui? -perguntei.

–Você é minha noiva, tenho o direito de vê-la. -ele respondeu friamente.

–Dizem que dá azar ver a noiva antes do casamento. -falei olhando para ele, estava vestido com sua roupa real e oficial de príncipe, muito bonita, era da cor vermelho sangue, que me lembrava bastante da vez em que matara minha melhor amiga, Silena. O sangue dela tinha aquela mesma cor. Por cima usava uma faixa azul e várias medalhas, sua coroa de príncipe que logo seria trocada pela de rei.

–Não preciso de sorte ou azar, tenho tudo o que quero.

–Bom para você.

–Olha, só vim aqui trazer-lhe um tiara de princessa, combina com o vestido e é usada sempre que temos um casamento na família real, minha mãe a usou também. -ele disse levando uma caixa até onde eu estava, ele a abriu e me mostrou a linda tiara que estava lá dentro, era realmente muito linda, toda de brilhantes e com algumas pedras coloridas perfeitas que enfeitavam belamente a tiara.

–Não posso aceitar. É algo de família, não posso usá-lo ainda mais sabendo que este casamento é arranjado. -falei friamente.

–Não precisa ter o sentimento verdadeiro. Apenas use-a, ou então isso resultará em diversas perguntas que não tenho cabeça para responder. -ele disse do jeito Luke de ser.

–Que seja. -falei. Luke se aproximou me colocou a bela tiara em minha cabeça.

–Agora está pronta para o casamento. -ele disse tentando sorrir. -Veja se melhora essa sua cara, está parecendo que vai a um enterro e não ao seu casamento.

–Diga-me, Luke. Depois de tanta coisa, qual é a diferença entre os dois? -perguntei olhando em seus olhos.

–Não temos tempo para isso, você está aqui e vai casar comigo custe o que custar. -ele disse sério, mas sem se alterar.

–Nada irá atrapalhar, pode ter certeza. -falei.

–Eu tenho, porque você vai me ajudar.

–Do que está falando? -perguntei confusa.

–Seus amigos piratas estão vindo, meu espião avisou-me. -ouvir isso me deixou muito assustada, lembrou-me que o espião ainda podia fazer algum mal a Percy.

–Eu... -não tinha o que falar me contive antes de terminar a frase.

–Eles estão aqui para buscá-la, mas você não vai com eles, minha cara. Não tem condições de fugir. -antes que pudesse contestar sua alegação ele continuou. -Ainda posso dar ordens para matá-lo, o filho de Poseidon não terá poder em minhas terras, meus guardas matarão a tripulação antes mesmo de conseguirem se defender. Se você tentar sair deste castelo e abandonar a cerimonha, você me verá matar o homem que ama na sua frente, como fiz a Silena. -ele disse desafiador. -Você não tem saída, minha condessa, aceite isso.

–Eu não farei nada. -disse eu contendo minhas lágrimas dentro de meus olhos. -Se prometer não fazer nada com ele.

–Eu não vou fazer nada com ele, mas você fará. -olhei para ele preocupada. Ele continou se divertindo com minha expressão. -Ele virá aqui e eu o deixarei entrar, quando ele chegar, você pessoalmente dirá para ele que quer se casar comigo e que já o esqueceu. Quebre o coração dele e o faça ir embora e desistir de você, querida. -disse passando a mão em meu rosto, afastei seu toque.

–Não...não posso... -falei tremendo.

–Pode e vai fazer! -ele disse. -Pode lidar com as consequências? Matar o homem que ama... nossa... não é algo muito bom para levar na memória, não acha?

–Você é um monstro! -gritei.

–Um monstro que faz o que quer e que você não vai querer despertar a ira.

Notas finais
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Beijos
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