Acredite em meu poder

3 Em busca da árvore sagrada


— Mas que droga! — Eu gritei e todas as pessoas da lanchonete me encaram.
Eu não conseguia me concentrar no trabalho, apenas estava pensando em Marie, ou Lúthien, não sabia qual era seu nome, de qualquer modo eu tinha que achar a tal árvore;

— Estou indo — Eu me despedi de todos e voltei para casa.

A lua já estava esbanjando sua beleza, passava das oito horas quando cheguei em casa.

— Eu preciso achar essa maldita árvore! — Eu bati a porta da minha casa e me joguei no sofá. — Marie, onde você foi?

Hey! — Uma voz infantil falava próximo ao meu ouvido.

— Que diabos? — Eu me levantei do sofá e olhei para todos os lados e não vi nada.

— Você não pode me ver? Que saco...

— Quem esta ai? Apareça! — Eu ordenei

Heim? Você não manda em mim, idiota!

— Saia de onde estiver! — Eu estava irritado com aquela voz me estressando.

— I-d-i-o-t-a! — Aquela voz disse isso e começou a gargalhar — Desculpe, você é muito engraçado.

Puff — Cruzei meus braços — Pode pelo menos mostrar seu rosto?

— Ah! Eu acho que posso usar um pouco de magia para você me ver...

De repente um luz azul clareou toda a sala e um pequena criatura com asas amareladas apareceu na minha frente.

— O que?! — Eu dei um passo para trás.

— Não se assuste, eu sou uma fada! F-a-d-a! Infelizmente eu tenho que lhe ajudar... — A criatura de brilho azul mexeu em seus cabelos prateados e ficou de cabeça para baixo me encarando.

— Da para se ajeitar? E o que quis dizer com "eu tenho que lhe ajudar"?

— Você só reclama... — A criatura que dizia se uma fada voltou a ficar em pé flutuando — Meu nome é Garvini, eu sou uma fada mas isso não significa que eu sou uma mulher.

— 'Gar' o que? Além disso você se parece muito com uma mulher — Eu o encarei mais de perto e ele tinha uma pequena barbinha — Um homem? Então você falou a verdade — Eu coloquei o dedo na cabeça dele, ele era bastante pequeno do tamanho de um lápis.

— Me larga — Ele empurrou meu dedo com o que se parecia uma varinha. — Repetindo, Garvini! Cada pessoa tem uma fada para realizar seus desejos, só precisa ter fé e acreditar pelo menos um pouco que fadas existem...

— Entendo...

— Aquela garota que estava com você era uma fada mas ela não tinha permissão de vir a terra pois ela é a princesa das fadas.

— Ela é uma princesa?!

— Sim, seu nome como você já deve saber é Lúthien, como ela não tinha permissão para vir a terra acabou perdendo a memória.

— Está tudo explicado agora! — Eu estalei meus dedos.

— Nem tudo, aquele homem que estava com ela é o príncipe das fadas, ele está destinado a se casar com ela.

— O que? — Eu me sentei no chão — Não pode ser...

— Mas eu como sua fada devo lhe ajudar a cumprir seus desejos — Ele voou em cima do meu nariz e me encarou — Qual é seu desejo?

— Tão repentino? Quantos desejos eu tenho direito?

— Isso depende da fada — Ele deu um sorriso para mim — Eu acho que você é um bom homem então lhe concedo três desejos.

— Hum... — Eu coloquei a mão na minha cabeça, estava pensando. — Primeiro eu quero ir para esse tal mundo das fadas.

— Okay, eu te levarei.

— Espere — Eu o interrompi — Não posso ir com minha roupa de trabalho.

— Tudo bem, tudo bem. Considere como um presente — Ele tocou na ponta de sua varinha e apontou ela para mim — Debrezality!

— Que? — Eu olhei para mim mesmo e estava vestindo o que parecia ser um terno brilhante e azul.

— Agora vamos — Ele apontou novamente a varinha para mim — Debrezality!

Eu olhei ao redor e estava em frente de uma grande árvore de folhas laranjas e de enorme galhos pesado que quase chegavam a tocar o chão.

— Incrível — Foi a única palavra que eu consegui usar para descrever aquele cenário.

— Eu sei — Garvini limpou a garganta antes de continuar a falar — Você precisa colocar a mão na árvore sagrada e pensar em que lugar você quer ir.

— Arvore sagrada?! Além disso eu não sei onde Marie, que dizer, Lúthien mora — Eu coloque meu dedo indicador no queixo e olhei para ele.

— Não me olhe assim — Gritou — Ela mora no reino das fadas, pense em reino das fadas.

— Não precisa gritar, puff. Você vai vir comigo?

— Eu ainda preciso cumprir dois desejos seus...

— Isso é ótimo, então vamos lá — Eu coloquei a mão na árvore e a pequena fada fez o mesmo.

Nos concentramos o máximo, uma luz branca iluminava meu rosto, era uma luz pura e radiante, era estranho pois eu conseguia sentir aquela luz me fazer flutuar, eu também sentia um pequeno vento tocar minha pele que era agradável como uma brisa de verão.
De repente tudo ficou escuro, como se alguém tivesse apagado as luzes, e depois da escuridão eu sentir um calor bater minha pele.

— Por quanto tempo pretende ficar de olhos fechados? — Eu ouvi a voz de Garvini e só então abri vagarosamente meus olhos.

— Incrível — Eu realmente havia ficado boquiaberto a chonhecer o reino das fadas — Então aqui é o reino das fadas? Maravilhoso!

— Isso não é nem o começo, me siga — A fadinha voo em minha frente e eu segui ela.

Aquele novo mundo era impressionante, haviam enormes árvores port todo o caminho e uma lua cinco vezes maior que a da terra, sem falar das flores que tinha quase o tamanhos das árvores, e milhares de fadinhas voando de um lado para outro. Eu sentia que podia me perder a qualquer momento.

— Esta vendo aquele castelo? — Garvini apontou e eu pude ver um castelo que estava bem distante.

— Sim — Era enorme e parecia que a aquele castelo tocaria o céu.

Sim, o céu, ele era enorme. Era tantas novidades naquele lugar que eu não tinha reparado que o céu era de outra cor, era um violeta, o mesmo dos olhos de Lúthien, pelo menos naquele mundo eu poderia dizer que ela tinha olhos da cor do céu.

— Cuidado por onde anda! — Ele gritou, eu percebi que eu havia batido nele — Não ande olhando para o céu, daqui a pouco estará de noite e não chegamos ao castelo.

— O que? Que dizer que a lua aparece de dia também?

— Que lua? Não temos uma lua, aquilo é nosso sol e sim ele brilha tanto de dia como pela noite.

— Que loucura esse mundo... Eu tenho mais uma pergunta, qual é a cor do céu pela noite?

Ele cruzou os braços e me encarou — A cor do céu é.... — Eu olhei fixamente para aqueles pequenos olhos verdes-mel — Eu vou deixa você descobrir por si só.
Eu quase cai no chão pela resposta — Que maldade — Eu me virei e olhei para o céu novamente, que dessa vez estava sendo coberto por milhares de luzes, eu imaginei que aquilo deveriam ser as estrelas, e elas brilhavam muito, e haviam uma maior quantidade do que o céu da terra.

— Vamos, ou nunca chegaremos ao palácio.

Eu segui a fada e andamos um caminho que parecia infinito, eu cauculei que já haviam duas horas que estávamos andando e o castelo parecia não sair do lugar.

— Esse castelo nunca vai chegar? — Falei com minha respiração fraca, eu parecia um corredor que tinha acabado de terminar uma maratona.

— Realmente... Eu queria economizar minha magia mas nesse ritmo não chegaremos nunca. — Ele colocou a mão na testa.

— Por que não me disse logo?! — Eu sentir vontade de espancar ele.

— É claro que isso custaria mais um desejo...

— O que?!

Se eu resolvesse fazer aquilo só me sobrariam um desejo que era o para eu voltar para casa, não poderia arriscar, era melhor deixar meu desejo para outra ocasião. Eu pensei bem e então decidi:

— Não vou aceitar a proposta, vamos andando — Eu sai andando e passei na frente dele.

— Que humano teimoso! Você pode ir andando mas eu vou usar minha magia para chegar mais rápido ao castelo...

— E vai abandonar seu mestre aqui? Decepcionante para uma fada...

— Você não é meu mestre! E se insisti tanto eu te levarei de graça mas esse é meu último favor.

Eu senti vontade de rir mas apenas fiquei sério e toquei na mãozinha que aquela fada estendia para mim.

— Debrezality!

Em um piscar de olhos eu estava na frente do castelo e vários pássaros começaram a circular em minha volta.

— O que é isso? — Eu perguntei, estava achando fantástico o modo como os pássaros circulavam e pousavam em mim, como se me tocassem para descobrir minha identidade.

— Os pássaros ficam assim quando o castelo real recebe visitas que não são de fadas, mas ao que parece eles gostaram de você.

Eu fiz carinho na cabeça daquele que pousou em meu ombro mas logo ele voou e todos as outras aves fizeram o mesmo.

— Por que estão indo embora?

— Você não sabe de nada não é mesmo, humano?

— Me chame pelo meu nome, Thomas. E como vou saber se nunca estive aqui? — Falei irritado.

Garvini respirou fundo — Isso aconteceu por que eles acham que tem um bom coração, então aprovaram sua entrada no castelo. Está pronto?

— Claro — Falei confiante enquanto as enormes grades se abriam.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Você acredita em.... Debrezality!