Accidentally in Love
34 Eu te amo, droga!
Notas iniciais
Emma olhava para Killian, sem poder acreditar no que enxergava, só podia ser uma grande piada de mau gosto do destino. Sim, amaria ser a Senhora Swan-Mills, mas não da pessoa que estava ajoelhada em sua frente. Piscou os olhos algumas vezes, tentando inutilmente mudar a imagem a sua volta, e levantou o olhar, buscando pelos castanhos mais profundos que já teve a oportunidade de conhecer. Regina lhe olhava com pesar, parecia terrivelmente derrotada, a loira segurou o impulso de correr para os seus braços, não podia fazer isso, ainda tinha seu namorado literalmente aos seus pés esperando por uma resposta. Sua respiração começou a ficar agitada, parecia estar tendo um ataque de pânico, não tinha certeza, pois isso nunca tinha acontecido antes. Olhou mais uma vez para Killian, que estava com a sobrancelha arqueada, visivelmente confuso com a ausência de reação de sua namorada. E a loira saiu correndo, sem se importar com mais nada, apenas correu dali o mais rápido que conseguiu, buscou por refúgio na biblioteca, pois imaginou ser o lugar em que ninguém pensaria em lhe procurar.
Ao ver Emma sair correndo, Killian tentou ir atrás, mas uma mão segurou seu pulso.
— Não filho, deixe ela ir. – Cora falou resignada. – Regina vai atrás dela, fique aqui!
Ao ouvir o que sua mãe falou, Regina olhou para ela confusa, recebendo apenas um menear de cabeça, que significava vai em frente. Não pensou duas vezes e saiu em busca de Emma. Procurou pela mansão toda, até se dirigir a biblioteca. Logo que entrou, notou uma cabeleira loira encostada em uma das estantes.
— Claro que você estava no último lugar em que lhe procurei! – Regina falou tentando quebrar o clima. – Posso te fazer companhia? – Indagou, sentando ao lado de Emma, que apenas fez que sim com a cabeça.
— Regina, nós estragamos tudo, olha o cúmulo que essa situação chegou. – Emma falou olhando nos olhos castanhos. – Eu não presto, não mereço nada disso!
— Ei, não fale assim.
Emma levantou irritada.
— Me deixa em paz!
— Não!
Emma olhou com raiva para Regina, se aproximou, ficando de frente para a morena, nenhuma das duas quebrava o contato visual.
— Eu te odeio! – Emma falou com os olhos cheios de lágrimas.
— Isso não é verdade. – Regina deu um sorriso triste. – Infelizmente é o oposto disso, você sabe!
— Odeio ter me aproximado de você, odeio ter aceitado ser sua amante e odeio mais ainda, ter me entregado a você! – Emma falou empurrando Regina pelos ombros.
— Para Emma. – Regina apenas deixava ser empurrada, sabia que a loira estava extravasando suas frustações. – Vamos conversar com calma.
— Conversar? Agora você quer conversar? Vai para o inferno, Regina. Eu preciso ficar sozinha, preciso pensar! – Emma se afastou, dando as costas para a morena. – Saia daqui!
Regina sentiu seu peito apertar com as palavras de Emma, o que ela queria pensar? Teria a capacidade de aceitar esse pedido de casamento sem cabimento? Não, não podia ser isso, não aceitaria que fosse isso. Puxou Emma, fazendo a loira virar de frente para si mesma.
— Por favor, eu te imploro, diga não. Não aceite casar com ele, não faz isso. Não escolha ele, escolha a mim, fique comigo! – Regina falava visivelmente transtornada com essa possibilidade, ver Emma casada com seu irmão seria uma dor incurável, não poderia ver isso acontecer. – Por favor, Emma!
Emma olhou em seus olhos e falou calmamente.
— Me dê um bom motivo para isso.
— Eu... eu... – Regina travou, sabia que amava a loira, porque era tão difícil pronunciar essas malditas três palavras?
— Foi o que pensei. – Emma sorriu tristemente, se afastando, quando estava na porta da biblioteca, pronta para sair e nunca mais olhar para trás, ouviu a voz que tanto lhe tirava do chão.
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— Eu te amo, droga! – Regina falou convicta, viu Emma virar de volta para si. – Não era assim que eu queria te falar pela primeira vez, mas eu te amo. Eu te amo tanto que dói, te amo mais do que amo a mim mesma, amo mais do que imaginei que poderia amar alguém em minha vida. Eu amo o seu sorriso, amo o brilho dos seus olhos, amo como você come feito uma criança, amo esse cabelo de anjo, amo tua bondade, amo tua dedicação ao jornalismo, eu amo tantas coisas em você, que poderia passar a eternidade as listando. Mas o que eu mais amo em você, é você ter visto algo em mim e ter me dado a chance de entrar em sua vida. Te imploro para que ainda acredite em mim, te imploro que não case com ele, imploro pelo seu amor. – Regina estava chorando, assim como Emma, ambas extremamente emocionadas. – Por favor, Emma, ainda seja minha.
Emma tentava controlar todas as emoções que se apossavam de seu corpo, há tanto tempo queria ouvir uma declaração de Regina, e essa era perfeita. Seu coração batia tão forte, lágrimas desciam de seus olhos e um sorriso bobo apareceu em seu rosto. Mas não conseguia articular nenhuma palavra, nada parecia suficiente depois de tudo que ouviu da mulher de sua vida.
Regina morrendo de medo de ser rejeitada, se aproximou, secou com cuidado as lágrimas da face da loira e lhe deu um beijo. O beijo começou lento, um roçar de lábios, transmitindo todo amor que existe entre elas, encerrou com múltiplos selinhos espalhados pelo rosto de Emma.
— Eu te amo, meu anjo! Você é minha, apenas minha, admita por favor. – A última palavra, a morena falou em um fio de voz, com medo evidente em seu tom.
— E você é minha!
Regina abriu seu melhor sorriso, estampando a felicidade que sentia no momento.
— Sim, eu sou. Não poderia ser de mais ninguém. Eu nasci para amar você.
— E eu para amar você. A propósito, eu também te amo mais que a mim mesma! – Emma falou mordendo o lábio inferior.
— E você não sabe a alegria que me causa ouvir isso, mas me diz que não vai casar com o meu irmão, eu não suportaria ver isso!
Emma olhou para a morena, que estava apreensiva com a resposta, mordeu o lábio inferior de novo e respirou fundo.
— Regina...
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