Aconchego.
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Maka sorriu para seu parceiro que se encontrava ao lado oposto da rua com completa convecção de que ele entenderia o significado de seu olhar. A ameaça eminente ao final da rua moveu-se rapidamente em direção da artesã de foice a fim de acerta-la com uma de suas machadinhas, porém seu reflexo foi bem mais eficaz, pulando para o outro lado com o braço erguido na direção de sua arma que apertou sua mão transformando-se por completo na foice preta avermelhada na lamina.
— Já faz um tempo hien. – Pronunciou-se Soul.
— Sim. – Concordou a artesã com um sorriso no rosto. – Acha que dá conta?
— Eu é quem pergunto!
Assim que a besta correu na direção de ambos, Maka pulou rodopiando por sobre o corpo horrendo daquele ser mal desenvolvido. Desferiu um golpe contra o inimigo, mas este o amparou com um dos machados tentando-a acerta-la com a mão livre, a loira recuou. Sua posição de defesa os olhos verde alga com um brilho de irritação. A foice sorriu.
— Já assim?
Sem responde-lo ela atacou vendo que o bicho faria o mesmo ela esquivou ficando em sua lateral, e ali o acertou no que deveria ser suas costelas, mas duvidada que algo como aquilo possuísse ossos como um ser normal. A criatura urrou, sangue saindo da ferida em fúria investiu de forma impensada sobre a artesã que já não estava mais no mesmo lugar.
— Caça as bruxas!
E com o golpe de misericórdia o ser dissolveu-se sobre a lamina da foice demoníaca e como de praxe, a alma fora devorada pela arma.
— Nada mal. Pra quem já esta enferrujada... – Debochou lambendo os dedos.
— Eu quem o manejo, então... Deveria calar a boca! – Sorriu em desdém. – Vamos, estou com fome.
Como de rotina, até o mercado trocaram muitos elogios, nada amigáveis. Compraram o que seria feito para o jantar, quem o faria hoje seria Soul. Optaram pelo carboidrato e alguns acompanhamentos rápidos já que a fome era igualmente compartilhada entre os dois. No percurso de volta para casa os dois parceiros andavam lado a lado empurrando-se em uma brincadeira infantil. Soul seguiu na frente abrindo a porta fazendo uma pequena mesura para que Maka passasse, rindo a artesã correspondeu a cortesia e adentrou o local.
Juntos cozinhavam e conversavam. A rotina mudara completamente do habitual, agora Maka dava aulas auxiliares Soul grande parte do tempo estava ao lado do Shinigami prestando serviços já que agora era uma foice da morte. Pouco se viam quando estavam em casa e quando esse tempo era permitido eles faziam de tudo para aproveitarem ao máximo.
Estavam á um mês juntos, oficialmente. Era tudo muito novo para ambos os jovens. Entre tanto o sentimento era completamente caloroso e reciproco dos dois lados.
— Me dá! – Maka tinha uma mão na cintura, o pé batia no chão mostrando sua impaciência. – Preciso cortar a cebola, soul!
— Hmm. – Ele balançava o legume de um lado pro outro. – Qual a palavra mágica? – A loira revirou os olhos verdes sobre o sorriso debochado do parceiro.
— Por favor.
— Hm, — Não foi o suficiente. – quero um beijo. – Sem dizer mais nada ela avançou sobre o albino dando um beijo estalado em sua bochecha o deixando um pouco surpreso e aproveitando arrancou a cebola da sua mão. – Ei!
— Você não especificou o lugar, então o problema é seu. – Rebateu o que provavelmente seria o questionamento do namorado. – Agora coloque os raviólis na água.
Como de costume, conversaram sobre adversidades de seu dia a dia, trocavam alguns vários insultos, riam e voltavam a comer. Depois do almoço comeram o resto de pudim do dia anterior, se ajudaram a lavar e guardar os poucos utensílios utilizados e foram para a sala afim de se informarem sobre o que acontecia na cidade da morte.
Após quase uma hora de jornal, escolheram um filme que fosse do agrado e puseram a assistir. Soul estava deitado com a cabeça no braço do sofá fazendo com que Maka ficasse entre suas pernas. Na metade do filme a artesã conseguia ouvir a respiração de quem dormia profundamente, os olhos carmins fechados a expressão serena a loira sorriu. Era sempre assim depois de um dia cansativo, mas ele nunca admitiria, pois presava o tempo em que tinham para ficar juntos. Cuidadosamente pegou a mão máscula e posicionou a sua sobre a dele, a diferença de tamanhos era gritante, ela riu.
— Hmm... Eu amo você. – Sussurrou para si mesma.
— O que? – A voz masculina sobressaltando-a, a deixando ruborizada logo em seguida. – Maka?
— E-Eu amo as suas mãos! – Tentou explicar-se falsamente com a primeira coisa que veio na cabeça. – Fo-foi isso que eu quis dizer.
Soul sorriu de canto, claro que ela nunca falaria a verdade. Passou a mão com cautela pela lateral da cintura fina de sua artesã e a puxou, calando qualquer outra invenção que a namorada fosse inventar.
— Você é uma péssima mentirosa. – Declarou sobre a boca da mesma logo voltando a beija-la docemente.
Aquela altura Maka não se importava em reverter à situação ou argumentar contra as palavras de Soul. Era verdade, era uma péssima mentirosa e retribuindo aquele beijo ela já dizia tudo.
— Eu também amo você. – A foice sorriu contra o sorriso acanhado da loira.
A lua sádica sendo a única espectadora daquele sentimento mútuo.
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