Aconteceu Você...
22 "Você não é louco de parar!"
Notas iniciais
Eu sei que esse capítulo custou a sair e peço desculpas pelo meu atraso; mas é que o ritmo da faculdade tá descontrolado e eu resolvi priorizar a qualidade do cáp. e não a velocidade; portanto escrevi um pouquinho a cada dia a fim de que ficasse bem feito e não decepcionasse vocês. Bem, acho que o próximo capítulo (depois desse) paga os meus atrasos com juros e correção monetária! Hahaha. Vocês vão adorar, com toda a certeza!
No capítulo anterior eu havia dito que o próximo seria o aniversário da Carmem, mas resolvi presentear vocês com esse dois capítulos antes, sei que todos estão esperando ansiosamente por esse momento, então decidí acabar com a espera.
Beijos a todos, boa leitura e obrigada pelos reviews sempre, sempre, sempre! :D
O domingo e a segunda feira passaram normais. Na terça eu fui direto da escola pro shopping com a Magá, e o DC foi fazer o trabalho de geografia na casa do Toni, pois o professor havia sorteado as duplas, acabei tendo que fazer dupla com a Carmem. Foi bom sair com a Magá, esses momentos com ela estavam me fazendo falta, afinal agora eu estava sempre com o DC e ela estava muito ocupada com os gatinhos. Fizemos um lanche no Bob’s e passamos a tarde batendo perna, conversando e vendo as novidades. Compramos os presentes da Carmem, alugamos as fantasias e eu comprei um scarpin novo, pra usar no dia da festa. Quando voltamos pra casa já era noite, estávamos cheias de sacolas e muito cansadas. A festa seria no sábado, e nós combinamos de passar o dia no salão de beleza nos arrumando. Depois de tomar um banho bem demorado liguei pro DC, ele demorou um pouco pra atender o celular.
_ Oi gatinha.
_ Oi amor, já estava dormindo?
_ Não, tava tomando banho pra ver se esfrio a cabeça.
_ O que foi? Brigou com o Nimbus?
_ Não!_ Ele riu._ Minha cabeça que está doendo mesmo. Às vezes banho frio melhora.
_ Tá doente?
_ Acho que estou ficando. Tô meio febril, mas vai passar._ Ele fez uma pausa e tossiu._ Como é que foi o passeio?
_ Ótimo, nos divertimos muito e já compramos os presentes. E sua tarde, como foi?
_ Tranquila, apesar de eu já estar sentindo um mal estar. O Toni é legal, tá bem diferente do que era antigamente. Fizemos o trabalho e depois ficamos jogando Guitar Hero._ Tossiu mais uma vez e gemeu._ Ai, meu corpo tá todo dolorido!
_ Já tomou algum analgésico, gatinho? Toma um remédio e vai deitar. Você já comeu?
_ Tomei um paracetamol e o Nimbus fez uma sopa horrível aqui e me obrigou a tomar._ Ele parou de falar comigo por um momento e começou a “discutir” com o Nimbus. Por fim ele resmungou alguma coisa e voltou a falar._ Tá, o chato aqui mandou dizer que a sopa não estava “tão” ruim e que é frescura da minha parte!_ Eu ri._ Você ri porque não foi você que teve que tomar aquela tragédia que ele chama de comida!
Ouvi Nimbus gritar “Eu devia ter te deixado com fome, seu viado!” e depois um “Ai, porra! Minha cabeça!” vindo do DC. Eu ri muito com a briguinha deles, mas fiquei preocupada com o Do Contra, ele estava ficando rouco e tossindo toda hora.
_ Princesa, amanhã tem alguma coisa importante na escola?_ DC falou, tossindo em seguida.
_ Não que eu saiba. Vai ficar em casa amanhã?
_ Acho que sim. Vou aproveitar e fazer alguma comida que preste, Nimbus cozinhando não tá dando certo._ Ouvi Nimbus reclamar e o DC riu._ Depois eu pego as atividades com você._ Tossiu.
_ Tá certo, aproveita e descansa pra se recuperar mais rápido. Quero você inteirinho no fim de semana, ok? Agora vá dormir e pare de implicar com a comida do seu irmão._ Eu ri e ele gargalhou.
_ Se você chama isso de comida..._ Ouvi Nimbus reclamar novamente e alguns palavrões._ Tudo bem, amor. Vou deitar pra ver se essa dor de cabeça passa.
_ Tchau meu príncipe, boa noite. Durma com os anjinhos. Te amo!
_ Tchau princesa, sonhe com os anjos e durma comigo._ Ele deu uma risadinha e eu imaginei a cara safada que ele deveria estar fazendo._ Já estou com saudades de você, dessa sua boca gostosa..._ Tossiu._ Do seu cheiro que me enlouquece, das suas mordidas...
Eu corei, mesmo sabendo que ele não estava me vendo. Aí ouvi o Nimbus gritar: “Peraí cara, espera eu sair pra você começar a falar essas coisas! Não tô afim de te ver naquele estado não!”; aí o DC respondeu: “Me deixa em paz, japonês! Cê tá é com inveja!”. Eu já estava com lágrimas nos olhos de tanto rir com a briguinha deles, aquela casa deveria estar uma loucura agora que eles estavam sozinhos. Ele voltou a falar comigo.
_ Esse chato fica ouvindo a conversa dos outros e ainda reclama!
_ Vocês são hilários._ Eu ri._ Também estou com saudades de você, meu amor. Se pudesse iria agora mesmo para a sua casa cuidar de você, te encher de beijinhos e te fazer carinho até você dormir. Mas infelizmente eu não posso.
_ Ah, mas se você viesse pra cá cuidar de mim, me encher de beijinhos e me fazer carinho eu não ia pensar em dormir.
_ Safado! Pra isso você tá bem né? Agora pra ir pra aula amanhã você tá com febre, pneumonia, gastrite, dor de dente, cólica..._ Falei rindo.
_ “Mas o seu amor me cura de uma loucura qualquer, encostar no teu peito e se isso for algum defeito por mim tudo bem!”_ Ele respondeu cantando e tossindo bastante em seguida._ Droga! Nem romântico eu consigo ser mais! Detesto ficar doente._ Eu gargalhei e bocejei em seguida._ Minha linda, você também está com sono. Vou parar de encher seu saco pra você poder dormir.
_ Tá bom, gatinho. Amanhã eu vou pra escola cedo, ao contrário de você que vai ficar aí assistindo Bob Esponja! Boa noite. E mais uma vez, eu te amo.
_ Boa noite, meu amor. Um milhão de beijos nessa boca maravilhosa! Boa aula amanhã._ Tossiu e gemeu um pouco.
_ Não vai ser boa sem você. Vou ficar com saudades. Tchauzinho, fique bom logo.
_ Vou ficar. Te amo.
Quando ele desligou eu fui dormir, o dia tinha sido bem cansativo e eu estava acabada. No dia seguinte a aula foi muito chata e eu senti falta do meu roqueiro lindo me mandando bilhetinhos durante a aula e me comprando chocolates no intervalo. Magali tinha brigado com o Quim e estava péssima, achando que dessa vez não tinha mais volta e coisa e tal. Eu já estava acostumada, afinal eles terminavam esse namoro pelo menos uma vez por mês. Mesmo assim passei a manhã inteira consolando ela e falando que tudo iria se resolver.
Na hora da saída ela foi para o hospital com a mãe visitar uma prima que havia tido um bebê e eu aproveitei que havíamos sido liberados um pouco mais cedo para passar no mercado e comprar umas coisinhas pro meu namoradinho. Comprei algumas frutas, um biscoito que ele gostava e uma pizza congelada, afinal, vai que ele não fez almoço? Na volta comprei analgésico e vitamina C na farmácia e passei em casa rapidamente só pra tomar um banho e trocar de roupa. Liguei para a minha mãe avisando que ia passar à tarde com o DC, expliquei que ele estava doente e que provavelmente eu só ia voltar depois do jantar. Ela aceitou numa boa e falou que se ele precisasse de médico era só ligar pra ela. Chegando na casa dele encontrei o Nimbus saindo de moto, ele disse que estava indo no centro resolver uns problemas pro pai dele e que só voltaria tarde, pois ia pegar um cinema com a Marcela depois. Falou que o DC já estava ótimo, só restava mesmo a dor no corpo e que nem tossindo estava mais, graças a um chá milagroso que ele tinha feito, receita da avó japonesa. Ele deixou o portão aberto para que eu entrasse e disse que o DC estava no segundo andar, que era pra eu entrar em silêncio e ver um lado dele que eu ainda não conhecia. Estranhei, mas assenti com a cabeça e entrei na casa.
Eu nunca havia passado do primeiro andar, que era onde ficava o quarto do DC, e tampouco tinha ideia do que havia no andar superior. Coloquei as sacolas com as compras na cozinha e subi a escada silenciosamente. Arrisquei olhar dentro do seu quarto mas ele não estava lá, então subi o último lance de escadas e adentrei o segundo andar, enquanto ouvia uma bela melodia sendo dedilhada num violão. Aproximei-me em silêncio e fiquei encostada na porta. O DC estava sentado no chão, encostado no sofá e com os olhos fechados dedilhando no violão a introdução de “Advertising space”, do Robbie Williams; ele começou a cantar, ainda com os olhos fechados e eu tomei coragem para sentar ao seu lado, ele não percebeu a minha aproximação e continuou cantando. Fiquei admirando a cena, ele estava sem camisa, com os cabelos molhados e parecia ter acabado de sair do banho, seus lábios estavam mais vermelhos do que o normal, provavelmente em consequência da febre; tive que me controlar para não beijá-lo, eu realmente queria ouvi-lo cantar. Meus olhos percorreram o local, aí eu percebi do que se tratava o segundo andar; era como se fosse uma área de lazer particular e a decoração, apesar de simples, era muito elegante. Havia uma estante com livros, um sofá preto daqueles que a gente chega a afundar quando senta, alguns puffs, uma mesa de sinuca, a bateria do DC e uma guitarra encostada num canto, e uma janela bem grande que tinha vista para o quintal. Quando ele parou de cantar eu dei um beijo rápido na bochecha dele, pegando-o de surpresa; ele abriu os olhos assustado e quando me viu abriu aquele lindo sorriso de sempre.
_ Que surpresa boa, meu amor! Tem muito tempo aí?
_ Não muito... Você fica lindo demais tocando violão._ Ele sorriu um pouco corado e beijou a minha mão.
_ Linda é você. A que devo a honra dessa visita?
_ Vim cuidar do meu namoradinho doente, não posso não?_ Pisquei e o puxei pelo pescoço, dando o beijo que eu tanto necessitava desde o dia anterior.
_ Quero ficar doente pra sempre com uma enfermeira dessas..._ Falou, quando se afastou ofegante e com um sorriso safado nos lábios._ Já almoçou? Eu fiz comida hoje.
_ Ainda não, eu trouxe algumas frutas e uma pizza congelada pro caso de você não ter feito almoço, mas já vi que não vai ser necessário.
_ Obrigado, linda. Deixamos pro lanche. Você já está com fome?
_ Ainda não. Comi uns biscoitos antes de vir._ Sorri e alisei seu maxilar._ Já está se sentindo melhor, amor?
_ Já. Nimbus fez um chá japonês sei lá do quê e me fez tomar, estou me sentindo quase bom.
_ Canta mais pra mim?
_ O que você quer que eu cante?
_ Faz uma playlist aí... Canta o que te faz lembrar de mim._ Ele gargalhou alto, não entendi nada.
_ Mô, tem tantas músicas que me lembram de você... Mas vou cantar uma que eu cantava muito quando tinha 14,15 anos._ Ele riu e levantou.
Fiquei esperando e ele só rindo, foi em direção à bateria e sentou, pegando as baquetas e se posicionando.
_ Não me ache ridículo, mas era o que eu sentia nessa época, ok? Quando via você aos beijos com o Cebola.
_ Você está me assustando. Canta logo. Quero saber o que você pensava de mim naquela época.
Então ele começou. Lutei pra controlar as gargalhadas, ele cantava como se estivesse realmente vivenciando o momento. E confesso que achei isso extremamente sexy. (N/A: Loiras geladas – RPM, vejam a letra: http://letras.mus.br/rpm/48718/) . Quando ele acabou a música eu não aguentei e explodi em gargalhadas, ele fez biquinho.
_Nem levou a sério a minha revolta com você! _Ele falou, fingindo estar chateado.
_ Ah, amor! Só achei muito engraçado!
_ Nhénhénhé!_ Mostrou a língua.
Ele tocou mais umas cinco músicas que ele dizia fazê-lo lembrar de mim, e por fim tocou “Always”, do Bon Jovi. Fiquei emocionada realmente... Aquela música dizia tanta coisa sobre nós... Levantei e fui a sua direção, sentando no seu colo e o beijando em seguida. Começamos num beijo calmo, mas que logo se tornou urgente. Ele jogou as baquetas num canto qualquer e me segurou pela cintura, colando o meu corpo no dele; virou-me para que eu ficasse de frente pra ele e entrelaçou as minhas pernas em volta da sua cintura, mordiscando o meu pescoço e apertando a minha coxa. Eu sentia a sua excitação crescente embaixo de mim enquanto puxava os seus cabelos e o apertava ainda mais de encontro a mim, arranhando as suas costas e mordendo o lóbulo da sua orelha. Ele gemeu e as mãos dele, antes pousadas na minha cintura, passaram a percorrer as minhas costas, por baixo da blusa. Um arrepio percorreu todo o meu corpo quando as suas mãos entraram em contato com a pele das minhas costas, ele puxou a blusa tirando-a. Corei quando ele me olhou e mordeu os lábios, colocando as mãos nos meus quadris e me carregando naquela mesma posição até o sofá; onde me deitou cuidadosamente, ficando por cima de mim, entre as minhas pernas, beijando-me com volúpia em seguida, descendo os beijos pelo meu pescoço, colo e barriga. Seu quadril pressionava o meu, apesar dele estar apoiando o seu peso com os cotovelos. Eu já estava ficando louca e não havia nenhuma parte da minha mente que fosse tomada pelo desejo incontrolável de que ele me possuísse. Passei as mãos pelo seu peito, até chegar à barriga, onde eu sabia que era o seu ponto fraco; ele gemeu e pressionou ainda mais o seu quadril no meu. Sua mão encontrou os botões do meu short jeans e eu estremeci com a expectativa. Ele parou e me olhou, com seus profundos olhos escuros queimando de desejo.
_ Se... Quiser..._Ele estava ofegante e falava com dificuldade enquanto tentava encontrar o fôlego novamente._ Que eu pare... A hora é essa.
_ Você não é louco de parar!_ Sorri e o puxei pela nuca, atacando os seus lábios enquanto ouvia um som grave, selvagem, brotar da sua garganta._ Eu te quero. Agora!
Ele continuou me beijando, enquanto lutava com o botão do meu short. Quando finalmente conseguiu abri-lo ele pareceu lembrar de algo importante e se afastou rapidamente. Gemi em protesto. Ele deu uma risadinha baixa.
_ Aqui não. Pode chegar alguém._ Levantou e pegou a minha blusa no chão._ Vem cá._ E o louco me carregou, correndo escada abaixo enquanto eu apertava os olhos e protestava, morrendo de medo de cair.
Quando chegamos na porta do seu quarto ele parou e me colocou no chão, rindo da minha reação exagerada.
_Seu louco! Já pensou se você cai?_ Reclamei, dando um tapinha no ombro dele.
_Eu nunca deixaria você se machucar, você sabe disso._ Falou brincalhão, me dando um selinho. Abriu a porta e me conduziu até a sua cama_ Espera aí um minutinho, vou trancar lá embaixo e ahn... pegar... uma coisa no quarto do Nimbus._ Ele estava corado e eu entendi imediatamente o recado.
Notas finais
P.S: Relaxem, a história não vai terminar agora. Ainda tem muita água pra rolar na vida desse casal. Muitos capítulos ainda virão! ;)
Beijooooos!
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