Acampamento De Férias
10 Capítulo 10
Notas iniciais
Autora Pov:
Paulo e Kokimoto estavam preparados para aprontar com a equipe roxa. O plano deles é irem durante o jantar, onde ninguém da equipe adversária estará. Valéria estava bastante desconfiada de Paulo, ela observava o mesmo que tinha um sorriso bem sapeca no rosto. Todos estavam se dirigindo para o refeitório, enquanto isso Paulo e Kokimoto ficara para trás.
– Koki você está com as tintas? – Perguntou o Paulo para o seu amigo. Ele apenas assentiu. Os dois foram em direção a cabana dos seus queridos colegas do time roxo. Hoje à noite seria bastante agitada.
Os dois foram entrando devagar, pegaram vários baldes para pôr a tinta dentro dos mesmos. Eles queriam mesmo é causar confusão.
Valéria Pov:
Todos estavam reunidos na cantina. Observei de longe o quanto Alicia estava feliz por conversar com o Mário. Aí tem coisa. Olhei para todos os lados a procura de Paulo e nada dele. Será que aconteceu algo com aquele Peralta? Aposto que está aprontando algo, até por que o Kokimoto não se encontra presente.
– Gente, vou ir dar uma volta, não estou me sentindo muito bem – Menti. Alicia logo me olhou preocupada.
– Quer que eu vá junto Val? – Perguntou a minha amiga.
–Não Alicia, eu preciso de um tempo sozinha. Logo se falamos – Sorri para ela. A mesma sorri para mim como resposta.
Assim que saí da cantina, fui procurar o Paulo. Só para deixar bem claro, não estou preocupada com ele. Talvez só um pouco. Fui andando, até que vejo o Paulo e o Kokimoto saindo da cabana da minha equipe. O que esses dois idiotas estão fazendo? Fui perseguindo eles, os dois carregam dois baldes em sues mãos. Depois de algum tempo perseguindo eles, perdi os dois de vista. Que ódio. Senti duas mãos em minha cintura e dei um pulo. Olhei para trás para ver quem era o engraçadinho, era o Peralta do Paulo.
– Que susto – Falei. Coloquei a mão no coração por causa do susto. Ele me olhou com um sorriso de deboche.
– Você está me seguindo em Valéria? – Perguntou. Agora a sua voz era em um tom mais sedutor. Comecei a ficar nervosa, não sou de ficar assim perto de ninguém. Porém com o Paulo é diferente.
– Vi que você não estava na cantina. Resolvi ir atrás, para ver o que estava aprontando. Vejo que fez algo na cabana da minha equipe. Paulo, você não cansa de fazer merda não? – Perguntei indignada. Ele sempre foi assim desde que eu o conheço por gente.
– Gosto de animar as coisas por aqui – Sorriu sapeca. Olhei para ele com uma cara de reprovação – Eu já disse que você está linda?
– Não me venha com esse papinho Paulo. Eu sei que você está tentando me enganar, mas não vai funcionar – Respondi. Ele me olha surpreendido com a minha resposta – Aliás, você sabe mentir muito bem.
– Eu não estou mentindo Valéria. Larga a mão de ser dramática. Sempre te achei linda – Disse Paulo. Minha cara neste momento estava um pimentão, nunca ouvi isso dele antes.
– Paulo me diz o que você estava fazendo na cabana da minha equipe? – Perguntei já impaciente. Ele revirou os olhos, já vi que vai ser difícil ele falar algo.
– Logo você irá saber Val – Sussurrou em meu ouvido e saiu andando. Esse garoto me deixa maluca.
Olhei para a cabana da minha equipe, não quero que eles caiam nas armadilhas do Paulo. Descendi entrar antes de todo mundo e sofrer as consequências.
“Boa sorte para mim – Pensei.”
Fui entrando na cabana, logo que entrei um balde cheio de tinta caiu em cima de mim. Ótimo, irei ficar com o meu cabelo cheio de tinta vermelha. Eu mato o Paulo Guerra. Fui abrindo todas as portas que tinham por aqui, aposto que ele colocou em todas. Olhei para o chão que estava cheio de tinta, vou matar aquele Peralta e aquele Japonês. Sai andando da cabana furiosa.
– Valéria o que aconteceu com você? – Perguntou o Jaime assustado. Eu estava em um momento crítico, meu corpo estava coberto de tinta.
– O Paulo queria pegar todos da nossa equipe, então colocou baldes tintas em todas as portas. Eu vou ir lá matar aquele Peralta metido a besta – Saí pisando firme. Estou com tanta raiva dele.
Sem ao menos bater na porta, entrei na cabana adversária. Todos me olhavam assustados, ainda mais na situação em que me encontro. Olhei diretamente para o Paulo que estava com medo do que eu podia fazer.
– Val o que ouve com você? Por que está coberta de tinta? – Perguntou a Maria Joaquina. O Kokimoto segurava o riso junto com o Davi. Esses dois e o Paulo estão na minha lista negra.
– Pergunta para o Paulo – Respondi. Todos olhavam para ele, as garotas ficaram brabas com o mesmo.
– Que atitude mais infantil. Aposto que o Koki estava junto também – Comentou a Margarida.
– Eu sou inocente – Falou o Japonês, com as mãos para cima.
– Não vem que não tem. Você ajudou esse Peralta a fazer isso – Mostro o meu estado – Paulo você não cansa de fazer isso com as pessoas? – Perguntei.
– Você fica mais linda quando está brava – Respondeu o Paulo. Vi que ele estava tentando me provocar, mas ele me paga. Assim que todos ouviram isso, fizeram “hmmmm”, esse garoto só me faz passar vergonha.
– Aé? – Fui indo em sua direção, assim que cheguei perto dele, pulei em cima do mesmo. O sujando todo de tinta – Isso é só um pouco do que está por vir Paulo Guerra. Você se meteu com a pessoa errada.
– Sério mesmo? Estou morrendo de medo marrentinha – Respondeu. O Paulo virou para que pudesse ficar em cima de mim. Droga! Esqueci que ele é um pouco mais forte que eu. Por um momento o meu coração começou a acelerar mais que o normal. O Peralta me olhava de uma maneira estranha. Nenhum garoto me olhou assim até hoje, nem se quer o Davi. Paulo me olhava com um certo carinho, como se quisesse se desculpar por tudo que fez.
– Paulo saí de cima de mim – Falei. O mesmo não pronunciou nada, porém vi que ele se aproximava de mim, olhando para o meus lábios.
Mário Pov:
Depois do jantar, todos foram voltando para suas cabanas. Eu estava um tanto quanto animado para sair com a Alicia. Assim que chegamos, vimos a Valéria toda coberta de tinta, com uma cara nada boa. A mesma falou que o Paulo queria aprontar com todos, porém ela não queria que ninguém daqui se machucasse por causa dele, então resolveu sofrer as consequências.
– Mário eu vou ir tomar um banho antes de sairmos ok? – Falou a Alicia. Eu apenas assenti, estou um pouco nervoso por que hoje irei falar o que sinto por ela. Espero que ela corresponda.
– E aí cara? Animado para sair com a Alicia? – Perguntou o Jaime. Eu estava vermelho feito um tomate.
– Estou sim Jaime. Só estou um pouco nervoso, é o meu primeiro encontro – Respondi.
– Vai dar tudo certo, também vou sair hoje com uma garota – Sorriu animado. Pensei que lee gostasse da Valéria.
– Com a Margarida? – Perguntei. Ele logo estranhou, não sei se ele ainda notou mas ela é louca por ele.
– Não! Somos apenas amigos. Vou sair com a Carmen – Falou. Por um momento ele estranhou o porquê de eu perguntar da Margarida. Fiquei até surpreso, ele e a Carmen? Novidade.
Eu e o Jaime continuamos conversando, até que uma linda morena de cabelos negros para em minha frente. Sim, é a Alicia. A mesma estava linda demais, raramente ela passa algum tipo de maquiagem, mas nunca exagera, até por que ela fica mais linda sem.
– Uau Alicia, você está linda demais – Disse, meio que sem jeito. Eu estava todo bobo por ver ela assim.
– Obrigada – Sorriu envergonhada – Vamos?
– Claro. Até depois Jaime – Falei. Eu e a Alicia saímos da cabana e fomos andar de barco. Eu pensei em algo mais romântico, apesar dela não ser muito desse tipo de coisa. Espero que ela goste.
Logo chegamos em um lago que tinha ali, é lindo demais. Admito que tenho um bom gosto. A morena ficou impressionada com o lugar, ninguém daqui ainda chegou a ver este lago.
– É lindo Mário – Comentou Alicia – Nunca vi este lago aqui.
– Nem eu, mas um senhor me falou sobre esse lago. Pensei em trazer você aqui, eu e você somos os primeiros a estar aqui da nossa turma.
– Me sinto honrada – Sorriu Alicia. O sorriso dela é o mais lindo do mundo.
– Vem! Vamos andar de barco – A puxei, com delicadeza é claro. A mesma assentiu. Ajudei ela a subir em cima do barco e logo eu subi também. Começamos a remar e admirar a paisagem, é lindo demais. O céu cheio de estralas, a lua estava linda e em nossa volta estava tudo iluminado e cheio de flores.
– É tudo tão lindo Mário – Comentou a Alicia. Vi o quanto ela estava impressionada com o que via, não é só ela. Fiz uma bela escolha, porém agora quero dizer a ela tudo que sinto.
– Alicia eu quero te falar uma coisa – Engoli o seco. Eu estou muito nervoso.
– Pode falar Mário – Disse Alicia. A mesma colocou a mão em cima da minha, o que me acalmou um pouco.
– Faz algum tempo que eu quero falar isso para você. Estou um pouco nervoso, até porque é o me primeiro encontro com alguém muito especial para mim. Desde o ano passado, estou sentindo algo por você, que a cada dia fica mais forte. Esse teu jeito marrento, determinado, aventureiro e divertido de ser, me encanta de um jeito que nem consigo dizer. Cá entre nós, prefiro mil vezes uma morena, ainda mais se ela for Alicia Gusman. A garota mais incrível que já conheci. Eu sei que não sou bom com palavras, mas EU TE AMO – Falei olhando em seus olhos. A mesma estava intacta. Alicia começou a chorar, por um momento fiquei preocupado.
– Essa é a coisa mais linda que um garoto já disse para mim – Sorriu emocionada. Suspirei aliviado. Alicia vem me dar um abraço forte e correspondo.
– Sei que ainda é cedo demais para dizer isso. Pois não faz muito tempo em que comecei a sentir algo por você, mas eu te amo Mário – Sussurrou em meu ouvido. Me desfiz do abraço e a beijei. Foi a primeira vez em que beijo uma garota. Me sinto realizado ainda mais por ter perdido com quem eu amo. Eu esperei tanto por este dia e agora sei, tudo tem seu tempo e finalmente o meu chegou.
Paulo Pov.
Eu estava em cima de Valéria, a mesma se debate para tentar sair, mas foi em vão. Estou tentando não olhar para aquela boca, porém é impossível. Estou mesmo amando essa garota e não é pouco. Mas como posso amar alguém que mal comecei a gostar? Talvez seja por todos os anos de implicância, talvez daí começou esse sentimento, que eu sempre tive que lutar contra. Por um minuto Valéria parou de se debater. Comecei a chegar mais perto dela, eu queria beija-la, abraça-la e nunca mais soltar. Tomei um impulso e a beijei, foi algo tão carinhoso. Ouvi alguns olhares e algumas palmas. Assim que paramos o beijo por causa do maldito ar, todos começaram gritar.
– Que lindo gente – Falou a Maria Joaquina.
Antes mesmo de Valéria pronunciar algo, cheguei mais perto e sussurrei: eu te amo. Vi que ela ficou envergonhada. Não sei de onde tirei toda essa coragem para dizer isso, mas me sinto aliviado, estava guardado dentro de mim algum tempo.
– Eu preciso ir – Valéria saiu de baixo de mim, sem pronunciar nada a ninguém foi embora.
– Paulo você precisa conquistar a Valéria de vez – Comentou a Laura.
– Concordo, awn gente que fofos vocês dois. Eu já shippo Pauléria – Falou a Margarida. As meninas gritaram o nome “Pauléria”. Olhei para os garotos, o Davi estava furioso.
Valéria Pov.
– Sai correndo da cabana da equipe laranja, eu não acredito que o Paulo me beijou na frente de todos e ainda disse que me ama. Será mesmo que ele sente isso tudo por mim? Eu gosto dele de verdade, até demais. Aquele malandro roubou o meu coração, só espero que dessa vez ele cuide muito bem dele.
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