Acampamento Do Terror

2 1 - Gritos e Zumbis, Nada Bom!


Notas iniciais
Depois de um tempão... (acharam que eu esqueci a história, né?)
... Voltei com o capítulo um.

Todos da oitava série se sentaram em alguns troncos, em forma de roda, no centro a fogueira, que crepitava. Todos estavam cochichando uns para os outros. Eu estava, como sempre, ao lado da Heather, ela escrevia algo no seu pequeno caderno.

- O que é isso? Você escreve tanto nisso! – Disse olhando a letra dela, que era pequena, mas muito bonita.

- Ah, é só algumas coisas para quando eu for fazer a faculdade, já ter algumas anotações. – Ela escreveu algo. – Hã, você deve achar isso idiota, não é?

- Hã? Claro que não! Acho muito inteligente! – Não tenho certeza, mas fiquei um pouco corado. – Q-Quem dera eu tivesse vontade de fazer isso! – Nós rimos.

O dono do acampamento chegou dizendo:

- Bem pessoal – Bateu e palmas e pediu nós pararmos de cochichar. – Agora, vamos começar a sessão de histórias de terror! Todos podem participar. São histórias inventadas na hora ou então, histórias que realmente aconteceram!

Ficamos lá por muito tempo, uns contavam e olhavam para todos, para se certificar de que estavam com medo. Outros do nada davam susto para ver os outros gritarem. Foi interessante, até que chegou a vez de Heather contar, ela não hesitou nem um pouco.

- Bem, o que vou contar aconteceu com meu... Tio. Disseram-me que ele morava num tipo de casa de campo, no meio da floresta como essa. – Apontou para o casarão ao lado. Seus olhos pareciam sombrios. – Então... Ele vivia nela e adorava, porque tinha um rio, onde ele e seus irmãos brincavam. Num dia de chuva, quando eles foram lá para pegar alguns peixes... Meu tio jura de pés juntos, que viu um homem entrando na água arrastando uma mulher pelos cabelos. Até aí ele pensou que era sonho ou qualquer coisa que nós pensamos quando não acreditamos em algo... – Ela fez uma pausa amedrontadora.

- Continua! – Disse eu.

Ela riu e continuou:

- Certo... Aí meu tio, quando cresceu mais, foi brincar com seus amigos no rio. Ele nem se lembrava do acontecimento. Quando entrou na água, ela estava fria e Garry, um dos amigos dele, morreu afogado. Enquanto ele gritava por socorro, ele dizia “Tem algo me puxando!”. Meu tio ficou horrorizado e não entra mais na água desde aquele dia.

Todos ficaram quietos olhando para ela e para os lados.

- Mas não se preocupem! – Falou ela. – Isso foi em outro estado!

O resto foi normal. Quero dizer normal para alguém que conta histórias de terror. Eles faziam um suspense e nós morríamos de medo. Quando todos contaram pelo menos uma história. Nós comemos os marshmallows.

Todos estavam descontraídos. Conversavam sobre as histórias e sobre o lugar. Heather comia um marshmallow e disse:

- O que você pretende ser quando crescer?

- Não sei... Talvez algo que envolva coisas antigas, sabe? Sempre gostei de coisas antigas, cultura, religião, a vida dos povos antigos. Talvez eu seja arqueólogo! E você?

- Bióloga! – Falou olhando para o seu caderninho.

- Por isso você anotou algo sobre aquele pato?

- Sim, é que...

- AAAHHHHH! – Gritou alguém. Mas não estava entre nós. Veio da floresta. – AH! – Gritou de novo.

O dono do acampamento, John e a professora Mandy se levantaram e conferiram numa prancheta se todos os alunos estavam ali. Conferiram umas três vezes. Ninguém havia saído de perto da fogueira. Eram trinta e cinco alunos.

Pediram para todos, se fosse uma brincadeira, que parasse, pois tal coisa não tinha mais graça. A professora pediu para que todos fossem para dentro.

Antes de entrar, ouvi os dois comentando:

- John, você sabe o que foi isso?

- Não tenho certeza, mas suspeito que seja algo ruim. – Fez uma pausa. – Não fale nada para os estudantes. Isso pode dar medo neles.

Todos colocaram os pijamas e foram para as camas.

John veio conferir se todos estavam dormindo. Mas foi um engano. Após a saída do dono do acampamento, alguns dormiram, provavelmente para esquecer isso, já outros, como eu cochichavam.

Sentei-me na cama e outras pessoas também fizeram o mesmo. Inclusive Harold, que era o único menino, da minha classe que eu gostava de conversar.

— Jaden do céu! – Falou. – Pelo Santo Graal! O que foi isso?!

— Não sei. – Disse. – Mas ouvi o John falando que isso era algo ruim e que a professora Mandy, não devia contar isso para a gente, por que se não... Poderia virar um pandemônio!

Harold colocou os óculos que estavam no criado-mudo, tinha olhos azuis e cabelo ruivo encaracolado. Magro e usava um pijama verde com desenhos de livros, canetas e outras coisas, que não prestei atenção.

— Isso é muito estranho! – Falou. Olhamos ao mesmo tempo para fora, a fogueira fora apagada, as árvores balançavam com o vento e estava tudo sombrio. – Vamos lá ver?

— O quê? Tá maluco? – Falei indignado. Se John ou a professora nos pegassem seríamos mandados para diretos para casa! – Não podemos sair, se eles nos pegarem...

As pessoas que estavam sentadas nas camas conversando, deitaram e tentaram dormir. Eu coloquei os braços nas pernas e pus a cabeça nas mãos.

— Ninguém vai ver, sairemos de fininho, até a porta e aí vamos ver o que tá acontecendo! – Voltei a olhá-lo. Ele observou meu rosto. – Você quer, não é? Mas... Mas tem medo!

— N-Não... – Ele me olhou, com um olhar aniquilador. – Tá bem... Tenho medo que me peguem!

Decidimos ir. Fomos com o maior cuidado até a porta do quarto. Abrimo-la com cuidado para não fazer barulho algum. O corredor era amplo e não muito longo. No final, uma escada até o dormitório das meninas. Do lado oposto ao nosso quarto ficavam três outros quartos, um para a professora e outro, para o John. Sobrava apenas um.

Fomos com o maior cuidado até a porta e a abrimos. Finalmente passamos para o lado de fora. Após fechá-la, fomos para o centro, onde já estivera a fogueira. Lá escolhemos pensar no que fazer.

— Ok. – Falou Harold. – Já estamos aqui fora. O próximo passo é ir em direção de onde veio o grito naquela hora! Foi dali?! – Apontou para um lugar perto do caminho que levava ao lago.

— Hum... Sim, foi mais ou menos dali!

Corremos naquela direção.

Tempo estava frio e muito assustador. Fomos indo por entre as árvores e pelos arbustos, até chegar à margem do lago. Seguimos alguns metros até um rio, que desaguava no lago e continuava do outro lado.

— Não podemos entrar na água! – Falei.

— Tem razão! – Harold disse passando a mão no queixo.

Olhamos por toda a parte. Do outro lado do rio, não havia nada, nem do outro lado do lago. Tudo estava em perfeito estado, nada fora do normal, quando ouvimos um barulho estranho atrás de nós, não parecia nada conhecido, mas o som mais próximo daquilo era o som de um quebrar de galho, a única coisa que mudou foi que o som era mais forte, não algo leve, como o quebrar um galho!

Olhamos para trás com medo, vimos um homem andando de vagar, ele estava meio torto para o lado. Parecia que andava mancando da perna esquerda. Seus sons, não eram gritos, eram gemidos.

— O que é aquilo? – Disse para Harold.

— N-Não sei. – Gaguejou. – Mas se é humano ou não... Eu não quero saber!

Ele vinha pelo meio das árvores, não se podia ver nada de seu corpo, apenas que andava mancando e que gemia como se sentisse dor. “Seriam zumbis?”, perguntei a mim mesmo.

— Rápido! – Gritei. – Vamos sair daqui!

Disparamos pela margem do rio, fugindo do ser estranho. Ele pareceu realmente querer nos pegar, pois tentava correr, mesmo, com uma velocidade nada rápida! Gemia e mancava atrás de nós.

Depois de algum tempo correndo, conseguimos chegar à escadaria que dava ao centro do Acampamento Coruja. Subimos correndo até que chegamos lá em cima e observamos por algum tempo a parte de baixo, perto do lago para ver se ele aparecia, mas nada.

Voltamos correndo até a porta, onde decidimos conversando, mesmo ofegantes:

— Cara... – Falei, com a respiração acelerada. – Isso foi muito... Estranho! Que diabos era aquilo? Um morto-vivo, vulgo... Zumbi?

— Zumbi? Morto-vivo? – Disse Harold, com as costas arqueadas, com a respiração igual a minha. – Tá maluco? Isso é impossível! É coisa de Hollywood, e estamos muito longe de lá, Jaden!

— Vai falar isso pra ele lá embaixo!

Ficamos quietos, entramos com o maior cuidado, passamos pelo pequeno corredor e fomos direto, para o quarto, em seguida, nossas camas.

Hoje o dia fora muito agitado. E se isso foi um sonho. Amanhã de manhã e eu ia tirar a prova dos nove! Dormi logo.

Notas finais
reviews?
:D
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.