Acontece sob a Lua

9 Capitulo 9 - A magia no caos


Notas iniciais
Sem mutias desculpas, e sem muita enrolação. Boa Leitura!!!!

POV: Jacob

Deixei a Nessie em casa rapidamente e, com a mesma pressa, corri até minha casa para tentar encontrar Sophie. Entrei na casa do Quil e não havia sinal algum dela. Bufei de raiva. Como alguém aparece assim, do nada?

Entrei no meu quarto, tirei a camisa e pensei em tomar um banho, tentando encontrar uma maneira de não magoar a Nessie — muito menos a Sophie. Eu estava em maus lençóis, disso eu tinha certeza.

Essa certeza se confirmou no instante em que abri a porta do banheiro e encontrei Sophie enrolada em uma toalha, sem absolutamente nada por baixo.

E você pode se perguntar: como eu sei que ela estava nua?

Simples. Quando ela me viu, a toalha “acidentalmente” escorregou de suas mãos.

Engoli em seco. Tão seco que senti minha garganta travar. A cada passo que Sophie dava em minha direção, mais desesperado eu ficava.

— Sophie, o que você…

— Não precisa falar nada — ela interrompeu.

Eu não conseguia formar um raciocínio lógico. Minha cabeça estava um nó tão grande que percebi, naquele instante, que não seria fácil desfazê-lo. Pisquei inúmeras vezes, abri a boca outras tantas, tentando dizer algo que fizesse sentido.

Sophie sorriu de canto, passando a língua pelos lábios.

Eu queria morrer.

Que droga eu estava fazendo? Eu era um alfa de uma alcateia de lobisomens, um homem responsável, cheio de problemas para resolver. Eu tinha uma namorada linda, que eu amava.

E ainda assim, era atacado por uma garota e simplesmente não conseguia reagir.

Por outro lado, Sophie era tudo, menos uma “simples garota”.

Ela me empurrou, e eu caí deitado na cama. Sophie se sentou sobre mim, apoiando as mãos em meu peito. Curvou-se lentamente, os lábios úmidos, sorrindo vitoriosa, aproximando-se dos meus.

Não. Eu não podia fazer aquilo. Eu não posso fazer aquilo.

Não posso trair a Nessie.

A risada dela ecoou na minha mente. Seus olhos cor de mel, seu sorriso… Renesmee.

— Existe uma garota incrível chamada Renesmee Cullen. Ela é minha namorada — falei apressado.

Sophie recuou imediatamente, saindo de cima de mim.

— Você… meu Deus, como eu sou ridícula — murmurou, tentando se cobrir.

Suspirei fundo, me levantei, peguei a toalha do chão e a coloquei sobre ela.

— Se vista, Sophie — pedi.

Ela assentiu e entrou no banheiro. Minutos depois, saiu devidamente vestida.

— Por que você voltou? — questionei.

Ela se sentou na cama e depois se agachou à minha frente.

— Porque eu ainda te amo. Não houve um dia desde que fui embora em que eu não tenha pensado em você.

Franzi o cenho.

— Sinto muito — abaixei a cabeça.

— Só isso? — ela exclamou, se levantando. — É só isso que você tem para dizer?

— O que você quer que eu diga? — perguntei exaltado.

Ela me encarou, e percebi que estava prestes a chorar.

— Você não me ama mais — afirmou.

Engoli em seco e permaneci em silêncio. Às vezes, o silêncio era a única resposta possível.

Ela virou as costas e saiu correndo.

Corri atrás dela, mas Sophie já estava dentro do carro, acelerando pela estrada escorregadia de Forks, sob uma chuva fina. Passei as mãos no rosto, peguei a chave do carro do Quil e fui atrás dela.

Que noite agitada.

Eu tentava alcançá-la, mas ela acelerava ainda mais. Em uma curva fechada, tudo aconteceu em segundos: o carro derrapou e capotou.

Vi cada giro como se o tempo tivesse desacelerado.

Pisei no freio com força, parei a poucos metros e corri até ela. Sophie estava deitada no asfalto, entre cacos de vidro. A peguei, deitando sua cabeça em meu colo.

Ela tentou falar, mas apenas sangue escorria de sua boca.

Eu sabia.

Ela ia morrer.

— Esse é meu jeito de pedir desculpas — sussurrei, alisando seu rosto, afastando os cabelos de seu pescoço.

Inclinei-me sobre ela e então…

POV: Renesmee

Aquela dor de cabeça definitivamente não era normal. Parecia que um bebê ET estava devorando meu cérebro por dentro.

Eu estava sentada na bancada da cozinha, de pijama, completamente descabelada, tomando um café superforte — especialidade da Claire. Naquele momento, eu era a própria visão do inferno.

— Nossa, você está horrível — minha mãe comentou.

Sorri sem graça.

— Perdi a conta de quantas vezes vomitei essa noite. Se não quiser que eu vomite em você, sugiro retirar o que disse — ameacei, virando o resto do café de uma vez.

— Oh, baby, você está cruel hoje — ela disse, sarcástica. — Mas continua linda.

Beijou minha testa.

— Obrigada por nada — resmunguei.

— Já vou trabalhar. A Claire cuida de você — piscou.

— Você não devia confiar sua filha preciosa à Claire. Ela pode me envenenar — sussurrei.

Ela riu alto.

— Ela é boazinha demais pra isso.

Fiz uma careta.

— Boazinha igual a você… melhor eu não me iludir.

— Te amo, querida.

— Também te amo — murmurei.

— Ressaca sim, depressão não! — Claire surgiu na cozinha.

— Estou com saudade do Jake — fiz bico.

— Você viu ele ontem.

— Mas hoje ainda não.

— Dá pra levantar essa bundinha magra e se arrumar pra escola?

— Não quero.

— Se você for, vai ver o Jake.

Pulei da bancada.

— Por ele, não por você.

— Você está morta! — Claire ameaçou.

Corremos escada acima.

Na escola, não encontrei Jacob em lugar algum. A primeira aula era Educação Física, a que eu mais odiava. Fui sozinha para o vestiário.

No corredor vazio, fui atacada por uma ruiva que me jogou no chão. Ela era forte e queria claramente minha jugular.

A marca em forma de lua na minha nuca começou a arder violentamente.

Eu estava cansada de ser a donzela em perigo.

Segurei seu pescoço e a arremessei para o outro lado do corredor. O impacto ecoou alto.

Jacob, Quil, Beth e Mike surgiram imediatamente.

A ruiva veio novamente em minha direção.

— Para agora! — ordenei.

Ela parou, desnorteada.

Reconheci-a na hora.

Era Sophie.

A dor na minha nuca se intensificou. Caí de joelhos.

— Nessie! — Jacob estava ao meu lado.

Apaguei.

Quando acordei, estava na casa do Quil. Jacob me observava, preocupado.

— Oi, bobalhão — sorri.

— E aí, maluca.

— O que houve?

— Eu não sei.

— Uau… pensei que o alfa tivesse todas as respostas.

Rimos.

Ele me puxou para o colo, depois começamos uma guerra de cócegas que terminou com ele escorregando e nós dois no chão, rindo sem parar.

— Continua sendo um bobalhão — provoquei.

— Corre — ele ameaçou.

Antes que eu fugisse, fui puxada pela cintura.

— Jacob? — Quil apareceu.

Sentamos no sofá, tentando parecer normais.

— Mike está com a Sophie — Beth explicou.

— Ela sofreu um acidente. Eu a mordi para salvá-la — Jacob disse.

— E hoje é lua cheia — Beth completou.

— O que você fez foi incrível — ela comentou animada.

— Incrível pra uma humana — Quil alertou.

— Mas você não é uma mera humana, Ness — Jacob disse sério.

— Vou criar tentáculos? — perguntei em pânico.

Eles riram.

— Não exatamente — Beth disse.

— Você é uma bruxa — Quil informou.

Arregalei os olhos.

— Eu sou o quê???

Notas finais
E então eu mereço comentários não é?? Criticas elogios!!! Espero que sim, beijoss!!!