Acontece sob a Lua

17 Capitulo 17- A tempestade perfeita


Notas iniciais
Olá gente, Tadinha da Nessie né? Além de sofrida vai ficar vida louca kkkk. Boa Leitura

POV: Renesmee

Vários dias se passavam e eu continuava fugindo — não apenas das pessoas, mas de mim mesma. Ficar isolada e viver apenas de delírios com Jake estava me destruindo ainda mais. Eu sabia disso. Ainda assim, de algum modo, aquilo também me fazia bem. Fingir que ele ainda estava perto de mim era reconfortante. Eu tinha consciência de que isso só me deixaria pior, mas era o meu jeito de tentar sobreviver à dor.

Meus pais haviam saído para uma reunião importante em um restaurante chique. A casa estava escura e silenciosa. Levantei-me da cama e caminhei pelo extenso corredor mal iluminado que levava até a pequena sala onde ficava o piano do meu pai. As janelas enormes de vidro deixavam entrar apenas a luz da lua — que, naquela noite, estava cheia.

Meus pés tocavam o piso frio sem produzir ruído algum. Minha respiração era tão fraca que mal se fazia ouvir. Caminhei até o piano e deslizei a ponta dos dedos pela madeira lustrada, até alcançar um vaso com rosas brancas. Havia também um bilhete. Suspirei antes de pegá-lo.

“Sinto muito pelo modo como nos conhecemos. Espero que esteja melhor. Ass.: Jason Black”

Espero que esteja melhor. Que mentira patética. Como se ele se importasse. Bufei e empurrei o vaso, que caiu sobre o piano, espalhando as rosas. Sentei-me à frente do instrumento e comecei a dedilhar qualquer coisa — qualquer melodia triste. Era tudo o que eu conseguia tocar.

Parei e encarei as pequenas velas sobre o piano. Passei o dedo pela chama. Não ardeu. Nem sequer aqueceu. Derrubei a vela sobre as teclas, e o fogo começou a se espalhar rapidamente. As pétalas das rosas caíam no chão enquanto as chamas consumiam a madeira e avançavam pelo piso.

Levantei-me devagar, observando o fogo alcançar as cortinas, os tapetes persas da minha mãe e, logo, o corredor inteiro. Caminhei até a sala já tomada pela fumaça, sentei-me no sofá e fiquei encarando o chão, sentindo o calor se aproximar.

Tudo se desfazia diante de mim, e eu queria que o mesmo acontecesse comigo. Eu queria morrer. Queria que toda aquela dor acabasse. Mas o fogo demorava demais. Levantei-me e saí de casa.

No quintal, olhei para cima e vi as chamas tomando a sala do piano. A fumaça escapava pelas janelas. Caminhei até a piscina e fiquei alguns minutos encarando a água. Então me joguei. Afundei, sem fazer qualquer esforço para voltar à superfície.

Flashback ON

— O que você está fazendo aqui? — bradei ao ver Jacob entrar pela janela. Eu estava furiosa com ele, mas não consegui evitar a alegria ao vê-lo.

— Eu preciso de você — ele deu um passo à frente. Recuo.

— Você está brincando, né? — questionei, sarcástica.

— Eu sou um idiota, eu só…

— Não, Renesmee, fica longe de mim… Ah, não, espera, vem cá, eu preciso de você! — ironizei, imitando sua voz.

— Eu preciso te dizer uma coisa.

— Não fala nada! Não quero ouvir! Você brinca com meus sentimentos, Jacob, e isso dói! — gritei, sentindo lágrimas queimarem meus olhos.

— Nessie, eu sou um lobisomem. Esse sou eu. Meu mundo é feio, mas eu preciso fazer parte do seu, nem que seja por pouco tempo. Você é a única coisa boa nele.

Ele segurou meu rosto e beijou meus lábios com delicadeza.

— Por que fez isso? — perguntei.

— Porque eu te amo.

Sorri e o beijei.

[...]

Jake arrancou minhas roupas, rasgando-as. Suas mãos quentes percorriam meu corpo, me fazendo estremecer. Tirei sua blusa, revelando seu peito definido.

— Como eu preciso de você… — murmurou.

Ele me deitou na cama, abriu a calça e se revelou para mim. Sorri, segurando-o, sentindo-o crescer em minhas mãos. Gememos juntos quando ele me penetrou, quente e intenso, enquanto seus lábios exploravam meu pescoço.

[...]

— Eu deveria proteger você! — ele urrou.

— Não seja machista! — rebati.

— Ele quer me matar, Jacob! — gritei. — Eu te amo e você não entende!

Ele apenas me beijou, calmo, profundo. Aquele beijo dizia tudo.

Eu sabia: ele me amava.

Flashback OFF

A água começou a invadir meu nariz, minha garganta queimava. Eu estava me afogando. Meu corpo ficou pesado, meus sentidos se apagavam. A morte parecia calma.

Vi Jake com a mão estendida para mim. Sorri e tentei alcançá-lo.

Mas algo me puxou.

Subi à superfície com força. Tossia, engasgava. Meu pai estava dentro da piscina, ainda de terno. Minha mãe chorava desesperada na borda. A casa ardia em chamas.

— Nessie, o que aconteceu?! — meu pai me sacudiu.

Neguei com a cabeça antes de tudo escurecer.

[...]

Acordei em um quarto branco. Hospital. Fios, máquinas, dor na garganta.

— Querida… — minha mãe sentou-se ao meu lado.

— Eu quero morrer — murmurei.

Ela segurou minha mão.

— Você precisa de ajuda.

[...]

Uma semana depois, fui obrigada a voltar à escola. Quando entrei, todos pararam para me olhar.

— Nessie! — Claire sorriu.

Ignorei.

— Vai colocar fogo na minha casa também? — Maya riu.

Não pensei. Parti para cima dela. Socos, puxões, sangue. Foi necessário que Quil e Oliver me arrancassem dali.

— Ficou louca?! — Quil gritou.

Suspirei.

— Acho que sou uma charada enrolada num mistério dentro de uma vadia.

Virei as costas e fui embora.

Se todos achavam que eu estava louca…

Então sim. Eu estava.

Notas finais
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