Acidentes do Destino
5 Uni, Duni, Tê
Athena parou olhando para um sério Mú de Áries, que discretamente baixou o olhar para ela e lhe deu um sorriso tímido, que foi retribuído da mesma forma.
— Então, gostaria de pedir encarecidamente que vocês acolham elas em suas casas. — Foi até o final da fila e voltou-se encarando o Grande Mestre, que estava com uma cara de poucos amigos, Saori ria internamente de seu mestre, ele não estava gostando nada da sua ideia, mas seria uma forma dela também ter um pouco de companhia feminina.
Desta vez os cavaleiros de ouro baixaram a guarda e se entreolharam, Shaka colocou os dedos entre os olhos em negação, Mu ficou preocupado pois claro que iria gostar de ter uma delas em sua casa, mas sabia muito bem das travessuras de seu pupilo, ia dar muita dor de cabeça. Aldebaran apenas sorriu, adorava uma bagunça, os gêmeos se olharam, Athena se divertiu, pois pareciam um espelho de tão idênticos, Máscara da Morte ficou indiferente exatamente como Dohko e Aiolos, Aiolia até ponderou em pedir para Calisto ficar na casa dele, achava a canceriana engraçada e boa gente, mesmo com aquele jeito desengonçado e atrapalhado, mas aí, provavelmente Marin não iria gostar, sentiu uma gota de suor frio apontar em sua testa, o que não passou despercebido pelo escorpião, que pensou que não ia ser nada ruim ter companhia de uma mulher na sua casa. Shaka ajeitou melhor sua postura, soltando um pigarro, não queria receber ninguém, isso poderia atrapalhar sua meditação e suas aulas com seus inúmeros pupilos, ter alguém rondando pela casa poderia atrapalhar a ordem cósmica de seu Templo, isso não seria nada auspicioso. Shura prendeu o olhar em Koga, tinha achado a negra de olhos violetas encantadora, e ele como um bom amante latino não queria perder a chance, “Não se atreva!”, ouviu o geminiano mais novo pelo cosmo, franziu o cenho e olhou para Kanon que fazia um gesto de não com a cabeça. Camus não via problema em hospedar alguém na sua casa, aliás ia ser até bom, pois sua casa tinha apenas um quarto de hóspedes, talvez recebendo uma das garotas aquele quarto pararia de ser frequentando tantas vezes, uma hora era Isaak, outra hora Hyoga, até Jacó o pupilo de Hyoga já havia dormido em sua casa, riu internamente, a Casa de Aquário estava virando um Albergue, Afrodite não gostou muito da idéia, sua casa era impecavelmente arrumada, não queria ninguém colocando em desordem.
— Bom meninas, vocês acham que ficariam a vontade sendo hospedadas nas casas dos seus signos? — Saori olhou curiosa para as meninas que se entreolharam. Para os dourados estava sendo uma roleta russa pois não sabiam quais constelação guardavam as três garotas. Koga olhou para Kanon que lhe sorriu docemente, não tinha dúvida que a virginiana ficaria na casa dele, pois com seu jeito altivo e dominante, claro que era uma geminiana nata.
Luisa estava numa batalha interna fervorosa, será que conseguiria ficar na casa de seu amor platônico que estava diante de si, ainda a olhando como quisesse que ela falasse algo, abriu e fechou a boca várias vezes, queria falar algo, qualquer coisa para sair daquela saia justa, mas as palavras não saiam. Sente sua mão ser apertada com força pela amiga Calisto que havia reparado o quanto a amiga estava pálida, e com os olhos arregalados. A canceriana colocou a mão no peito sentindo o coração parar de bater, olhou para a amiga segurando ainda mais a sua mão, seu olhar estava perdido, em pânico, até mesmo Aiolia reparou na mudança de postura da canceriana. — Luísa? Eu não posso ficar em Câncer…- Falou bem baixinho. — As cabeças decapitadas, e...eu não consigo nem imaginar morando com elas… — Calisto soltou a mão da escorpiana e colocou as duas de frente a boca, segurando o choro. Só de pensar que a casa de seu signo haviam cabeças empaladas de homens, mulheres e crianças, já lhe embrulhava o estômago e a vontade de chorar ficava incontrolável, e foi nessa explosão de sentimentos que ela perguntou para a deusa de forma escandalosa e alta demais.
— Athena por favor, nos deixe escolher onde morar?
Shion estreitou os olhos com o pedido da castanha, qual era o problema de ficar na casa do seu respectivo signo? Achou um tanto curioso esse pedido feito de forma tão estridente. Saori deixou a cabeça cair para um lado, aproximou de Calisto e segurou sua mão gelada, a canceriana ficou envergonhada com tantos olhares em cima de si, mas para sua sanidade mental iria manter o pedido custe o que custasse. Não iria ficar na quarta Casa nem sob tortura, nem que pra isso precisasse ficar presa nas prisões do Santuário. Athena acarinhou a palma gelada e com a outra mão ergueu o queixo da canceriana para olhar no fundo de seus olhos, parecia ler a sua mente e alma.
— Claro que pode! — Ela respondeu dando um abraço em Calisto que suspirou aliviada sentindo o perfume gostoso da deusa.
— Mas afinal quais são os signos de vocês? — Shion perguntou ainda sem entender o porquê de Calisto ter feito tal pergunta e ainda mais por a deusa ter permitido.
Todos os olhares se prenderam às três novamente e cada vez mais elas se sentiam desconcertadas, principalmente Luisa e Calisto que se pudessem fariam um buraco no chão de tanto nervosismo. Koga que era a mais decidida se virou de frente a fileira dourada e logo se prostrou na frente daquele que escolhera.
— Eu sou de Virgem, e quero ficar em Virgem mesmo. — falou decidida e finalmente encarou Shaka. O cavaleiro de Virgem mesmo de olhos fechados direcionou seu rosto para a virginiana, sentia sua aura decidida, sabia que pela moça ser de seu signo teria uma tendência forte de ser dominadora. O diálogo seria necessário para que eles conseguissem ter um convívio em harmonia respeitando o espaço de um e do outro. Clamou por Buda para que o ajudasse a ter paciência, porém se a morena não escutasse e ousasse fazer algo que atrapalhasse a rotina da Casa de Virgem, ela sofreria as consequências, afinal, na casa dele, ele que dá a última palavra.
Shaka baixou a cabeça num meneio da mesma forma que Koga, que logo deu a costas ao Cavaleiro, mas ficando de frente com a mão nas costas sorrindo satisfeita com sua decisão.
Kanon aos poucos foi perdendo o sorriso triunfante que tinha nos lábios, tinha certeza que ela era geminiana, como pôde se enganar tanto? Enquanto isso Shura olhava o geminiano com um sorriso de canto “Perdeu essa mané” O geminiano mais novo escutou o tom de ironia do capricorniano pelo cosmo, franzu os lábios, Saga que prestava atenção em seu irmão, queria rir do conflito interno que Kanon deixava mais que explícito pelas caretas que fazia. — “Virgem!” O gêmeo mais novo não se conformava, ele sabia muito bem que virginianos podem ser mal humorados, metódicos e mandões! Não, Koga não era assim, com certeza seu ascendente é gêmeos, ainda mais pelo que mostrou na sua casa, só podia ser! O sorriso voltou a desenhar em seus lábios ao se prender nesse pensamento e logo olhou novamente para Shura “Isso que vamos ver…. mané!”
A escorpiana ainda estava em sua briga interna quando percorreu o salão com os olhos para pedir socorro e seus olhos recaíram em Aldebaran e ela prontamente lembrou-se que em suas histórias ela era irmã de consideração do taurino.
— E...eu — deu alguns passos até ficar em frente ao taurino, suspirou fundo — Posso ficar na sua casa?
— Claro que pode! — Aldebaran respondeu com um largo sorriso no rosto
A escorpiana suspirou aliviada e abraçou o braço do grande dourado como que a pedir proteção.
— Luisa, seu signo é touro? — Shion perguntou curioso.
— Não — Mexia a cabeça efusivamente em negação e olhava para Aldebaran, para as amigas e para Milo. Não sabia mentir porque seus gestos e ações a denunciavam
— É escorpião Grande Mestre! — Milo foi quem respondeu e Luisa estremeceu com a voz grave e marcante do grego.
— S...sim, sou de escorpião — murmurou apertando ainda mais o braço do taurino.
Essa conduta da castanha chamou a atenção do escorpiano, mas resolveu não falar nada já que elas iriam ficar no Santuário teria tempo para descobrir porque ela estava tão acuada.
Calisto ficou mais calma com o abraço cálido da deusa, sentia suas mãos voltarem a temperatura normal, mesmo porque a deusa ainda não tinha soltado o enlace entre os dedos, parecia que ela sabia o quanto a canceriana estava temerosa e quanto ela precisava dessa força. Ficou feliz pela decisão de Luisa escolher a casa de Touro, assim ela mesma ficava mais a vontade de escolher uma casa que não fosse de seu signo. Pensou em escolher Sagitário, não porque Aiolos tinha todo o histórico de bom moço, mas sim porque seu pai era do signo de centauro e se davam muito bem, contudo havia outro Cavaleiro que despertava sua curiosidade, olhou para o lado e reparou no aquariano de cabelos longos e ruivos, ele não sabia, mas Calisto dedicou muitos meses de sua vida escrevendo a biografia daquele personagem que tanto admirava, desde o nascimento até a batalha das doze casas. Calisto olhou para Athena e ela assentiu como se já soubesse de sua escolha, soltou de sua mão e foi andando até ficar de frente com Camus de Aquário, que mesmo entendendo a intenção da castanha continuou com sua pose altiva para não dizer fria.
— Senhor Camus. — O aquariano ergueu a sobrancelha bifurcada ao ouvir seu nome já que não tinham sido apresentados. — Eu poderia ficar na sua casa? — Olhou com seus olhos suplicantes, temendo uma negação, já o aquariano achou bom, pois com uma delas por perto poderia entender melhor todo aquele mistério que rondava as três garotas.
— Oui — disse seco, Calisto lhe devolveu seu melhor sorriso e mais, não se contendo agarrou a cintura do Aquariano em um forte abraço sendo retribuído timidamente por ele. — Calisto? — Ele lhe chamou e fez ela erguer seu rosto para fitá-lo. “Nossa, os olhos dele são vermelhos mesmo!” — Mon cher, poderia nos dizer qual é o seu signo? — Calisto fechou o semblante na hora, temeu olhar em direção daquele que vestia a armadura patrona de seu signo, inconscientemente acabou apertando ainda mais a cintura do ruivo que mesmo de armadura sentiu a pressão dos dedos, ele passou a mão carinhosamente nas suas costas, compadecido por sua aflição, ele já tinha sua resposta, mas agora ela teria que falar em voz alta.
— Meu signo é Câncer.
Máscara da Morte franziu o cenho arrumou a postura, mas manteve-se indiferente.
Para não prolongar mais aquela situação incômoda Athena resolveu deixar por hora que seus cavaleiros fossem dispensados.
— Cavaleiros agora que já resolvemos as acomodações e segurança das minhas convidadas, podem se retirar, aqueles que irão acolhê-las peço que ajudem e providenciem o que for necessário para esta noite, pedirei que minha serva leve algumas roupas minhas emprestadas e amanhã resolveremos a questão do guarda-roupa.
Todos eles bateram continência fazendo um barulhão novamente, elas se olharam e riram num misto de animação e nervosismo, elas estavam indo dormir nas casas do zodíaco!!!
— Hey meninas! Que bom que deu tudo certo! — Seiya se debruçou apoiando os braços nos ombros de Luisa e Koga.
Hyoga aparece ao lado de Calisto dando um susto na canceriana — Ora, ora, parece que alguém roubou o meu quarto! — Calisto olhou para Hyoga surpresa, como assim tinha roubado o quarto dele? — Nossa Hyoga eu não sabia, e..eu posso pedir para trocar de casa! — A canceriana ficou aflita pelo Cavaleiro de Cisne, jamais pensaria em incomodar, poxa, Camus podia ter falado!
— Non mon cher, non se atreva a sair da minha casa! Non aguento mais o chulé desse pato invadindo minha sala.
As três deram risada, quem diria que o aquariano fazia piadas e que Hyoga tinha chulé! Shiryu ficou para trás conversando com Dohko junto com Ikki, enquanto Shun se aproximou de Luisa ficando ao seu lado.
Calisto desceu as escadas acompanhada de Camus, olhava-o de soslaio rezando para que ele não percebesse. Camus estava mais distraído, pensava em como seria sua rotina com a garota, já que nunca hospedou nenhuma mocinha. Teria que se adaptar a essa nova realidade, não poderia mais andar de cueca pela casa, estava tão envolvido em seus questionamentos que não percebeu quando a moça desacelerou o passo ao chegarem no salão de lutas. Calisto olhava para o teto aquático como se fosse a sétima maravilha do mundo, os olhos castanhos marejados corriam por cada centímetro daquela construção.
— Mon Cher? Está tudo bem? — O ruivo se aproximou preocupado com a menina que olhava sua casa extasiada.
— Camus, era exatamente assim, que eu imaginei! — a canceriana falava num sussurro com a mão na frente da boca, Camus achava aquela situação cada vez mais curiosa, como ela podia imaginar a casa dele se ela nunca tinha estado lá? O ruivo não aguentou e logo perguntou.
— Como assim, você imaginou Calisto?
A canceriana sem se importar com o que o aquariano acharia, pegou na mão dele e sorriu. — Camus temos muito o que conversar! — O ruivo pensou em soltar sua mão mas percebeu que a garota fez de forma carinhosa e ingênua, apertou o enlace dos dedos e a conduziu até sua residência no subsolo da casa.
Após mostrar sua casa sem deixar de se perguntar sobre as reações um tanto animadas de sua nova hóspede, deixa-a no quarto de visitas para que arrumasse suas coisas, depois pensaria no que poderiam fazer.
Camus pulsou seu cosmo deixando a armadura guardada dentro da urna, ficando somente de calça de treino e sandália gladiador, se virou para o sentido do corredor ao ouvir Calisto abrir a porta do quarto e sair afoita enrolada na toalha de banho, com uma touca no cabelo.
— Camus? Camus? Qual é o lado da água ........quente? — Calisto arregalou os olhos castanhos ao se deparar com aquele monumento francês cheio de gominhos no abdômen. — Mon Dieu Camus!
Camus sorriu tentando se controlar da cara abobalhada da canceriana ainda mais usando uma touca de banho, dando um pigarro e ajeitando a postura, sabia que tinha um físico invejável, mas nunca ninguém havia olhado dessa forma, o "comendo" vivo. — Do lado esquerdo.
— Esquerdo? — Calisto nem piscava os olhos, suas bochechas estavam rubras.
— Oui mon Cher, a torneira quente é a do lado esquerdo. — Falando pacientemente com Calisto que só faltava babar.
— Er.... — Calisto piscou várias vezes os olhos tentando recobrar a sanidade. — Claro! A minha torneira, digo a torneira, quente, o banho, acho que vou ligar a outra! — A castanha virou rapidamente e saiu correndo para o quarto trancando em seguida. Deixando um aquariano muito vaidoso.
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Luisa descia as escadarias juntamente com as amigas e os Cavaleiros de Ouro que se despediam do grupo ao chegarem em seus Templos. Ouvia Shun e Koga conversando, mas estava com o pensamento longe. Havia escolhido ficar na Casa de Touro mesmo sua vozinha interior ter gritado para que escolhesse ficar em Escorpião, mas ela simplesmente não iria conseguir morar sob o mesmo teto daquele que venerava ainda mais depois de como agiu no Templo do Grande Mestre.
A escorpiana amava o Cavaleiro de Escorpião e era bem verdade que por vezes se sentia uma idiota por nutrir sentimento por um personagem, mas agora ele estava ali em carne, osso e beleza e, céus! Como ela o havia achado ainda mais lindo e, por isso tudo simplesmente não conseguiria morar na casa dele porque bem seria capaz de viver atrás dele e babando ainda por cima.
E ainda tinha a parte mais importante, ela o amava, mas será que Milo tinha alguém? Uma esposa, namorada, crush, ou então, se ele tivesse algo com Camus, em qualquer um dos casos seria como se ele pegasse seu coração e esmagasse com a mão, isso com certeza seria demais. E se ele fosse arrogante? Orgulhoso? Esnobe? Convencido?.
A escorpiana estava tão entorpecida em seus devaneios que nem percebeu quando chegaram ao Oitavo Templo, só se deu conta quando ouviu a voz de seu guardião se despedindo. Quando estavam no meio do salão de lutas, Luisa admirou cada canto daquele lugar, parou erguendo sua cabeça para fitar o teto, deu giro completo com o corpo para olhar as quinze estrelas que constituíam a constelação de escorpião entalhada junto com vários arabescos dando uma visão encantadora e graciosa para um local onde ocorriam grandes batalhas.
— Uau!!!! — foi o que deixou escapar sem perceber.
Milo que ficou parado encostado em uma das pilastras esperando que os amigos saíssem juntamente com Luisa e Koga, não pôde deixar de se surpreender com o olhar encantado com que a castanha observava seu Templo. Isso chamou sua atenção porque foi a mesma reação que tivera quando criança, aproximou-se dela.
— É lindo, não é?
— Demais! — respondeu ainda inconscientemente só se dando conta quando sua testa bate no peitoral da armadura dourada.
— De..desculpa eu...eu — olhou para ele e depois para Koga e voltou a olhá-lo — Desculpa, eu só queria ter certeza se era como sempre imaginei. E não deu espaço para ele responder, saiu correndo em direção aos demais deixando-o estarrecido no lugar.
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Após se despedir de seus cavaleiros e das suas convidadas Saori voltou a se sentar no seu trono, diferente de sua postura anterior, agora estava bem séria.
— Saga e Kanon se aproximem por gentileza!
Os irmãos gêmeos ajoelharam no chão colocando o antebraço esquerdo sobre o joelho direito, Shion os olhava por cima, assim como Athena. o Grande Mestre já tinha algumas desconfianças, mas deixaria a deusa conduzir a reunião.
— Cavaleiros, as três garotas quando acordaram na minha sala me explicaram do jeito delas como vieram parar no Santuário e redondezas, eu de verdade achei muito curioso, pois elas disseram que foram “sugadas” pra cá. Achei que poderiam nos ajudar com esse impasse, já que
vocês usam técnicas que abrem dimensões.
Saga e Kanon se olharam, até então estavam realmente pensando nas aberturas das dimensões e como as técnicas funcionam, os gêmeos eram superdotados quando o assunto era astrofísica e física quântica. Seria preciso um grande quadro negro para começar as teorias sobre como as dimensões foram abertas, enfim, suas técnicas eram poderosíssimas, não só pela força do cosmos mas por sua forma de ser aplicada, os gêmeos pensavam juntos e num rompante ao mesmo tempo se olharam. Saga e Kanon começam a arregalar os olhos verdes ao mesmo tempo. O OUTRA DIMENSÃO é uma técnica que abre o caminho entre o cosmo e suas inúmeras dimensões…..e possivelmente poderia ter trazido as garotas, afinal, o golpe era para isso mesmo…., o TRIÂNGULO DE OURO faria o mesmo trabalho….pois a técnica do mais novo também abria passagem para outras realidades paralelas.Kanon começa sentir sua testa suar frio, enquanto Saga sente sua boca secar…., e com certeza unindo as duas técnicas como foi feito NESSE MESMO DIA mais cedo….. os gêmeos congelaram.
— Fudeu! — Os dois falaram em uníssono, tapando a boca ao mesmo tempo pelo palavrão proferido e olhando como duas crianças para o Grande Mestre como quem pedisse asilo no colo do pai. Shion que conhecia aquelas duas pestes enviadas pelos deuses em duplicata desde os cinco anos de idade, conhecia muito bem suas expressões quando tinham feito alguma travessura e estavam arrependidos.
— Saga e Kanon? O que você fizeram?
— Glupt
Continua…
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