Acaso?

9 Sabores da Chuva


Notas iniciais
Bom, me alegro e detesto dizer que mais uma história está sendo concluída, foi muito bom escrever está fic, pesso desculpa aos meus leitores pela demora deste tão esperado final, agradeço muito por terem acompanhado a construção desta história.

Lábios macios foram o que os lábios de Marcelo sentiram após se tocarem, Hugo já não aguentava mais suprimir o desejo pelo seu amigo, todas as noites em que foi dormir tarde esperando ver Marcelo entrar pela porta novamente, esperando que o amigo estivesse bem, as noites mal dormidas pensando em como seria se algo acontecesse com o maior, tudo agora estava mais claro, sua preocupação não seria a toa.

-Eu... Eu... –Hugo tentou falar, mas foi interrompido por Marcelo quando ele colocou o dedo em sua boca.

-Não diga nada, só aproveite. – Marcelo disse rindo e encostando sua testa na do moreno. Os dois sorriram com os olhos fechados, sentindo apenas o toque e o calor dos seus corpos.

Marcelo olhou pra lado, e viu Jonas parado na porta olhando para os dois. Rapidamente o moreno e o maior se desconectaram e Hugo tentou arranjar palavras pra explicar para irmão, mas começou a gaguejar.

Jonas olhou pra Marcelo, depois para Hugo, e por fim para o seu aviãozinho que estava na sua mão, sorriu para os dois e saiu correndo pelo corredor levantando o seu brinquedo o mais alto que podia e imitando sons de motor, assim que Jonas já estava longe, os dois sorriram.

-Mãe! –Um grito ecoou pela casa. –Cadê o tutu, mãe? – Diana falou histérica de uma lado para o outra da casa, era o dia de sua apresentação.

-Olha em cima do seu armário, minha filha! –A senhora Duarte gritou da cozinha. Enquanto Jonas continuava correndo pela casa com seu avião.

Marcelo e Hugo apareceram pra tomar café quando todos já estavam na mesa.

-Me passa a geleia por favor, querida? –Falou o senhor Duarte para a senhora Duarte.

-Então Di, como vai o coração pra tão esperada apresentação. –Hugo disse colocando seu suco.

-Nervosa! –Diana falou chaqualhando as mãos. – Ainda nem acredito que é hoje!

-Calma minha filha, tudo vai dar certo. –Falou a senhora Duarte.

De fato, Diana estava uma pilha de nervos, Hugo passou o resto da tarde ensaiando com ela os seus passos, como Hugo já havia feito essa apresentação anterior, estava mais fácil pro moreno. Marcelo assistia a tudo sem perder o sorriso do rosto, de vez em quando Hugo perdia a concentração pelo o fato do maior não tirar os olhos dele.

Já era noite quando Diana começou a apressar todos e entrando em desespero por não estar na escola, começou a chorar.

-Minha filha, calma, logo estaremos lá! – Disse a senhora Duarte entrando dentro do carro, por sinal pequeno para ela, Diana, Jonas, Hugo, Marcelo e por sim o senhor Duarte.

A escola estava iluminado por lâmpadas amarelas presas nas paredes como decoração, tudo estava cheio de luzes, pisca-piscas estavam presos no tempo, lâmpadas neons estavam fixadas nas portas do ginásio, onde estava montado o palco onde Diana iria se apresentar.

As cadeiras já estavam marcadas, por sorte, Marcelo conseguir comprar um lugar que estava vago do lado de Hugo.

As luzes foram apagadas e um holofote iluminou o palco, onde uma mulher com um vestido longo vermelho de gala se preparava para falar em um pequeno púlpito que estava do lado do palco.

-É com muito prazer que recebo vocês para essa noite, sejam bem vindos para mais um Festival de Primavera da escola primária e secundaria Carlos Drumond.

A mulher foi ovacionada com uma salva de palmas e logo as luzes se apagaram e uma peça começou, O mágico de Oz.

Marcelo pegou na mão de Hugo, o menor virou para o lado e sorriu e segurou com mais firmeza a mão do menor.

Logo foi a vez de Diana, a mão de Hugo gelou, Marcelo segurou a mão do moreno com mais forçar, colocando o braço dele por cima do seu de forma discreta para que ninguém além de Hugo, sentisse ou visse.

Diana estava nervosa, mas a sua atuação e a sua dança estavam naturais, como se ela tivesse sido feita para dançar, suas sapatilhas deslizavam pelo palco, fazendo Hugo lembrar do seu primeiro dia na trupi de dança, um novato do interior competindo com os grandões da cidade grande, é lembrou que Marcelo estava com ele, ambos com propósitos diferente, mas eles sempre estiveram juntos, desde o começo.

Diana finalizou sua apresentação e ganhou uma salva de palmas de todos que estavam no ginásio, sua apresentação foi belíssima.

Depois do espetáculo, todos foram a uma pizzaria comemorar a apresentação de Diana.

A noite estava nublada e ameaçava cair uma tempestade, relâmpagos tingiam o céu de branco.

Todos já estavam em casa quando a chuva fina começou a cair e ir engrossando lentamente.

-Boa noite! –Hugo gritou para o corredor somente com a cabeça de fora do seu quarto.

-Boa noite! –Todos responderam de volta.

Marcelo já estava deitado na cama, quando Hugo sentou do lado onde se deitaria.

-Ela foi demais. –O moreno comentou com o maior.

-Ela foi igual a alguém que eu conheço, disse Marcelo brincando e se levantando da cama seguindo em direção a porta.

Quando ficou em frente ao portal, segurou na maçaneta e girou a chave que estava na fechadura, virou-se para o menor e foi em sua direção.

-Hoje, será só você e eu. –Marcelo disse deitando-se na cama e puxando Hugo para o seu peito, o moreno hesitou por alguns segundos, mas logo cedeu, Marcelo estava sem blusa, fazendo com que o seu abraço se tornasse mais aconchegante e caloroso.

A lua por um breve momento saiu de trás das nuvens, iluminando os aposentos com uma luz pálida, fazendo com que as gotas de chuva que batiam contra a janela, formando uma pequena cachoeira, transparecessem no chão do quarto, mas logo a lua foi coberta novamente. Agora a única luz, era de um abajur que estava em cima da cômoda, o rosto de Marcelo estava iluminado pela luz amarelada e fraca que o abajur emanava, os olhos estavam fixos um no outro.

-Marcelo, será que isso vai durar?

-Vai durar o tempo que tiver que durar, mas com certeza, eu vou aproveitar cada minuto.

A chuva continuava a cair do lado de fora, esfriando a noite, mas o coração de Marcelo e Hugo estavam aquecidos com uma substancia difícil de ser encontrada, porém preciosa, o amor um do outro.

“Quando tudo nos parece dar errado, acontecem coisas boas, que não teriam acontecido, se tudo tivesse dado certo

Renato Russo”

Notas finais
Minha novela mexicana chegou ao fim, mas sempre pode se ter um recomeço, conto com vocês pra próxima fic, e por que não, um recomeço de Hugo e Marcelo? Deixem seus comentários se está história merece uma continuação ^~^, Até!!!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!