Acaso Do Destino
21 Resgate
Notas iniciais
Desculpem os erros, nem revisei direito. Agora deixe-me ir ter um momento Lary, jogar bolinha com as amigas ><'
Triimm. Triim...
O barulho de chamada de voz apitou no meu telefone.
Acordei assustada e suando frio. Então aquilo tudo não passou de um sonho? Não foi real? MINHA ALICE AINDA ESTAVA VIVA?
Uma alegria enorme invadiu meu coração, mas só foi ai que percebi que o telefone estava tocando.
– Não... Não... – Levantei e fui andando a passos lentos até o telefone. Não poderia ter sido uma premonição, NÃO! Estranhei o numero, pelo menos não era o da minha mãe... e logo cliquei para ouvir a mensagem.
– Tenente Swan, gostaríamos que nos retornasse imediatamente a essa ligação.
– Tenente Swan, vejo que o seu dia foi corrido e não chegou em casa ainda, não temos seu celular, não gostaríamos de contar isso por uma mensagem de voz, nos retorne assim que chegar. Por favor, é urgente.
– Isabella Marie Swan, ou você atende a porra desse telefone ou eu te mato! — Era Jess. — Mas quem tem arma aqui é você, então... Alice não teve culpa, ok? Sei que pode não acreditar em mim, mas foi a Ângela, aquela vadia, que a beijou a força. Você sabe como Alice é sensível e fraca para essas coisas... Você precisava ouvir o que ela disse antes de ser beijada... E ah, adorei os socos! — Um alivio me tomou, então parte do sonho era real, minha Alice não me traiu!
– Tenente, infelizmente vejo que terei que contar por aqui mesmo... Felix Matinés foi pego essa manhã, como à senhora bem sabe, mas um dos seus capangas pegou a Srta. Cullen, ela está no poder dele a mais de 12h. Solicitamos vossa presença o mais...
Minha respiração falhou e meu coração parou de bater. Não, esse Déjà Vui não!
Peguei minhas coisas correndo e subi na minha moto indo para a delegacia. Corri o máximo que pude e quase bati de frente com um caminhão ao ultrapassar o sinal vermelho.
– Porra, você é louca? Quer morrer? – Ele desceu do caminhão e veio tirar satisfação comigo. – Só podia ser uma mulher mesmo, sua idiota! – Perdi o resto da calma que eu tinha e retirei minha arma da cintura e mostrei meu distintivo.
– Repita isso e será preso por desacato! – Ficou mais pálido que papel.
– Desculpe, Policial, eu não...
– Cale a boca, deixe o transito livre e saia logo da minha frente! – Ordenei e logo fez o que mandei. Voltei a acelerar e joguei minha moto de qualquer maneira no estacionamento. – Cadê Alice? – Perguntei desesperada ao encontrar minha família toda ali dentro. Minha mãe chorando e minha irmã tentando amparar o marido.
– Bella! – Minha mãe logo veio e me abraçou forte. – Eles a sequestraram quando saia da faculdade! – chorou mais ainda em meu ombro. A soltei delicadamente e olhei para Jane.
– Foi um erro, eu sei, mas a culpa não é minha! – sentiu a ira do meu olhar.
– CADÊ O JOBS? – Gritei em fúria. Logo o policial apareceu. Fui até ele e o peguei pelo pescoço. – COMO VOCÊ DEIXA ESSE INFELIZ NAS RUAS? COMO? – Ficou tremendo e mais pálido do que gesso.
– Tenente eu...
– SE FALAR QUE NÃO TEVE CULPA EU TE CAPO! – Engoliu em seco e respirou com dificuldade. – ONDE ELE ESTÁ? JÁ O ACHOU? – Negou. – E POR QUE AINDA NÃO SE MEXEU PARA ENCONTRA-LO? OU MELHOR, O QUE AINDA FAZ AQUI? O MANDEI SUMIR DA MINHA FRENTE!
– Sra. é impossível acha-lo a essa hora. Deve estar do outro lado da cidade e... – Apertei mais ainda seu pescoço.
– Ele está com a minha namorada, você ouviu bem? MINHA NAMORADA! O QUERO MORTO! – Tremeu. – Ele vai querer resgate, com certeza vai. Fiquem preparados para quando meu telefone tocar.
– Sim... – Olhei com raiva para o oficial e saiu correndo para sua sala.
– Bella, ache nossa pequena, por favor. – Minha mãe pediu.
– Use seu poder de Tenente agora, Bella. A ache. – Rose pediu. – Sei que estão brigadas, mas...
– Mas ela é MINHA, minha entendeu? – Assentiu. – Eu vou acha-la e matar aquele idiota. – Sentei na cadeira e retirei minha carteira do bolso e peguei uma foto sua. – Eu vou te encontrar, Alice, eu vou te encontrar. – beijei sua foto e fiquei esperando, pacientemente, meu telefone tocar. Não deixaria que aquele sonho virasse realidade. NÃO!
TRIIIIMMM... TRIMMM.
Todos ficaram tensos e logo pedi silencio. Mandei Jane gravar minha conversar e rastrear a chamada.
– Alô? – Perguntei.
– Bella? MEU AMOR, POR FAVOR, ME TIRE DAQUI.- Era ela, minha Alice. Meu coração acelerou.
– Alice, onde você está? – Todos ficaram tensos.
– Para ver sua namoradinha de novo, Swan, é bom molhar bem minha mão. – AQUELE IDIOTA...
– Se você fizer alguma coisa com ela... – Rosnei.
– Vai fazer nada, eu sei disso! – riu. – Quero um milhão na minha mão e mais três milhões numa conta que vou lhe passar mais tarde. Um carro e um avião para eu fugir tranquilo. Ouviu bem?
– Claro, e você quer pra hoje? – Ironizei.
– Pense bem, é a vida da sua namoradinha que está em jogo! – Rosnei.
– Onde você está?
– Venha sozinha e com meu dinheiro para o porto.
– Ok, que horas?
– Amanhã de madrugada.
– Não prefere hoje? – Me apressei e perdi minha linha de raciocínio.
– Esse dinheiro você não conseguirá em menos de 24h. – Desligou na minha cara.
– Então, o que foi que ele disse? – Esme estava desesperada.
– Chamem a SWAT, não irei colocar qualquer um para resgatar a minha namorada, e além do mais essa cara é um maníaco, já é praticamente da alçada dos Federais. – Jane assentiu e virei-me para minha mãe. – Ele quer 4 milhões. – Arfou.
– Eu dou até cinco, é minha filha! – Carlisle levantou e abraçou minha mãe.
– O dinheiro não será necessário para ele. – Meu olhar era sem brilho e minha voz fria. – Para onde ele vai com certeza não precisará disso. – Todos me olharam um pouco temerosos. – Ele mexeu com a pessoa errada, com a família errada. – Virei-me e soquei a mesa. – Aquele infeliz já ajudou a matar homem inocente deixando uma criança sem pai e uma mulher sem seu companheiro. Você acha mesmo que vou deixá-lo vivo? Se eu posso acabar com ele e vingar a morte de Caio, será isso que farei. – Rosnei e vi Jane me trazer um café e me abraçar logo em seguida.
– Você está mais do que certa, mas de cabeça quente você não conseguirá pensar em nada. – Assenti e bebi um pouco do café. – Você precisa dormir, fez plantão e... – Se calou ao ver meu olhar. – Ok. – suspirou. – A SWAT foi acionada e eles querem falar com você. – Me passou um numero.
– O que querem saber?
– O motivo da chamada, sabe que não é por qualquer coisa que eles vêm... – Assenti. – Controle seu emocional, se eles perceberem que é só por causa da Alice...
– Ok, eu sei ser profissional, ok?
– Mas quando sua mulher está em perigo, ninguém sabe. – Respirei fundo e disquei para o numero.
– Tenente Swan? – Pelo visto eles estavam mesmo aguardando minha chamada.
– Sim. Com quem eu falo?
– Soldado Patrick. Gostaríamos de saber o grau dessa emergência.
– Um traficantíssimo, ele matou um cara há quase um mês e a policia o pegou agora, mas antes de ser preso matou seu irmão mais novo. Um dos seus parceiros está à solta e quer vingança por eu ter o prendido. Soldado Patrick, ele sequestrou uma mulher, na verdade é a minha mulher. Ele quer resgate e com certeza se livrar de mim quando eu for entregar o dinheiro. – Minha mãe tremeu e me olhou chocada.
– Tenente, o caso então é sério, mandarei uma equipe até a Sra. e em menos de uma hora estaremos ai.
– Muito obrigada, Soldado. – suspirei e desliguei. – Eles estão vindo. Quero todos os policiais daqui vasculhando e pegando todos os mapas perto do porto. É lá que quer me encontrar. Pela madrugada. Entrará em contato comigo ainda hoje ou amanhã pela tarde.
– Ok, Bella, eu preciso de ao menos um banho e ver minha mulher. – Jane pediu.
– Vá logo Jane, precisarei de você aqui. – Assentiu e saiu.
– Bella, vamos conseguir resgatar ela, não é? – Rose perguntou. A puxei para um abraço forte.
– Sim, vamos. – beijei seu ombro e ela chorou no meu.
– Não era para isso ter acontecido, Alice era para ter vindo para casa e não tentar...
– Não tentar...? – Perguntei quando se calou.
– Rose, não! – Minha mãe a repreendeu.
– Alice não estava na faculdade. Não é? – abaixou a cabeça.
– Ela havia ido para sua casa. Estava dentro de casa a esperando para conversar, se explicar. Alice estava tão acabada que não aguentava mais a separação. – Fiquei em choque. – Ela me ligou quando estava saindo de lá, você não chegaria tão cedo. – suspirou. – Foi ai que ouvi uma freada de carro e ela gritando.
– O INFELIZ FOI A MINHA CASA? – Gritei. – Vocês deveriam ter me contado isso antes... – Trinquei os dentes. — Chefe, era para ser eu! – me joguei à cadeira e ele logo veio falar comigo.
– Agora que é ela você tem que ter a cabeça fria e pensar com clareza. Ok? – Assenti e respirei. – Você não foi a minha escolhida atoa, Bella. Você é a melhor policial que eu já conheci. Boa em estratégias e em campo, com certeza logo sairá daqui e terá um emprego melhor e de alto nível. – Acariciou meu rosto e me fez levantar. – Vá para sua sala e tente pensar em alguma coisa, os resultados saíram em pouco tempo e você logo terá que entrar em campo para resgatar sua amada. – Assenti e me levantei indo para a sala.
– Tenente, a SWAT acaba de chegar. – Jake entrou na minha sala falando formal comigo. Ele também estava ansioso.
– Obrigada. – Levantei-me e fui até a sala. – Tenente Swan. – Me apresentei assim que cheguei à sala da delegacia.
– Olá tenente, sou Soldado Patrick e esse é meu companheiro, Soldado John. – Apertei as mãos dos dois. – Capitão Ferraz nos mandou a frente, estava resolvendo algumas coisas, mas logo chegará aqui. – Assenti. – Poderia nos passar o que sabe?
Sentei-me na cadeira e coloquei as mãos em meu rosto.
– Eu estava brigada com minha namorada há um bom tempinho. – Suspirei. – Nesse tempo eu conheci uma família, um casal e uma criança de dois anos. Esse jovem, de 19 anos, se chamava Caio Matinés, ele era irmão mais novo de Felix Matinés. – Uma raiva começou a brotar em meu peito. – Felix queria que o irmão entrasse no grupo com ele, dominar toda Manhattan. – Suspirei. – Caio negou e o irmão o ameaçou. Uma semana depois que eu havia encontrado essa família, Felix foi preso...
– Mas... – Perguntou.
– Mas ele conseguiu escapar. No mesmo dia conseguimos pega-lo– rosnei. – Mas Caio foi morto, infelizmente não consegui salvar sua vida.- Lamentei.
– Felix mandou matar você? – John perguntou.
– Creio que sim. Aquele infeliz não ficaria rondando minha casa atoa. – Olhei para eles. – Minha namorada foi tentar falar comigo hoje, mas eu estava fora, ela ficou sozinha na casa, então... – Assentiram. – Ele a pegou quando estava saindo da minha casa e nos ligou há pouco tempo.
– O que ele disse e queria?
– 4 Milhões de dólares até amanhã. Sendo 1 em dinheiro e os outros 3 em uma conta. Queria meios para fugir também.
– Ok, estamos nessa, pegaremos esse cara. – Suspirei um pouco aliviada.
– Quero participar, quero me manter por dentro de tudo. Por favor. – Assentiram. Alguém entrou pela porta, fardado com o uniforme da SWAT e uma pose muito séria e digna de ser respeitada.
Ele tinha cabelo castanho e olhos azuis. Novo para o patamar que parecia estar.
– Capitão! – Os soldados prestaram continência e sorri por minhas suspeitas estarem certas.
– Boa noite, o Sr. deve ser o Capitão Ferraz. – Assentiu e me cumprimentou.
– Tenente Swan? – Assenti. – A minha equipe está toda ai, vamos resgatar essa garota o mais rápido o possível e prender esse cara. – Neguei.
– O quero morto. – Sorriu ao ver a ira em meus olhos e frieza em minha voz.
– Ok, terá o corpo dele a sua frente. – Sorri e vi minha irmã e mãe se arrepiarem com isso. — Já temos conhecimento de onde ele está? – Perguntou.
– Não, mas quer me encontrar amanhã no Porto.
– Ótimo, temos 24h para isso. – Respirou fundo. – Ele te ligou tem muito tempo?
– Uma hora, no máximo.
– Quero ouvir a gravação, limpando ela podemos tentar descobrir onde ele está. – Assenti e Jane logo apareceu com uma fita e um sorriso maroto nos lábios.
– Já fiz isso, Capitão. – Sorri orgulhosa da minha amiga, nem a tinha visto chegando. – Falei que não demorava. – Sorriu. – Ele parece estar em algum tipo de hotel de luxo e/ou no centro perto do cais
– Como tem tanta certeza? – Perguntou curioso.
– Moro aqui desde me entendo por gente. Conheço cada som de cada lugar. – Se gabou. – Se escutarem a gravação ouviram um barulho de ondas ao fundo e alguém gritante. Eu conheço vários lugares que pode ser onde ele está. – Lamentou.
– Coloque a gravação, Jane. – Pedi. – Essa é a Detetive Volturi. Jane Volturi. Jane, esses são os Soldados Patrick e John, e o Capitão Ferraz.
Jane os cumprimentou e colocou a gravação para rodar.
Ao longe era mesmo possível se ouvir o som do mar, buzinas de carros e pessoas gritando. Mas algo me chamou atenção, era o barulho de um avião.
– Ele está em Newark! – Me olharam assustados.
– Como? – Ferraz perguntou.
– O barulho, o avião, preste atenção! – Sorri com isso. – O mar, avião, buzinas, Só pode ser lá!
– Claro, você pode estar certa. Mas e se não for? – Questionou.
– Esse é o único lugar em NY que tem isso que Bella citou, ela está certa! – Jane sorriu e batemos as mãos.
– ACHAMOS! – Vibramos e uma alegria imensa surgiu dentro de mim.
– Ok, achamos o local, agora é saber onde exatamente eles estão não posso mandar uma equipe vasculhar Newark toda!
– Vamos rastrear a ligação, calma e... – Meu telefone começou a tocar. – É ele! – Fez-se silencio e atendi colocando no viva voz. – Oi. – controlei minha raiva.
– Como vai a tenente? – ironizou. – Sua namorada estava muita agitada mais cedo, a coloquei para dormir. – Arregalei os olhos.
– O QUE VOCÊ FEZ COM ELA? – Perdi a calma.
– Só dei uma pequena motivação para dormir. – Riu. – Conseguiu meu dinheiro?
– Metade dele sim. – Menti. – Dinheiro não é o problema para mim, sabe disso. – Mantive minha voz firma, mostrando que meu blefe era uma verdade.
– Ótimo, ótimo. Quero você no Porto de Newark amanhã, às 3h da noite. Ouviu? – Sorri de lado e Jane retribuiu.
– Ok, levarei o dinheiro e você a minha namorada.
– Primeiro o dinheiro.
– Leve ela! – Respirei fundo.
– Posso até levar, mas não garanto nada. Amanhã, 3h! – Desligou.
– PEGUEI! – Jane gritou. – Hotel Newark Center. Ele deve ter subornado o cara, esse lugar é o mais caro que tem por lá. – Comentou.
– O celular de Alice tem um GPS. Acione ele e vamos ver se ele continua no mesmo lugar. – Falei quando lembrei.
– Vocês são realmente policiais muito boas. – Capitão reparou.
– É a minha Alice que está em risco, seria melhor que o seu General por conta dela. – Sorriu.
– Bella é uma ótima policial, sempre foi. Jane também, meus maiores orgulhos. – Marcus nos elogiou.
– Bom, já sabemos onde ele está agora precisamos saber se está sozinho... – John comentou.
– Está sim, tenho certeza disso! – Comentei pegando meu distintivo, arma e colete. – Vamos? Quero acabar com aquele idiota e ter minha Alice comigo! – O desespero começou a me tomar. Eu estava brigada com Alice e agora ela estava nas mãos de um maníaco. Se algo acontecesse com ela...
– Não podemos sair assim, Tenente, cadê seu profissionalismo? – Capitão Ferraz perguntou sério.
– No mesmo lugar que você perdeu seu coração. – Perdi minha razão. – É A MINHA VIDA QUE ESTÁ NAS MÃOS DAQUELE IDIOTA! – Gritei com ele que se assustou com tamanha afronta. Olhei para sua mão e vi que era casado. – Se fosse sua esposa, o que faria em meu lugar? – Perguntei um pouco mais calma.
– Está certa, mas temos que agir com calma e exatidão. Um erro pode custar à vida de um dos meus homens ou até mesmo o da sua Alice. – Respirei fundo.
– Isso não vai acontecer!
Depois de quase três horas trancados dentro da minha sala, enfim chegamos a um acordo. Temos um plano!
– Já são 4 da manhã, você não está em condições de participar dessa operação, Bella. – Jane me alertou.
– Claro que estou! – Já era meu 70º copo de café. E não era do pequeno.
– Você está se entupindo de cafeína, você pode mirar na cara dele e acertar a lua desse jeito! – Olhou duro para mim.
– Kate está segura em casa com seus filhos no ventre, não me venha pedir calma quando Alice está em perigo! – Suspirou.
– Ok, tente descansar um pouco, em poucos minutos vamos partir. – Assenti e me joguei na cadeira. Fechei os olhos por um segundo e o cansaço acabou me pegando...
##
– Tenente, vamos? – Capitão Ferraz entrou a minha sala. Peguei minhas coisas rapidamente e o segui desesperada.
– Vamos, temos um idiota para matarmos! – ele sorriu de lado.
– Sua sede por vingança é algo realmente grande.
– Minha cede de vê-lo no inferno que é do tamanho do mundo. – Concordou e entramos nas viaturas. – Evite ligar as sirenes, ele pode as ouvi-las e conseguir fugir.
– A Tenente está certa, vamos sem escândalos.
O trajeto da delegacia até esse hotel foi o maior da minha vida! Parecia que nunca chegava e minha ansiedade me corroía de uma maneira insana!
– Chegamos! – Suspirei aliviada quando Jane anunciou nossa chegada. Descemos do carro e nos preparamos. – A equipo da Swat irá à frente, os policiais de NY se dividiram e ficaram com eles, obedeçam às ordens dados pelos soldados, de resgate eles entendem!
– Vamos! – Entramos no hotel e vimos que estava vazio.
– Quem... O que? – A recepcionista ficou assustada e com medo.
– SWAT, estamos em busca de uma mulher que foi sequestrada. A rastreamos até aqui. – Ferraz falou.
– Baixa, linda, olhos azuis, morena... – Fui a descrevendo. – A viu com um homem?
– Sim, eu vi sim... AI. – recebeu um beliscão do seu gerente.
– Jane algema esse homem.- Me olhou assustado.
– O que eu fiz?
– Tenho certeza que sabe de algo e está acobertando, participação no sequestro, mesmo que indiretamente, é considerado cumplice!
– Mas eu só cedi o quarto para ele! – estava desesperado.
– Qual quarto? – Ferraz perguntou.
– 401, a suíte da cobertura. – Peguei a chave com a recepcionista e soquei a cara dele.
– A vida dela está em risco e você poderia ter ajudado acionando a policia.
– Ele me ameaçou, falou que me mataria! – tremeu.
– Vamos logo, quero resgatar minha Alice. – Uma boa parte da equipe subiu e o restante ficou para impedir a passagem de clientes.
– Quarto 401, é aquele! – Jane respondeu e andamos com as armas apontadas. Arrombamos a porta e vimos que estava vazia, sem nenhum sinal dele.
– Tem certeza que era esse? – Questionei e ouvi um barulho de algo se debatendo.
– Tenho. – Jane sorriu. Andei em direção a esse barulho com minha arma bem firme em minhas mãos. Abaixei e debaixo da cama vi a coisa que fez meu coração disparar.
– Alice. – A retirei de lá com cuidado e desamarei as cordas e retirei o pano de sua boca.
– Bella! – Sorriu com lágrimas nos olhos e me abraçou forte. – Meu amor, como eu fiquei com medo de morrer e nunca mais lhe ver. – tremi com aquele pensamento.
– Não, você não se livraria de mim tão fácil assim. – riu levemente e nos separei pegando em sua face. – Olhei para mim. – Implorei. – Eu te amo. – e beijei seus lábios com carinho e amor. Um beijo que pouco tempo depois ficou desesperador.
– Eu também te amo, amo muito! – se apertou em mim e ouvi aplausos.
– Até que enfim, não? – Jane riu sarcástica e Ferraz nos olhou sorrindo.
– Vamos? Temos que achar aquele idiota que nem o nome eu sei. – Alice se agarrou em mim, mas arregalou os olhos quando olhou para trás.
– Bella! – Virei-me e logo a joguei para trás de mim. Vi aquele idiota apontando uma arma em nossa direção. Todos os soldados apontaram para ele. Mas infelizmente aquele idiota foi mais rápido e atirou em minha direção, logo em seguida ouvi vários tiros. – Bella! – Alice estava desesperada.
Eu não conseguia sentir meu corpo, apenas uma ardência em meu peito, uma ardência forte e incomoda.
– Alice. – Minha vista estava ficando turva e minha respiração ofegante.
– Calma ai Tenente, calma. – Jane pediu desesperada. – Chamem uma ambulância! – pediu agonizada.
– Eu te amo, Alice.
Meu coração estava doendo, estava se esforçando para bater. Coloquei a mão no peito e senti algo quente e molhado escorrer por meu peito. Olhei para cima e vi o olhar desesperado de Alice. Ergui minha mão e vi que eu estava sangrando.
– Você ficará bem, Amor, ficará bem. – Alice falava consigo mesmo e beijou meus lábios.
Eu sabia que não ficaria, eu sentia minhas forças indo embora junto com a minha vida.
– Promete não se esquecer de mim? – minha voz era rouca e fraca, eu não mais conseguia respirar direito.
– Não fale isso, você ficará sempre ao meu lado! – agarrou minhas mãos e a baixou. – Sempre!
– Nunca se esqueça que eu lhe amo... – sussurrei.
– Não... Não se despeça, isso não é o fim. – tentou limpar as lágrimas.
– Diga a Rose e a Esme que as amo. – Virei minha cabeça e olhei para Jane. – Você e Kate foram uns anjos em minha vida. – fechei meus olhos lentamente, não aguentava ficar com eles abertos.
– Não! Bella não! – Jane pressionou meu ferimento com força, o que me fez arfar de dor.
– Eu te amo, Bella! – Isso foi a ultima coisa que ouvi antes de sentir meu coração dar sua ultima batida em meu peito, minha respiração cessar e uma luz me envolver.
## ( Não vou parar aqui e ser morta por voces, né?? kkk)
– Bella? BELLA! – Jane me sacudiu e acordei assustada. – Você está bem? – Questionou preocupada.
– Não, não mesmo. – Respirei fundo e tomei um pouco da agua que havia em minha mesa.
– Você está suando frio, o que aconteceu? – Questionou.
– Pesadelos... Já é o segundo hoje. – Comentei respirando fundo.
– O que você sonhou?
– O primeiro foi com a morte de Alice, o segundo foi com a minha morte. – Ela se arrepiou. – Aquele idiota me matava...
– Calma, vamos mata-lo e não o contrario, ok? – Assenti.
– Vamos então? – Capitão Ferraz perguntou entrando na minha sala.
– Claro, já éramos para estar lá! – Me levantei e pegamos tudo que era necessário. Saímos da Sala e logo Carlisle veio me abraçar.
– Por favor, traga minha filha! – Pediu desesperado.
– Alice é minha mulher, eu não saberia viver sem ela. – Admiti. Beijei suas mãos e garanti. – É minha culpa ela estar lá, se não tivesse me feito de durona essa hora estaríamos dormindo abraçadas e não indo socorre-la de um idiota.
– Não se culpe, por favor, só traga minha filha! – Assenti e me soltou. Dei um beijo na minha mãe e irmã e logo entramos nas viaturas.
– Por favor, não ligue essa sirene, isso pode acorda-lo e faze-lo fugir! – Alertei. Todos concordaram e seguimos rumo a Newark.
– Repassando o plano, Tenente. – Ferraz falou. – Teremos alguns atiradores posicionados nos prédios vizinhos do Hotel, duas equipes subiram pelas escadas, você e sua equipe pelo elevador e alguns ficaram nas duas entradas, a principal e a de emergência. Certo? – Assenti.
– Precisamos de uma equipe na garagem, não quero que ele fuja, quero cerca-lo de todos os lados.
– Você está certa. Vocês quatro. – Apontou para os seus soldados e um policial meu. – Ficaram de campana e não deixaram ninguém sair ou entrar na garagem no hotel.
– Sim, Senhor!
Respirei fundo mais uma vez, eu estava me sentindo num daqueles filmes do Arnold Schwarzenegger, mas só que uma vida estava em risco e não era coisa de cinema.
– Chegamos. – Quase uma hora e meia depois estacionamos as viaturas próximas ao hotel. Descemos do carro, cada um bem equipado, protegido e armado.
– Cada um para o seu posto, RÁPIDO! – Gritei e cada um foi para o seu lugar. – Capitão, subirá comigo? – Assentiu.
– Você seria capaz de cometer uma loucura. – Jane riu e concordou.
– Vamos logo! – Entramos no hotel e vários funcionários se assustaram com a nossa chegada.
– Calma, estamos em busca de uma pessoa, uma refém de sequestro. Viram uma mulher morena, baixa, olhos azuis e pele clara passar por aqui com um homem? – Jane perguntou.
– Sim... – Levou um cutucão do seu chefe. Andei até ele e o peguei pela gola do pescoço. Aquele pressentimento de premunição me tomou novamente.
– Onde ela está? – A frieza na minha voz congelaria até um vulcão.
– Quarto 123, 7º Andar. – Arfou e respirou rápido quando o joguei no chão.
– Por que não quis contar onde ela estava antes? – Jane perguntou.
– Pierre me mataria. – então esse é o nome do desgraçado...
– Ele era o que de Felix? – Perguntei,
– Sócio. Pierre Passos é um italiano muito rico, poderoso e perigoso! – informou.
– Jane, prenda esse homem por participação. Depois pegaremos o depoimento dele. – O algemou e levou para a viatura. – Vamos subir. Vocês não autorizem de ninguém entrar nesse hotel. Ele está fechado. –A recepcionista assentiu e logo trancou a porta de entrada. – Vamos.
Pegamos e elevador e rapidamente chegamos ao 7º Andar. Andamos por entre o corredor até achar a porta 123.
– É aqui. – Sussurrei com o coração na mão. Olhei para o Soldado que estava ao meu lado e contei até três no dedo. Chegando ao três ele efetuou dois disparos na fechadura fazendo-a se abrir e revelar um italiano desgraçado caído no chão. – NÃO SE MOVA! – Ordenei e me olhou sarcástico.
– Ora, ora, ora, se não é a tenentezinha de merda! — Vi que estava se mexendo e destravei a arma.
– Mova mais um musculo que eu meto uma bala no meio do seu crânio! – parou de se mexer e vasculhei o quarto, mas nada dela. – ONDE ELA ESTÁ? – Gritei.
– Acha mesmo que a deixaria aqui? Sabia que poderia me encontrar e... – Ouvi um barulho abafado de gemidos, sorri de lado. Vi Pierre perder o sorriso.
– Faça o favor de algemar esse idiota, sim? – Pedi ao soldado. Andei rapidamente até o armário e suspirei aliviada ao ver minha Alice ali. Mas minha ira aumentou ao vê-la somente de calcinha e sutiã. Seu corpo estava marcado e seu rosto cheio de arranhões. A retirei de lá e a coloquei na cama desamarrando as cordas que estavam em suas mãos.
– Bella. – Alice chorou a me ver e me apertou forte. Gemendo de dor.
– Alice... – Inspirei seu perfume e tentei controlar minha raiva. – O que ele fez com você? Não me diga que... – Olhei com fúria nos olhos e recebi um sorriso sarcástico dele. – VOCÊ TEVE A AUDÁCIA DE... – Mas fui calada por um beijo urgente e desesperador da minha amada.
Virei-me e retribui o beijo do mesmo jeito. Queria sentir os lábios dela sobre os meus, há duas semanas sem eles e eu estava morrendo! As lembranças daquele sonho vieram em minha mente com uma força tão grande que prendi Alice em meus braços e intensifiquei ainda mais o beijo. Minha língua logo invadiu sua boca, queria ter certeza que isso não era apenas um sonho. Agarrei sua nuca e juntei ainda mais nossos lábios.
– Meu amor, como é bom vê-la. – Nos separamos arfando e chorou em meu peito. A consolei.
– Eu estou aqui. Perdoe-me... Era para ser eu e não você. – a apertei bem forte.
– Eu só queria seu perdão, queria conversar com você, mas...
– Shii. – A calei com um dedo. – Ele fez algo com você? – a ira começou a me invadir novamente.
– Alguns tapas, não se preocupe. – acariciou meu rosto e a fúria se foi, ficando somente o amor que eu sentia por ela.
– Eu te amo. – Sussurrei e ela sorriu.
– Me perdoa? – Pediu.
– Eu que devo pedir isso, meu amor. – Me levantei e a puxei para mim. Beijei sua testa e logo peguei o lençol que tinha na cama e a enrolei nele. – Vamos sair daqui, ok? Vamos ir para casa, tomar um banho e descansar. – beijei sua testa.
– Não antes deu pegar meu dinheiro e sair desse pais de merda! – Protegi Alice com meu corpo e vi aquele idiota apontando uma arma para o soldado que estava comigo. – Vocês tiras são muito baitolas mesmo. – aproveitei que olhou para o soldado e peguei minha arma apontando para ele. – Abaixa isso ou se não eu mato esse infeliz!
– Atira Tenente! Atira! – Pediu.
– Então você pode morrer! – Mirou na cabeça do soldado e quando ia atirar...
PÁ
Um tiro acertou sua mão, a perfurando e fazendo-o jogar a arma para cima.
– FILHA DA PUTA! – Olhei para frente e vi Jane sorrindo.
– Qual é, querendo se divertir sem mim, mana? – Sorri para ela.
– Obrigada. – Assentiu e ajudou o homem a se levantar e algemar Pierre. – Você não vai para a prisão, Pierre. – Me olhou sacana.
– Lógico que não, mal pisarei numa delegacia! – Apertei bem minha arma que estava em minha mão e apontei para ele. – Não teria coragem... – Se assustou.
– Tampe os olhos, Alice. – Alice tremeu e escondeu o rosto em meu pescoço. – Isso é pelo sofrimento que causou a Beatriz, por fazer Gabriela crescer sem um pai e por ajudar a matar um homem tão inocente! – Atirei em seu peito e o vi cair no chão, agoniando de dor.
– Bella, não. – Alice pediu. Estava tremendo e soluçando toda vez que ouvia o gemido dele.
– Jane, chame uma ambulância para Alice. – Assentiu. – Me perdoe amor, mas ele mexeu com a mulher errada. – E no meu sonho ele me fez ir para longe de você, acha mesmo que o deixaria vivo? Agarrou-me enquanto mirava novamente nele e atirava. Só que dessa vez um tiro certeiro, bem no meio do seu peito. – Ninguém mexe com que é meu. – Arrastei Alice de lá e a levei para a viatura.
– Tenente! – Capitão me chamou. – Sabe que a coisa vai pesar para o seu lado, certo?
– Eu assumo tudo! – Beijei o topo da cabeça da minha Alice e a senti fria. – Cadê a ambulância? – Perguntei.
– Chegando. – Viu e ouviu a sirene e ela logo estacionou na minha frente. – Cuide dela, vou tentar limpar sua barra! – Assenti. – E tenente! – Me chamou quando estava para entrar na ambulância. – ótimo trabalho. – Sorri e coloquei Alice numa maca.
– Você fez mesmo aquilo? – Alice perguntou chocada e sendo cuidado por enfermeiros.
– Ele teve participação na morte de um homem inocente, com certeza mais outras pessoas que não tenho conhecimento. Mexeu com você e lhe feriu. – Acariciei seu rosto. – Acha que deixaria ele impune? – sorriu tristonha.
– Ele deveria ir para prisão. – Neguei.
– Ele tem dinheiro, querendo ou não ele tem! – beijei sua testa. – Ficaria nem uma semana na prisão! – Segurei sua mão.
– Obrigada por me salvar. – pediu emocionada.
– Perdão por demorar a voltar para o nosso amor. – pedi.
– Desculpa por lhe trair. – pediu triste.
– Vamos esquecer o passado? – Pedi e assentiu sorrindo em meio às lágrimas. – Quero recomeçar com você.
– É o que mais quero!
– Casa comigo? – Me olhou chocada. – Sei que não é o momento mais oportuno, você está numa maca e acabou de ser resgatada de um sequestro. Mas quero garantir que nada mais me separe de você, quero deixar claro que a mulher mais perfeita do mundo é minha. – Sorriu de lado e bastante emocionada. — Mary Alice Cullen, Casa comigo?
Notas finais
A primeira coisa que voces escreverão no capitulo é #EUQUERORASCUNHO Escrevendo isso sei que voce está participando da brincadeira. E ganhará os TRÊS mais criativos. Não os maiores comentários, os mais criativos e legais. Eu farei essa avaliação com uma amiga que é bem enjoadinha, ou seja, se tu não for original e criativo tu é cortado!
Só serão aceitos COMENTÁRIOS, nada de MP's, ok? ;) Quer dizer, só se for para conversar comigo e tals...
Enfim, isso é apenas uma brincadeira e participa quem quiser.
É isso.. Reviews e recomendações são muito bem aceitas, ok? ;)
Bsus, Lary ><'
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