Acampamento do destino

1 Capítulo 1- Acampamento idiota


Notas iniciais
Oieeee! Essa é a minha primeira fic, então peguem leve comigo ok? ;)
favoritem a historia porque, isso faz a vontade do escritor, tipo, em saber que alguém lê as suas histórias, esse é o meu caso. então tá! boa leitura, mil beijosss! :*

-Julie! Desça agora! Vai se atrasar!- gritou um homem

-Eu não quero ir!

-Mas você vai! Eu e sua tia temos que viajar daqui a três horas! Lembre-se que você foi convidada! Não faça isso por birra. Deve ser um acampamento bem caro, não perca a oportunidade!

Uma garota de pele clara, olhos amarelados como a lua, com longos cabelos castanhos, no qual havia uma franja longa que caia as vezes nos olhos. Ela se escondia debaixo da cama e vestia um pijama verde de bolinhas. O pai da menina chegou no quarto e a puxou pelos pés, mas ela resistia bravamente. Seu nome era Julie Pietra Michael. Nunca conhecera sua mãe. O pai a diz que não era alguém muito importante, e apenas deixou ele sozinho com Julie. Não era algo de se impressionar muito ultimamente no mundo. Acabara de completar dezesseis anos e seu pai queria despejar ela num acampamento idiota de verão, era o que Julie pensava. Mas algo a intrigava, era o fato de que o acampamento a convidara. Mas por quê ela?

Julie segurava na madeira da cama com os dedos doloridos e o pai continuava a puxar a menina pelos pés gelados e rachados.

-Julie suas mochilas já estão prontas! Vai ser divertido!

-Eu não vou gastar minhas férias de verão num acampamento de cretinos mimados!- o pai finalmente consegue tirar a filha de debaixo da cama.

Tempos e tempos de discussão, Julie foi convencida. Vestiu seu casaco jeans, uma blusa branca, calça jeans e o seu par de tênis All Star. Pegou a mochila e pôs nas costas e desceu. Seu pai a olhava bravo. Entraram no carro e sentou no banco detrás. Não estava animada. Não queria viajar com o pai e nem ir para o acampamento. Preferia ficar em casa engordando e criando espinhas. Era isso que fazia todos os anos nas férias de verão. Também era algo que não gostava, mas pelo menos ficava em casa em seu canto.

Depois de muito dirigir, Julie notou que o acampamento era no meio do nada. No meio da floresta. A tia dela, que dirigia o carro, parou na frente de uma placa gigante escrito: Acampamento Corcel Dourado. O pai dela virou e deu uma piscadinha. Julie desceu do carro e respirou fundo. O carro foi embora. Julie pensou em sair correndo gritando: "Não me deixem aqui seus malditos!". Mas ela não fez isso. Julie era a típica adolescente revoltada, nunca conheceu a mãe, não tem amigos e tem uma vida social insignificante.

Caminhou um pouco e viu muitos adolescentes agitados, jogando bolas de lama uns nos outros. Sem sombra de dúvida ela devia voltar para casa, mesmo que seja a pé. Deu meia volta até que um homem alto de cabelos negros e com uma barba mal cortada, segurou seus ombros e a levou para o meio do grupo. Aquele homem é o treinador Eithan. Ele era o responsável e o comandante do acampamento inteiro.

-Pessoal! Vamos nos reunir na sala de preparação! Vamos, vamos!-apressou ele batendo palmas

-Com licença senhor...-Julie deu duas cutucadas no ombro do treinador- Onde é a sala de preparação?

-Uma novata! Venha!- o treinador Eithan passou a mão sobre seus ombros e a apertou

Ele levou Julie até a sala de preparação e viu a maior bagunça lá. Pessoas puxando o cabelo uma das outras, jogando bolas de purê de batata ou lutando com réguas em cima da mesa. "Que lugar que meu pai foi me deixar..." Pensava ela. O treinador pegou um prato e jogou no chão, fazendo atrair a atenção de todos os campistas malucos. O treinador limpou a garganta e gritou:

-E aí campistas?!- todos começaram a gritar e bater palmas- Bom, pra começar, essa garota é nova. Julie não é? Foi você que eu convidei. Então tratem bem ela tá legal? Então... quem ainda tem a blusa do acampamento?- ele falava tão alto que os ouvidos de Julie doíam. Um menino levantou a mão.

-E quem tiver queimado a blusa? É uma pergunta hipotética.- todos começaram a rir.

-Eu darei blusas novas. Estão em cima de suas camas todas as medidas, vejam qual fica boa em vocês. Agora... Quero todos vestidos com a blusa em menos de cinco minutos! Vão, vão!

Todos os campistas correram em direção a porta, fazendo ela ficar pequena demais para centenas de campistas loucos. Julie foi mais esperta e saiu pela janela. As pessoas notaram a sua saída e começaram a correr pela janela. Julie correu para longe sem saber onde estava. O acampamento era enorme. Tinha um lago bem grande e várias casas, porém de cores diferentes, tinha a casa vermelha, a verde, a amarela e a azul. Julie não sabia em qual entrar, então entrou na azul. Lá estavam meninas se trocando e meninos também. Ela só pôs a blusa do acampamento por cima da sua branca. Jogou a mochila na cama beliche de cima, sentiu-se mais liberta, estava muito pesada. A blusa do acampamento era azul escura e tinha um corcel dourado e o nome Acampamento Corcel Dourado. E tinha umas siglas atrás escrito ACD Corvinal. Ela não entendeu e se distanciou do grupo e sentou perto do lago.

Uns dez minutos depois uma menina de cabelos loiros como o sol e olhos azuis como o céu sentou perto dela. Tinha a blusa azul escrita também atrás Corvinal. Uma parte do cabelo dela era raspado. Ela disse animada:

-Oi meu nome é Kary.

-Julie- disse ela com um sorriso meio torto

-Seja bem-vinda ao acampamento. É um lugar meio louco mas depois você se acostuma- até que ouviram uma corneta bem alto- Oh não...

-O que foi?- perguntou Julie curiosa

-São os nojentos do acampamento adversário. São uns retardados que se acham o biscoito do pacote.

-Não tenho paciência pra gente assim.

Elas se levantaram e caminharam até o centro e se posicionaram atrás do treinador, como todos os outros campistas. Era como se estivessem acostumados com isso e até demarcado as posições de combate. Poucos minutos depois, surgiu entre as árvores da floresta, um exército de adolescentes raivosos com a cara fechada por fora comandados por uma mulher de cabelos negros e olhos frios como o aço. Julie leu na camiseta Acampamento lua sangrenta. Não era um nome muito amigável. Ela começou a perceber que as coisas estavam ficando tensas por ali. Julie não entendia. Era a única novata do acampamento inteiro.

-Treinador Eithan...Demônios...-disse a mulher se referindo a população do acampamento corcel dourado- nos encontramos novamente.

-O que você quer Rosa?- disse rosnado o treinador

-Quero revanche da água colorida. A última vez vocês trapacearam.

-Ou vocês não sabem perder.

Os adolescentes do Corcel Dourado começaram a falar baixinho coisas do tipo: "Tomou na cara", "Vai de novo" ou qual quer coisa do tipo como se tivesse levado um coice. O treinador concordou com o tal jogo e seria na noite seguinte. O outro acampamento foi embora.

O treinador Eithan coçou a testa preocupado. Ele tentava demonstrar segurança e ser firme. Ele tirou algo do bolso, parecendo um leão. Era bem pequeno, do tamanho da palma da mão. O treinador mostrou aos campistas e todos se curvaram e Julie ficou de pé, mas logo entendeu que era para fazer o mesmo. O treinador tirou outro objeto, era do mesmo tamanho do leão, porém era uma serpente. Os campistas continuaram ajoelhados. Ele puxara mais um amuleto que tinha a forma de uma águia. E por último, o amuleto que tinha a forma de um texugo. Os campistas se levantaram.

-Atenção filhos de Godric Gryffindor, Rowena Ravenclaw, Salazar Slytherin e Helga Hufflepuff, temos uma batalha pela frente, então vamos lá! Vamos vencer esses bruxos de meia-tigela!

Os campistas começaram a gritar e bater os pés no chão. Julie não estava entendendo nada, então o treinador olhou para ela.

-De quem você é filha Julie?-perguntou

-Como é?

-De qual dos quatro maiores bruxos você é filha? Eles fundaram a maior escola de bruxos que a humanidade já viu, estou falando de Hogwards.

-Eu...-ela foi andando ara trás e todos olhavam para ela- preciso telefonar para o meu pai.

-Seu pai a deixou aqui porque é mais seguro. Atrás do portão do acampamento, tem perigos lá fora, dos piores que pode imaginar. Eles tem sede de seu sangue, do sangue mais precioso do universo.

-Eu nunca mais verei meu pai?!- perguntou ela meio frustrada.

-Ajudem-na a superar isso campistas. Hoje a noite, descobriremos quem é a sua mãe.

O treinador Eithan caminhou com os braços para trás no meio da multidão. Era uma das coisas mais difíceis de ser filho de um bruxo ou algo paranormal, largar a família e sobreviver sozinho. Por isso que seu pai colocara tantas roupas e tantas sacolas para ela, porque ela ia morar no acamamento pelo resto da sua vida. Julie mordeu o lábio e olhou para o chão. Quando percebeu, todos tiravam o amuleto de seus bolsos. Havia muito com o símbolo da serpente, também muitos com o do leão e poucos com o do texugo e da águia.

Quem ia saber de quem Julie era filha? Por que seu pai não lhe disse antes? Tinha tantas perguntas que batiam em sua cabeça freneticamente. Quando alguém cutucou seu ombro. Era Kary. Ela deu um livro para ela e leu o título: Casas ou Chalés. "Cada animal representa uma casa. O símbolo do leão é da Grifinória, o bruxo fundador da casa foi Godric Gryffindor. O símbolo da serpente é da Sonserina, o bruxo fundador da casa foi Salazar Slytherin. O símbolo do texugo é da casa Lufa-lufa, a bruxa que fundou a casa foi Helga Hufflepuff. E por fim, a águia é da Corvinal, a bruxa fundadora foi Rowena Ravenclaw.". Julie suspirou.

-Eu sou da Corvinal. Olha- ela mostrou o amuleto a Julie

-Por que não fomos para... como é mesmo? Hogwards?

-Porque somos filhos dos quatro maiores bruxos. Somos alunos para sermos os sucessores deles!

Sem que percebessem já havia ficado escuro. Julie se lembrou do que o treinador lhe dissera: Hoje a noite saberemos quem é sua mãe. Sentiu a espinha gelar. Kary e Julie caminharam até a fogueira, onde estavam todas as casas reunidas em torno dela. Julie ficou em pé, não sabia para onde ir. Até que o treinador deu duas cutucadas em seu ombro e disse:

-Com licença- ele cortou a mão de Julie com a faca que tinha e coletou o sangue com um vidro- Obrigado.

-Isso doeu!- disse Julie apertando a mão contra a blusa.

O treinador Eithan jogou o sangue coletado na fogueira e depois um pó. Se a fogueira ficasse vermelha, ela seria da Grifinória, se ficasse verde, da Sonserina, se ficasse amarela, Lufa-lufa e se ficasse azul ficaria na Corvinal.

Todos olharam atentos e tensos para a fogueira...

Notas finais
Ufa! Que capitulo grande não é? Mas acompanhem esses capítulos! eu prometo que vou dar o meu melhor! Mil beijos!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.