Notas iniciais
Ok... Demorou mais enfim saiu o final... E ... Man... Nem sei o que dizer. Foram 47 favoritos, 12 recomendações... DOZE GENTE! Mais de 660 reviews e várias amizades importantes que surgiram daqui... Não tenho o que dizer para voces... Nas notas finais falo mais, pode ser? Ultimo "Boa leitura" de Acaso do Destino"

“Nada acontece por mero acaso não existe sorte. existe um significado por detrás de cada pequeno fato. talvez não o consigamos ver de imediato com clareza, mas não será preciso muito tempo para que isso aconteça.”

Quezia Gomes.

[...] 12 anos depois.

POV. Bella

12 anos se passaram desde o sequestro das meninas e meu casamento. Há doze anos vivo uma vida, digamos que, perfeita. Temos sim nossas brigas, ficamos de cara fechadas por alguns dias, mas nada como um abraço e um beijo para cancelar a guerra.

Anna se tornou uma bela mulher, era inteligente e bem organizada. Diferente da sua irmã, Sarah. Essa menina é um... Um anjo, só para não dizer outra coisa, mas basta ver meu olhar que me obedecia. Alice é mole para isso, creio que por isso ficava mais colada na asa da minha esposa. Sei que elas são completamente opostas, mas se amam de verdade e eu as amo por igual. Anna e Sarah são tudo em minha vida, são minhas filhas!

Eu já estava com 41 nas costas, não é fácil ter essa idade quando se tem uma filha de 27 anos e outra de 13!

Anna, quando estava no colégio, fez diversos cursos de moda, influencia da Alice, mas a vontade de ajudar as pessoas e retribuir o que fiz a ela falou mais alto. Largou o segundo ano de moda e entrou em direito. Alice compreendeu, mas tenho certeza que ficou abalada, mas eu... Aquilo me encheu de um orgulho tão, mais tão grande que não sei explicar.

Sarah tinha talento para pintura, desenhava perfeitamente bem e sempre acompanhava a mãe nas viagens de designer que havia pelo país. Não, nunca deixei Sarah e nem Anna sair de NY. Ainda temo pelas minhas meninas, sempre fico de olho em tudo o que era referente ao pai de Anna, não quero ter outro susto, melhor prevenir, não?

– No que minha linda, gostosa, maravilhosa e perfeita Coronel está pensando? – Anna perguntou ao se jogar no sofá e me abraçar. Sorri para ela e beijei sua testa.

Em mais de doze anos de serviço prestados a SWAT, outra promoção eu tinha que receber, não? Fui promovida a Coronel quatro anos após a minha chegada. A a mais nova coronel do quartel, ou melhor, a única mulher com um posto tão alto e respeitado.

– Só em você e na sua irmã. – Sorriu e se aconchegou mais ali. – O que foi? – Perguntei ao notar que estava quieta demais.

– Eu só estou cansada, faculdade está matando. – sabia que estava mentindo, por isso não falei nada, apenas a encarei. – Você é chata, sabia? – Sorri de lado. – Mayko , ele anda diferente comigo, tem uma semana que não responde minhas mensagens direito e há quase dois dias que não me liga. Sem contar que tem três dias que não o vejo! Será que ele... Ele não me ama mais? – Mordi meus lábios para não falar nada.

Mayko era um soldado, agora um excelente capitão. Entrou para Swat no mesmo ano em que fui nomeada Coronel. Eu o treinei pessoalmente, o admiti em minha equipe e o considero o melhor de todos. Mas um belo dia minha família resolveu ir me visitar, Alice, Anna e Sarah. E lá Mayko a conheceu, minha princesinha, e logo ambos se apaixonaram. Foi até divertido, ele não sabia como se comportar na minha frente. Ambos saiam e pensavam que eu não sabia disso, quando enfim resolveram se assumir... Bom, creio que Mayko passou por um tremendo sufoco e aquele dia foi um dos mais tensos também.

Flash Back.

– Mãe. – Anna falou quando me viu chegando em casa. Ainda estava de uniforme e com a arma na cintura. Vi Mayko ali, atrás dela, e logo desconfiei o motivo da reunião de família.

– Boa noite. – Respondi guardando minhas coisas.

– Amor, vá tomar um banho, nossa menina quer conversar com você.- Olhei dura para o Mayko, que logo encolheu os ombros e abaixou a cabeça.

– O que faz aqui, Sr. Brandon? – Me fiz de desentendida.

– Preciso falar com a Senhora, Coronel. – Falou sem me encarar.

– Mas primeiro minha mãe linda, maravilhosa e gostosa vai tomar um banho! – Anna falou sorrindo e vindo até mim. Abraçou-me e não retribui o abraço, meu olhar estava em cima dele. – Por favor, eu sei que a senhora deve desconfiar o porquê dele estar aqui, então, por favor, não faça nenhuma loucura! – Pediu sussurrando meu ouvido. Prendi sua cintura e subi com ela pro quarto. – O que foi mãe? – Perguntou sem entender quando fechei a porta. Tirei minha arma da cintura e a guardei no cofre. Ela me olhava atentamente. – Está me assustando.

Eu nada respondia, apenas retirei meu uniforme e entrei no banheiro para jogar uma água rápida no corpo. Coloquei uma calça jeans e uma blusa preta escrita SWAT. Anna me encarou sem entender, e com certo medo no rosto.

– Há quanto tempo? – Perguntei enquanto arrumava minhas coisas.

– Quase um ano. – Parecia feliz.

– Quem sabia? De sua boca? – Perguntei ainda sem esboçar nenhuma reação.

– A tia Rose, vovó, Anne, Sarah e a mamãe. – Foi quando ela percebeu onde eu queria chegar e perdeu a animação na voz. – Você sabia. – Levantou-se e começou a andar em minha direção. Respirei fundo e guardei minha carteira e a chaves da minha moto. – Mãe? – Tocou meu ombro, logo sai do quarto e desci as escadas. Não a esperei.

– Bella, o que foi? – Alice perdeu o sorriso e perguntou séria. Mayko também me encarava sem entender nada.

– Mãe, me desculpa, mas... – Me virei e não consegui esconder um pouco da decepção em meus olhos. – Perdão.

– Perdão... Ok. – Sorri de lado e logo me sentei no sofá. – Fale o que quer, Soldado. Preciso descansar um pouco. O dia foi puxado hoje. – Falei normalmente, como se nada estivesse me incomodando.

– Eu sei que sim, Sra. Swan. – Suspirei e olhei em seus olhos, bem no fundo deles. – Her... Eu... Bom... Eu... – Começou a gaguejar e não conseguiu manter meu olhar por muito tempo. Fechou os olhos e limpou o suor de seu rosto.

– Você? – O incentivei o encarando. Olhou para mim, tímido, e disse.

– Eu fim pedir sua permissão para namorar a sua filha. – Falou tudo em um só fôlego.

– Precisa mesmo? – Acabei sendo um pouco irônica. Ele ficou ainda mais rígido e Anna abaixou a cabeça. – Faça como quiser. Namore, case, tenha filhos. Só não magoe minha filha. Eu sei usar uma 12, Soldado. – Assentiu e respirou aliviado.

Virei-me e sai da sala. Fui para cozinha e abri a geladeira. Achei um pote de sorvete e logo o peguei. Sentei-me no banco e me apoiei na bancada.

– Se veio pedir desculpas, dê meia volta e vá para o seu namorado. – Falei ao sentir uma presença a mais na cozinha minutos depois. Sabia que era ela.

– Ele já foi. – Suspirou e logo se sentou ao meu lado. Pegou uma colher na gaveta e comeu junto comigo. – Você está chateada. – Falou o óbvio. Coloquei uma colherada na boca e a olhei sem nenhuma expressão. – Você é péssima em esconder o que sente, pelo menos para nós, mãe. – Colocou a colher no pote e tirou a minha da boca. – Por favor, me desculpa!

– Te desculpar por amar? Não filha, quero a sua felicidade! – Ela suspirou.

– Me desculpa por ter escondido isso de você. – Não a encarei. – Olhe para mim, mãe. – Ergueu minha cabeça e logo beijou minha bochecha. – Eu te amo mais que tudo! Eu lhe devo minha vida, minha felicidade, MINHA FAMILIA!

– Mas não confia em mim. – Negou.

– Muito pelo contrario, é você quem eu mais confio.

– Estou vendo. – Rebati ríspida.

– Eu só tive... Medo, insegurança, vergonha. – A olhei sem entender.

– Vergonha? Insegurança? Medo? – Riu por eu inverter as ordens.

– Medo de você não gostar desse namoro. Insegurança de se não ser isso de fato o que eu queria e vergonha... Mãe, eu tenho 20 anos e nunca namorei sério e nunca tive que ir à casa de ninguém conhecer sogro e sogra.

– Então você já foi? – Corou. – e o que o sogrão achou? – Resolvi esquecer aquilo por agora, minha raiva já estava indo embora.

– Que eu era muito para ele. – Ri alto.

– Qual a piada? – Alice entrou na cozinha com Sarah.

– Nada. – Respirei fundo.

– Não feche a cara, seu sorriso é o mais lindo de todos. – Andou até mim, sentou-se em meu colo e me beijou. O BEIJO.

– Estamos aqui! – Ouvi Sarah resmungar. Alice sorriu em meio ao beijo e nos separamos.

– Entenda nossa menina, amor. – Acariciou meu rosto e assenti. – Ela te ama mais do que a mim, acredita? – Vi ciúmes em seu olhar e rir.

– Mãe... – Anna começou.

– Vem cá! – A puxei para um abraço e beijei sua testa. – Eu te amo. – Suspirou aliviada. – Peguei pesado com o soldado? – Riu e assentiu. – Amanhã converso com ele, em particular. – Me encarou séria e ri. – Quero me certificar que entendeu que sei usar uma arma. – Todos riram.

Flash Back off

– Você lembra-se de quando ele veio aqui em casa? – Anna lembrou o mesmo que eu.

– Lembro que fiquei bem bolada com você. – Rimos. – No dia seguinte, no QG, dei uma prensa nele. – Sorri orgulhosa e ela gargalhou.

– Ele me ligou, quase morrendo de medo. Pediu desculpas se tinha feito algo errado e prometeu me fazer feliz pelo resto da vida. – Rimos novamente.

– Ele te ama, filha. Deve estar apenas ocupado com o trabalho. Ok? – Assentiu. Mas eu sabia que não era bem isso...

– Mãe... – Chamou minha atenção.

– Oi. – a olhei.

– Como foi, para senhora, descobrir que sua sogra era na verdade a sua mãe? – Suspirei. – A senhora nunca contou seu passado, não completamente. Falou que usou coisas que se arrepende até hoje, vulgo drogas. – Assenti. – Comentou que só fez isso após perder seu pai. – Confirmei. – E que fez coisas erradas em casa, e depois de uma briga com a Tia Rose, saiu e ficou anos sem ver sua família. Mas e o resto? – Se endireitou e me encarou.

– Eu sofri muito na rua, filha. – Me olhou com atenção. – Eu só tinha um amigo, meu melhor e inseparável cachorro. – Ela riu.

– Jasper. – Assenti. Nesse momento, um cachorro, bem velho, entrou na sala. Abanou o rabo quando nos viu e logo veio em nossa direção. – Hey Jazz! – Anna acariciou seu pelo e o encheu de beijos. Ele pulou no sofá

– Se não fosse por esse garoto, eu não seria nada, não teria nada. – Me olhou com carinho e logo acariciei seu pelo. – Meu meninão, meu lindo. – Lambeu minha mão com cuidado. – Já está velho, não? 19 anos nas costas, garoto. – Descansou a cabeça no colo da Anna.

– Ele é um ótimo amigo. Sempre cuidando da gente... Ele é mesmo seu... Tão ciumento e tão protetor... – Ri. – E tão raivoso com o Mayko...

– Lembra quando o mesmo quase o mordeu quando te beijou na frente dele? – Jazz rosnou levemente e rimos. – Garotão, tenho orgulho de você, ok? – Me olhou e voltou para o colo, como se fosse um sim. – Ele que me ajudou a escolher a roupa para o primeiro encontro com a sua mãe. – Riu.

– Sério? – Assenti. – Tem bom gosto, Jazz, mamãe deve ter se encantado com esse pedaço de mal caminho aqui. – Latiu concordando. – Não fuja do assunto, fale mais de quando encontrou sua mãe. – Ri.

– Eu só fui saber que era minha mãe quando fui levar Emmett para casa, sua esposa, minha irmã, estava entrando em trabalho de parto e o carro dele quebrou perto da universidade de Alice. E como sempre ia busca-la.... Eu a levei para o hospital. Foi um choque, mas não tive muito tempo para falar com Esme naquele instante. Somente no hospital que pudemos, enfim, nos abraçarmos. – Sorriu.

– O vô não falou nada não quando descobriu que a filha era lésbica? – Se referia a Alice. Quando eu ia responder...

– Meu pai ficou decepcionado comigo, disse que aquilo não era o certo e que aquela menina só iria me fazer mal. Bom, ela me trouxe a Bella. – Alice respondeu entrando na sala com aquele lindo barrigão e com Sarah atrás de si.

Sim, minha Alice estava grávida. Grávida de sete meses. Um filho com a nossa cara, com o nosso sangue... Alice não parava de me presentear, de me fazer feliz.

– Como assim? – Sarah questionou. Ergui-me e olhei fascinada para minha esposa.

– Eu fui a um racha, à menina que eu era apaixonada não fazia nada certo. Fui atrás dela para provar que merecia ficar com ela. – Ergui uma sobrancelha. – Mas não sabia que o racha se transformaria numa perseguição policial.

– E muito menos num beco sem saída... – Me aproximei dela e agarrei sua cintura, com cuidado para não machucar nosso filho. Sim, era um menino.

– Quem iria imaginar que a policial era tão sexy assim? – Sorri de lado.

– Eu nunca suspeitaria que aquela criminosa fosse tão gostosa. – Passei a mão por seu corpo e logo selou nossos lábios.

– Querem um quarto? – Sarah questionou. Revirei os olhos e logo abracei a cintura da minha esposa e acariciei sua barriga.

– Como foi isso? – Anna quis saber mais.

– Eu comecei a revistar sua mãe, Anna. Mas algo diferente aconteceu. Eu senti tesão por ela, nunca gostei de mulheres antes. – Riu.

– Transamos dentro do meu carro. Apenas sexo. Mas no final daquela rodada de prazer eu me vi totalmente interligada a ela, não queria perde-la! – Anna sorriu safada. – Sim, em partes porque ela me fez gozar como ninguém, por outro lado eu não sabia explicar...

– Mas seis meses depois descobrimos que aquilo era amor. – Finalizei beijando seu pescoço.

– Mãe. – Sarah deitou no colo da irmã e perguntou, sem nos encarar. – Você me disse uma vez que sofreu e quase perdeu o que mais amava... – Suspirei.

– Eu fui uma idiota. – Alice começou. – Bella não gostava de uma amiga minha, mas nunca me afastei dela. Um dia me deixei levar, numa festa, e ela me beijou... Acabei retribuindo. Eu estava com sua mãe, namorávamos há alguns meses já, mas ela estava distante, cheia de trabalhos e eu me sentia de lado, carente. Sei que não é desculpa, mas fui humana, não sou perfeita. – Apertei ainda mais ela a mim.

– Quando eu descobri sobre o beijo, na verdade eu o vi. – Sarah me olhou atenta. – Eu não quis saber de Alice. Apenas queria sair de casa, mas ela tentou conversar, disse tudo isso que acabou de falar e muito mais. Dei a ela o que queria, sexo. Confesso que hoje me sinto um lixo por ter feito aquilo. – Abaixei minha cabeça na curva do seu pescoço.

– Eu mereci. – Se virou e acariciou minha face. – Eu merecia muito mais. – Me beijou com carinho.

– Mas... Como conheceu meu pai, mãe? – Anna perguntou.

– Naquela noite eu saí de casa, Anna, corri pelas ruas e logo encontrei uma família jogada na rua. Caio, Beatriz e Gabriela.

– Meu tio, sua esposa e filha, certo? – Anna respondeu com pesar.

– Sim. – A olhei com carinho. – Eu os ajudei, os retirei da rua e os levei a um abrigo. Eu só estava me sentindo na obrigação de fazer por alguém o que Caius fez por mim. – Assentiu. – No dia seguinte começou uma investigação, uma investigação onde Caio era um suspeito. Fui até ele e... Bom, creio que vocês se recordam dos fatos, ao menos você, Anna.

– Vagamente. – Suspirou. – Lembro que meu pai fazia muitas coisas ruins, ele maltratava minha mãe e ficava dias fora. Mas soube, anos depois, que foi ele o responsável pela morte do meu tio, do pai da Sarah e nossa mãe. – Sarah tinha uma expressão séria no rosto. Me preocupei com isso.

– Mas a Tenente Bella o prendeu antes que fizesse mais idiotice. Mas um de seus capangas estava livre e queria vingança. Sequestrou-me e me manteve como refém. Isso você também deve lembrar. – Anna assentiu.

– Passou em todos os jornais. – Assentiu.

– Ela o matou para me salvar. Confesso que foi assustador na hora, mas hoje vejo que foi essencial aquilo, poderíamos estar correndo perigo se ele estivesse vivo. – Beijou minha bochecha. – Minha heroína! Pediu-me em casamento no instante em que entramos na ambulância. – As meninas riram e fiquei envergonhada. – Bella estava com tanto medo de me perder... Mas foi a coisa mais linda que minha Bells fez. – Me olhou com carinho e lhe dei um leve beijo. Mas logo suspirou. — Mas infelizmente seu pai escapou da prisão alguns anos depois, foi quando vocês, infelizmente, passaram por tudo aquilo.

– Você salvou minha vida ao arriscar a sua entrando numa casa completamente em chamas. Uma casa a ponto de desabar. Atirou nele para que não atirasse em mim, me tirou da casa e ainda voltou para buscar Sarah, que estava num local ainda mais perigoso. – Anna me olhava admirada e com amor.

– Eu faria tudo de novo por vocês. – Ela se levantou, junto com Sarah, e me abraçaram. – Eu ainda daria minha vida por vocês, qualquer uma de vocês. – Beijei a testa das mulheres da minha vida.

– Você o matou, não foi? – Sarah questionou.

– Eu não o deixaria vivo depois de tudo. – Sorriu de lado.

– Mãe. – A olhei. – Obrigada... Eu não sabia de toda a história. Nunca me contaram tudo. – A peguei no colo e a beijei com carinho.

– Coisas ruins não devem ser relembradas, Sarah.

– Ele matou o meu pai, não foi? – Assenti triste. – Eu... Como um homem tão mal pode ter uma filha tão contraria dele? – Anna sorriu pra irmã.

– Porque eu tinha uma linda e perfeita pirralha que era o milagre da minha vida. A irmã que eu daria a vida. – Sarah saiu do meu colo e abraçou a irmã mais velha.

– Essas duas são incríveis juntas. – Alice constatou.

– Assim como eu e você. – Concordou e enlaçou minha cintura. – Está bem? Sentindo dor? – Negou – E o Mayko chegou? – Sussurrei em seu ouvido.

– Está mais nervoso do que você quando me pediu em namoro e casamento na frente da família. – Ri. – Mas meu pai não sabia usar uma arma. – Ri mais alto.

– E não era meu chefe. – Pisquei. Logo ouvimos a campainha tocar.

– Deve ser o príncipe encantado. – Sarah implicou, mas ela amava o cunhado que tinha.

– Tomara! – Anna respirou fundo. – Eu vou matar esse idiota! – Saiu brava e abriu a porta. – Veja bem, seu idiota, por que você não... Mayko? – Suspirou surpresa ao vê-lo com um buque em mãos e ajoelhado na porta. – O que...? – Logo pegou sua mão e a beijou, em cima da aliança de namoro.

– Eu te amo, Annabeth Swan, te amo mais do que a mim mesmo. – Mordi meus lábios ao ver aquilo. Era acostumada a fazer e não ver.

– Levanta daí! – Falou constrangida. Mayko riu e logo entrou, piscou em minha direção e logo se posicionou no meio da sala. Jazz, quando o viu, ameaçou avançar nele. O prendi perto de mim e deixe que continuasse. – O que... Por que sumiu? O que significa isso? Você... Mayko! – Ela não sabia o que perguntar, o que fazer, como reagir.

Pedi alguns dias de licença ao quartel e fui para Seattle. Visitei meus pais e pedi um grande conselho a eles. E não é que meu velho disse o mesmo que a minha superior? – Ri quando falou aquilo.

– O que ele disse? – Anna não sabia como reagir,

– Que você é muito para mim. Que eu tenho que cuidar bem de você. Que você é uma joia que não tem como ser ainda mais lapidada, ela já é quase completa. Só falta uma coisa para isso. – Sorriu.

– E o que seria essa coisa? – Perguntou nervosa. Ele se ajoelhou em sua frente, pegou uma das rosas que havia dentro do buque e logo a abriu, revelando duas lindas alianças de ouro.

– Falta você aceitar ser minha esposa. – Ela não sabia se ria ou se chorava. Se o batia ou se o abraçava. Anna estava em choque. – Annabeth, minha pequena, meu diamante... Você aceita se casar comigo e ter o sobrenome Brandon pelo resto da vida? – Anna se jogou em seus braços e logo o beijou.

– Sim, sim, SIM! – Gritou eufórica. Mayko tinha um belo sorriso nos lábios. Logo pegou uma aliança e a colocou em seu dedo. Ela fez exatamente o mesmo. – Eu te amo. – Disse ao beija-lo mais uma vez.

– Não mais que eu, meu amor. – A abraçou forte.

– Aeee! Estava na hora! Quase oito anos! – Sarah brincou e logo correu para abraçar o mais novo casal. – O que tem a me oferecer para não tornar sua vida um inferno, Sr Brandon? – Ele riu e beijou seu rosto, logo perdeu sua pose.

– Tudo o que quiser, pirralha! – Riram e logo Alice estava os cumprimentando.

– Faça minha menina feliz! – Falou séria, mas com a felicidade estampada em seus olhos.

– Como a Sra. Swan a faz. Ou ao menos tentar. – Sorriu largamente e logo abraçou a filha. – Coronel... – Mayko andou em minha direção e logo bateu continência. Jazz rosnou e logo o mandei para fora da sala. Saiu de cabeça baixa e, com certeza, de cara feia pra mim. – Obrigado, por tudo. – Agradeceu ainda em posição. Sentia os olhos de todos em nossa direção.

– Você faz minha filha sorrir. A faz feliz. Quer um futuro ao seu lado. Sei que é responsável e capaz de cuidar de sua segurança. Eu que agradeço, por tudo que fez e que irá fazer por ela. – Sorriu largamente e vários suspiros foram ouvidos. – Descanse, capitão, de agora em diante, em minha casa, você será somente Mayko, meu genro. – Sorriu e logo me abraçou forte.

Não sabia que ele era assim, tão eufórico e animado. Sempre se conteve perto de mim. Foi bom sentir o que minha filha tinha de fato arrumado. Um cara respeitador, mas que sabe ser carinhoso.

– Não irei lhe decepcionar, sogrona. – Rimos.

– Sei que não. Tenho certeza que ainda lembra que possa atirar! – Gargalhamos e apertou minha mão. – Eu abençoou esse casamento mais do que imagina, Mayko. — Falei antes que perguntasse.

– Obrigada, mãe. – Anna logo veio me abraçar. – Obrigada por ser tão perfeita! – Sorri e beijei sua testa. Olhei em seus olhos e acariciei seu rosto.

– Sua felicidade é a minha, Anna, a vida da sua mãe, irmã e sua é a minha. – Assentiu e beijou minha mão, com respeito.

– Já liguei para Rose e a mamãe. Vamos nos encontrar na mansão e ter o melhor jantar de todos! Reunião de família. – Alice anunciou batendo palmas. Ri da minha esposa.

– Então vamos nos arrumar!

[...]

– Sarah! Minha pequena, como cresceu! – Minha mãe falou assim que abriu a porta e abraçou sua neta.

– Também estava com saudades, vó. – Beijou sua bochecha e entrou para falar com o resto da família.

– Anna e Mayko, o mais novo casal de noivos! Seja bem vindo a família, Mayko. – Mayko beijou sua mão com respeito e Anna a abraçou forte.

– Obrigada, vó! – Mayko também agradeceu e entrou.

– E essa família? Não para de crescer, não? – Sorriu feliz ao ver minha esposa. Acariciou sua barriga com carinho e beijou a testa de Alice. – Como está meu neto?

– Bem animado, ainda mais quando a mãe dele fica em casa... Não para um segundo. – Sorri com isso.

– Ele gosta da minha voz, só isso. – Dei de ombros. Mas estava me achando, claro.

– Hurum. Claro. – Entrelaçou nossos dedos e logo entrou em casa. – Mãe, tudo bem? – Beijei sua bochecha e a abracei.

– Melhor agora. Rose e Emm já chegaram. – Respirei fundo.

– Charlie está ai, não é? – Riram da minha careta.

– Para de ser implicante. Ele é seu sobrinho a cima de tudo. – Alice me cutucou.

– E meu futuro genro! – Charlie e Sarah... Bom, eles começaram a namorar tem pouco tempo. Claro que não aceitava aquilo. Minha princesa era um bebe ainda! Mas Charlie era um bom menino e a respeitava. Ao menos isso... Mas não diminuía meu ciúme! Sim, CIUMES!

– Como vai, Coronel? – Bryan, meu Tenente, pergunto. Sorri ao vê-lo de mãos dadas com Anne, minha sobrinha.

– Bem, e você? Assumiu esse namoro logo? – Ele respirou fundo e deu uma leve olhada para o Emm. Vi que estava de cara fechada. Gargalhei. – Pelo visto é a sua vez de ficar assim, meu caro cunhado. – Ele bufou e não falou nada.

– Bryan é um bom menino. Emm que não admite isso. – Rose veio nos cumprimentar. – Está linda, Alice! – Concordei. – E você também, irmã! – Me abraçou forte.

– Você está deslumbrante, Rose. – Elogiei e logo sorriu convencida. Foi para seu marido.

Terminei de cumprimentar o resto da família; Carlisle e Anne, e logo fui me sentar com minha esposa no sofá.

– Noticias da Jane e Kate? – Mamãe perguntou.

– Sim. Estão em Paris com os gêmeos. Aproveitando a viagem e curtindo muito a família. Mandaram fotos. – Sorri. – Minha amiga está se saindo muito bem como delegada. Mais tempo para a família e ganhando muito mais. Kate está ainda mais animada com isso. – Relatei.

– Jake e Leah? – Rose quis saber.

– Jake está em La Push agora. Largou a policia e virou mecânico. Sua família aumentou e ele temeu pela segurança dela. Depois que Billy faleceu, ele preferiu a calmaria da sua cidade natal. – Estava com saudades dos meus amigos e pirralhos.

– Jessica finalmente aceitou se casar com o Mike. Te contei? – Alice falou rindo. Neguei. – Estão na Itália vivendo o maior Love. Falou que vai vir nos ver mês que vem. Está com saudades da sua Capitã e melhor amigo. – Ri disso.

– Explicou que sou Coronel? – Me cabei e me bateu.

– Metida. – rimos.

– Bella... – Carlisle me olhou. – Edward... Como ficou a situação dele? – Suspirei.

– Carlisle... Edward deve ter ganhado a liberdade ou está sendo julgado. Não tenho mais noticias dele desde quando o coloquei na cadeia. – Assentiu. – Mas temo que queira vingança... Acho que o fato de Anna se casar com o Mayko me deixa mais aliviada. Sei que posso contar com ele. Anne também está em boas mãos. – Assentiu e Emm relaxou. – Emm, sua filha escolheu bem. – Anne sorri e assentiu.

– Chega de falar de coisas ruins. Vou preparar algo para nós! – Mamãe falou e logo correu para a cozinha. Quase todas as mulheres foram para lá, exceto eu e Alice.

– Eu te amo muito, sabia? – Sussurrei para ela.

– Não mais que eu. – Beijei seus lábios e acariciei sua barriga. Logo nosso menino se mexeu. – Está vendo? – Fez bico.

– Ciúmes por eu estar lhe beijando. – Riu. – Obrigada por completar minha vida, meu amor. Nunca pensei ser tão feliz assim. – Negou.

– Você que veio para colocar juízo na minha.

– Ambas se completam. Ponto.- Emm gritou. Assenti rindo.

– Concordo. Minha metade não poderia ser mais perfeita. – Sorriu.

– E a minha não poderia ser mais incrível.

– Eu te amo não só pelo que você é, meu amor, mas pelo que me tornei quando me juntei a você. Não te amo só por te amar, mas por tudo que me fez ter. Não te amo só por prazer, te amo de coração. Obrigada por essa família, por nossos filhos, por essa felicidade. Por seu amor. Por tudo. – Sussurrei olhando em seus olhos.

– Eu te amo e soube quando te vi. – Se aproximou lentamente de mim e logo selou nossos lábios. Um beijo calmo e sereno. Um beijo de amor e paixão. Um beijo que dizia tudo.

Talvez minha vida seja cheia de acaso. Talvez seja só o destino tentando traçar meus caminhos. Talvez seja apenas a sorte, ora contra ora favor a mim. Ou talvez seja só a vida se encarregando de me guiar para os caminhos certos.

Mas não me importa se foi destino ou acaso, mas pelo acaso do destino encontrei a mulher que completava minha vida!

“Acredito que na vida tudo tem um porque e que nada é por acaso. Acredito em amor a primeira vista e que o pra sempre existe. Acredito no brilho de um olhar e na intensidade de um sorriso. Acredito em contos de fadas e em finais felizes. Acredito na força que as palavras têm e no sentido delas. Acredito que promessas quando são feitas devem ser cumpridas. Acredito na satisfação que sentimos em fazer bem as pessoas que amamos. Acredito que a vida foi feita para aproveitarmos cada segundo dela, sem se preocupar com o amanhã. Acredito que acreditar nos faz crescer, aprender e viver.”

Erika Teixeira

Notas finais
"LuuhAndrade, Agronatic, Joice, Vicky_Stewart, Amanda Melquiades, Gabillinda, Isabella Swan,, Lemonade cavalcante, Alasca Young, Dry FitzGerald Stewart e Máfia Pattinson" Obrigada a voces, meninas, pelas recomendações e reviews... Muito obrigada! As meninas que de leitoras passaram a amigas, que de amigas passaram a melhores amigas, muito obrigada por sempre me aguentarem, principalmente por agora, sei que to um cu '-' kkk. Enfim. Aos leitores fantasmas, obrigada por acompanhar, mesmo eu demorando décadas, voces estão ai. Bom, aos leitores novos, sejam bem vindos ao ultimo capitulo kkk. E aos velhos, valeu veteranos, amo voces ;) Acho que é isso... Qualquer coisa me adicionem no face, whats tbm... twitter nem entro muito... Mas quem quiser conversar, tamo ai, não mordo u.u kkk. Ultimo beijo de Acado do Destino pra voces ;) Bsus, Lary >
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!