Notas iniciais
Olá leitores! Desculpa a demora, mas estamos de volta! Boa Leitura! ~Bubble

Havia uma mulher experiente ao palco, dançando em seu fantasioso mundo particular para fugir da vergonha. Ela trajava o mínimo de roupa exigida para a prática da dança do ventre, coberta por joias e pedaços de retalhos finos que rodopiavam junto a si, seguindo o compasso da música entoada por flautas e o rebelde vento que indicava o fim da tarde, tal qual também anunciava a noite de nuvens tempestuosas que obrigava as pessoas a se anteciparem, juntar seus pertences e voltar para casa.

Ao que parecia, o festejo do dia não era nada além de uma forma para fazer com que os magos se sentissem mais parte de Fiore, mais aceitos pela população local.

Um gemido sôfrego atrás de si pode ser ouvido, algo como se a pessoa estivesse presa em uma situação vergonhosa. E Catelyn teve grande vontade de virar e observar o que por suas costas acontecia; mas não foi rápida o bastante, a mesma pessoa que havia emitido o som de outrora já buscava assunto consigo:

–Oi... – E a voz, agora assimilada como de uma garota em plena puberdade, soou baixa, ainda que clara. – Moça, você é cidadã daqui, Magnólia? – E houve a brecha para a estranha caminhar até a sua frente, mais baixa do que realmente imaginara. -Eu estou perdida e... – E resumiu-se a chocar os dois dedos indicadores, denunciando seu nervosismo, até arrumar forças para se pronunciar novamente. – Onde fica o festival que está acontecendo por essas bandas? – Indagou-a, puxando a franja de algumas mechas de seu cabelo curto, até fixa-la, em partes, atrás da orelha, processo que tardou por cinco tentativas frustrantes.

–Desculpe-me, mas o festival encerrou-se há quinze muitos inteiros. – A Dreyar respondeu, colocando a mochila pesada de volta as costas. – Desejavas assisti-lo, ou tinha algo em mente para obter nas barraquinhas daqui? – E poucos segundos se passaram para que Catelyn se desse conta da gravidade da pergunta que por seus lábios escapulira, repreendendo-se mentalmente, curiosidade uma hora dessas não poderia ser levada como uma virtude, principalmente quando o assunto se voltava a uma desconhecida.

– A questão não era bem vê-lo, ainda que seria proveitoso. É que tenho algo a fazer por aqui e, aparentemente, cheguei na hora certa.

Então Catelyn fixou os olhos para frente, capturando também alguns vultos com a visão periférica. Vários homens, vestidos com roupas escuras se aproximavam em grande velocidade, acompanhados por escudos com lacrimas de magia encravadas para melhor sustento de defesas precoces, lanças e, por vezes, espadas brilhantes.

–Nada de movimentos bruscos, senhorita Dreyar, então sua coleguinha aqui do lado pega uma carona rápida para o purgatório. – Comentou uma voz sobreposta aos murmúrios não muito ao longe, então a cidade apagou. O blackout alucinou os que estavam ali, levando boa parte a recuar.

E Catelyn desejou fugir. As incógnitas que sobraram agora correspondiam a onde e como.

Pelo barulho de fricção em espaços emadeirados, Catelyn adiantou-se a pensar que todos ali estavam fugindo, principalmente quando ouviu o alerta de evacuação ser ativado pelos grandes magos ali presente.

Eu sei que está por aí, querida.

A voz saía pelos altos-falantes, donde antes era dominada por códigos para desocupar o plano sem ferimentos. Agora essa era cortante e pesada, atiçando o pior lado de grande parcela corrompida ali.

Logo, uma explosão se formou no palco, não deixando nada além de tiras finas de madeira queimada para tentarem compensar a fraca iluminação ao horizonte.

Mostre-se.

E então o ódio, impaciência.

–Quer alguma ajuda? -A menina que estava do seu lado a perguntou.

–Por que a pergunta? -Catelyn desabotoava os botões do manto.

–Não é você que eles estão procurando?

E Catelyn sentiu, por fragmentos de segundos, grande magia vinda da menina, que logo desapareceu quando ela a tocou.

–Não precisa temer. Eu aguento o tranco. –Confortou-a.

Logo, outra explosão atingiu uma parte da arquibancada vazia.

Jogando o manto no chão, Catelyn se preparara.

Os cabelos loiros, agora soltos, voavam com o vento que fazia. Tendo os braços nus, a marca apareceu. Uma marca de guilda, amarelada, no braço direito de Lynn. Revelava uma fada, cheia de sua pose e confiança.

Essa indicava a Fairy Tail.

Notas finais
Feliz Natal e Feliz Ano Novo Atrasado! Que 2016 seja cheio de capítulos aqui em Acasos Perdidos (Não que isso seja verdade, é apenas um desejo :v) Até Mais!! PS.: As ficha enviadas já estão sendo trabalhadas, obrigado!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.