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16 Fim de semana na praia - Parte I


Notas iniciais
Oi leitores amados!
A Mônica e o DC vão passar um fim de semana na praia, só que acompanhados pelos pais. O que será que vai acontecer?
Boa leitura! Beijos!

O resto da semana passou rápido, na quinta à noite eu fui jantar na casa do DC para conversarmos com os pais dele sobre o nosso namoro. Eles foram muito gentis comigo e ficaram muito felizes com a novidade. Me diverti muito com as palhaçadas do Nimbus e com as mini briguinhas que ele e o DC ficavam tendo toda hora. Na sexta eu fui ao shopping comprar um biquíni novo e ajudar a Magá a escolher um vestido para ir numa festa lá da família do Quim, passamos a tarde batendo perna e chegamos em casa acabadas. Minha mala já estava pronta, só coloquei o biquíni e uma blusa que a Magá insistiu pra eu comprar e fui dormir. No dia seguinte eu teria que acordar bem cedo.

Saímos de casa às 6:30 da manhã. DC foi comigo no carro com meus pais e os pais dele foram nos seguindo no carro deles; a viagem era relativamente longa, cerca de três horas e meia. Sentamos no banco de trás, tomando suco de caixinha como duas criancinhas pequenas. Meu pai fez muita piada, porque nós não tomamos café da manhã em casa e acabamos tendo que levar o tal suco, já que a minha mãe e a mãe do DC tiveram a mesma ideia e nos obrigaram a isso. Passados uns vinte minutos de viagem, ou seja, mal tínhamos saído do bairro, acabamos dormindo. Ele estava com o braço ao meu redor, me fazendo ficar encostada em seu peito e com seu queixo apoiado na minha cabeça. Pra variar meus pais tiraram uma foto da nossa situação e enviaram pro celular da mãe do DC. Nimbus deve ter se divertido muito com isso. Quando acordei ele estava ressonando suavemente, me afastei com cuidado para não acordá-lo e fiquei olhando a paisagem. Ainda faltava uma hora para chegarmos à praia, meus pais estavam conversando e vez por outra me incluíam na conversa para perguntar algo; num trecho em que o trânsito ficou congestionado o carro dos pais do DC parou ao nosso lado e o Nimbus, ao ver o irmão dormindo, começou a fazer palhaçadas pela janela, fazendo caretas e mostrando a língua. Eu estava me controlando para não rir, mas não estava dando certo. Ameacei jogar o Sansão nele (é claro que ele estava comigo, oras!), e ele mostrou a língua mais uma vez e fechou a janela, continuando a me abusar em seguida. O trânsito andou e o DC acordou, se espreguiçando manhosamente. O resto da viagem foi tranquilo, ficamos conversando e brincando de passar trote pro Nimbus pelo número confidencial. Quando ele atendia a gente disfarçava a voz e falava alguma besteira, ele ficava sem entender nada.

Chegamos à casa de praia por volta das 10 horas. O tempo estava perfeito: ensolarado e fresco, com uma brisa maravilhosa trazendo aquele cheirinho de mar. A casa era bem espaçosa, com quatro quartos, sendo que três deles possuíam suítes; um banheiro social; sala e cozinha amplas; garagem com vagas para dois carros; uma varanda bem arejada com três redes; jardim gramado; churrasqueira no quintal; e uma mangueira bem frondosa carregada de frutos, com um balanço em que eu costumava brincar quando criança. Eu já tinha passado uns dias lá com a Magá, o Cebola e o Cas quando éramos menores, nos divertíamos muito. Brincávamos de subir na mangueira, esconde-esconde, passávamos o dia na praia, brincávamos no balanço... E é claro que sempre tinha aquelas confusões que acabavam em coelhadas. Bons tempos...

Fomos arrumar as coisas e deixar as malas nos quartos. Como eram quatro quartos, eu fiquei sozinha em um e os meninos ficaram em outro (É claro! Meus pais não são tão liberais a ponte de deixar o DC dormir comigo, né?). O quarto deles era o maior, mas era o único que não tinha suíte; tinha duas camas de solteiro e eles se ajeitaram perfeitamente bem. Nossos pais ocuparam os outros dois quartos que possuíam cama de casal e suíte, e ficaram no andar superior da casa. Ou seja, a gente ia ficar meio que sem supervisão durante a madrugada. Isso me fez ter uns pensamentos nada puros, e tenho certeza que o DC pensou mesma coisa, porque quando ficou decidida a divisão dos quartos ele deu um sorrisinho safado e piscou pra mim, exatamente na mesma hora que eu pensei nisso. Sorte que ninguém percebeu nada. Quer dizer, Nimbus percebeu, mas ele não faz diferença; numa hora em que ficamos só nós três na sala ele falou baixinho e com um sorriso travesso: “Lembrem que eu continuo aqui embaixo, viu crianças? Tô de olho!”. Corei e o DC, disfarçadamente, mostrou o dedo do meio a ele, que retribuiu bagunçando o moicano super arrumado dele e saindo da sala, cantarolando baixinho: “fazer amor de madrugada, lalalalalalalala, cuidado com o pai descendo a escada” (N/A: Pintura íntima, Kid Abelha). Não pudemos deixar de rir. Logo depois nossos pais foram fazer um turismo básico pela região e nós fomos para a praia. Nimbus numa safadeza implacável, paquerando todas as garotas que passavam e eu e o DC aproveitando para namorar um pouco mais à vontade, já que com nossos pais por perto ficava difícil. Tomamos água de coco, sorvete, picolé; comemos um monte de besteiras típicas de praia e pegamos um solzinho massa.

Quando voltamos para casa já era mais de 16:00. Tomamos banho e comemos uns sanduíches, já que a hora do almoço tinha passado há muito tempo. Continuamos na cozinha e Nimbus foi dormir. Nós dois aproveitamos para ficar sozinhos pela primeira vez no dia.

_ Enfim, sós!_ DC falou com uma expressão de alívio, puxando-me pela mão e me abraçando. Sorri._ Esse aí não acorda mais hoje, eu acho. Ele chegou da balada cinco horas da manhã e veio direto pra cá, mais de 30 horas acordado direto. Já estou até me preparando pra ouvir os roncos._ Revirou os olhos.

_ Já que é assim vamos aproveitar enquanto nossos pais não chegam em casa..._ Pisquei e ele abriu um sorriso muito safado._ Vem cá.

Puxei-o para um beijo ardente, emaranhando minha mão em seu cabelo e com a outra agarrando sua camisa pela cintura, fazendo com que seu corpo ficasse colado no meu. Ele mordia meu lábio inferior e apertava a minha cintura, descendo e subindo a outra mão pela minha coxa e apertando sensualmente a lateral do meu quadril. Ele estava sem camisa, então eu aproveitei pra alisar e arranhar levemente seu tórax e seu abdome definido. Nossa! Como ele podia ser tão gostoso? Ele distribuía beijos, mordidinhas e chupões pelo meu pescoço, queixo e ombro, me fazendo arfar e me agarrar mais a ele. Sem interromper o beijo ele me conduziu até a mesa, me levantando para que eu ficasse sentada nela. Entrelacei minhas pernas na sua cintura e brinquei com o lóbulo da sua orelha, mordiscando-o; beijei e mordi seu pescoço, fazendo-o gemer manhosamente e produzindo arrepios por todo o seu corpo. Estávamos absurdamente excitados e ele me apertava contra o seu corpo cada vez mais, deu um puxãozinho no meu cabelo, deixando meu pescoço livre e à mercê de seus deliciosos ataques, gemi em antecipação. Eu estava com um vestido leve e curto, ele passava as mãos nas minhas coxas e panturrilhas que estavam completamente expostas e voltava a apertar o meu quadril, colando meu corpo no dele, de uma forma que me soou extremamente erótica. Estávamos tão próximos que mal contávamos como dois, eu podia sentir todo o calor que emanava do seu corpo e a cada vez que ele ousava um pouquinho mais nas carícias uma corrente elétrica passava por mim, me fazendo ofegar. Suas pupilas estavam dilatadas e seu olhar tinha um brilho intenso, eu podia ouvir o seu coração acelerado e um leve rosnado que surgia em sua garganta a cada vez que eu o mordia ou descia minhas mãos pelo seu abdome. Quando senti que ele não estava mais tentando se controlar, como sempre fazia quando estávamos em casa, puxei-o pelo cós da bermuda e deslizei meus dedos suavemente até encontrar o botão. Ele mordeu meu lábio com um pouquinho mais de força, e apertou a minha cintura. Me atrapalhei um pouco com o botão e ele percebeu, afastando-se ligeiramente para facilitar a minha tarefa. Consegui desabotoar com um pouco de esforço, já que minhas mãos estavam tremendo e a minha posição também não ajudava. Ele suspirou e atacou meus lábios novamente, enquanto deslizava minhas mãos por seu abdome esculpido, provocando-o um pouquinho. Ele deslizou as mãos por baixo do meu vestido e apertou os meus quadris, me pegando de surpresa e me fazendo gemer. Mordi a orelha dele e desci as mãos novamente em direção a sua bermuda. Quando meus dedos encontraram o cós, ouvimos um barulho vindo do portão da frente. Nos afastamos subitamente, meu coração parecia que ia sair pela boca. Ele me olhou assustado, e me ajudou a descer da mesa. Logo ouvi o portão sendo fechado e o som das risadas dos nossos pais. Entrei em pânico, o DC olhou para si mesmo e resmungou um palavrão qualquer, enquanto fechava o botão da bermuda novamente. Corremos para a sala, mas o “estado” do DC era “gritante” e qualquer pessoa perceberia, além disso, o seu cabelo estava completamente desarrumado e ele tinha algumas marcas vermelhas nas costas e no pescoço, por conta dos arranhões e mordidas que eu tinha dado.

_ Mô, não tem jeito! Vou ter que ir pro banheiro. Senta no sofá e finge que tá vendo alguma coisa no celular._ Ele sussurrou, ajeitou o meu cabelo e entrou correndo no banheiro.

Nesse momentos minha mãe abriu a porta da sala, acompanhada do meu pai e dos pais do DC. Eles estavam rindo e conversando descontraidamente. Pararam ao me ver sentada no sofá. Eu estava tão nervosa que quase deixei o celular cair duas vezes.

_ Pensei que vocês ainda estavam na praia, filhota. Cadê os meninos?

_ Já tem um tempinho que chegamos._ Respondi tentando disfarçar os tremores em minha voz._ Nimbus foi dormir e o DC está no banheiro, acho que está tomando outro banho. Ele estava reclamando do calor.

_ É, tá bem quente mesmo._ Meu pai concordou. Abrindo a janela ao passar._ E aí, se divertiram?

_ Muito. Não é a toa que Nimbus tá dormindo que nem uma pedra._ Ri nervosamente._ E vocês, fizeram o quê?

_ Nimbus sempre dorme como uma pedra, meu anjo._ Os pais dele riram._ Nós fomos conhecer a região, comemos num restaurante maravilhoso e botamos o papo em dia._ Minha sogrinha respondeu, enquanto tirava a areia dos pés.

_ Vocês pegaram sol mesmo, hein Mônica? Seu rosto tá vermelho._ Meu sogro perguntou, me fazendo ficar ainda mais nervosa.

_ É... Deve ser o calor...

_ Bom, vamos tomar banho lá em cima, porque se for esperar o Maurício liberar o banheiro não vai ser pra hoje! Aquele cabelo já me fez perder o horário no trabalho várias vezes, ele parece uma Cinderela se arrumando._ Todos gargalharam do comentário do pai do DC e isso me fez relaxar um pouco mais.

Eles subiram para seus quartos e eu fiquei sozinha na sala, nisso o DC abriu a porta do banheiro lentamente, olhando pra ver se tinha alguém na sala e saiu quando eu fiz sinal, indicando que a área tava limpa.

_ Ufa! Essa foi por pouco!_ Ele falou, se jogando no sofá e fechando os olhos._ Dessa vez eu demorei pra me recompor.

_ Imagine eu que tive que falar normalmente com eles? Tem noção do meu nervosismo?_ Gargalhei.

_ Mas se eu tivesse vindo para a sala nossa praia acabava aqui! Seu pai ia me botar pra correr com uma espingarda!_ Nós rimos e ele colocou meus pés em seu colo, me fazendo deitar e alisou minhas pernas, me olhando sério._ Mas só pra garantir é melhor que sua perna fique aqui, ok? Ainda não tô 100%.

Levei uns segundos para entender a sua frase e quando entendi corei violentamente. Ele riu, envergonhado também.

_ Você ficou uns dez minutos lá no banheiro, ainda não conseguiu se acalmar?_ Levantei rindo e entrei no quarto, ele ficou me olhando sem entender nada. Voltei com um travesseiro e entreguei a ele._ Toma! Mantenha meus pés na inocência!_ Ele gargalhou com o rosto ligeiramente corado e colocou o travesseiro no colo, e eu deitei no sofá novamente, colocando a cabeça sobre o travesseiro.

Ele me beijou novamente, se forma mais tranquila dessa vez e ligou a televisão. Começamos a assistir um filme e antes mesmo que os nossos pais voltassem para a sala nós já estávamos dormindo.

Notas finais
INTERROMPIDOS! Muahahahaha! Eu sou má.
Então, é isso. Vamos ver o que acontece no próximo capítulo, prometo me empenhar para postar logo!
Beijinhos! :)