Notas iniciais
Lembrem-se que isso é somente uma interpretação com base em outros conceitos da lógica e filosofia, se encaixou na história eu não tenho culpa =D

- E essa vai ser a melhor transmutação do Full Metal Alchemist... Essas foram as palavras que dissera antes de entrar novamente pelo Portão.

Tudo bem que em meio à bagunça alguns desesperados tenham entendido que essa seria a última transmutação dele, como se por acaso ele fosse suicida.

E ali estava ele, diante daquela coisa branca, que se achava dona da “verdade” literalmente.

- Então, você quer retirar um corpo inteiro, como pretende pagar por isso? Começa a coisa.

- Pois é, esse “portão da verdade” como se diz, acho, está aqui, e é meu, então, eu posso fazer o que eu quiser com ele. E observe que ele é grande o bastante para a troca, até sobra, então, eu vim aqui pra isso.

- Esse é o Portão da Verdade, se usá-lo como pagamento nunca mais poderá usar alquimia, “Grande Alquimista”.

- Só lhe digo uma coisa, eu vim aqui para trazer um chute no traseiro da sua “verdade”, e acredite, isso não vai acontecer, o fato é, eu nunca mais vou ver a sua cara, e estou satisfeito com isso.

- Você é quem sabe, será uma Troca Equivalente...

- Não existe troca equivalente! Você não é o dono da verdade, é só mais um corrupto que quer ganhar as coisas facilmente e fica na frente desse portão como um abutre esperando por um pedaço de algum corpo. Pra mim, isso acaba aqui.

- Certo... – concorda a coisa e o portão atrás de Edward começa a desaparecer. – A saída é por ali. Avisa ele antes de desaparecer juntamente com o seu pagamento.

E logo, estão finalmente os dois do lado de fora daquele lugar branco, depois de tanta espera.

Depois da reabilitação do corpo de Alphonse ao mundo que não via a alguns anos, estão alguns dos conhecidos reunidos na região central, na casa da família Hughes, comemorando uma condecoração honorária aos Irmãos Elric, que mesmo que tenham pedido para sair do meio do oficialato, ainda ali acabam tendo seus direitos pelos seus cargos honorários. Afinal, não é todo dia que aparece um cara estranho e com alto poder destrutivo que é destruído por dois garotos a socos.
Estando somente os dois irmãos, Hawkeye, Mustang, a Rainha de Briggs, Izumi-sensei e o Dr. Marco, que emprestou grande pesquisa aos garotos, o assunto ficou sério como há muito tempo não ficava, e aquela reunião, antes de chegarem os demais convidados da confraternização, tinha o intuito de saber como tudo aconteceu naquele dia da transmutação humana que o Full Metal fez para recuperar o irmão.

- Já que ninguém aqui vai falar nada, eu estou começando – fala Olivier, a Rainha do Gelo – irmãos Elric, entendo que o que vamos discutir deva ser um segredo de estado, e provavelmente se não fosse não seria problema, porque não conheço muitos alquimistas que conseguiriam fazer isso, mas assim é mais uma garantia... Edward Elric, como você fez uma transmutação humana com sucesso sem a troca equivalente?

Já era conhecido de todos que ele ainda conseguia usar alquimia, e os dois garotos tinham todas as partes vitais do corpo funcionando, com exceção da perna de Edward, é claro.

- Er... – primeira reação razoável de Ed, medo supremo daquela mulher insensível – Eu paguei o preço.

- Full Metal, como você pagou se eu estou vendo que você está aqui inteiro. Mustang pegou certo amor pelo verbo ver, já que foi curado da cegueira há pouco tempo.

- O Portão. Eu paguei com o portão, não achei mais nada lá além disso.

- Não fale idiotices, Edward, sem o Portão da Verdade você não poderia usar alquimia. Começa a Mestre dos garotos.

- Errado. Desculpem, mas, vocês realmente acreditam que aquele é o portão da verdade? A verdade então tem que estar contida em alguma coisa e ser imutável? De fato, eu usei um circulo de transmutação humana, para abrir esse portão, mas o que eu fiz não foi uma transmutação, foi uma conjuração ou invocação, não sei bem ainda. O fato é que aquilo que eu usei como pagamento é só a porta que nos leva ao corrupto negociante da ressurreição, e os mortos não ressuscitam. Alphonse não tinha morrido, então, tudo que eu precisava era encontrar um jeito de trazê-lo de volta. O que eu dei em troca do retorno do Al foi somente a garantia de que eu não vou tentar uma transmutação humana nunca mais, porque eu não tenho mais o portão com o abutre negociante.

- Acho que ele não aceitaria isso assim tão simplesmente... Comenta Hawkeye.

- Ele não precisava saber que eu sabia o truque dele. Eu ofereci o portão como pagamento, ele me ameaçou dizendo que eu perderia a alquimia, mas, eu pagaria desse modo, eu daria um braço ou qualquer coisa junto com o portão ainda se fosse preciso, se naquele momento eu não tivesse sentido um blefe naquilo, eu não tentaria mais usar alquimia, eu não saberia que ainda posso fazer isso, isso me mostrou o que significa tudo aquilo. Aquele portão não é o portão da verdade para nós, porque não precisamos dele, o é apenas para aquele que aguarda do outro lado, porque desse lado está esse mundo, estamos nós, e é daqui que vem a alquimia, é daqui que vem o conhecimento, e tudo que eu pensei ter visto da primeira vez no portão, tudo isso eram coisas que eu já sabia, só que não tinha entendido ainda, isso significa que eu não preciso do portão para ter a alquimia, e que perdendo o portão, eu não perco o conhecimento alquímico que eu já tenho, talvez possa apenas demorar um pouco mais para aprender novas coisas na alquimia, mas isso não será um problema. Aquele cara é um charlatão que rouba as pessoas e não dá o equivalente em troca, então, eu dei o portão pra ele, assim nunca mais vou ver aquela cara, foi o melhor chute no traseiro que eu poderia ter mandado pra lá.

- Então é possível fazer uma troca assim, mas, isso não vale para ressuscitar pessoas... Comenta Olivier achando o conhecimento disso inútil porque não seria aplicável em batalhas, mas sem parecer tão hostil.

- Sim, mas você só teria uma chance, se não souber negociar, pode se dar mal... Responde Alphonse observando que ninguém parecia ter a pretensão de fazer isso e se sentindo mais tranquilo.

- Não se preocupem, ninguém aqui teria motivos para tentar algo assim, era só que parecia improvável que não tivesse havido uma troca equivalente. Comenta Roy.

- Não foi uma troca equivalente, eu saí ganhando... O bichinho lá acha que eu fiquei infeliz sem alquimia e que eu sentirei falta de ter o portão para possíveis transmutações humanas, mas é ótimo não ter um cara desse na minha cola e meu irmão de volta.

- Mas e a sua perna, irmão?

- Contanto que eu não tenha que me preocupar com aquele cara de novo, porque eu acho que quando ele descobrir o que eu fiz não vai ser legal, dane-se a perna, é uma lembrança do meu erro. E depois, a Winly iria ficar louca se não tivesse mais nada pra parafusar no cara que foi uma ótima fonte de renda pro negócio dela.

- Considerando isso, é um fato... O auto-mail do seu braço foi tantas vezes destruído que tenho medo que esqueça agora que esse é de verdade.

- Nem pensar, foi difícil conseguir esse de volta. – pára de conversar e cutuca o ombro perto de onde era a base do auto-mail – e acho que quando voltou prendeu em um parafuso aqui em algum lugar.
São interrompidos por Elyshia que começa a brincar com uma das mãos de Hawkeye. Al, discretamente em seu lugar aponta para Ed as alianças nas mãos de Roy e dela, mas ele não conseguiu segurar a tempo o pulo e o grito de surpresa.

- Mas o que está acontecendo aqui? Pergunta Havoc ao entrar na sala vendo o espanto do Full Metal.

- Er... Começa Roy sendo interrompido pela tenente que levanta as mãos deles e termina a frase de modo objetivo.

- Edward-san ainda não tinha visto isso, ou sido informado do casamento próximo.

- Ah... – Responde ele distraído tentando acender um cigarro escorando-se à janela e quase queima os dedos – C-c-c-c-como é isso?

- É exatamente isso que eu estava tentando dizer... Como a tenente vai ter paciência para esse coronel folgado... Começa Edward ficando quieto ao ver o olhar aterrorizante do coronel sobre si.

- Não consigo acreditar que esse mulherengo vai mesmo casar... Fala Havoc de seu canto sendo fuzilado pelo olhar de Riza.

- Vocês francamente estão pedindo pra morrer... Fala com um suspiro entediado a irmã Armstrong presente. Para ela parecia óbvio que a tenente merecia coisa melhor, era uma moça metódica e responsável demais para um cara daqueles, mas ainda era menos pior que a pessoa que tivesse coragem de casar com o seu irmão mais novo.

- Ah, Ed, como vai a Winly-chan? Pergunta a Sra. Hughes trazendo o café, sem perceber que ele ficou da cor do casaco.

- Ei, Al, porque ela não pergunta essas coisas pra você? Cochicha ele ao irmão, mas é ouvido pela Madame do Gelo que comenta sem pena o que ele perguntou;

- Talvez a resposta a isso seja que é porque as pessoas veem você se agarrando com ela e não o seu irmão...

- Maldito Major Armstrong... Resmunga ele para si mesmo e direciona o seu olhar de ódio ao oficial que estava a um canto esperando não ser lembrado, e com essa visão da morte que saia de Edward ele tenta se justificar, mas Ed não tinha muito mais tons de vermelho para usar no rosto e provavelmente se atiraria pela janela a ter que ficar encarando as pessoas ali.

- Ed, eu juro que sou inocente, essa megera arrancou as informações de mim à força... E esse foi o momento em que ele pensou em esganar sinceramente o Major por causar esse tipo de situação a ele, mas o fato de uma menina, terrível, mas uma menina, arrancar informações de um cara daquele tamanho, isso devia ser ridículo. E desatou a rir.

- O que foi, Ed? Pergunta o irmão.

- É que... É que... Eu... Não acredito... Que uma menina consegue ser ameaçadora para o Major...

- Está medindo as pessoas pela aparência, baixinho?

- Ah... Eu... Ahm... Er... Ele tinha pensado em ter um acesso de raiva por causa disso, mas aquela garota era mais perigosa que a aparência diria e desde que deixaram Rizempool daquela vez, até agora, ele tinha crescido o suficiente para não se incomodar mais com isso.

- Er... Provavelmente meu irmão idiota queria dizer que a Mlle. é elegante demais para tirar informações de alguém à força e provavelmente faça isso com astúcia. Fala Alphonse tentando acalmar aquela fera que já tremia a mão para o lado da espada com a lâmina elegante da família Armstrong.

- Onde é que você aprendeu esses joguinhos de palavras, Al? Comenta Ed enquanto a Rainha do Gelo se distraia com a xícara de chá e observando o lado deles mais atentamente, mas a raiva iminente por Ed parecia algo inútil na sua mente.

- Você deveria ser mais educado, ainda mais com as garotas. Responde Al.

- Eu sou educado! E a General não é lá o tipo de garota mais delicada...

- Ei, Al... Você tem talento... Fala Roy antes de levantar-se para ir servir-se de mais bolo.

- O que ele quis dizer com...

- Que aquela fúria gostou de você, talvez... Responde Ed apontando discretamente o fato que Olivier passara a observar Al mais atentamente e não parecia enraivecida.

- Ah... Ela é bonita, mas...

- Sim, eu sei, Al... Ela é neurótica...

- Eu ia dizer na verdade que ela deve ter uns dez anos a mais que nós...

- Isso certamente, deve ter lá seus...

- Ed, não é educado estimar a idade das meninas!

- Certo... Mas você nunca vai saber se não calcular...

- Lógica alquímica, provavelmente a idade dela seja inversamente proporcional ao nível de fúria...

- Se for assim a tenente Hawkeye também tem esse problema... Comenta Ed recordando-se do método rígido dela ao trabalhar com o Coronel.

- Você tem problemas com organização, Ed.

- Um pouco, Al... Mas acho que tenho mais é instinto de autopreservação... Não vou olhar nunca pra uma mulher que pode me matar quando eu me distrair...

- Bom argumento, Ed, mas com a sua personalidade nem poderia ser diferente... Al tem o talento da diplomacia e aparentemente um imã natural para essas garotas... — Comenta Havoc saindo do caminho antes que a General o fuzilasse com o olhar. – Ed, venha um momento aqui... Tenho uma novidade! Começa Havoc de modo similar a Hughes, pelo menos quanto à foto, falando de sua noiva e que estavam agendando o casamento para o mesmo evento do da tenente Ross.

Alguns minutos depois, distraídos com essa bobagem, Havoc comenta com Ed:

- Se você não parasse de teorizar com Al nunca veríamos uma cena como essa. Comenta acerca de Al e Olivier conversando alguma coisa que ela parecia achar divertida o suficiente para não estar com aquela habitual cara de assassina.

- Fiquei curioso para saber a idade dela... Comenta Ed.

- Ah, não deve ter nem sete anos a mais que vocês, ela só é tratada como mais importante porque entrou no exército e fez patente maior que a do Major Armstrong.

- Mas, e Ishval...

- Ela nem devia saber escrever ainda... Por Deus, faz muito tempo... Ela só acha que se estivesse lá não teria fugido da batalha como o Major, mas... Somos humanos, temos sistema nervoso, caramba!

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