Acontece sob a Lua

23 Capitulo 23 - Herança de Sangue e Amor


Notas iniciais
Olá gente linda, eu agradeço a todos os comentários até aqui e a todos que acompanharam, eu fico triste de acabar essa história e ao mesmo tempo feliz, obrigada a todos!!!!!!!!!!!!!!!!! Boa Leitura.

POV: Renesmee

— Senhora Black. — a diretora sorriu simpática, apertando minha mão.

Sentei-me um pouco incomodada na cadeira à sua frente. Era a terceira vez que a escola me ligava no mês.

— Então… — incentivei.

Ela suspirou, cansada, cruzando as mãos sobre a mesa e me encarando seriamente.

— Bom, o seu marido não pode vir novamente? — questionou.

— Ele queria muito vir, mas, como a senhora sabe, Jacob é dono de uma grande empresa e, como tem muitas filiais pelo país, precisou viajar inesperadamente. — expliquei, massageando as têmporas.

— Ah, sim. Sinto muito tirá-la dos seus afazeres também, mas não a incomodaria se o assunto não fosse sério. — disse.

— Eu entendo, mas vamos direto ao assunto. O que o Kaylee fez desta vez? — questionei.

— É a terceira vez que ele agride, sem nenhum motivo, um colega de classe. Ele não consegue se controlar. Qualquer provocação já parte para a violência. Não podemos mais tolerar esse tipo de comportamento. Afinal, o que a senhora está ensinando ao seu filho, senhora Black? — ela perguntou severa.

Essas mulheres mais velhas me irritam profundamente. Acham que, só porque sou mais nova, não sei criar meu filho.

— O que a senhora pensa? Que eu ensino ele a bater nos outros pirralhos? — elevei o tom de voz.

— N-não… só acho que ele deve ter algum problema para se controlar. A senhora deveria levá-lo a um médico. — sugeriu.

Girei os olhos. Eu poderia muito bem explicar que ele era filho de um lobisomem com uma bruxa, mas resolvi deixar pra lá.

— O meu filho não tem nenhum problema! Talvez o ensino fraco da sua escola esteja afetando o cérebro dele e o deixando louco de raiva para espancar os colegas. — bradei.

— Ora, o seu filho é baderneiro, encrenqueiro e não respeita as regras desta escola. Estamos o expulsando! — ela bateu na mesa.

— Mas é um favor que você me faz. Assim não preciso mais gastar dinheiro com essa porcaria. E você vai se arrepender de ter expulsado um Black dessa bosta que chama de escola. — retruquei, levantando-me.

Ela me olhou com os olhos arregalados.

Abri a porta com toda a força que tinha, encontrando meu filho rebelde de oito anos me esperando com cara de tédio. Eu via uma versão em miniatura do Jake bem ali.

Bati a porta, e ele deu um sobressalto.

Segurei-o pelo pulso, arrastando-o para fora daquela escola.

Entramos no carro e acelerei, enquanto ele colocava o cinto.

— Mãe, você tá com cara de assassina… — comentou.

— Ah, é mesmo?! E você sabe por quê, não sabe? — lancei um olhar de canto.

— Porque eu briguei de novo… mas foi sem… —

— Kay, estou cansada de ouvir que foi sem querer. Apesar de saber que você nasceu com os genes do seu pai e não tem culpa, quantas vezes já conversamos sobre aprender a se controlar? — questionei.

— Às vezes, quando eu vejo, já fiz… Mas como assim? O pai brigava também? — franziu o cenho.

Suspirei fundo.

— Sim, seu pai também tem o gênio forte.

— Então… quantos dias de suspensão eu ganhei? — perguntou casualmente.

— Você tem muita cara de pau de perguntar isso! — rosnei.

— Bom… você foi expulso da escola.

Ele ficou pálido.

— O pai vai me matar!

— Ah, vai mesmo. — ri.

— Mãe!!!

— Relaxa, seu pai é um boboca. Não consegue te bater… — pausei. — Pelo menos antes de você ser expulso.

— Obrigado, mãe… — murmurou em desespero.

Ri novamente.

Chegamos em casa. Ele se jogou no sofá e tentou ligar o videogame.

— Negativo. — tirei o controle de sua mão. — Castigo.

— Mãe!!!

— Sem mãe.

— Olá. — ouvi a voz grave de Jake.

Levantei os olhos e sorri.

Ele largou a mala, afrouxou a gravata.

Andei até ele, abracei sua nuca e lhe dei um selinho demorado. Ele sorriu, alisando minha cintura.

— O que você faz em casa a essa hora, filho? — perguntou, olhando para Kay.

— E-eu…

— Kay brigou de novo e foi expulso. — expliquei.

— Expulso da escola, Kaylee?! — Jacob bradou.

— Jake, nós sabemos que nem sempre é culpa dele… — toquei seu braço.

Ele suspirou fundo.

— Kay, vá para o quarto.

O menino saiu correndo.

Jacob sentou-se no sofá e me puxou para o colo.

— Precisamos voltar para Forks. — disse.

— Concordo. Kay precisa entender quem ele é.

— Ah… eu xinguei a diretora. — confessei.

Jake gargalhou.

— Isso não é novidade nenhuma.

Sorri.

— E tenho outra notícia. Fui ao médico… estou grávida de cinco semanas e meia.

O sorriso dele foi imediato.

— Amor… isso é incrível!

Beijou-me com força.

— Tomara que venha uma mini Nessie. — brincou.

Mais tarde – Forks

Claire, Quil, Oliver… todos nos receberam com alegria.

A casa cheia de memórias.

Jake sem camisa, arrumando lâmpadas, me fez suspirar.

— Meu marido é multitarefas. — murmurei.

Ele sorriu maliciosamente.

Depois do jantar, caminhamos pela floresta.

Kay estava animado.

— Pai, posso acampar aqui um dia?

— Quem sabe. — Jake sorriu.

— No seu aniversário. — sugeri.

Kay pulou de felicidade.

No penhasco, sentamos juntos.

— Gostou? — Jake perguntou.

— É incrível.

Respirei fundo.

— Temos duas coisas para te contar. A primeira: você vai ganhar um irmão ou irmã.

— Sério?! — ele vibrou.

— A segunda… é uma história sobre dois jovens bem diferentes. — olhei para Jake.

— Sobre eu e sua mãe. — ele completou.

Sorri.

Chegou a hora.

Chegou a hora de Kaylee Black conhecer a verdade.

A história de uma garota que se apaixonou por um lobisomem.

E do futuro alfa mais poderoso que já existiu.

Notas finais
COMENTEM GENTE, UM GRANDE BEIJO E OBRIGADA!!!!!!!!!!!!!!!!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!