Notas iniciais
POR JÚPITER, QUANTO TEMPOOO! Nossa, gente, desculpa mesmooooooooooooooooooooo, mas eu estive em uma fase péssima, um bloqueio enormeee, e por mais que eu quisesse continuar, não sabia como. Eis que, hoje de manhã, durante uma aula de Química me vem uma motivação de novo, e eu tive um monte de ideias durante a aula de História. TÔ DE VOLTA!!!!! ESPERO QUE GOSTEM! Tanto quanto eu gostei de escrever de novo!!!!!!!!! Boa leitura

Por Bellona, Reyna não podia manter esses pensamentos. Não depois de todo o seu esforço nos últimos seis meses no exército. Ela não poderia pensar como uma menininha.

Seu treino evoluíra muito. As dores musculares não apareciam mais, e apesar de seus cansaço e esgotamento todas as noites, por causa dos treinos pesados, acordava completamente revigorada na manhã seguinte.

Conseguiu também estar cada vez mais próxima do general. Era um “soldado” de confiança e muito habilidoso, palavras do próprio Grace. Tornaram-se amigos, assim como de Percy, Dakota, Nico e Frank – também amigos do loiro. Contudo, mantinham certo distanciamento perto do resto dos soldados. Não queriam que pensassem que ela, Rômulo, conquistava coisas por afinidade.

Mas ela tinha que manter os malditos pensamentos. Negava de todas as formas. O problema era que Jason Grace sempre fora uma distração para ela. Por mais que tentasse encobrir de todas as maneiras possíveis.

Não, ela não se abalaria. Manteria a compostura.

Penava em tudo isso enquanto se dirigia à tenda do general, o próprio havia mandado que aprontasse um cavalo e se encaminhasse para lá o mais rápido possível.

Ao avistá-lo, percebeu um aglomerado de soldados junto do abençoado de Júpiter.

Estranhou um pouco a situação, todavia não vacilou nem por meio segundo suas passadas.

— Muito bem – ouviu do general assim que ele avistou seu mais novo soldado de confiança – Agora que estão todos aqui, vou passar-lhes as ordens. Talvez vocês tenham ouvido falar já há algum tempo que a princesa simplesmente desapareceu. O Imperador convocou outras legiões do exército para procurá-la, pois seria estratégicamente um erro ter que reorganizar as principais linhas de batalha e defesa, além de que a Primeira Legião sempre foi centro de decisões em caso de guerra, e, se uma emergência viesse a acontecer, não poderíamos estar estruturalmente abalados. No entanto, seis meses de busca por pelo menos sete das nossas legiões não foram suficiente para encontrar sua filha e ele teme que isso tenha algo relacionado a um seqüestro do povo gaulês, como forma de revanche a todos os conflitos e batalhas perdidas no histórico de Roma e Gália, que, apesar de atualmente, em paz, poderia muito bem tramar contra nós mais uma vez. Todos sabem que desde o saque de Breno, a paz nunca conseguiu tornar-se estável novamente. Devido a isso, uma carta de intimação foi mandada ao seu Rei, e, caso ele não a entregue a salvo, iremos iniciar uma nova guerra. Preciso que vocês estejam preparados mais do que nunca, e atentos a qualquer sinal. Estão dispensados, por hora.

A agitação era visível em todos ali, o simples fato de uma guerra ser mencionada causava esse efeito em qualquer soldado. Uns, pela satisfação de finalmente poder servir ao seu Império de maneira honrosa, outros, temendo nunca mais voltarem para suas famílias. De qualquer forma, rapidamente os soldados deixavam o local em grupo, a tensão andava ao lado de cada um deles.

Reyna estava anestesiada pelas informações. Depois de seis meses, achou que finalmente poderia sentir-se mais tranqüilizada, as fofocas de seu sumiço pararam de ser assunto entre os homens, achava que depois de tanto tempo, seu pai desistiria da busca. Eles nunca foram realmente próximos mesmo, e tudo o que parecia importar para ele era o seu Império e os bons acordos que o casamento de suas duas filhas poderia lhe trazer.

Em momento algum ela cogitou a possibilidade de levar Roma para uma guerra. Deuses, isso seria catastrófico. Sentia-se extremamente mal e egoísta.

— Rômulo, vejo que trouxe o cavalo. – era o comandante, que oferecia para seu soldado de confiança um meio sorriso, pressionado a ceder por todos os pensamentos e preocupações que rodeavam sua mente nas últimas horas, desde que voltara da reunião com o Imperador Julius, mas mesmo assim estava presente. – Venha comigo, preciso confiar em alguém aqui, e você é suficientemente digno de minha confiança.

Por mais grata que fosse, sentiu-se confusa.

— Para onde vamos?

Jason sustentou o olhar de seu soldado, levando algum tempo para proferir sua resposta final:

— Eu não acredito realmente que tenha sido um seqüestro, acho que o Imperador esteja emocionalmente abalado, e, por mais que o real motivo do ataque à Gália não seja apenas culpa da princesa, preciso provar meu ponto, antes que ele nos meta em algo que poderia ser adiado em, pelo menos, mais seis ou sete meses. Minha Legião está em condições de batalha, apesar de sempre ser bom aperfeiçoar as técnicas, no entanto, não posso dizer isso de todas as legiões. As sete que estiveram à procura da princesa durante esses meses estão fora de formação, e os soldados estão enferrujados em quesitos de batalha. Além de que, as legiões IX, X e XI acabam de retornar de um confronto na Grécia onde houve uma enorme rebelião, agora foi controlada, mas eram cerca de 20 mil rebeldes. Por isso, estamos com 10 legiões totalmente despreparadas, desestruturadas e com baixas recentes. Eu não quero arriscar perder uma guerra desse modo, apesar de confiar no poder militar do Império. Nós vamos ao palácio em busca de informações sobre a filha do Imperador.

Reyna sentiu seu sangue gelar, arregalou os olhos inconscientemente. O sangue parecia ter escoado de seu rosto, o deixando branco como papel. Jason Grace pareceu preocupado com o amigo.

— Rômulo? Tudo bem?

Ela só conseguia pensar no que ele havia acabado de falar. Iriam ao palácio. Voltaria lá depois de seis longos meses. E se alguém a reconhecesse? E se tudo desse errado? Deuses, se ela fosse pega, não só teria jogado todo seu esforço e trabalho duro se escondendo e se adaptando no exército para nada. Ela veria aquele olhar de decepção de seu pai, o que tanto temera desde nova. As conseqüências seriam sérias. E pior, Jason Grace a odiaria para sempre.

Não que ele já não odiasse a princesa, mesmo sem a conhecer, mas sempre achou que poderia fazê-lo mudar de idéia. Talvez, quando tudo passasse, ela poderia confiar a ele seu segredo, ela queria tanto que ele soubesse. Talvez ficasse decepcionado e com raiva no início, mas, em sua cabeça, não havia ferido ninguém, não interferia na vida de ninguém, apenas na sua própria, e, dado a amizade que havia crescido entre eles, Grace aceitaria. Nada a faria mais feliz. Todavia, agora... Tudo parecia conspirar para dar errado, e se fosse descoberta de modo abrupto e sem tempo para explicações... Jason a veria como traidora e egoísta, uma garota mimada e aproveitadora. Na verdade, veria Reyna exatamente da forma que ele pensava que ela era. Não só isso, Rômulo seria um aproveitador, um traidor, o amigo não passaria de uma farsa. E aquilo doeria demais no orgulho dele, que geralmente era desconfiado de tudo e todos, mas que por aquele soldado havia baixado as barreiras, justo o que era um mentiroso.

Aflita, então, ela olhou nos olhos dele, vendo preocupação estampada na imensidão azul tão intensa, recompôs-se.

— Tudo bem – pigarreou – Foi apenas uma tontura repentina, desculpe-me por isso. Talvez eu lhe atrapalhe...

Reyna tentou a primeira coisa que lhe veio a mente para não ter que acompanhá-lo ao palácio.

Ele continuava preocupado. Às vezes, Jason Grace não sabia definir o que sentia pelo soldado. Era tão estranha a sensação.

— Tem certeza? Olha, se você não estiver realmente bem... – parou um pouco, não queria parecer um general mole, então pigarreou, engrossando levemente a voz e afastando-se de Rômulo. De vez em quando, ele fazia isso. Reyna não entendia, mas respeitava as mudanças repentinas de humor dele. – Acho melhor nós irmos. Maiores problemas me avise de seu estado, mas eu preciso que me acompanhe. Foi o único em que confiei essa informação. Você terá que me ajudar. E eu não estou apenas ordenando como seu general, mas lhe pedindo, como amigo.

E como ela poderia negar algo a ele, quando pedido daquele modo? Não como se tivesse muitas outras opções. Assentiu, com firmeza, rezando a todos os deuses para que desse tudo certo.

— Vamos, então.

Montaram em seus respectivos cavalos e, sem mais demoras, seguiram rumo à morada do Imperador.

Notas finais
Pequena informação para o entendimento da fala do Jason Lindo Grace: O saque de Breno foi um episódio histórico onde esse cara, que era gaules, seu exército (acho que ele era general), tomaram Roma e só aceitaram deixá-la caso os romanos pagassem um lastro em dinheiro, dizem por aí que eles reclamavam muito, óbvio, ter que pagar pra um invasor, por favor né, somos romanos, até estressaram o tal do Breno contam que ele jogou a espada sobre a balança cheia de ouro, e dado um belo de um mini-sermão, falando que quem mandava era quem vencia Desde então, mesmo depois da retirada dos gauleses, a Gália se tornou a primeira inimiga de Roma, havendo muitos outros conflitos depois (aquela coisa de rancor e vingança, pois é) e foi considerada um dos maiores inimigos de Roma (alguém fez a lição de casa, hahaha, palmas pra mim) É isso, amores. Foi um capítulo grandinho até, óbvio que pela demora, eu já devia estar até com a história terminada, mas o bom é que voltei! Espero postar mais logo, de verdade. Vamos ver como vai a minha disposição... OBRIGADA A TODOS QUE NÃO DESISTIRAM DA FIC! AMO MUITO VOCÊS! Eu já editei essa nota três vezes, e quase me esqueci: O que vai ser para o próximo? 1) Capítulo Bonus (indique o personagem que quer ler sobre) 2 Capítulo 22 Eu sei que prometi mais coisa de Jasiper e Leyna, mas n consegui colocar nada aqui. Vou tentar no próximo! Lembrando que não são os casais fixos e tal... Acho que quem me acompanha sabe o que eu gosto, mas vamos ver como vai ser. Hhahah