Notas iniciais
Capitulo contém hentai!

O restante daquele dia transcorreu normalmente para as três hóspedes de Athena e agora elas estavam no Décimo Primeiro Templo, Calisto através de um mensageiro convidou, com consentimento de Camus, suas amigas para um jantar, estava doida para contar sobre a sua “vingança.”

As três estavam reunidas na copa da cozinha sentadas à mesa e Calisto contava para as amigas o que tinha dito para Algol mais cedo, as risadas altas eram ouvidas na outra parte da casa, Marie e Camus que estavam ao lado na cozinha se olhavam sorrindo enquanto terminavam de preparar o jantar. Aldebaran, Saga, Kanon e Shaka conversavam em outro canto do Templo, parando hora ou outra com as gargalhadas gostosas que elas davam.

Calisto e Koga tagarelavam sem notarem o semblante pensativo de Luisa, que havia tomado uma decisão e estava esperando o melhor momento para comunicar as amigas, até que a virginiana reparou que a escorpiana estava com um olhar cabisbaixo.

— Lu, aconteceu algo? — Koga perguntou estranhando a quietude da amiga.

Luisa apenas suspirou pesadamente e balançou a cabeça para os lados deixando Calisto e Koga mais intrigadas olhando uma para a outra.

— Fala logo amiga, está me deixando preocupada assim — Calisto insistiu — Eu te conheço muito bem, sei que tem algo te incomodando!

— Ta bem…- a escorpiana deu-se por vencida, suspirou novamente e olhou para as amigas — Eu vou falar com Saori amanhã, vou pedir para ir embora do Santuário. — mordeu os lábios e olhou para o lado sentindo a coragem se esvair diante dos olhares assustados das amigas — Poderia ir para outro lugar, sei lá… — murmurou.

As outras duas se entreolharam com os olhos arregalados mal podendo acreditar nas palavras de Luisa.

— Mas por quê? — Koga perguntou se levantando e sentando ao lado da amiga, lhe dando um abraço.

— Por quê? — a escorpiana ergueu o rosto para encarar as orbes ametistas e falou num tom indignado — Ainda pergunta Tereza? Meu! Olha tudo o que o Mask fez e disse para nós, fomos consideradas traidoras, presas, quase morremos. Tá certo que eles não sabiam quem éramos de verdade, mas precisava de tudo isso? Não pedi para vir para cá. — se afastou do abraço cruzando os braços.

— Mas eles pediram desculpas e…. — Calisto colocou a mão sobre o ombro de Luísa, mas logo foi interrompida.

— Às vezes um pedido de desculpas não é suficiente Cali e… — a castanha cortou a defesa da canceriana.

— Tem razão Luisa! — Saori disse entrando na copa, havia acabado de chegar para o jantar e havia escutado todo o desabafo da escorpiana, ela caminhou até chegar de frente para a castanha, segurando sua mão, olhou no fundo dos olhos azuis — Shion foi precipitado, ele errou em não ter dado chances para vocês se defenderem, mas ele está disposto a se redimir, ele é uma boa pessoa. — sorriu gentil.

Luisa sentiu a face ruborizar, ficou constrangida por Saori ter ouvido tudo o que havia dito, não sabia o que responder para ela, apenas abaixou a cabeça, desconcertada. Athena percebeu e a abraçou, confortando-a, era incrível como a deusa tinha o dom de acalmar uma pessoa somente com sua presença.

— Pense essa noite e amanhã de manhã me procure, está bem? Se você decidir mesmo ir embora, pode ficar na minha casa de praia, fica próxima ao Santuário e poderão continuar se vendo. — Saori falou e Luisa apenas assentiu que sim, iria desfrutar do jantar enquanto refletiria sobre a proposta.

A conversa das quatro foi interrompida quando Camus apareceu no batente da porta, as três quase babaram com o aquariano vestido de “chef” com os longos cabelos presos num rabo alto — Está na mesa mesdames*. — As moças se encararam e riram.

— Ulálá! — Calisto abanou o rosto com a mão. — Esse francês tira qualquer uma dos eixos.

— Tenho que concordar com você Cali — Saori disse abanando o rosto o que chamou a atenção das três amigas que olharam para a deusa e sorriram.

Levantaram para se juntar aos rapazes na sala de jantar, a mesa que Marie arrumou com tanto capricho estava divina, saladas, frango assado e um macarrão de forno, tudo tipicamente francês, inclusive as porções para o desagrado da maioria.

A conversa fluía solta, Kanon não tirava os olhos da sua morena e de vez em quando servia alguma coisa na boca da dela que ficava um pouco constrangida com tanta atenção. Calisto reparava nos dois e achava bonitinho, pensava que Koga deveria aproveitar e não ficar cheia de não-me-toques com o gêmeo por vergonha, ele estava sendo fofo.

— Então Calisto, que história é essa que eu ouvi da cozinha sobre Algol? — Marie perguntou servindo os pratos dos convidados.

A castanha engasgou ao ouvir a pergunta e começou a tossir, sentiu todos os olhares caírem sobre si, deu um sorriso amarelo. — Ahm nada não, er… nada demais.

— Mon ange. você está saindo com Algol? — Camus disse como se nada fosse, olhando no fundo dos olhos castanhos, tomando um gole do vinho tinto que havia servido à todos.

— Ahhh, pode contar tudinho! — Aldebaran com seu jeito mais solto deu algumas cotoveladinhas no braço da canceriana que já estava um tomate de tanta vergonha.

— Ah, Calisto conta logo, conta que ele te chamou de ratinha pra todo mundo! — Luísa disse entre risos enquanto pensava: “Agora ela me paga com o apelido que me deu na arena”.

A castanha fez um bico e estreitou os olhos em direção a escorpiana que se fazia de fofa, mas estava se deliciando com sua pequena vingancinha.

— Pois é….. ele me deu esse apelido infeliz e contou para um monte de gente e eu fiquei sabendo, só isso! — cruzou os braços emburrada.

Saga que estava do outro lado da canceriana pegou em seu queixo e virou para que ela o olhasse para seus olhos verdes — Só isso? — Ele deu um sorriso de lado.

“Meu Deus por que eles têm essa mania de encarar no fundo do olhos? Será que eles podem ler mentes também? Tá! Calma, não pensa que o Saga é um gostoso, deuso, não pensa! Não pensa! Não pensa Calisto, puta que pariu como ele é gostoso!” — A canceriana acabou se divertindo com o pensamento, mas logo voltou para a realidade, para os curiosos olhos cor de jade.

— Nã..nã...não! — disse por fim “meu Deus que homem lindo”, passou a língua nos lábios pelo nervosismo do toque do geminiano, se desvencilhou e olhou para todos — Eu fui pedir satisfação lá naquele pardieiro onde eles vivem, affe que lugarzinho esquecido pelos Deuses! — Sorriu ao se lembrar. — Ow! Vocês sabiam que Misty tem uma cabra? — perguntou em tom divertido.

Saori soltou uma gargalhada, sabia bem daquele pequeno pedaço de submundo do seu Santuário, todo mundo riu com a risada engraçada da deusa, ainda mais que ela dava um roncadinha, como fosse um porquinho, o que tornava ainda mais engraçado.

Em meio daquelas risadas gostosas, Shaka olhou Luísa que apenas observava sorrindo minimamente. — Menina, você vai mesmo embora? — Disse ao pé do ouvido da escorpiana que se assustou, como ele sabia? Bem, ele era Shaka de Virgem, o homem que tudo sabe, tudo vê, era óbvio que ele sabia.

— Eu ainda não sei Shaka. — ela ergueu o olhar para o rosto do loiro que mantinha os olhos fechados e um semblante sereno.

— Como assim, você pretende ir embora? — Aldebaran que estava do outro lado e que tinha ouvidos ótimos e aguçados, como de todo bom Cavaleiro, ficou indignado com a vontade de sua hóspede, bateu as duas mãos na mesa fazendo um baita barulhão e parando toda aquela comoção.

Luísa abria e fechava a boca sem nada dizer, ainda não tinha decidido nada, olhou diretamente para a deusa que lhe sorriu com candura. — Eu ainda não sei — conseguiu responder com um fio de voz abaixando a cabeça logo em seguida.

Kanon olhou para o irmão e murmurou em um tom de voz quase inaudível. — Tem um certo peçonhento que não vai gostar nada dessa história. — Saga assentiu levemente com cabeça e depois desviou o olhar.

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Depois de todos jantarem, comerem uma sobremesa divina trazida por Koga, foram para o salão da frente de Aquário, menos os moradores que ficaram na parte inferior da residência.

— Boa noite para vocês! — Luísa e Aldebaran se adiantaram em descer as escadas já que para eles o caminho era mais longo.

— Vamos? — Shaka disse à Koga estendendo o braço para ela o acompanhar.

— Espere Shaka. — Kanon interrompeu. — Eu queria trocar umas palavrinhas com a Bombom antes dela descer, pode deixar eu a acompanho.

O virginiano olhou para Koga aguardando seu consentimento que logo foi dado. — Então boa noite para quem fica, namastê. — o loiro juntou as mãos em forma de prece e se virou para pegar o caminho rumo a Virgem acompanhado pelo gêmeo mais velho que só acenou com a cabeça para os dois.

Koga ficou observando todos irem embora quieta, até sentir sua cintura ser envolvida pelos braços fortes de Kanon, sendo puxada para junto dele. Ele a encarou sem pudor algum, ficou admirando sua beleza, lhe deu um beijo delicioso até seus lábios pararem em sua orelha tirando arrepios da morena — Bombom, dorme comigo? — sussurrou o pedido com a voz mais grave que o normal de forma provocativa.

A virginiana sentiu seu coração parar e a boca secar, segurou o rosto bonito de Kanon com as duas mãos lhe trazendo para outro beijo, e em meio aquelas sensações, respondeu — Quero! — o gêmeo mordeu seu lábio inferior atiçando ainda mais o momento, pegou ela no colo e desceu as escadarias rumo a Gêmeos

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Saori chegou até o Templo principal, durante o caminho ficou pensando no que Luísa havia dito, ela havia se afeiçoado às meninas e não gostaria que saíssem dali. Decidida caminhou até o quarto que o Patriarca ocupava, bateu na porta e esperou que ele abrisse, o que não demorou muito.

— Athena? — Shion abriu a porta usando somente um roupão azul marinho, olhou para os lados e não viu ninguém, somente a pequena (literalmente) deusa, perguntou com o cenho franzido — Aconteceu algo?

— Posso entrar um minutinho? Preciso falar com você? — pediu e assim que ele deu passagem, ela entrou e sentou-se na poltrona que tinha no quarto, entrelaçou os dedos das mãos e colocou no colo, suspirou profundamente e encarou o Patriarca com seus olhos já cansados. — Shion, Luisa está pensando em ir embora, está magoada com você!

Shion, que estava sentado em sua cama, abaixou o rosto, sabia que tinha errado, mas achou que tudo estava resolvido, porém, logo lembrou-se que a castanha estava doente e por isso, não havia ouvido suas desculpas. Então uma ideia lhe ocorreu, suspirou e voltou a olhar a deusa — Athena, já sei como me redimir com elas.

Saori sorriu, conhecia muito bem seu Patriarca e sabia que fazia qualquer coisa para o bem-estar de todos, como se tivesse tomada um energético a deusa pulou da poltrona e abriu um sorrisão para espanto do ariano — Então já vou indo, já está tarde e estou cansada.

— Boa noite Athena. Até amanhã! — Shion respondeu sorrindo para moça, olhou para o seu travesseiro se jogando de qualquer jeito na cama, nada como uma boa noite de sono.

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Kanon chegou na casa de gêmeos aos tropeços, não conseguia enxergar direito pois queria se concentrar nos beijos molhados e deliciosos que Koga lhe dava. A virginiana sentia seu corpo eletrificar com cada amasso que o loiro distribuía, sentia até o último fio de seu cabelo arrepiar.

Até que chegaram no quarto e Kanon, sem desviar os olhos dos dela, deixou que ela escorregasse lentamente contra seu corpo até que seus pés tocassem o chão.

— Espero que goste da surpresa — falou ao pé de seu ouvido. Koga franziu o cenho e sorriu desconfiada se virando devagar para olhar na mesma direção que o geminiano, e ficou de boca aberta com a beleza e capricho de seu anjo.

Haviam lindas rosas vermelhas por todos os lados, claro que haviam sido obra de um lindo pisciano, e velas, tantas velas que o quarto parecia um grande céu estrelado.

— Kanon isso está lindo demais! — Virou-se para ele e de supetão foi puxada novamente para os braços fortes que lhe apalpava sem dó.

— Diz que me quer, Koga. — ele mordiscava a ponta da orelha da morena que não conseguiu segurar o gemido. – Diz. Diz pra mim, que me quer aqui. — Sem pudor, colocou a mão no meio das pernas de Tereza que desta vez soltou um gemido ainda mais longo.

— Kanon, eu quero, eu…. por todos os deuses! — o geminiano a puxou para um beijo de tirar o fôlego, a morena sentia a língua dele deslizar pela sua boca, conduzindo aquele beijo lascivo. — Kanon….

— Como você geme gostoso meu nome, Bombom. — ele foi empurrando ela até cairem na cama, fazendo as pétalas vermelhas voarem sobre seus corpos espalhando seu perfume pelo ambiente.

Ele voltou a atacar os lábios carnudos, deslizando a mão por todas as belas curvas de sua morena, Koga sentia seu corpo esquentar ainda mais a cada carícia de seu amado. Kanon deslizou os lábios até o pescoço dela distribuindo beijinhos e com as mãos foi retirando a alça do vestido, continuando com os beijos pelos ombros e assim que ela lhe ajudou a tirar toda a vestimenta ele ergueu o corpo, apoiando-se nos braços fortes, para vê-la melhor. Os olhos do General percorreram cada centímetro das curvas fartas de Koga, o que fez com que um sorriso safado se desenhasse em seus lábios.

Já a morena estava tão excitada que não era mais possível ver a cor de seus olhos, somente o negro da luxúria que Kanon, somente com algumas carícias despertou em seu corpo e fez com que ela saísse de órbita.

— Você é linda! — o geminiano murmurou rente aos lábios cheios de sua amada, voltando a distribuir beijos por todo o corpo de Koga, quando seus lábios alcançaram a região do umbigo percebeu a respiração dela pesar e para provocá-la um pouco mais, voltou a subir os beijos até alcançar os lábios e atacá-los num beijo voraz e cheio de paixão.

— Kanon, você vai me deixar louca assim! — Koga disse aos suspiros.

O geminiano queria demonstrar em cada ato o quanto ela era especial, queria ter esperado mais como havia dito no dia anterior, mas a virginiana o provocava com beijos e carícias ousadas e ele não conseguiu mais resistir. Ela queria tanto quanto ele, então por que esperar? Que a calma fosse para as cucuias!

A virginiana em meios aos beijos, entrelaçou os dedos nos cabelos cor de mel de Kanon, sentia a textura macia e o aperto forte das mãos do cavaleiro fazendo-a arquear o corpo a cada investida ousada do corpo musculoso, sentia o volume firme que ele fazia questão de pressionar entre as suas pernas para que constatasse o que viria pela frente.

— Ahh, Anjão tira essa cueca, vai... — Koga já estava a ponto de rasgá-la se ele não tirasse logo, até que sentiu a sua calcinha sendo retirada com a…….boca de Kanon…

Ela ergueu o tronco, se apoiando nos cotovelos para ver aquela cena que em nenhuma de suas encarnações ela iria se esquecer.. — Pelos deuses, Kanon! — conforme o geminiano ia descendo a calcinha, passava suas mãos grandes pelas coxas femininas, Koga estava com dificuldade até de respirar.

Logo ele jogou a peça íntima para algum canto do quarto e voltou a ficar por cima de sua morena — Você é mais que perfeita Tereza. — beijou-a com volúpia só parando para respirar e olhar os lábios inchados de sua amada. Passou as pontas dos dedos devagar, desenhando um caminho pelo pescoço, seios, barriga — ...sua pele, seu cheiro... — até chegar no ponto que queria, com o dedão fez um movimento circular sobre o ponto sensível da morena, que ao sentir o toque arqueou o corpo e soltou um gemido mais alto para deleite do geminiano — ….me enlouquecem! — Kanon sussurrou e sem conseguir mais se segurar, levou os lábios até a intimidade da virginiana e passou a sugá-la com avidez.

Koga sentia como se uma descarga elétrica passasse por todo seu corpo a cada investida do grego em sua intimidade, ele sabia muito bem o que estava fazendo, e sem piedade nenhuma continuou a provocando com os lábios e a língua afastando-se ao ouvir seus gemidos e suspiros. — Isso Bombom, geme pra mim. — sussurrou e continuou a estimulá-la, arrancando gemidos cada vez mais altos.

— Kanon!! — a virginiana sentia que estava próxima do ápice, o loiro vendo as respostas que tinha do corpo de Koga sentia seu próprio corpo responder à excitação e decidiu que já não conseguiria mais se conter, se afastando e arrancando um muxoxo de frustração dela.

— Calma que você será recompensada — sussurrou e se levantou para retirar a última peça de roupa de seu corpo.

Koga não desgrudava os olhos dos movimentos dele e como se fosse possível sentiu a boca salivar ao vê-lo baixar a cueca e chutá-la para o lado, ficando completa e magnificamente nu diante da cama.

Kanon adorou ver aquela expressão no rosto dela, mas logo voltou para a cama e se aconchegou em cima do corpo moreno, penetrando-a em seguida. Ele queria ter ido com calma, mas ao sentir como ela era quente e apertada, simplesmente não conseguiu se conter. — Como você é gostosa — falou com a voz sôfrega, e começou com movimentos do quadril, inicialmente lentos e profundos, acelerando aos poucos conforme seus corpos e a paixão do momento exigiam.

Fazer amor com Kanon era delicioso e intenso! Ele não poupava força nas investidas fazendo ela chegar às estrelas, era muito melhor que tinha imaginado e ver o rosto dele transbordando de prazer e carinho era melhor ainda. Os gemidos se misturando, o cheiro dos corpos e luxúria exalando pelo quarto fazia com que as estocadas se tornassem mais fortes, intensas e não demorou para Koga atingir o ápice soltando um longo e profundo gemido, ao mesmo tempo em que apertava o traseiro perfeito o trazendo mais para si.

Kanon não demorou muito a acompanhar sua morena e com mais algumas estocadas profundas na intimidade quente e apertada, se entregou à um orgasmo intenso, desabando sobre o corpo relaxado de Koga.

Após recuperar os batimentos cardíacos, Kanon sai de cima dela e a aconchega em seu peitoral, alisando suas costas. — Obrigado, Bombom. Obrigado por me aceitar...

— Hey... — Koga se vira de frente para ele o impedindo de continuar. — Quem tem que dizer isso sou eu, Anjão. Obrigada por me aceitar e por me proporcionar essa noite maravilhosa. — Ela o beijou sendo retribuída e abraçada, Kanon segue com os beijos até o ouvido dela e sussurra:

— Não me agradeça ainda, Bombom, a noite ainda está só no começo.

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No outro dia….

Luisa acordou com batidas insistentes na porta de seu quarto, ainda sonolenta, levantou-se, vestiu o robe e ao abrir a porta encontrou Aldebaran com um semblante sério.

— Luisa, desculpa te acordar, mas chegou esse convite para você, veio do Grande Mestre. — o taurino falou enquanto entregava o envelope para sua hóspede — Como pensei que poderia ser algo importante e Shion não gosta de esperar resolvi logo te entregar — suavizou o semblante — Ah, Athena pediu para você ir lá amanhã falar da sua decisão.

— Obrigada — respondeu sem tirar os olhos do envelope branco em suas mãos.

— De nada! — o dourado respondeu e saiu.

Luisa sentou-se em sua cama e rapidamente abriu o envelope retirando dele um cartão branco contendo uma caligrafia muito bonita e bem desenhada, dizendo:

“Venho por meio deste, convidar-lhe para um chá nos jardins do Décimo Terceiro Templo, às 17 hs. Shion”

“Mas por que será que ele enviou esse convite?”, pensou intrigada enquanto olhava a carta e passava os dedos nas palavras, suspirou guardando a carta dentro do envelope — “Enfim...só saberei mais tarde”, se dirigiu ao banheiro para se arrumar.

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Shion estava na varanda de seu Templo observando a paisagem do Santuário, a mesa estava bem posta atrás de si, como o dia estava fresco preferiu servir o chá ao ar livre. Logo sua atenção foi desviada para as três moças que chegaram ao mesmo tempo nos portões do Templo.

— Senhor, elas chegaram. — um guarda veio lhe avisar.

— Peça para elas subirem, acompanhe-as, por gentileza.

Ainda na parte inferior do salão as três caminhavam seguindo o guarda. Koga suspirava sozinha estava muito distraída, o que era um fato impossível para a virginiana.

—Ihhh, acho que alguém tá vendo passarinho azul — Calisto mexeu com a morena, já Luísa desenhou um sorriso divertido nos lábios.

— Ou seria um passarinho loiro? — riu da cara corada da amiga.

— Ai meninas, nem deu tempo de contar eu e o …. — Koga parou de falar ao perceber o olhar de soslaio do guarda — depois eu falo, melhor, mas é isso mesmo que estão imaginando.

— NHAIIII — Calisto deu um pulinho feliz — Sabia que ia dar certo!

— Depois queremos saber tin tin por tin tin — Luísa disse abraçando a amiga de lado.

— Pode deixar, mas primeiro vamos ver o que o chefe tem pra dizer.

As três subiram as escadarias até chegar numa varanda grande com vasos de flores enormes e uma mesa redonda grande cheia de quitutes gregos.

Shion as aguardava em pé próximo ao guarda corpo, não estava trajando sua vestimenta de Grande Mestre, queria que fosse um momento bem informal, então vestia os trajes típicos Tibetanos, muito parecido com o que seu pupilo Mu usava no dia-a-dia.

— Boa tarde garotas. — Shion estendeu a mão para direcioná-las à mesa assim que apareceram na porta balcão. — Sentem-se, fiquem a vontade.

Porém, Luísa não conseguia se sentir nada a vontade naquela situação, ainda estava muito ressentida com o ariano mais velho, ficando introspectiva enquanto Koga conversava de forma leve com o Patriarca.

— Bem, vocês sabem que as convidei para tomar esse chá para reafirmar meus pedidos de desculpas. — Calisto apoiava o rosto com a mão, com um sorriso bobo, admirando o Grande Mestre. “E esse cabelo, que shampoo será que ele usa?” — logo sentiu suas costelas serem golpeadas, franzindo o cenho para virginiana.

— Que é? — Calisto perguntou nervosa.

— Tá com cara de boba, ele tá ficando sem graça! — Koga disse baixinho para a canceriana.

— Ah… é que ele é lindo demais, tem que olhar ué!

Shion sentiu suas bochechas esquentarem, talvez elas não soubessem que ele podia escutá-las perfeitamente bem. — Ahm meninas. — puxou a atenção para si para tentar desconversar e tirar o foco daquela discussão. — Saori me disse que vocês estão pensando em morar fora do Santuário, isso é verdade? — Se sentiu constrangido por ter se colocado naquela situação, fazendo seu olhar baixar um pouco.

— Elas não, só eu! — Luísa encarou os olhos azuis do tibetano. — Eu não gostei nada do que aconteceu e não estou me sentindo a vontade de ficar aqui!

Sem tirar um milímetro os olhos da escorpiana, o ariano continuou: — Entendo….mas acho que irá se arrepender menina. O que ocorreu foi um grande e infeliz mal entendido, e eu mesmo com meus dons raciais fui impedido de usá-los com vocês me deixando numa situação muito delicada, afinal sou responsável por todos que moram aqui e o mais importante, a proteção da deusa responsável em proteger a Terra. — ele logo estendeu a mão virando a palma para cima, num pedido mudo para que Luísa segurasse nele, ela pousou sua mão um pouco hesitante, mas assim que o contato foi feito, sentiu no fundo de seu coração o quanto Shion sentia por tudo e como ele queria que ela ficasse, não foi necessário usar palavras, não precisou ficar se desculpando.

A escorpiana não tinha idéia de como aquelas sensações passavam pelo seu coração e mente, mas daquela forma ela tinha plena certeza da decisão que tomaria. Sim, ela conseguia perdoá-lo, após sentir tudo que ele lhe mostrou, e mais que isso, novamente se sentia privilegiada por ter tantas pessoas que se importavam com ela e a queriam perto.

— Eu vou ficar Shion! — Luísa sorriu com os olhos e se assustou um pouco quando foi puxada para um abraço de urso dado pelo Grande Mestre.

— Obrigado menina! — o muviano acarinhou os cabelos castanhos da escorpiana.

— Ahhhhh, mas eu também quero abraço, estou com ciúmes! — Calisto disse já se erguendo e se jogando nos braços de Shion.

— Lá vem ela — Luisa falou revirando os olhos e gargalhando, fazendo o Patriarca sorrir também, mesmo sem entender.

Koga aproveitou a brecha e se juntou naquele abraço quádruplo, fazendo todos irem ao chão com o peso em cima de um ponto só, o pobre mestre que agora até estava se acostumando com o arroubo das garotas sobre si, e no fundo até gostava de sentir todo aquele carinho.

— Shion? — Koga se sentou no chão para o Mestre poder se erguer um pouco mesmo a canceriana não se desgrudando do abraço. — Você sente falta da Yuzuriha?

O ariano ergueu uma de suas pintas e deixou a cabeça tombar para o lado, estava tentando processar aquele nome. — Koga, eu acredito não conhecer essa pessoa.

Luisa e Calisto ao ouvirem a resposta do Grande Mestre se entreolharam com os olhos arregalados.

— Koga, como posso explicar...- a escorpiana se prontificou a explicar se ajeitando no chão de pernas de índio — O Shion não conhece a Yuzuriha. — Calisto sem sair dos braços do ariano olhou para a morena negando com a cabeça.

— Como não? — Koga fazia uma cara de interrogação para as amigas, então Luísa continuou:

— Amiga, Yuzuriha é personagem de um spin-off que é um universo alternativo. Tudo que é falado no The Lost Canvas não tem relação com o clássico, entendeu?

— Ahhhhhh, agora entendi Lu — respondeu e sentiu-se envergonhada pela gafe.

Shion olhava Luísa e Koga sem entender nada do que elas falavam, até olhar para baixo e encontrar os olhos castanhos de Calisto, que sorriu e apertou ainda mais o abraço esfregando a cabeça no peitoral largo do ariano.

— Tão macio…..

— Só tem maluco por aqui…. — Shion riu da sua desgraça, achou melhor não prosseguir a conversa, então lembrou-se de algo — Meninas, tenho um presente para vocês! Pode me dar licença Calisto?

Assim que a canceriana o soltou, ele levantou sendo acompanhado pelas três amigas que estavam curiosas, pegou três saquinhos de veludo que estavam em cima de uma outra mesa e entregou para cada uma delas que abriram rapidamente. Cada uma tinha ganhado uma correntinha com um pingente do símbolo de seus signos.

— Eu mesmo confeccionei para vocês — ele sorriu vendo os olhos das mulheres brilhando — Foram feitas de oricalco [1], eu cravei em cada uma a pedra de cada signo, ele puxou a mão de Calisto para mostrar. Veja aqui. — apontou para uma pedrinha furta-cor no símbolo de Câncer. — A sua, é a Pedra da Lua, escorpião Granada e Virgem Ametista, vai combinar com seus olhos mocinha. — Sorriu para Koga que ficou um pouco sem graça, então ele continuou. — Na confecção das jóias eu coloquei um pouquinho do meu cosmo nelas, assim se acontecer qualquer situação de perigo eu saberei onde estão! Tudo bem? — olhou para as três aguardando o consentimento.

— São lindas! — Koga falou e as outras duas concordaram — É claro que aceitamos esse presente, obrigada Shion.

As três mulheres permaneceram mais um bom tempo com o Patriarca, degustaram do chá e as guloseimas e conversaram sobre várias coisas. Luisa se sentia mais leve por ter resolvido esse impasse, para ela agora só faltava algo acontecer para sua alegria ficar completa: conseguir o amor de Milo.



Continua…

Notas finais
A Koga finalmente se esbaldou no Anjão, hein!? Quando Luisa e Milo vão se reencontrar? E Shion foi um paizão, não foi? [1] Segundo o wikipédia: Oricalco é um tipo de metal que teria sido usado em Atlântida, citado em "Crítias", de Platão. De acordo com Crítias, o oricalco era considerado muito valioso, depois apenas do ouro. Teria sido achado e explorado em muitos lugares da Atlântida em tempos remotos. Na época de Crítias no entanto, só era conhecido por nome. Não se sabe ao certo o que era o oricalco. É desconhecida também a composição desse metal. Pode ser uma liga de ouro/cobre, cobre/estanho, ou cobre/zinco/latão, ou metal desconhecido. Em Saint Seiya: De acordo com a Enciclopédia Oficial, o material utilizado pelos alquimistas muvianos para produzir as armaduras foi o oricalco. Por isso resolvemos utilizar essa referência para o presentinho que o Shion confeccionou para as meninas.