Após muito aguardarem, finalmente conseguiram tomar um táxi. As amigas se ajeitavam dentro do veículo enquanto o motorista arrumava a mala no porta-malas. Luisa e Koga sentaram-se nas extremidades do banco traseiro para admirar a paisagem da capital grega com os olhos brilhando, enquanto Calisto ficou no meio se aproximando do motorista que acabara de se sentar.


– Por favor, pode nos levar ao Arion Athens Hotel? – Calisto pediu em inglês para o motorista que arrancou em seguida.


Koga e Luisa pareciam duas crianças quando ganham um presente novo, apontavam monumentos, pessoas e lojas, só voltaram a atenção ao ouvirem Calisto bufar e bater as costas no acento.


– Droga! Não entendo bulhufas do que o taxista diz. E agora? – Olhou para as duas amigas, passando a mão no cabelo de forma nervosa.


– Pelo menos ele entendeu o que você falou? O nome do hotel? – Perguntou Luisa com os olhos azuis levemente arregalados.


– Parece que sim. – Olhou para a escorpiana que parecia estar preocupada e depois virou-se para a virginiana. – Pelo que me lembro, o caminho é esse mesmo. – Koga revira os olhos e respira profundamente tentando se acalmar.


– Céus! Vamos torcer para que sim. – Koga já não estava mais tão otimista.


Graças a todos os santos, o taxista indiano havia entendido o que Calisto disse. Chegaram ao Hotel, que não era muito próximo ao centro, mas de quebra, tinha vista para o mar e mais precisamente para o Cabo Sunion.


Luisa foi até a varanda e admirou a bela paisagem grega. O dia estava lindo e quente fazendo com que ela suspirasse animada com tudo o que havia planejado para essa viagem. Koga foi logo tirando as coisas das malas para guardar dentro do guarda roupa e Calisto jogou tudo o que tinha na cama, inclusive ela mesma.


Após arrumarem os pertences sentaram na mesinha da varanda para planejar os passeios que fariam naquele dia.


– O que faremos agora? Vamos almoçar? – perguntou Calisto já esfomeada.


– Mas já?! Estava pensando em dar uma chegadinha no Cabo Sunion, está tão pertinho… – Koga olha para o horizonte, contemplando o Templo construído há eras atrás, Luísa ri e fala engrossando a voz.


– Kanon! Você ficará preso no Cabo Sunion! – As três caem na gargalhada ao escutar a imitação da escorpiana… – Nossa, nem parece verdade, nem parece que estamos aqui mesmo! – Luisa dizia pegando algumas garrafinhas de água para colocar na mochila. – Vocês têm a mesma sensação que eu? Não parece que a qualquer hora um cavaleiro vai passar ao nosso lado?


– Bem que podia, não ia achar nada ruim ficar olhando aqueles corpos sarados. – Calisto disse maliciosa e depois rindo: – Vamos então?



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As três, por muita insistência de Calisto, resolveram parar primeiro para almoçar. Luisa ficou encantada com um restaurante de estrada que cultivava hortênsias e um laguinho com carpas na parte de trás. Elas tiveram muita dificuldade em pedir a comida, pois como o restaurante era local, o cardápio estava todo em grego. Era impossível diferenciar prato principal, sobremesa, aperitivos e bebidas, portanto traçaram uma estratégia: Iriam ficar de olho nos pedidos das mesas ao lado, caso alguém pedisse algo interessante, pediriam em mímica um igual.


Após um belo almoço típico, seguiram caminhando a pé até o Cabo Sunion, mesmo porque estavam muito próximas e tinham que poupar dinheiro para todos os passeios e visitas que tinham planejado para esta viagem.


– Chegamos! – Koga disse animada, subindo algumas escadas e ficando entre as fileiras de colunas que ainda estavam de pé. Luisa e Calisto ficaram logo atrás tirando fotos delas e da paisagem. Koga apoiou as mãos com carinho naquelas colunas, ficava imaginando se o geminiano apareceria por lá… só em seus sonhos.


– “Tirime” daqui, Saga! Seu maldito! – Calisto imitava o gêmeo mais novo segurando com os braços entre algumas pequenas pilastras em ruínas.


– Você, seu traidor, ficará aí para sempre! Hihihihheheheheahahahaha! – Luisa imitava o Cavaleiro de Gêmeos, Koga olhava um pouco envergonhada, já que ninguém entendia o que elas falavam e muito menos aquela encenação.


– Ai, meninas tá bom, tá bom, vamos tirar foto, vocês são duas malucas! — Fingiu falsa repreensão.


Admiraram o local e tiraram muitas fotos, era impossível não comparar o lugar com a cenas do anime preferido. Era Saga pra cá, Kanon pra lá, os marinas de Poseidon, tudo estava mais que perfeito para as três amigas. Sentaram nas escadarias milenares aproveitando a brisa e a paisagem paradisíaca, ficaram em silêncio só curtindo o momento.


– Vamos ao centro? – a escorpiana interrompeu. – Ainda podemos passar naquela feirinha que Calisto comentou, quero comprar algumas lembrancinhas.


– Eu também quero comprar algumas coisas, Kika me deu uma lista de souvenirs, acredita?


– Tô doida pra comer Ioukum de novo! – Calisto disse lambendo os lábios.


– Io o quê? – Perguntou a negra de olhos violetas, Calisto sorriu com os olhos.


– Ioukum também é conhecido como doce turco ou manjar turco, é uma bala de goma açucarada, e eles aromatizam com água de rosas, é muito gostoso!


– Opaaaa! Doce é comigo mesmo, já quero! – A escorpiana falou com os olhos brilhando – Vocês sabem que sou uma formigona, se falam em doce, tô dentro.


– Hummm gostei! — a virginiana cortou o entusiasmo da amiga — Adoro essas coisas diferentes, posso até colocar na confeitaria, preciso arranjar alguém que me ensine!


– Meu pai do Céu, que essa mulher só pensa em trabalho! Vamos tirar o caderninho da Koga! – Luisa disse debochada.


– Oras, do jeito que vocês falam até parece que eu sou paranoica! – Koga cruzou os braços e fez biquinho.



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As três garotas caminhavam pela rua do mercado de Ladra de Monastiraki, era uma feira ao ar livre onde se vendia de tudo, desde antiguidades belíssimas, tapeçarias, objetos de decoração até queijos de cabra e petiscos.


Koga e Calisto pararam numa barraca que continha miniaturas de esculturas de deuses e pontos turísticos.


– Você vai levar todos mesmo? – a canceriana perguntou enquanto olhava a amiga separar um deus olimpiano de cada e colocar numa cestinha.


– Kika me pediu o panteão inteiro em recompensa por ficar sozinha na confeitaria – Calisto arregalou os olhos descrente, Koga nem estava se dando o trabalho de escolher direito, era prática, levaria um de cada e acabou-se os presentes!


– Entendi… bom, não tem como ela não gostar, não é mesmo?


Luisa estava mais a frente, maravilhada com os objetos gregos e peças em prata turca, já tinha comprado alguns óleos extraídos da azeitona para o corpo e cabelos e agora compraria algumas lembrancinhas para amigos próximos e família, mas o quê?


Se deparou com uma barraca cheia de chaveirinhos de olho grego, de todos os tamanhos e formatos, e o melhor, eram baratinhos.


– Achei! Hummm... agora eu tenho que contar, um pra minha mãe, meu pai, meus cinco irmãos, nossa se eu não levar para Dona Ximêni, minha vizinha, ela me mata! Ah, um para a Bárbara, Flávia, Vyh e também meu tio, minha tia, meus alunos….


– Melhor perguntar se vende atacado – Koga corta a conta da amiga. – Vai levar tudo isso mesmo? – Luisa olha as mãos que pesavam com a quantidade de chaveirinhos que tiram olho gordo e sentiu as bochechas vermelhas.


– Mas não posso levar pra um e não levar para outro.


– Ah, compra pra mim também? – Calisto chega toda animada com a cara suja pelo açúcar do doce grego que havia comentado.


– Mas tu é folgada, hein? – Koga disse em tom de brincadeira, olhou para a canceriana que levava na mão uma bandejinha de isopor com os quadradinhos do doce cor de rosa empanado de açúcar de confeiteiro.


– Quer Koga? – Perguntou ofertando com os dedos todos melados pelo doce, tirando arrepios da virginiana.


– Não, obrigada! Depois eu compro, Cali. – Já Luisa estendeu a mão e pegou um quadradinho com cuidado para não se sujar.


– Eu compro um pra ti sim! Pendura no zíper da tua bolsa, vou ficar feliz!


– Ebaaaaaaaa.


As amigas ficaram um bom tempo ainda admirando toda a feirinha, em cada tenda ficavam encantadas com a variedades que eram oferecidas. Quando terminaram o passeio resolveram ir visitar as ruínas do Parthenon o templo que era dedicado à Deusa Athena nas eras antigas.



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Santuário de Athena, Terceiro Templo Zodiacal



O gêmeo mais velho se aproximava do irmão que estava deitado no sofá tentando relaxar após uma manhã de treino físico daqueles!


– Irmão? – O mais velho falou. – Estava aqui pensando outro dia sobre a possibilidade de testarmos a força que nossas técnicas, Outra Dimensão e Triângulo de Ouro, teriam juntas. – Kanon ergueu o rosto para fitar o mais velho. – O que você acha?


– Mas isso pode ser perigoso, Saga. – Ergueu o corpo para dar espaço para o outro se sentar. – Não sabemos os riscos que isso causaria.


O mais velho apoiou os cotovelos nos joelhos e virou o rosto fitando o mais novo:


– De repente, podemos ir à um lugar mais afastado, justamente para que ninguém corra algum risco desnecessário.


Kanon olhou para cima, fez biquinho coçando o queixo, ponderou por alguns minutos sobre a sugestão do seu gêmeo e resolveu ceder.


Por um lado seria melhor assim, pois eles teriam a certeza do que suas técnicas unidas poderiam causar. Os gêmeos então, depois de arrumarem todas as coisas necessárias para aquela aventura, se encaminharam até uma parte bem afastada do Monte Zodiacal.


Chegando a uma grande clareira, os gêmeos deixaram as mochilas embaixo de uma árvore e andaram até o centro daquele campo.


– Então, vamos começar? – o mais velho perguntou e Kanon apenas assentiu se colocando na posição de sua técnica. Os dois irmãos elevaram o cosmo e desferiram.


– OUTRA DIMENSÃO/TRIÂNGULO DE OURO – gritaram em uníssono, e uma grande fenda dimensional foi aberta diante dos geminianos.


Ela ficou aberta durante vários minutos para só então desaparecer deixando o Cavaleiros satisfeitos com o resultado.


– Aí sim, hein?! – Kanon abraçou o mais velho passando um dos braços pelo ombro, dando tapas fortes no peito largo de Saga. – Até que não foi nada mal.



Parthenon, Grécia



Após as compras, as três amigas subiram a colina e avistaram o majestoso Parthenon, não puderam evitar de abrir a boca em espanto. Seus olhos brilharam ao sentir a presença e o peso de toda história que o local emanava, além da semelhança com o Décimo Terceiro Templo do anime favorito.


As amigas se abraçaram felizes e pulando, aquele momento era épico em suas vidas, o monumento era a prova concreta de todo o empenho e carinho que dedicaram nas suas histórias que escreviam por hobby e prazer, e mais, que uniu três grandes amigas de lugares tão distantes num único sonho.


Elas se aproximaram da construção até com uma certa dificuldade, pois a quantidade de turistas era enorme. Pararam de frente e olharam para a construção em silêncio, de tão maravilhadas que estavam.


A escorpiana sentia seus olhos marejarem, sempre foi apaixonada pela Mitologia Grega e por isso, acabou estudando História. Para ela era simplesmente magnífico aquele local.


Calisto e Koga não se sentiam diferente, a primeira, por rever o monumento e a segunda, porque fazia seus pensamentos voarem e uma estranha sensação percorrer todo seu corpo.


Depois de um longo tempo nesse torpor, a canceriana, com seu jeito animado, pegou o celular e começou a tirar várias selfies e fotos das amigas de todos os ângulos e jeitos, assim como de todos os cantos que podia das ruínas do Parthenon.


Num determinado momento elas se afastam daquela muvuca de turistas para que Calisto tirasse uma foto de toda a extensão das ruínas e a cidade de fundo. As três se juntaram de forma desajeitada, a virginiana ajudava a canceriana a enquadrar a paisagem quando um gritinho abafado de Luisa chamou a atenção delas. Ao se virarem para trás, a escorpiana havia sumido, causando estranhamento nas duas, que olharam ao redor a procura da amiga e nada.


Koga e Calisto, com os corações aos pulos, deram alguns passos e sentiram seus corpos serem sugados por uma forte energia.



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Koga se viu vagando por aquele lugar cheio de luzes roxas, seu coração quase saindo pela boca, os olhos cheios de lágrimas e o pavor estampado em sua face, principalmente por olhar para os lados e não enxergar Calisto.


– AAAHHHHHHHHHHH, EU VOU MORRERRRRRRRR!!!!!


Ela estava tão apavorada que não percebeu que a paisagem a sua volta havia mudado, estava em queda livre e teria caído de cara no chão se algo não tivesse amortecido sua queda. Demorou alguns minutos para que conseguisse colocar as ideias em ordem novamente.


Lentamente abriu os olhos violetas, ainda estavam turvos devido ao choque, mas aos poucos as imagens foram se definindo, enxergou um par de olhos verdes olhando-a num misto de curiosidade e espanto.


“Então, isso é morrer? Os anjos são assim?” Ela pensou enquanto percorria cada centímetro daquele rosto másculo e lindo, quando notou um sorriso malicioso se formar nos lábios bem desenhados do homem. Ela despertou do torpor e percebeu que havia caído em cima dele e, para o pior dos pecados, estava literalmente bem encaixada sobre o baixo ventre do homem.


Inconscientemente ela dá uma reboladinha e o sorriso malicioso do homem se torna maior.


Ao sentir a mão grande apertar uma de suas coxas ela arregala os olhos e num pulo sai de cima dele.


– Vo...você não é um anjo!?


– Ah, querida! Posso ser o que você quiser, até uma auréola e asas eu visto se você pedir com jeitinho. – Ele dá uma piscadinha marota.


A voz grave e marcante do homem faz a virginiana sentir todos os pelos do seu corpo arrepiarem e, principalmente ter a sensação de que a voz já era conhecida por ela.


Várias cenas passam por sua mente com o dono de seus sonhos que possuía uma voz tão marcante quanto a do belo homem à sua frente. Então, voltando à realidade, chacoalha a cabeça. “Não seja ridícula, Koga! A voz é apenas parecida. Só isso!” Se repreendeu em pensamento.


– Ora, seu tarado! – falou se encolhendo toda.


– Eu?! Eu sou o tarado?! Você que cai do além no meu colo, e eu que sou tarado?! – Aproximava-se novamente como se fosse um tigre para dar o bote em sua presa.


Koga colocou a mão de frente aos lábios, negativando com a cabeça. Era um sonho, não era? Só poderia ser! Deve ter batido muito forte com a cabeça e ainda se encontrava no Parthenon, provavelmente desmaiada.


Dando passos para trás, sentiu suas costas baterem num pilar ficando encurralada. Mas se aquilo era um sonho mesmo, por que não mostrar ao seu anjo salvador os pecados da vida?


O belo homem de cabelos rebeldes loiros e compridos, de corpo bem esculpido, chegou numa distância perigosa da virginiana. Ela, ainda com a mão de frente aos lábios, escaneava seu anjo de cima a baixo, os olhos violetas chegavam a brilhar e deixando de lado sua sanidade, já que aquela situação era no mínimo maluca, passou os dedos sem vergonha nos gominhos do abdômen esculpido. Ele, por sua vez, mordeu os lábios e sorriu como se estivesse aprovando a investida da bela mulher.


– Ahammmmm! Vocês podem me explicar o que está acontecendo aqui? – Um outro homem idêntico apareceu e então Koga realmente achou que tinha morrido e que os anjos, além de lindos, eram todos iguais.



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Calisto sentia seu corpo todo doer. Havia caído numa superfície dura, estava suja de areia e sentia seus cotovelos e joelhos esfolados. Sentou no chão, passando a mão na cabeça para ter certeza que não cortou ou bateu em nada.


– Aiiii, dói tudo… – Levantou-se com certa dificuldade. Parecia que tinha levado uma surra das boas, olhou para os lados e não reconheceu onde estava, sentia seu coração pular da boca. – Calma Calisto, calma, vai ficar tudo bem! – Falava consigo tentando se acalmar. Ela odiava se perder, era um trauma de infância, sentia o pânico dominar seu ser.


– KOGAAAAAAA, LUISAAAAAAAA? Cadê vocês? – Começou andar de um lado para o outro, não tinha ideia de onde estava e não reconhecia absolutamente nada. “Será que fui raptada, mas quando foi isso?”


A canceriana começou a correr em volta de um grande prédio que tinha no local, havia uma placa em cima da porta, mas para ela pouco importava, pois estava escrito no maldito grego. – LUÍSAAAA, KOGAAAA? – Depois de dar a quinta volta em torno do mesmo prédio, Calisto é surpreendida por um jovem, ela o olhou de cima a baixo, ele vestia uma espécie de fantasia. “Meu Deus me levaram para um circo?”


– Quem é você? – O loiro perguntou caminhando vagarosamente em sua direção. Calisto só não arregalava mais os olhos senão era capaz das orbes castanhas pularem para fora. Mordeu os lábios sem saber o que fazer, será que aquele moço tão bem apessoado era seu sequestrador?


– Vamos, mulher, me responda!


Calisto franziu o cenho mudando o semblante de apavorado para indignado.


– Mulher? – Colocou uma das mãos na cintura e a outra ergue apontando o dedo em riste. – Mulher? Oras seu machista, isso lá é jeito de falar comigo? Eu nem te conheço seu folgado.


– Já que não vai me responder, então vou te considerar uma inimiga. – O homem tira uma espécie de escudo que estava acoplado ao espaldar de sua fantasia.


Calisto sentiu que já tinha visto aquela cena em algum lugar e sente seu módulo sobrevivência apitar. Sai correndo como se não houvesse amanhã gritando para quem quisesse ouvir.


– SOCORRROOOOOOOOOOOOOOOO!


Corria entre rochedos e pilares, a garota que já conhecia a Grécia de ponta a ponta cada vez ficava mais indignada por não reconhecer a paisagem. Sentia que aquele rapaz não ia sair do seu encalço, ouvia sua voz ao longe a torturando.


– Hahahahahaha, isso! Corra igual um rato assustado, pois isso que você é, uma ratinha! Ahahahahaahah


– SOCORRROOOOO, ALGUÉM ME AJUDE!


Calisto teve que romper o passo pois entrou num beco sem saída, olhava para todos os lados para ver se encontrava um buraco entre as rochas. Não daria tempo de escalar, mas mesmo assim tentou, machucando ainda mais os joelhos que já estavam ralados pela queda misteriosa. Era mesmo uma ratinha apavorada, estava com medo daquele lunático fantasiado.


Ouviu os passos metálicos atrás de si, em segundos lembrou de todas as rezas brabas que sua avó lhe ensinara, nem lembrava que existia tanto santo para acudi-la.



Continua…

Notas finais
Nossaaaa!!!!!! Quem será que Koga e Calisto encontraram? Alguém chuta? Leitores e leitoras ficamos tão empolgadas com essa fanfic que resolvemos criar um facebook para ela, vocês encontrarão curiosidades sobre essas garotas e imagens das coisas que estão acontecendo na fic, espero que gostem, estamos fazendo com muito carinho. https://www.facebook.com/acidentedodestino/