Acidental
1 Capítulo 1
- Não pode ser — falei enquanto olhava aquele pedaço de papel que mudaria minha vida pra sempre.
— Filha e ai o que deu? — perguntou mamãe ansiosa.
-Deu positivo mamãe — falei entregando o papel pra ela, minha mãos tremiam tanto que até o papel chacoalhava.
— Bom ... — falou ela suspirando — Não podemos fazer nada o que está feito tá feito, você vai ter que arcar com as consequências e ele também.
Estremeci com as suas palavras, não sei se teria coragem de encara ló ainda mais com a noticia de que ele seria pai.
— Não posso mamãe ... — começei a falar, mais ela me interrompeu.
— Pode sim filha, a culpa é dele também e ele tem que assumir esse filho e se ele não assumir dou fim naquela bandinha dele num piscar de olhos — mamãe é uma das melhores advogadas da Alemanha, Belinda Pirelli é conhecida por nunca perder um caso.
Eu sou Tessa Rynald Pirreli, tenho 17 anos, estou no último semestre a ensino médio, graças a deus não poderia suportar as pessoas me olhando estranho quando eu aparecesse com o barigão na escola, por quê abortar está fora de cogitação eu jamais permitiria isso e meus pais também não, nós moramos em Berlim, meu pai se chama Robert Rynald ele é dono de uma rede de hoteis de luxo por toda a Alemanha, eles se conheceram a 20 anos, mamãe fez faculdade em Harvad, antes ela morava no Brasil, ele sempre quis ser advogada então ela sempre estudou muito e quando fez o teste para entrar na faculdade ela foi aceita, então ela saiu do Rio de janeiro e veio para Cambridge (EUA) cursar direito, ela tinha que trabalhar para se manter e foi assim que eles se conheceram, ela trabalhava como camareira em um hotel chique então eles se conheceram e se apaixonoram, assim que mãmae se formou na faculdade eles se casaram, se mudaram para Berlim e um ano depois tiveram a mim.
— Mamãe por favor não faça nada contra a banda, eles não tem culpa, se alguém é culpada aqui sou eu por dar um deslise desse depois de tanto o que você me ensinou sobre sexo e além disso os garotos não podem pagar pelas besteiras que o Tom faz — falei, nos estavamos no meu quarto, tinhamos acabado de ir ao médico buscar o exame de grávides.
Há 2 meses atrás eu fui passar uma semana na casa da minha avô no Rio e no meu último dia lá, minha prima Alaina me chamou para irmos a uma balada, nos estavamos nos divertindo, dançando, bebendo muito e eu sou lembro de encontrar Tom na mesma boate agente deu uns amassos e ele me levou pro hotel e nos acabamos passando a noite juntos, quando acordei no outro dia dei de cara com o relógio já passava do meio-dia e meu voou estava marcado para as 2hrs, levantei num pulo e começei a procurar minha roupa, minha calçinha estava pedurada na cabeçei da cama, subi em cima da cama para pegar, mais acabei enrrolando meus pé no lençol e cai em cima do Tom.
— TÁ DOIDA GAROTA? — falou ele assustada se levantando depressa e me derrubando da cama.
— Droga eu só quero a minha calçinha, idiota — falei, subindo em cima da cama de novo peguei minha calçinha e vesti, procurei meu vestido e ele estava embaixo da cama.
— Cadê meus sapatos? — perguntei depois que revirei todo o quarto não achei, ele tinha voltado pra cama e estava quase dormindo de novo.
— Sei lá, procura na sala? — disse dando de ombros, cheguei na sala e dei com o resto da banda, entrando, nem liguei estava mais preocupada com a hora.
Alguém pigarreou era Gustav e ele estava com os meus sapatos.
— Obrigado "fofinho" — falei em alemão, ele corou e os garotos riram, peguei meus sapatos apresada e corri para o banheiro, joguei uma água na cara para limpar os resta da maquiagem fiz o que pude com o cabelo e saiu para dar de cara com o Tom.
— Pra quê tanta pressa? — perguntou ele me impatando de passar, ele estava só com uma cueca boxer, exibindo aquele corpo maravilhoso.
— Eu vou perder meu voou, sai da frente — ele saiu da minha frente, mais quando estava quase na porta ele agarrou meu pulso, me puxou em sua direção e me beijou.
Acho que nunca encontrei um garoto que beijasse tão bem, meus antigos namorados não chegavam aos seus pés, quando acabou eu estava sem folego e de pernas bambas.
— Boa viagem — disse ele me segurando pra não cair.
— Obrigado — quando minhas pernas se firmaram corri para a sala dando de cara com os garotos.
— Tchaul — falei dando um tchaulzinho da porta.
— Tchaul — responderam eles, fechei a porta e corri para o elevador, rezando para ter um taxi em frente ao hotel, estaquei no lugar quando percebi que estava sem minha bolsa e o dinheiro dentro dela, corri de volta, bati na porta e Tom abriu.
— Que foi? — perguntou ele, passei direto por ele e começei a procurar pela sala.
— A minha bolsa, meu dinheiro tá todo lá — falei olhando embaixo do sofá.
— Não tá lá pelo quarto? — perguntou ele.
— Não na hora que eu tava procurando minha roupa não a vi por lá — joguei todas as almofadas do sofá no chão mais não achei.
— Droga, droga eu vou perder meu voou — falei deseperada.
— Pra onde você vai? — perguntou Gutav, os garotos também estavam procurando.
— Berlim — falei todos me encaram chocados — Que foi?
— Você sabe quem nós somos? — perguntou Bill desconfiado.
— A não ser que sua banda tenha mudado de nome de ontem pra hoje vocês são o Tokio Hotel. ACHEI — gritei quando encontrei minha bolsa jogada na varanda, quando voltei a sala todos estavam com me olhando com desconfiança.
— Você parecia tão legal, quanto você quer para não falar com nenhuma revista? — perguntou Bill, então entendi a situação eles pensavam que eu sou algum tipo de aproveitadora, sei como eles se sentem já tive que aturar muita gente tentando se aproveitar de mim.
— Não precisa se preocupar Bill querido — sua expresssão se fechou ainda mais — Eu não preciso do seu dinheiro, eu tenho mais dinheiro do que todos vocês juntos, e eu só dormir com seu irmão por que ele é muito gostoso e por que eu tava bêbada.
Todos riram.
— Hey, então se você não tivesse bebada você não teria transado comigo? — falou ele fazendo cara de ofendido, andei até ele e lhe um beijo quente.
— Claro que não amor, você foi a melhor transa que eu já tive — falei bem perto dos seus lábios, ele sorriu e os garotos fizeram "Hummmm" — Agora eu preciso mesmo ir. Tchaul.
Sai correndo, só deu tempo de pegar as malas na casa da minha avô e correr pro aeroporto.
E agora dois meses depois descobri que estou grávida da Tom Kaulitz.
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