Acordando com o Monstro.

1 Capítulo 1 - Sem regras.


Notas iniciais
Kai quer jogar com Elena. Elena esta enfraquecida por verbena e não pode detê-lo fisicamente, talvez ela consiga usando outros meios.

Damon descobre o dia em que Elena admitiu que o amava.

Que tal dar uma espiadinha?

Beijos.

Cyntia Paula.

ELENA PDV.

Sim, estava muito escuro, e mesmo com minha visão perfeita de vampira não era possível ver o lugar exato onde eu estava. A única coisa que eu sentia, eram meus braços amarrados, e quando eu tentei soltá-los e não consegui, foi que eu me dei conta: VERBENA!!!

Eu estava presa com cordas impregnadas de verbena, me sentia muito, muito fraca. Minha lembrança estava muito vaga, eu só me recordava de estar indo eufórica encontrar Damon que estranhamente não quis abrir a porta pra mim. O onde eu estou? Essa era a pergunta que eu me fazia a todo tempo, enquanto eu enfraquecia lentamente.

“Esta me assistindo dormir?”

“Não, estou assistindo você babar em cima dos livros de Alaric”

Eu absolutamente estava delirando, e em meu delírio Damon sorria pra mim e eu sorria de volta parecendo uma garota se apaixonando pela primeira vez. Lembro de estar a caminho da casa dele, saltitante de alegria, uma alegria secreta que me impulsionava para ele, eu não sabia exatamente o que éramos, ou que deveríamos ser. Mas uma coisa era certa: Eu queria estar com ele.

-Damon? – Chamei, eu tentava gritar, mas minha voz era apenas um eco fraco na escuridão silenciosa.

Uma luz passou de relance pelo meu rosto, enquanto eu detectava passos firmes que precisamente estavam chegando cada vez mais perto. Me encolhi. Eu estava com medo. Fui tomada subitamente por uma presença, e um cheiro de colônia amadeirado me dizia que quem estava ali comigo era um homem. Ele estava próximo, muito próximo embora eu não pudesse vê-lo com perfeição devido a escuridão e minha fraqueza.

-Não sou Damon. Tente outra vez. – A voz soou de trás de mim. Eu me sentia impotente e fraca, não conseguia me mexer, mas eu estava tremendo violentamente e disso eu tinha certeza.

-Então a garotinha tem medo do escuro? – A voz do desconhecido veio até o meu ouvido num leve sussurro aveludado.

-Quem é você? – Perguntei apavorada com a ideia de que, quem quer que ele seja, ele quer me machucar, ou na pior das hipóteses me matar. – Por que fez isso comigo?

Ele continuava respirando como um predador atrás de mim, e isso me apavorava ainda mais, eu não podia ver, eu apenas sentia e escutava o barulho irritante do chiclete que ele com certeza mascava, e essa teoria foi reforçada pelo aroma de morango que o fluxo de sua respiração mandava até mim.

-Quem eu sou? – Sua voz soou sarcástica ao pé do meu ouvido. – Tente adivinhar...- Ele brincava com uma mecha do meu cabelo. – Você esta amarrada com verbena, isso significa que eu sei quem você é. Atualmente uma vampira. Voce é Elena Gilbert, ex namorada dos irmãos Salvatores, ultima copia Petrova, amiga da Bonnie...

-Isso... é quem eu sou, eu quero saber quem você é? – Minha voz soava cada vez mais fraca.

-Tente adivinhar. O que é? Não gosta de jogos...ELENA! – Ele deu ênfase no meu nome, e eu podia sentir seus lábios quase tocando o lóbulo de minha orelha.

-Não posso jogar com você se eu não sei as regras.

-Quem precisa de regras? – Ele sussurrou dessa vez do outro lado, ainda no ouvido.

JOGOS, REGRAS...Ele parecia uma versão masculina da Katherine vinda diretamente do inferno para me infernizar.

-Resposta errada. – Ele disse antes de sair caminhando para longe de mim. – Não sou uma versão masculina de sua duplicata, mas se ela era como eu, significa que ela era absolutamente genial!

-Como ... você... fez isso? – Perguntei atônita.

-Você pensou alto demais, digamos que eu tenho muito poder e posso fazer coisas como essas, entre muitas outras é claro.

De repente tudo se ascendeu com uma rajada, e meus olhos enxergaram a figura do meu futuro assassino: Vestia Camisa, shorts e allstar, era jovem, bonito e sorria analisando-me atentamente aproximando-se devagar como um predador. E quando consegui vê-lo perfeitamente que eu pude identifica-lo.

-O que quer de mim Kai? — Serrei os olhos estremecendo com sua proximidade.

-Agora eu vejo o que Damon vê em você! – Ele tocou meu rosto deslizando a ponta dos dedos em minha bochecha. – Você é linda! Como que num mundo cheio de humanos idiotas que ficariam felizes pela possibilidade de beijar os seus pés, você venha se envolver com monstros sem alma? – Seus dedos corriam do meu queixo até a base do pescoço enquanto me estudava.

Abri os olhos para encará-lo, eu sabia que meu rosto continha a minha pior expressão enfurecida. O jeito que ele me olhava, como alguém que brinca com a vitima, que gosta de ver seu sofrimento antes de mata-la, como uma criança que acaricia o brinquedo antes de atirá-lo ao chão pelo simples prazer de ver os pedaços. Kai era o verdadeiro perfil de um psicopata.

-Você vai me matar? – Perguntei embora eu já soubesse a resposta.

-Sim... – Ele respondeu friamente fazendo o contorno do meu rosto. – Mas não agora, ainda preciso me decidir como quero matar você.

Que bom! Pensei comigo, baixinho dessa vez. Eu precisava ganhar tempo, eu precisava tentar escapar enquanto ele decidia como me matar.

-Eu estou... fraca... e vou acabar morrendo aqui se você não me soltar, a verbena vai me enfraquecer e me matar, o que não te dará mais o prazer de calcular e decidir de que forma você pretende executar a minha morte.

-Você tem razão. – Ele veio até mim com os olhos brilhando, transbordando maldade, eufórico diante da possibilidade de calcular friamente um jeito lento e excitante de me matar. – Adoro jogos, e não posso jogar com você estando fraca desse jeito.

Ponto pra mim! Ele estava me soltando, e agora eu tinha que fazer o jogo dele, distraí-lo. Damon viria me resgatar e eu sentia isso, mesmo com toda angustia e medo dentro de mim, eu sentia que a qualquer hora ele atravessaria aquela porta e eu poderia... poderia...

-Por que esta chorando? Eu já soltei você ... xiiii.... calma, calma... – Kai me abraçava, os lábios contra os meus cabelos, a ponta dos dedos enxugando minhas lagrimas. Sim, eu estava chorando descontroladamente porque eu sentia falta de Damon.

Como jogar com um psicopata? Eu ainda estava aprendendo a lidar com vampiros. Mas como lidar com alguém que mata a sangue frio, que já disse que vai me matar e me abraça enquanto decide como fará isso no processo?

Mas eu sabia como. A prova disso era meu sorriso de triunfo ao ser surpreendida pela minha mente brilhante. 1994, sozinho por longos anos, talvez ele tenha uma necessidade maior do que simplesmente me matar. Kai queria jogar. Então eu mostrarei a ele como se joga.

-Preciso que você me abrace, eu estou com muito medo. – Eu disse agarrando-me ao pescoço dele e meu sorriso de triunfo predominava enquanto eu o sentia retribuir acariciando meus cabelos e minhas costas.

Eu precisava estar frágil e com medo, e a mercê dele, porque é assim que os psicopatas querem suas vitimas. Querem espreita-las fazê-las sentir muito medo, querem manipular e sentir todo o prazer com o pavor causado na vitima.

-Esta apavorada, é assim que eu gosto. – Ele sussurrou com os lábios em minhas bochechas. – Eu vou matar você rápido, não vai doer eu prometo.

Eu continuava agarrada a ele chorando, eu precisava ganhar tempo, meu corpo estava tremulo, e cada segundo eu desejava ver Damon, e era a imagem dele que eu matinha fixa em minha mente, e internamente eu gritava por ele.

Sem perceber eu comecei a dançar com Kai que estranhamente me acompanhava ao som de nenhuma música. Seja lá o que for que ele pretendia fazer, distraí-lo estava funcionando.

-Esta chorando porque esta com medo de mim? Ou porque esta com saudade de um dos seus namorados? – Ele me girou trazendo-me de volta para ele.

-Primeiro saiba que não existem dois namorados. Eu namorei com um e depois com o outro. E segundo, eu sei que me trouxe aqui para se vingar de Damon.

-Garota inteligente! Gostei de você. – Ele disse sarcástico. Tinha as duas mãos em meu pescoço numa pressão firme.

-Damon não é mais meu namorado... – Pronunciei sentindo os dedos dele relaxarem me permitindo respirar.

-Você deve deixar os Salvatores loucos. – Ele dizia me embalando, os lábios depositando leves beijos em meu ombro descoberto.

-Também posso deixar você... louco – Eu disse pegando-o de guarda baixa e derrubando-o no chão. Portanto ele foi mais rápido do que eu virando o jogo e me mantendo em baixo dele com a pressão do seu corpo.

Num relance ele alcançou algo que estava próximo a ele. Estremeci ao ver o que ele tinha nas mãos: Uma estaca de madeira.

-Nunca pensei que seria tão excitante matar você – Ele deslizava a estaca pela minha barriga parando em seguida no local que devidamente mataria um vampiro. – Eu disse que seria rápido, que não a faria sofrer então....

-Espera! Não me mate ainda, eu ainda não... não... – Comecei a gaguejar e eu não sabia exatamente o que estava fazendo, mas eu estava aterrorizada e eu sabia do que Kai era capaz, mas eu precisava sobreviver, e eu faria tudo o que fosse preciso para isso.

-Seu namorado vai ficar muito triste quando entrar aqui e encontra-la morta. Sabe disso não sabe? – Ele deslizava o dedo pelos meus lábios entreabertos e trêmulos.

-Acho que ele ficaria mais triste se entrasse aqui e me visse em seus braços. – Pronunciei com a respiração acelerada. – Então porque você não aproveita e me beija?

Num estrépito Kai afastou a estaca do meu corpo mantendo os olhos dentro dos meus, a procura de algum vestígio que confirmasse que eu estava blefando. Com medo que ele descobrisse que eu estava tentando manipulá-lo, eu entreabri meus lábios me oferecendo a ele sem reservas.

-Você é uma garota que sabe jogar – Ele dizia acariciando meus lábios. – Você é tão quente e macia que seria um desperdício mata-la antes que eu pudesse sentir tudo isso. Você tem razão, Damon ficara transtornado quando chegar aqui e ver o que vou fazer agora com você... – Ele desceu os lábios pelo meu pescoço mordendo antes de beijar minha pele próximo a minha boca trêmula. — ... enquanto ele ficará do lado de fora assistindo.

Eu precisava sair dali, e quando Kai tentou me beijar eu não recuei, eu correspondi aos seus beijos até que ele estive absorto ao ponto de não me impedir quando virei-me por cima do seu corpo. Então, levantei na velocidade vampírica mandando um chute no queixo dele que ainda se encontrava no chão. Virei-me saltitante ao perceber a porta aberta, que com meus dons de vampira, essa brecha + velocidade era tudo que eu precisava pra minha fuga. O plano era esse até eu dar de cara com uma linha invisível que me impedia. Comecei a gritar e dar murros no ar. Eu estava presa em um feitiço. Por isso ele disse que Damon teria que assistir. Porque Damon também não pode entrar aqui.

-A onde pensa que vai? – Kai me atirou longe contra parede. – Pensou que poderia me envolver como faz com seus namorados? Então deixa eu te contar um segredo: Eu sou um vilão psicopata, eu não me arrependo de nada que fiz, eu sinto prazer em causar o mal, e definitivamente eu não me apaixono.

-Por que não me mata logo? – Gritei para ele com toda minha raiva.

-Por que você acha que eu sequestrei você? Com certeza não foi pra brincar de casinha meu bem, eu a trouxe aqui porque você faz parte da minha vingança contra um de seus namorados: Damon! Nada vai doer mais nele do que me ver machucar você. E você é tão perspicaz que acabou percebendo isso. Eu sei que ele virá atrás de sua donzela em perigo, então eu poderei fazer tudo que eu quiser e depois mata-la pra que ele assista, portando. – Ele sentou-se despreocupadamente cruzando as pernas. – Eu posso ficar aqui e esperar, porque ele deve estar a caminho. – Ele tinha um saquinho de alguma coisa nas mãos que ele comia sem nem um pingo de preocupação. – Você quer? – Ele me ofereceu rindo.

-Quero... –Respondi. – Quero que vá para o inferno!

-ISSO SERÁ MUITO EXCITANTE!!! – Ele exclamou sorrindo e comendo aquela coisa crocante. Realmente eu havia acordado com o Demônio.

DAMON PDV.

-Eu deveria ter arrancado os olhos dele quando tive oportunidade! – Exclamei revestido pela raiva e pelo ódio de saber que Elena estava sozinha com aquele psicopata dos infernos.

-Damon mantenha a calma – Alaric veio dizendo enquanto me oferecia um copo de wuisky.

-Calma? Como você quer que eu tenha calma? Elena foi levada por aquele projeto de vilão que usa shorts e um allstar branco manchado de sangue, que com certeza esta com aquela faca atemporal nas mãos com os olhos brilhando pra me causar dor.

-Não seria dor em Elena Damon? – Alaric me olhava como se eu fosse um louco.

-Sim, exatamente isso, em Elena, mas ele quer se vingar de mim. O que seria a vingança perfeita se ele não tivesse alguém que eu amo em suas mãos para... para...

-Damon calma, você esta muito nervoso.

-Da isso aqui. – Tomei o whisky das mãos dele, e quando ele achou que eu iria tomar, eu pude ver seus olhos acompanhando o copo voar pelos ares espedaçando-se contra parede. — Eu estou muito nervoso e não quero ficar calmo entendeu agora? Eu quero encontrar o Kai e furar os dois olhos dele, quero matar e enterrar, depois desenterrar, ressuscitar e matar de novo!

Realmente eu estava possuído de raiva.

-Precisa se acalmar se quiser salvar Elena... porque vamos precisar de um plano. – Alaric dizia enchendo outro copo. Eu andava de um lado para o outro impaciente.

-Se ele tocar em um fio de cabelo dela eu juro que...

-Damon o amor que você sente pela Elena o afeta tanto que esta te impedindo de somar 2 + 2. – Virei-me para Alaric prestando atenção em suas palavras. – Ele quer atraí-lo seja lá pra onde ele a tenha levado. Pelo simples fato de que ele quer se vingar de você. Ele não vai machucar Elena, até você estar lá pra presenciar tudo, porque é isso que ele quer.

-BINGO! – Exclamei. – Depois dessa eu posso quase te perdoar por ter compelido minha namorada a não se lembrar que já me amou.

-Damon!

-Alaric! – pronunciei roubando o copo das mãos dele e bebendo dessa vez ao invés de jogá-lo contra parede.

-O que houve com Elena Damon? – Stefan entrou perguntando.

-Kai a levou, e agora eu vou salvá-la e arrancar os olhos dele no processo. – Minha vontade era tanta que minha mente já projetava o par de olhos de Kai em minhas mãos.

Fui despertado do meu lado assassino pelo toque irritante do celular de Stefan.

-Sério Stefan? Miley Cyrus?

-Acho que você tem coisas mais importantes pra se preocupar do que com o toque do meu celular. Olhe isso...

Eu peguei o celular e comecei a ler em voz alta.

- “Estou com a namorada de vocês, se querem vê-la pela ultima vez, saibam que estão convidados. Eu serei bonzinho e deixarei que assistam ela sangrar aos poucos enquanto eu a esfaqueio como fiz com meus irmãos antes de enfiar uma estaca em seu coração. K “

-Acho que Kai tem muita coisa pra se atualizar. – Stefan disse guardando o celular. Logo em seguida escutei o meu vibrar no bolso da jaqueta. Rapidamente visualizei a mensagem.

“Esta demorando, mas enquanto você não se apressa eu cuido dela. Eu a manterei quente até você chegar. Ela tem um cheiro e um gosto maravilhoso. K “

-QUENTE??? – Exclamei alto deixando Stefan e Alaric boquiabertos e com cara de paisagem.

-Defina “QUENTE” Damon. – Os dois pronunciaram ao mesmo tempo.

-Acho melhor a gente se apressar. – Eu disse para Stefan postado a minha frente com uma ruga de preocupação na testa. – Eu tenho dois olhos e um “países baixos” para arrancar fora.

-Países baixos??? – Eles perguntaram em uníssono.

-É isso mesmo... se é que vocês me entendem. – Respondi. – E parem de falar juntos porque isso já esta me irritando!

Stefan e Alaric me olhavam sem entender, enquanto eu pegava minhas coisas e caminhava rumo a porta.

-E eu? – Alaric perguntou.

- Você poderia vir e nós seriamos “Os três mosqueteiros” se você ainda fosse um original de primeira linha, porém para sua segurança acho melhor que fique aqui.

-Damon? – Escutei Alaric esmurrar a porta que eu havia trancado. – Eu poderia pelo menos dirigir o carro da fuga.... Damon!

Eu precisava salvar Elena, eu não suportava a ideia do que Kai poderia estar fazendo com ela. Agora além de preocupado eu estava ardendo de ciúmes. Se Elena precisava de um príncipe palaciano com armaduras reluzentes, eu seria, e essa noite eu iria trazê-la de volta, pra minha casa e pra mim. Não me importa mais o quanto de lembranças ela tem de nós dois. Eu a manteria segura onde eu pudesse protegê-la.

Stefan havia ficado no carro, enquanto eu prossegui com o plano rumo ao cativeiro para o qual Kai havia levado Elena. Eu havia seguido todas as instruções do psicopata até conseguir chegar nesse lugar abandonado no meio da floresta.

-Elena? – Chamei adentrando por um corredor escuro que dava para um cômodo grande e cheio de móveis antigos. Ali num canto eu avistei Elena amarrada em uma cadeira, e julgando pelo fato dela mal conseguir se mexer eu sabia que as cordas eram impregnadas de verbena.

-Damon? – Ela chamou quando me viu, ela sorria enfraquecida, e minha vontade de matar Kai aumentava cada vez que eu a olhava frágil e machucada.

-Onde esta você? Por que não aparece para resolvermos isso de vez?

-Estou aqui, louco para que os jogos comecem!!!

-Solte-a ou vou acabar com você. – Tentei entrar e fui impedido por algo que eu julguei ser feitiço de proteção. – Seu psicopata de uma figa eu vou matar você. Solte-a e vamos resolver isso nós dois, deixe Elena de fora disso.

-Desculpa, mas eu sou muito mais ela do que você. – Ela sorria divertindo-se. – Mas eu vou soltá-la pra que vocês possam se despedir. Eu amo despedidas amorosas.

Observei-o desamarrá-la enquanto Elena tentava se levantar.

-Por favor, não faça nenhum mal a ele. Não o obrigue a assistir coisas, e não o machuque por favor! – Ela implorou apoiando-se naquele psicopata, que com certeza seria meu futuro defunto.

-Eu sei, eu sei meu amor, você o ama. – Ele tinha a audácia de se dirigir carinhosamente a ela como se a conhecesse a anos. — Ele é a outra peça, você o completa e ele completa você. Mas verdadeiramente Elena. O que te atrai para os monstros assim? Você era uma inocente e doce alma humana, mas você o amou mesmo sabendo que ele era um assassino a sangue frio. – Kai me encarava procurando vestígios de que realmente conseguia me atingir com suas palavras. – E mesmo sabendo disso, nunca quis fugir dele, ao contrario disso você colocou sua vida em perigo e acabou se tornando vampira no processo. O amou desde quando namorava Stefan, e tentou resistir a isso noite-após-noite sendo torturada por cada respiração. No dia do seu aniversário você já o amava e admitiu isso pra si mesma. Isso não é trágico?

-Sobre o que você esta falando? – Perguntei enquanto Elena caminhava até mim.

-Digamos que o professorzinho de história contou isso a minha linda irmãzinha Jô, e eu a obriguei me contar os detalhes.

-Elena não se lembra... – Revelei.

-Eu sei disso. Eu sei tudo que preciso sobre Elena. Então acredite quando eu digo que o seu amigo de copo só conseguiu apagar as lembranças dela quando ela admitiu amar você no seu incrível aniversário de 18 anos. – Ele comia aqueles torresmos sentando na mesma cadeira que estava Elena totalmente despreocupado com o trunfo nas mãos. – O que esta esperando? Despeça-se dela. Aproveite que esse papo de aniversários, velas e pedidos me deixaram meio comovido. O tempo esta correndo...

-Damon eu estava indo ver você, eu só queria estar com você eu... – Elena dizia enquanto sua mão tentava tocar a minha que não podiam toca-la por conta do feitiço.

-Eu sei meu amor, eu sei. – Eu mantinha a palma das mãos deslizando no mesmo rumo da dela. – Como eu queria tocar você agora meu amor!

-Ele vai me matar você sabe disso, não sabe? – Ela seguia a linha do meu rosto com a mão numa caricia invisível, e mesmo que eu não pudesse sentir era profundamente estranho que a simples menção do toque de Elena em minha pele pudesse despertar tudo dentro de mim. Sentia como se ela estivesse acariciando o interior sem se quer tocar minha pele.

-Ele não vai Elena. Eu vou levar você embora comigo custe o que custar. Temos um plano e...

-Xiiii Não fale alto, ele pode ouvir, roubou toda magia de Mystic Falls e...

-Estão perdendo tempo falando de mim! – O projeto de vilão cantarolou no fim do corredor.

-Então você se deu conta que me amava no seu aniversário heim! – Exclamei sorrindo, enquanto os lábios dela também se abriam retribuindo meu sorriso. – Me amou por tanto tempo, e conseguiu me esconder isso? E eu achando que você não me amava nessa época, que só queria encontrar Stefan, você me enganou direitinho e quando nós sairmos daqui você me deve explicações sobre isso.

Eu tentava brincar um pouco para aliviar a tensão e o medo que eu tinha de perde-la.

-Sabe que eu não me lembro disso não sabe? – Ela me olhava com os olhinhos aflitos. – Mas se foi Alaric quem contou isso, foi porque eu revelei a ele, então sim Damon, eu devo ter te amado mesmo no dia do meu aniversário, e até mesmo antes disso. Não vejo como pode ter sido diferente quando você é tão lindo. – Ela estava muito próxima, tão próxima que apenas a invisibilidade do feitiço separava meus lábios de estarem sobre os dela. – Você é lindo, mas com certeza o que fez eu me apaixonar por você, foi como você é por dentro. Sinto muito por ter apagado nossas lembranças. Eu faria qualquer coisa para tê-las de volta eu ... eu ...

Ela soluçava confusa e perdida. Eu queria muito que ela estivesse em meus braços. Eu queria acalentá-la, acaricia-la.

-EU TE AMO! – Sussurrei olhando dentro dos olhos dela. – Você é a minha vida! Nunca se esqueça disso!

Era incrível como mesmo sobre o feitiço de proteção meu corpo reagia a ela de forma descomunal. Nossas mãos percorriam o caminho uma da outra, era gritante o desejo de poder tocá-la, protege-la de tudo isso. Era o fascínio do quase toque.

-Será esse o nosso destino? Estar sempre separados por algum motivo? – Ela chorava, e eu me corroía por dentro por não poder abraça-la e conforta-la. – Mas eu prometo que se eu puder estar com você de novo, eu não vou me importar se eu me lembro ou não de nós dois.

-Estou com você agora amor. Esta sentindo? – Ela fechou os olhos enquanto eu acariciava seu rosto sobre a invisibilidade do feitiço.

-Estou sentindo. – Ela sussurrou entregue ao momento, as lagrimas teimosas ainda escorriam pelo seu rosto levemente avermelhado.

-Não chore. Por favor. – Supliquei.

-PRONTOOO! – Kai chegou tendo em suas mãos uma estaca de madeira, e minha vontade de furar os olhos dele se amplificou na mesma hora. – Cansei dessa ladainha! Acho que já disseram o suficiente. Então Damon? Esta preparado?

-Não ouse tocar nela. – Eu estava enfurecido do lado de fora, enquanto Kai segurava Elena com a Estaca rumo ao seu coração.

-Calma eu não vou mata-la ainda. Primeiro eu quero me aproveitar mais um pouquinho, ela é muito deliciosa. Digamos que ela tem vigor! – Ele apertava Elena contra o corpo, e eu mandava mensagem para Stefan colocar o plano em ação. – Elena te contou que tentou me seduzir para que eu não a matasse?

Ele perguntou segurando Elena fortemente contra ele. E vê-la tão fragilizada estava acabando comigo.

-Damon eu...- Elena tentou se explicar.

-Esta tudo bem amor, não se preocupe com isso. – Eu disse diretamente para Elena, para que ele visse que nada do que ele quisesse fazer poderia me atingir.

-Humm isso é bom! – Ele exclamou enterrando o rosto entre os cabelos dela. – Seu namorado não se importa de compartilhar você!

O assassino bruxo psicopata sentia prazer em ter Elena em seus braços, e mais prazer ainda em saber o quanto isso me torturava.

-Dói não é mesmo Damon? – Ele continuava a tocá-la em minha frente, no ombro descoberto, as mãos por baixo da roupa de Elena acariciando toda extensão de sua cintura, segurava forte contra ele, respirava e inalava o cheiro dela como se tivesse absorvendo a coisa mais deliciosa do mundo, algo que eu nunca poderia discordar. Elena tremia junto a ele de olhos fechados e quando ele deslizou os lábios sobre a base do pescoço dela foi demais pra mim. Eu o mataria sem piscar se eu pudesse entrar lá dentro e arrancá-lo de cima dela.

-Sinto a sua dor, o ciúme, o quanto você queria ser eu agora para pode sentir o quanto ela esta macia e quente. – Meus olhos agora eram fixos na estaca de madeira em sua mão esquerda, parecia que a qualquer momento ele fosse golpeá-la, ele era instável, paranoico e imprevisível. – Tem sorte te ter uma namorada tão linda. Eu já a teria matado se ela não fosse tão receptiva.

-Me solta, pare com isso. – Elena pediu. A voz soava fraca como se a qualquer momento fosse desmaiar.

- O que fez com ela? – Nunca me senti tão impotente, Elena era minha fraqueza.

-Digamos que eu bati com força demais em sua cabeça antes de trazê-la pra cá, depois precisei tortura-la um pouco para que ela ficasse mais dócil, mas acho que a fraqueza é por conta da verbena mesmo. Muito boa essa planta você não acha? – Ele me analisava definitivamente divertindo-se em seu próprio jogo. – Acho que sua namorada me deixou muito excitado. Mas não se preocupe, a parte melhor eu farei com ela em OFF.

- Seu demônio dos infernos! EU VOU MATAR VOCÊ! –Vociferei do lado de fora enquanto o projeto de psicopata carregava minha namorada fragilizada por verbena em algum cômodo da casa longe dos meus olhos.

-Stefan! – Exclamei ao ver que ele surgia em meio a escuridão. – Pelo tanto que demorou eu espero que tenha tudo o que precisamos.

-Sim, esta tudo ok. Onde esta Elena?

-Lá dentro com aquele....- Eu nem conseguia pronunciar o nome daquele coisa ambulante. – Vamos logo, precisamos colocar o nosso plano em ação. Eu tenho que tirar Elena de lá!

by: Cyntia Paula.

Notas finais
E ai gostaram? Delenas não me esganem por eu fazer Kai tocar em Elena na frente do Damon para torturá-lo. kkkkk sorry, eu prometo que a segunda parte Damon será compensado e entrará com tudo salvando Elena. Como? Bom se vcs gostarem da fic eu postarei o restante do desfecho.

Beijosss vampire maniacs! Deixe seu comentário.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.