Aconteceu amor.
2 Capitulo 1 - Um pouco sobre a ruiva.
Notas iniciais
Ela logo se foi, e eu fiquei me perguntando o que poderia ter acontecido com ela, estava sempre rodiada de pessoas, parecia feliz, começou esse namoro que parecia durar, e assim do nada acabou, por que isso? E o que esta acontecendo comigo, por que me preocupo tanto com ela, sem mesmo ter conversado direito, tenho que esperar até o almoço.
Já no final da aula, chis e eu estávamos conversando, tinha me esquecido que ia almoçar com a Andreia, quando esta se aproxima e pergunta com a mão no meu ombro :
– Vamos rafa?
Eu a olho meio perdida, mas logo me lembro:
– A sim claro.
Me despeço de chis, que me olha com um misto de ciumes com estranheza, era novidade para ela sair com a Andreia.
–-/
Fomos a um restaurante, bem próximo ao colégio, se chamava, le brulet, é super movimentado e com vários alunos da nossa escola.
– Pode escolhe o lugar, que eu vou ao banheiro.
– Claro pode deixar.
Foi difícil encontrar algum lugar, pois o restaurante estava lotado. Me sentei e fiquei esperando a andi voltar. Nossa eu já estou a chamando pelo apelido, nunca conversei direito com ela e agora isso, e estou preocupada, o que sera que tinha acontecido?
Estava totalmente perdida em meus pensamentos, quando sinto seu halito de hortelã, e sua boca bem próximo ao meu ouvido.
– Rafa... oi .... vamos nos servir?
Aquela simples ação , fez todos os pelos do meu corpo arrepiarem. Dei um pequeno pigarro e me levantei.
– Ah.. cla-ro.
Não consegui me controlar e olhei diretamente em seus olhos, olhos perfeitos, verdes.
Na fila não conversamos, eu apenas pude sentir uma certa tensão. Estava já sentada saboreando minha comida, comia rápido, pois estava morta de fome, nem café pude comer pela manhã, quando noto aqueles olhos sobre mim, estavam cabisbaixos, um pouco tristes.
– Olha sobre o que aconteceu, no banheiro....
– Andi estou preocupada, sei que não somos próximas mas gostaria que me contasse.
Ela abaixou o olhar, e quando voltou a olhar para mim, senti uma lagrima escorrer pelos seus olhos.
– Eu.... Eu gosto de uma pessoa, ela não sai dos meus pensamentos, tive que contar ao Diego e ele quer machucá-la, nunca vou me perdoar se algo acontecer com ela.
Choquei na hora, ela? ela uma mulher? ou seria ela a pessoa? e como assim ela terminou um namoro com um dos meninos mais bonitos da escola, por essa pessoa? E ele ia machucar ela. Larguei meus talheres e falei.
– Nossa eu não sabia que era algo assim...
– Não sei o que fazer, e se eu não voltar a namora-lo, acho que vai fazer algo ruim, com a pessoa que estou apaixonada.
O restaurante estava muito barulhento, era terrível conversar assim.
– Calma Andi, vamos em um lugar mais calmo, vem a minha casa? conversamos melhor la.
Ela sorriu, e olhou diretamente para meus lábios, e eu por impulso verei meu rosto, cortando aquele olhar.
Fomos andando, pois minha casa era perto da escola. No caminho ficamos conversando assuntos sobre a aula, como estava mais difícil esse ano. Naqueles poucos momentos que passei com ela me senti muito bem, ela é alegre, e engraçada, muito meiga, tinha cabelos ruivos, e olhos verdes chamativos, acredito que 1,64 metros, muito bonita. Comecei a pensar besteiras e logo me controlei, ela é hétero, e ainda por cima gostava de alguém.
chegando em meu apartamento, enorme, tinha até piscina, . No espaço onde eu moro tem uma cozinha media, uma sala enorme com a TV, e um corredor com os quartos, são três ao todo, um meu outro do meu irmão que mora na faculdade, e o de meus pais.
– Nossa que lindo, ele é enorme.
ela olhava para todos os lados, parecia ter gostado mesmo.
– aah obrigada, minha mãe que decorou.
– Muito bom gosto o dela.
Entramos em meu quarto, e eu me joguei na cama, estava cansada. Notei que ela ficou sem jeito, e a chamei para sentar junto comigo.
– E este é meu canto — Falei risonha.
– Que meigooo- falava ela, olhando para meus desenhos pendurados na paredes, eram antigos, e algum recentes.
– Nossa isso é tão velho.
– É fofo — diz ela olhando para mim.
ela voltou a sentar comigo, e com a falta de assunto, chamei-a para ver um filme.
– Então vamos ver um filme, qual você curte?
– Qualquer um, gosto de tudo.
– Ah para vai, sou a pior pessoa para escolher filme, sempre faço todo mundo dormir com os filmes que escolho.
ela ri alto.
– Olha tem um que faz tempo que quero ver, se chama MAMA.
Olhei curiosa para ela, nunca tinha ouvido, e corri para coloca-lo, nos sentamos na cama, ela tirou os tênis eu os meus. Logo notei que era um filme de terror, e fiquei com medo, acho que ela notou e começou a rir.
– Vai dizer que tem medo desses filmes?
– Tenho ta, e você é corajosa pra encarar ?
– Claro, qualquer coisa eu te protejo, não te preocupa.
E com essa frase dei o play no filme.
O filme era muito bom, mas nem conseguia prestar muita atenção nele, estava nervosa, queria saber o que tinha acontecido com a Andreia, e também , só a sua presença no meu lado, me desconcentrava. Com o tempo cai no sono.
Quando despertei, senti um corpo quente me abraçando, e um perfume delicioso, aproveitei uns minutos sentindo aquele contato, e sai devagar para não acorda-la, ela estava dormindo tão calma. Na TV, já passava os créditos do filme. Sai do quarto e deixei ela dormindo e fui dar uma olhada no meu celular. Tinha mensagem da Manuela me convidando para sair, o que tive que recusar, e da chis, perguntando o que eu estava fazendo almoçando com a Andreia .
mensagem-- chis
Guria, me conta o que tava fazendo com ela? Vai dizer que já aproveitou para dar uns pegas.
mensagem -- Rafa
Claro que não, né , ela é hétero, pelo o que eu acho.
mensagem -- chis
ta mas por que saiu com ela ein?
mensagem -- rafa
olha depois te conto, por que ela ta aqui em casa.
mensagem — chis
QUE? na tua casa? roloou néé, to sabendo já.
mensagem — rafa
Claro que não, olha bjss , depois se falamos.
mensagem -- chis
oooh, me deixa aqui não, e aproveita e pede pra ela, por que terminou com o gato do Diego.
Se ela soubesse acho que nem ia acreditar... fiquei pensando e fui fazer um bolo, Andi ia gostar.
Enquanto ele assava, resolvi fazer uma brincadeira com a Andreia, peguei uma canetinha, daquelas permanentes, fui devagar para o quarto, não queria acorda-la , subi bem calmamente eu cima dela, peguei a caneta, ia fazer um bigode em seu rosto, mas quando estava começando a risca-la, ela abre aqueles olhos maravilhosos, e eu os encaro, ficamos algum tempo nisso. Senti seus olhares, era o famoso olhar triangulo, de meus olhos, para minha boca, não sei o que senti no momento, mas quando ia me aproximar, o maldito celular toca.
Ela se levanta apressada para atende-lo, quando desliga apenas diz:
–Eu preciso ir, tenho inglês hoje...
Não sei se acreditava nisso ou foi apenas uma desculpa, para assim poder ir, acho que a assustei com minha brincadeira. Quando ela saiu até esqueci de que tinha um bolo, no forno, só conseguia pensar no que tinha sido aquilo, e aquela vontade insana de beija-la, até senti que seria correspondida, mas logo fui cortada de meus pensamentos, quando um cheiro horrível de queimado chegou até mim, logo lembrei do bolo e sai correndo.
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