Acorrentados

6 Na estrada para o inferno


Charlotte está deitada em seu quarto, lendo um pequeno livro que tinha encontrado no meio de suas bagunças quando sente um tédio inexplicável. A garota desce para sala, liga a televisão e continua no mesmo tédio, vai para cozinha e procura algo para comer ou fazer e nada encontra. Decide então dar uma de faxineira e deixar a casa brilhando. Geralmente, uma mulher vai até sua casa para realizar este serviço, já que Elizabeth chega cansada do trabalho e nem tempo para limpar sua casa tem.

Charlotte pega tudo o que precisa para fazer o serviço de casa. Começa a varrer o andar de baixo e o deixa em perfeitas condições. Sobe para o andar de cima e decide deixar o seu quarto de lado, já que estava ficando cansada. Vai para o quarto da mãe e após limpar bem o chão, decide organizar suas gavetas, quando acha em um fundo de falso da última gaveta várias cartas de seu pai para sua mãe. Eram cartas realmente apaixonadas, uma delas era um bilhete que dizia:

“As ondas do mar ouvem todos os dias que eu sou louco por você, talvez estar longe de ti pode soar tristeza, mas saiba que estou contando a cada gota do oceano que sem você eu não sei viver, não mais”

Charlotte então fica encantada com aquelas palavras e resolve não mexer mais naquelas coisas, já que sua mãe odiava bisbilhoteiros. A garota então encerra os serviços e se deita no sofá para enfim descansar, acaba pegando no sono até sua mãe chegar do serviço.

─ Ache que a Rosa só viria sexta-feira, mas pelo jeito, adiantou o serviço. Sussurrou Elizabeth consigo mesma.

─ Olá mamãe! Charlotte diz com uma voz rouca pois acabara de acordar.

─ A Rosa veio aqui hoje Charlotte?

─ Não, foi eu mesma que limpei, estava sem nada pra fazer e decide dar uma organizada.

─ Muito bem, deveria fazer isso sempre não acha?

─ Não vai se acostumando, isso foi um milagre e não devemos discuti-lo, apenas aprecia-lo.

─ Já acorda fazendo gracinhas, mas está bem, muito obrigado pela ajuda.

Charlotte vai até seu quarto e já procura uma roupa para a saidinha de mais tarde, ela iria a um barzinho com seus amigos para descontrair. Sua mãe era liberal, contanto que a jovem chegasse em casa no horário determinado e sem apresentar nenhum tipo de comportamento estranho, como quando se bebe ou se fuma alguma droga.

Já eram 21:00 horas e Charlotte terminara de se arrumar, quando então escuta gritos e buzinadas de carro na frente de sua casa. Eram seus amigos apressando-a para partirem para algum lugar mais movimentado. Ao descer as escadas, sua mãe a chama em seu quarto e dá 200 pratas a ela.

─ Isso foi por ter feito o serviço de casa hoje, você bem sabe que sair está fora de cogitação, mas como esta acompanhada irei deixa-la. Por favor, não chegue ao amanhecer como sempre, desrespeitando minhas regras e saiba usar esse dinheiro conscientemente.

Charlotte da um abraço em sua mãe e diz:

─ Obrigado pela grana e pela confiança, eu prometo tentar chegar cedo, mas sabe como é né.

Quando a minha de Charlotte ia responder, ela corre e desce as escadas rapidamente dando tchau a sua mãe.

─ Olá galerinha do bem, pra onde iremos hoje? Diz Charlotte animada já entrando no carro.

Estavam no carro Johnny, Lindsay e Patrick. Eram seus melhores amigos e os quatros faziam absolutamente tudo juntos, festas, escola, eram colados.

─ Hoje iremos a um novo lugar, uma Rave! Espero que estejam animados.

─ Uma Rave? Vocês estão loucos? Para o carro que eu vou descer, nem avisei minha mãe. Disse Charlotte preocupada.

─ Mande uma mensagem a ela avisando, não vamos fazer nada demais lá como ingerir drogas pesadas ou sair de lá em coma alcoólico, fica tranquila. Lindsay diz a Charlotte, a garota é muito inteligente, mas não fazia "coisas certas".

─ Vocês sempre querendo me botar em confusão, eu vou mandar a mensagem, mas se isso sair do controle eu mato vocês. Charlotte disse ironizando, enquanto escrevia a seguinte mensagem para sua mãe:

"Mamãe, Lindsay está sozinha em sua casa, então vou dormir hoje lá e só voltarei depois do jantar, o pai dela irá me trazer. Não se preocupe, eu ficarei bem, beijos."

Então, pegam a estrada para um lugar bem distante da cidade, onde fica localizada a tal Rave, a expectativa na festa é de trinta mil pessoas e a duração é de 3 dias, mas como disseram, eles iam voltar na hora do almoço do dia seguinte.

Muito Rock'n Roll na estrada, ao som de Highway to Hell — AC/DC eles seguem seu rumo, a música dizia muito sobre as próximas horas. "Eu estou na estrada para o inferno"

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.