Acampamento de Sangue
5 Um contato mais nítido
Notas iniciais
-GABI!!!-A garota estava pálida.Seus olhos miravam para apenas um lugar.Seus dedos tremiam.
-Sangue... Eu vi sangue.... Ele estava seco... –Seu corpo se juntou ao meu em um abraço.Agora eu podia sentir com mais clareza aquele medo.
-Opa acho que to incomodando o casal.- Marcos, Christian e Camila aparecendo no meio daquela neblina.Suas caras estavam estranhas.Espera....
-Não... Não é nada disso.-A só falta eles pensarem que eu e a Gabi...-NÃO!!!NÃO É NADA DISSO... É QUE A GABI VIU UMA COISA NA FLORESTA...AHHHH!!!ACREDITEM....
-Ele esta certo gente... Eu vi sangue...
-Como assim?-Marcos ficou curioso enquanto uma atmosfera misteriosa nos envolvia aos poucos.
-Ele estava perto de umas arvores, mas já estava seco.-Gabriela se acalmava aos poucos enquanto enxugava seus olhos e contava, detalhadamente, a cena.-E depois disso eu vi três garotos gêmeos.
-Eles eram loiros?-Eu estava com uma leve impressão de que eram os mesmo a entrar no ônibus.-Sim.-Ao ouvir esta resposta confirmei que realmente eram aqueles gêmeos de qual eu vi entrar no transporte.
-Galera vamos para o jantar.-Chris ao olhar no relógio nos avisou.
-Vão vocês eu quero confirmar este sangue.-Eu realmente estava querendo ver de perto.
-Por quê?
-Não estou com fome.
-Eu vou com você.-Marcos se levantou e, pelo visto, parecia estar curioso igual a mim.
A noite naquele momento caiu de vez deixando a neblina mais densa.
-Então nos encontramos daqui a pouco.-Os três desapareceram no meio dos jovens de nosso chalé.
-Então vamos neh.-Eu e Marcos criamos coragem e entramos, sem olhar para trás, naquela intensa mata fria.
-James...
-Sim?
-Você e a Gabi tem algo?
Eu parei de andar.Os olhos de marcos me fitavam.Sua expressão ficou seria.O vento passou por nos dois fazendo algumas folhas mortas voarem em nossas direções.
-Não.-De minha boca saiu à pura verdade, mas...
-Não minta eu vi que você...
-Pode ficar tranqüilo eu não estou louco pela Gabi, mas pelo visto outra pessoa esta.-Eu sorri para ele que rapidamente corou.
-Esta tão na cara assim...-Marcos fitava o chão.
-Devo admitir que sim.
-Não conta pra ela por favor.
-Fica tranqüilo cara eu não vou revelar isso.-Ate parece que sou fofoqueiro ou coisa do tipo pra ficarem me pedindo essas coisas.
-Mas como eu posso fazer ela me notar?
-Como assim?
-Tipo eu não quero que ela me veja como apenas mais um amigo...
-Vai com calma.-Os galhos de mortos pareciam espinhos invisíveis.
-Eu sei...
-Olha eu não sou um bom conselheiro amoroso, mas se você tratá-la bem e coisas do tipo ira conseguir isso que tanto deseja.-Meus olhos, a cada segundo que passava, ficavam doloridos.
-Acho que chegamos.-avisou Marcos ao notar aquela cor vermelha perto de algumas arvores.
-Então ela não estava mentindo.-Meu corpo ficou paralisado ao ver, no meio daquele branco, uma cor que se destacava.O vermelho.
-Mas pelo visto ele não esta tão seco assim...
-Verdade.
Vuuuuuu....-Meus ouvidos detectaram um barulho...
-O que foi isso?-Marcos parou...
-Não faço a mínima idéia, mas...-Novamente aquela sensação de alguém tocando no meu pescoço surgiu.Mas agora estava mais nítida.Eu podia, muito bem, sentir aqueles dedos gelados tocando na minha pele quente.Também podia, com muita dificuldade, ouvir a respiração do ser.Porem ao me dar conta de quem era o perdi de vista... Ele havia desaparecido sem dar rastro dando a idéia de que estava sempre flutuando.
-Você sentiu?
-Sim.-Eu confirmei enquanto passava a mão em meu pescoço.
-Parecia ser...
-Não deve ter sido um bicho...-Eu tentei não pensar...
-Vampiros.-Marcos fez eu pensar ao dizer aquilo.
-Impossível.-Eu disse confirmando que não poderia existir aquelas criaturas que tanto vemos nos filmes e livros.
-Claro que pode.-Marcos começou.-Você não viu aquela reportagem que dizia sobre os possíveis relatos de um sugador de sangue?
-Eu pensei que aquilo era mentira.
-Todo mundo pensou, mas na minha cidade aconteceu um parecido.
-Como sabe?
-Ele era da minha família.
-Sinto muito...-Por que todo mundo conta essas cosias pra mim?Eu não entendo.Pareço um confessionário.
-Mas isso foi passado.O que quero dizer é que eles existem mesmo.-Seus olhos ainda fitavam aquele sangue.-Só me assustei ao descobrir, neste momento, que eles estavam nesta região.
-Então todos nos iremos morrer?-ironicamente eu perguntei.Vampiros não existem isso é coisa de criança.
-Sei lá.-Marcos deu as costas para mim.-Vamos voltar, pois daqui a algumas horas conheceremos os coordenadores.
-Verdade.-Eu lembrei desse detalhe.
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