Aconteceu Você...
12 Coração apertado. O que será de nós?
Notas iniciais
Espero que gostem, obrigada pelos reviews.
Boa leitura! :)
O domingo foi mega chato. Teve um almoço na casa da minha tia e eu não pude ver o DC; nos falamos pelo celular algumas vezes e ele disse que teve um problema com os pais e que estava chateado. Fiquei preocupada, numa das ligações ele parecia estar chorando, mas negou quando eu perguntei e disse que precisava desligar. Encontrei o Nimbus quando estava voltando pra casa com os meus pais e ele também parecia que estava chateado, mas não disse o motivo, apenas fez uma piadinha sobre o fato do DC estar chegando tarde em casa e disse que não aguentava mais ouvir o irmão falar de mim. Nos despedimos e ele seguiu o seu caminho.
Na segunda-feira o DC não apareceu na escola, liguei várias vezes pro celular dele, mas sempre caia na caixa postal. A preocupação tomou conta de mim, o que poderia ter acontecido de tão grave que o fez sumir assim? Assim que o professor nos liberou eu corri pra casa dele, não dava pra esperar que ele resolvesse dar sinal de vida. A casa dele ficava na rua da Marina, por isso fui com ela, que disse não tê-lo visto desde o sábado à noite, quando ele chegou da minha casa. Será que o DC ficou doente e não quis me contar?
Apertei a campainha com impaciência, e logo o Nimbus apareceu para abrir o portão. Estava sem camisa, com a bermuda meio folgada deixando parte da sua boxer aparecer, percebi que ele também era bem bonito, assim como o irmão, mas ainda assim eu preferia o DC. Ele pareceu surpreso a me ver, mas me recepcionou bem e me mandou entrar. Quando cheguei à sala eu percebi que ele estava jogando vídeo game, mas nem sinal do DC. A mãe deles havia saído e ele parecia estar sozinho.
_ Então Mônica, já posso te chamar de cunhadinha? _ Ele me cutucou e riu. Retribuí com um sorriso sem graça. _ Já sei quem você veio procurar e até o motivo, então vou logo adiantando que é bom mesmo você aparecer porque ele tá mal e com certeza tá precisando de você.
_ Ele tá doente? Aconteceu alguma coisa com ele? _ Perguntei apreensiva enquanto o Nimbus comprimia os lábios, com uma expressão séria.
_ Não, Mô. Pode ficar tranquila, nesse sentido ele tá bem. É que rolou uns probleminhas aqui em casa e ele não tá reagindo muito bem, mas eu já achei uma solução e vai ficar tudo bem._ Ele balançou a cabeça._ É que às vezes o DC é sensível demais ao ambiente, pode até não parecer, mas é muito fácil ferir os sentimentos dele._ Ele suspirou._ Mas é melhor que ele mesmo converse com você, aí você vai entender melhor.
_ Onde ele está?
_ No quarto dele, dormindo._ Ele gargalhou. _ Eu quase consigo ouvir os roncos daqui. _ Eu ri e ele fez uma cara pervertida. _ Você sabe o caminho?
_ Não!_ Ri envergonhada. _ É a primeira vez que eu venho aqui.
_ Então eu te mostro onde fica e você vai, mas deixa ele dormir mais um pouquinho porque eu acho que ele não dormiu à noite.
Ele pegou a minha mão e foi subindo às escadas, chegamos a um corredor onde havia três portas, umas delas estava fechada e ele a apontou.
_ É aí que o Maumau se esconde. _ Ele riu. _ Juízo, mocinha!
_ “Maumau”? _ Eu sorri curiosa.
_ Era o apelido dele quando era bebê, mas não conte a ele que eu te falei, viu? Ele é muito estressadinho!_ Gargalhamos. _ Bom, boa sorte! Qualquer coisa grita! _ E desceu as escadas rindo.
Abri a porta com cuidado e entrei. O quarto dele era lindo, muito bem organizado, nem parecia o quarto de um adolescente. (Quarto: http://www.bedroomdesign.net/wp-content/uploads/2011/04/room-for-teens-1-554x410.jpg, troquem o verde da decoração por azul marinho). Ele estava dormindo atravessado na cama, usando apenas uma cueca boxer preta; ao contrário do que o Nimbus disse, ele não roncava. Tinha um sono tranquilo, parecia um bebê dormindo e ressonava suavemente, isso despertou em mim um desejo de protegê-lo, ele parecia tão inocente e indefeso naquela situação, a ternura tomou conta de mim e eu sorri lembrando-me daquele menininho de seis anos que fazia tudo ao contrário. Sentei-me na cadeira que ficava perto da sua escrivaninha e fiquei observando ele dormir. O celular dele estava próximo ao notebook, completamente descarregado. Não sei quanto tempo fiquei ali, observá-lo dormir era relaxante e até engraçado, ele falou algumas vezes durante o sono. Numa vez ele parecia brigar com o Nimbus por causa de um jogo, na outra ele disse que me amava e que nunca iria me deixar. Por fim ele ficou muito agitado e acordou, sentando na cama assustado e ofegante, depois colocou o rosto entre as mãos e respirou fundo, jogando a cabeça pra trás, ainda não tinha percebido a minha presença no quarto.
_Finalmente, belo adormecido! _ Ele teve um sobressalto e ao me ver sentada na cadeira, abriu um sorriso surpreso, meio atordoado.
_ Eu tô sonhando ainda?
_ Bom, eu trouxe um questionário com vinte questões de física... _ Ele revirou os olhos.
_ Então é um pesadelo, vou voltar a dormir que passa._ Eu rí e fui sentar na beirada da cama dele, tirando o cabelo do seu rosto._ A que devo a honra da sua visita, minha gatinha?
_ Bom, talvez ao fato de você ter faltado à aula hoje e não ter atendido a nenhuma das minhas centenas de ligações._ Fiz biquinho._ O que foi que aconteceu? Fiquei preocupada.
_ Desculpe por ter te deixado preocupada, mas eu não tive condições de ir lá hoje. Eu ia te ligar, mas acabei dormindo._ Seu olhar era triste e ele olhou pra baixo, vi que seus olhos encheram-se de lágrimas e me aproximei mais, afagando o seu rosto.
_ O que foi que aconteceu, amor? Me conta! Quem sabe eu possa te ajudar! _ Abracei ele e senti seu rosto úmido pelas lágrimas. Só aí eu percebi que seu aspecto era péssimo, como se ele tivesse passado a noite chorando. _ Não fica assim, gatinho!
Aí ele desabou, enterrando a cabeça em minha barriga e seus braços envolveram minha cintura. Soluços altos irromperam do seu peito e suas lágrimas molhavam a minha blusa. Eu não sabia o que fazer, vê-lo chorando daquele jeito fez com que o meu coração doesse e tudo o que eu queria era espancar quem quer que tenha o feito ficar assim. Comecei a acariciar seus cabelos, completamente desarrumados caindo sobre o rosto, e as suas costas, numa tentativa de consolá-lo.
_ Mônica... _ Gemeu ele. _ Eu n-não sei o que fazer!
_ Me diz o que aconteceu, eu vou te ajudar! _ Minha voz já soava desesperada e as lágrimas brotavam dos meus olhos, inconscientes.
_ M-meus pais _ Soluçou._ Querem que eu volte pra Itália._ Gemeu e me abraçou mais apertado._ Eu não q-quero ir, eu não vou! Ninguém vai me tirar daqui!
_ Como assim, voltar pra Itália?_ Eu estava chorando também, as lágrimas caiam sobre o seu cabelo.
_ Meu pai resolveu voltar... Ah, Mônica. _ Soluçou._ Eles não podem fazer isso comigo!
_ Você já conversou com eles, meu amor? Tem que haver uma solução! Não fique assim!
_ Não adianta! Eles disseram que não podem me deixar sozinho aqui...
Ele levantou a cabeça, seus olhos estavam muito vermelhos e inchados, seu cabelo estava desarrumado e com alguns fios colados à testa, seu rosto estava molhado e transtornado. As lágrimas ainda caiam, ele respirou fundo e sentou na cama. Tirei o cabelo do seu rosto e o abracei.
_ Vai ficar tudo bem, o Nimbus me disse que já achou uma solução. Se acalme, meu anjo. Tudo vai se resolver!
_ Ele te contou?
_ Não, ele disse que você iria me contar o que tinha acontecido, mas adiantou que já tinha a solução. _ Dei um selinho nele e o puxei para que deitasse a cabeça no meu colo, fazendo carinho no seu cabelo. _ A gente vai dar um jeito nisso. Você vai ver, não vou deixar você ir embora!
_ Desculpe por isso, minha linda. Mas tá insuportável pensar em ficar longe de você, eu me descontrolei. _ Ele fungou e alisou a minha perna.
_ Não precisa se desculpar por nada. Estou aqui pra isso, pra te dar colo quando você precisar de mim, assim como você já fez comigo._ Dei um beijo em seu rosto. _ Estou aqui pra cuidar de você.
_ Eu te amo, sabia?
_ Sabia. Você falou isso umas três vezes nesse tempinho que eu passei aqui te vendo dormir. _ Sorri e ele corou, envergonhado.
_ Ai, meu Deus! Eu falei dormindo?
_ Falou que me amava. E que nunca ia me deixar. _ Alisei seu maxilar. _ Você fica lindo dormindo.
_ Não falei nenhuma baixaria não, né?
_ Tava sonhando baixaria, senhor Maurício? _ Levantei a sobrancelha.
_ Confesso que a gente tava num amasso bem quente. _ Ele fez cara de safado.
_ Hum... Me conta como foi?_ Mordi os lábios, com vergonha.
_Prefiro mostrar... _ Deu uma risadinha e suspirou. _Obrigada por ter vindo... Já estou me sentindo um pouco melhor.
Dei um beijo delicado nele e alisei o seu peito, ele gemeu e eu desci a mão, alisando a sua barriga. Isso fez com que ele ofegasse e segurasse a minha mão, trazendo-a de volta ao seu peito. Depois deu uma risada e sentou.
_ Amorzinho, não faz isso não! Já te falei que não sou de ferro, não quero fazer nenhuma besteira.
_ Você não gosta?
_ O problema é que eu gosto DEMAIS, você não percebe isso? Estou tentando te respeitar e ir devagar na nossa relação, mas você está transformando isso numa missão impossível!_ Não pude conter o sorriso, ele respirou fundo.
_ Tudo bem, mas se você quiser manter a sua meta é melhor que você se vista logo ou eu é que vou te desrespeitar!_ Fiz uma cara safada e dei uma mordida na orelha dele.
_ O quê? Me vestir?_ Aí ele olhou pra baixo e deu um salto, ficando de pé._ Eu tô só de cueca, putaquepariu! Perdão amor, eu não tinha percebido!
_ Relaxa gatão, eu é que agradeço. Você tá muito gostosinho com essa boxer. _ Ei! Eu falei isso?
Ele levantou a sobrancelha e deu um sorriso pervertido, depois me puxou de encontro ao seu corpo, me fazendo ficar de pé e me abraçou com firmeza, sussurrando em meu ouvido com uma voz muito sexy, que fez as minhas pernas bambearem:
_ Hum... Eu não sabia que eu tinha uma namorada safadinha, isso é assédio viu gatinha? _ Deu uma mordidinha no lóbulo da minha orelha._ Acho que vou acabar ultrapassando os limites do meu cavalheirismo, você tá quase me obrigando a isso._ Beijou o meu pescoço.
A sua respiração na minha orelha fazia com que eu perdesse a linha de raciocínio, as minhas pernas queriam dobrar, mas ele segurava firme a minha cintura. Ele desceu os beijos e as mordidas em direção ao meu pescoço, me fazendo gemer. Sua barba estava começando a nascer e isso fazia com que os pouquíssimos pelos ralassem no meu pescoço, me fazendo arrepiar. Ele distribuía beijos pelo meu pescoço, queixo, orelha e colo (região próxima aos seios), eu puxava o seu cabelo e arfava, enquanto ele apertava os meus quadris e dava mordidinhas nos meus lábios. Depois fui me conduzindo em direção à cama, onde me deitou e continuou dar beijos, mordidinhas e chupões no meu pescoço. Quando não aguentei mais o puxei pra cima de mim e nos beijamos com um desejo exacerbado, nos separando apenas para respirar, e ele me mordia e apertava, enquanto eu arranhava as suas costas e puxava os seus cabelos. Estávamos os dois completamente suados e ofegantes, ele gemia a cada vez que eu descia as mãos para o seu peito ou sua barriga e logo eu pude perceber o efeito que o estava provocando. Não deixei que isso o deixasse se afastar de mim novamente, como sempre fazia, entrelacei as pernas em sua cintura e o impedi de levantar, quando pareceu que ele ia fazê-lo. Aí ele parou de resistir e se entregou, beijando-me com mais intensidade ainda e me apertando contra ele, de forma que eu o sentisse bem colado a mim. Um fogo abrasador me possuiu e eu desci as minhas mãos em direção ao elástico da sua boxer, o que o fez parar subitamente, segurando a minha mão e dando um beijo na minha testa.
_ Ainda não, gatinha.
O encarei com certa decepção e suspirei pesadamente, me recompondo.
_ Por que não? Você não me quer?
_ Claro que eu te quero, você não vê? _ Olhou pra si mesmo e eu entendi._ Mas eu quero que seja perfeito, e não uma coisa impulsiva da qual você possa se arrepender um dia._ Suspirei.
_ Tudo bem, você está certo. Obrigada por ser a voz da minha consciência. _ Beijei a ponta do seu nariz. _ Que príncipe encantado esse que eu fui arrumar, hein?
Ele riu e me beijou mais calmamente desta vez. Levantamos e ele lembrou que não tinha comido nada desde o dia anterior. Empurrei ele pro banheiro para que ele tomasse um banho e desse um jeito naquela cara inchada, ele pegou uma roupa e foi. Esperei por um bom tempo, enquanto mexia no computador dele e ouvia algumas músicas. Quando ele saiu estava com uma camiseta azul e uma bermuda cinza, e o rosto mais relaxado. O perfume dele se espalhava pelo quarto, enchendo a minha boca de água, como no dia em que ele tomou banho na minha casa. Levantei e abracei-o por trás, enquanto ele penteava o cabelo, dando um beijo nas suas costas. Ele sorriu e virou-se pra me beijar. Descemos as escadas de mãos dadas, o som estava ligado, mas o Nimbus não estava na sala. Um cheiro tentador vinha da cozinha, o DC sorriu e me arrastou pra lá. Quando íamos entrando ouvimos uns xingamentos vindos do Nimbus e o barulho de uma tampa de panela caindo.
_ Tá inspirado hoje, hein? Resolveu cozinhar! _ DC falou, dando um soco no braço de Nimbus, mas claramente não havia força por trás do golpe.
_ É, o que eu não faço pelo meu irmãozinho, hein? Tava fazendo um lanche aqui pra ver se conseguia te forçar a comer._ Nimbus estava virado de costas nós e não se virou.
_ Ah, tô mesmo com fome... Fez o que aí pra a gente?
_ Seu lanche preferido, minha especialidade!
_ Sorvete de jiló? Sanduíche de beterraba? Suco com ketchup? _ Nós três gargalhamos e o Nimbus virou-se para nós, percebendo que eu estava na cozinha.
_ Ah, oi Mô! Pensei que você já tivesse ido! _Sorriu e olhou pro DC._ Não, seu lanche preferido depois dessas maluquices aí!
DC fingiu pensar, Nimbus revirou os olhos e jogou um pano de prato nele. Eu já estava com lágrimas nos olhos de tanto rir. A relação deles era ótima e o Nimbus parecia se preocupar muito com o Do Contra, dava pra perceber isso na forma que eles se tratavam.
_ Cachorro-quente, seu idiota!_ Olhou pra mim. _ Não sei como você aguenta esse cara, Mônica! Esse palhaço parou com essa mania de comer essas coisas malucas há uns oito anos, mas sempre tem que lembrar!
_ Ah, cachorro-quente..._ DC fingiu estar decepcionado.
_ Vamos lá, chorão! Tá na hora de você sentar aí e comer, antes que eu tenha que te alimentar com mamadeira._ Empurrou o DC, fazendo-o sentar na cadeira. _ Come com a gente, Mô. Você pelo jeito não almoçou também.
_ O quê?_ DC me olhou._ Você não almoçou hoje?
_ Ela veio pra cá correndo depois da escola, aposto que não almoçou. Precisava ver o desespero da coitadinha, achando que o namoradinho tinha morrido._ Nimbus gargalhou e colocou um prato com dois cachorros-quentes na frente do DC.
_ Não exagere. _ Revirei os olhos e sentei ao lado do DC, que já estava devorando o lanche._ E sim, eu não comi mesmo. Seu irmão me deixou preocupada.
_ Tá bom, aproveita e come. Preciso falar com vocês. _ Colocou um prato com dois cachorros-quentes na minha frente e sentou, com os dele na mão.
Serviu um suco de laranja pra mim, pra ele e pro DC, que resmungou e fez bico.
_Ah, suco? Eu queria refrigerante!
_ Suco sim! Você não comeu nada, vai tomar suco que eu não sou louco de te deixar tomar refrigerante de estômago vazio! Cala a boca e toma logo. Agradeça que eu não fiz mingau!_ Nimbus respondeu com uma autoridade surpreendente, que fez o DC baixar a cabeça e tomar o suco, reclamando como uma criança birrenta. Eu rí.
_ É engraçada a relação de vocês dois... Parece que o Nimbus é muito mais velho e que o DC é o caçulinha de cinco anos! _ Gargalhei e o DC fez bico.
_ É, eu sou o irmão mais velho responsável, gostosão e sensual. _ Piscou._ É que esse maluco não sabe se alimentar direito, se eu deixar ele come doce antes do almoço. _ DC riu e concordou com a cabeça.
_ Tá bom, mamãe. Já tomei o suquinho. Posso comer outro cachorro-quente?
_ Pega lá, traz outro pra mim. Você vai querer, Mônica?
_ Eu não! Pra mim já foi mais que suficiente. _ Afastei o prato com as mãos.
Os dois entreolharam-se, reviraram os olhos de forma idêntica e falaram ao mesmo tempo: “MENINAS!”, nós três gargalhamos e o DC sentou-se, entregando o cachorro quente pro Nimbus e comendo o dele.
_ Bom, eu disse que tinha algo pra conversar com vocês, então não vamos perder tempo. Maninho, você disse que não quer voltar pra Itália e nossos pais disseram que não iam te deixar aqui sozinho porque você era praticamente uma criança, mamava e fazia xixi na cama e aquele blábláblá todo. _ Riu, descontraindo._ Não posso deixar de concordar, eu não te deixaria sozinho aqui no Brasil.
_ Mas... _ DC interrompeu.
_ Eu não acabei, Maurício. _ Nimbus tinha uma expressão séria, eu observava quieta e o DC abaixou a cabeça, irritado. _ Eu disse que eu não te deixaria aqui sozinho e isso é verdade. Mas também não deixaria você sofrer por causa de um capricho do papai. Você não quer ir pra Itália porque tem motivos importantes._ Olhou pra mim. _ Eu, por minha vez não tenho nada que me impeça de ir ou de ficar aqui, por isso decidi interceder a seu favor. Se nossos pais concordarem eu vou ficar aqui no Brasil com você, aí você vai ter um “adulto” responsável pra trocar suas fraldas e eles vão ficar mais tranquilos. Aqui tem uma faculdade ótima e um amigo meu me chamou pra fazer uma sociedade numa loja que ele abriu então emprego não será problema pra mim.
_ Puxa mano, você faria isso por mim? _ O sorriso do DC se iluminou.
_ Faria, mas não é só por você! As brasileiras são muito mais gostosas que as italianas e eu tô me divertindo muito por aqui._ Ele deu um sorriso pervertido e eu corei._ Ops, desculpa aí, Mônica. Esqueci que tinha menina na casa.
DC levantou e abraçou ele, eles ficaram abraçados por alguns minutos e eu fiquei emocionada com aquele amor tão latente que existia entre aqueles irmãos. Quando se afastaram o DC estava com os olhos cheios de lágrimas, Nimbus bagunçou o cabelo dele descontraindo a situação.
_ Você é o melhor irmão do mundo! Vou ficar te devendo essa pra sempre!
_ Aiai... O que eu não faço pelo meu “Maumau” e pelas brasileirinhas, hein? _ Gargalhamos e o DC ficou vermelho.
_ Maumau é sacanagem, estragou o momento.
_ Mas lembre que eu ainda tenho que convencer os coroas, viu? É só uma tentativa!
_ Mas vamos manter o pensamento positivo, meninos! Vai dar tudo certo! Se eles não deixarem eu te sequestro, gatinho! _ Pisquei.
Nisso o celular do Nimbus tocou e ele saiu pra atender, percebi que o horário estava avançado e eu não tinha feito nada em casa ainda. Pedi pro DC me levar em casa e fui dar um tchauzinho pro meu cunhadão gente boa. Peguei minha bolsa e o meu Deus grego particular foi me levar em casa, me enchendo de beijos e carinhos pelo caminho. Ficamos namorando por um tempo na varanda da minha casa, mas logo eu tive que entrar pra arrumar as coisas, e ele teve que ir. Nos despedimos e eu desejei sorte na conversa com os pais dele. Passei o resto da tarde arrumando a casa e fazendo as atividades da escola, quando estava perto dos meus pais chegarem do trabalho recebi um sms do DC:
Princesa,
Meu pai acabou de chegar, agora é a hora da verdade. Deseje-me sorte, torça por nós! Estou com medo.
Infinitos beijos, te amo! (Hoje e sempre.)
A apreensão tomou conta de mim e eu resolvi tomar um banho pra tentar relaxar, torcendo com todas as minhas forças para que desse tudo certo nessa conversa que decidiria o rumo da minha vida.
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