Acontece sob a Lua
13 Capitulo 13 - O Último Sacrificio
Notas iniciais
POV: Renesmee— Jake… — ponderei.
— Por que diabos você não me falou isso, Renesmee? — Jake bradou.
— Eu… eu… olha, você já está cheio de problemas e eu não queria piorar — disse, e ele bufou, ligando o carro novamente.
— Acabou de piorar — resmungou.
Ele deu a volta, retornando pelo mesmo caminho que havíamos feito.
— Onde nós vamos? — questionei.
— Para casa — respondeu, ríspido.
— Por quê? — perguntei. — Nós não íamos…
— Não iremos mais — cortou.
— Jake, me desculpa, eu…
— Como você não me contou uma coisa dessas, Renesmee? Por quê? Por que esconder algo tão importante assim? — sua voz se tornou mais grave.
— Eu não sou tão importante assim — respondi no mesmo tom.
— Pra mim é! Será que você nunca vai colocar isso na sua cabeça? Você é a coisa mais real que eu tenho na minha vida. Eu te amo, e parece que você não entende! — ele urrou, socando o volante.
Suspirei fundo, ficando em silêncio. Segundos depois, ele parou o carro em frente à minha casa.
— Não se afaste de mim. Eu também faço parte disso — murmurei.
Ele me fitou seriamente; seu olhar me atravessou.
— Eu nunca vou te deixar, já disse isso. Preciso te manter protegida…
— Eu sei me cuidar — retruquei.
— Quer, por favor, deixar eu fazer as coisas do meu jeito? — pediu, impaciente.
— Você sempre quer salvar todo mundo, Jake. Você não aceita ajuda — bradei.
— Talvez porque eu queira que ninguém mais se machuque — resmungou.
— Você também precisa ficar vivo — disse, fitando-o.
Ele suspirou.
— Quer me manter vivo? Prove que eu posso confiar em você — disse, beijando minha testa e abrindo a porta do carro.
— Jake…
— Até amanhã, Nessie — ele me cortou.
Assenti e saí do carro.
[...]
Cheguei à escola naquela manhã praticamente me arrastando. Eu queria muito que as coisas entre mim e Jake dessem certo, mas havia tantas coisas entre nós. Talvez, estando separados, tudo funcionasse melhor. Era estranho pensar que duas pessoas que se amam não podem ficar juntas.
Franzi o cenho ao vê-lo encostado no muro da escola. Ao seu lado estavam Beth, Mike, Sophia e Quil. Ele fixou os olhos em mim e não desviou mais. Abaixei a cabeça, mas fui puxada pelo braço.
Era Oliver.
— O que você quer? — questionei.
— Piter me pediu para te lembrar que a lua cheia está chegando — avisou. Ele estava diferente, mais confiante.
— Por que fez isso? Pelo poder? Para quê, Oliver? Para virar o cãozinho de estimação do Piter? — disparei.
— Jacob não quis me dar o que eu queria, e Piter estava disposto a ajudar — respondeu.
— Quer saber? Eu não quero mais tentar entender. Meu cérebro já está entrando em curto — levantei as mãos.
— Você não vai escolher o aprendiz de alfa, vai? — ele cruzou os braços.
— O aprendiz de alfa é muito poderoso. Avise o Piter para não subestimar o Jacob — rebati, olhando para Jake à distância.
— Pelo que ouvi, vocês nem estão mais juntos — Oliver riu, cínico.
— A fofoca corre rápido, né? Não que seja da sua conta, mas não estou nem um pouco a fim de ajudar um lobisomem psicótico que gosta de trabalhar em equipe — rosnei.
— A lua cheia está chegando, Renesmee. Eu não quero presenciar uma carnificina — disse, preocupado.
— Acha mesmo que Piter vai matar o Jacob assim, de graça? — questionei, sarcástica.
— Não o Jacob. Você. Ele disse que, se você não se juntar a ele, não vai se juntar a mais ninguém — explicou.
— Ele quer me matar? Eu não me importo — dei de ombros, sentindo a dor de cabeça voltar.
— Sempre achei que você tinha problemas, mas não sabia que eram tão graves — Oliver comentou.
— Por que se importa? — perguntei.
— Porque não quero ver Piter te fazer em pedaços.
— Então saia de perto quando ele fizer — respondi, entediada.
— O que vai fazer?
— Eu não sei, tá legal?! — explodi. — Só não vou deixar nada acontecer com o Jacob.
— Pensei que essa fosse a fala dele — ironizou.
— Pensei que isso não fosse da sua conta — rebati, saindo antes que eu perdesse o controle.
Fui para a aula de Química com a cabeça fervendo. A manhã se arrastou até o sinal tocar. Guardei o material lentamente; a sala já estava vazia quando vi Jacob na porta. Ele entrou e trancou.
Respirei fundo, me preparando para outra briga.
— Eu sei que demos um tempo…
— Terminamos — interrompi, severa.
— Mesmo assim, vim pedir que você tome cuidado — disse.
— Fala a palavra, Jacob. Nós terminamos! E não quero que perca tempo se preocupando comigo — bradei.
— Como pode ser tão egoísta?
— Egoísta? Foi você quem não quis confiar em mim! Eu fiz tudo para te proteger!
— Eu é que devia te proteger! — ele urrou.
— Não seja machista! — gritei.
— Por que você não vê o meu lado?
— E por que você não vê o meu? Eu estou sendo pressionada por um lobisomem psicótico que quer te matar! Você termina comigo justo quando eu mais precisava de você! Eu estou perdida, e preciso de ajuda para encontrar um jeito de ficar com você, porque eu te amo! — gritei, a voz embargada.
Ele ficou em silêncio. Isso me deu ainda mais raiva. Neguei com a cabeça enquanto lágrimas escorriam.
Jacob se aproximou e segurou meu rosto, secando minhas lágrimas com o polegar. Suspirei quando seus lábios tocaram os meus em um beijo calmo, cheio de significado.
Ele não precisava dizer nada.
Seu beijo dizia tudo.
Seus lábios se moveram com urgência, seus braços se fecharam na minha cintura. Por alguns minutos, eu me senti completamente segura.
— Estamos…
— Foda-se — ele murmurou contra meus lábios.
Jacob me ergueu e me sentou em uma das mesas. Enlacei minhas pernas em sua cintura, sentindo sua excitação roçar em mim. Ele gemeu baixo e começou a beijar meu pescoço.
Abriu minha blusa, retirou a camiseta, revelando seu corpo. Desci as mãos por sua barriga, abrindo sua calça.
— Ness, quer fazer isso aqui? — murmurou.
— Por quê? Você não quer? — provoquei.
Ele riu, abriu minha calça e tocou meu corpo por baixo do tecido. Minha respiração falhou. Jacob retirou minha calcinha, seus dedos me exploraram lentamente, fazendo-me estremecer.
Quando se afastou para tirar a cueca, gemi de frustração. Ele sorriu e voltou, roçando-se em mim antes de me penetrar devagar, me olhando nos olhos.
Gemi, mordendo o lábio, enquanto ele começava a se mover. Meu corpo reagia a cada investida, cada toque. Tudo queimava.
O prazer veio intenso. Mordi seu ombro ao sentir o orgasmo me atingir. Logo depois, foi a vez dele.
Jacob me abraçou forte, protetor.
— Sei que pisei na bola — sussurrou. — Mas me perdoa. Nada vai mudar o que eu sinto por você. Eu te amo, e nem mesmo o Piter pode mudar isso.
Sorri, tocando seu rosto.
— Eu também te amo — sussurrei.
Ele me beijou novamente.
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