Acampamento Das Aberrações
3 Brigas e Mais Brigas
Notas iniciais
POV. Samantha Hellthorne
Meia-hora, esse é o tempo que Carollyn está aqui, ela já conseguiu:
1- Arrumar briga com o Sr.D
2- Destruir o chalé de Afrodite
3- Ser temida por todo o acampamento, menos eu, claro.
4- Não tem quatro, ainda.
Eu e Benjamin estávamos indo para a aula de esgrima, normalmente eu sou a instrutora graças ao feitiço que protege toda a Garde. Todos que tentam me machucar acabam de ferindo, eu "reflito ataques" nos outros e nunca vi meu próprio sangue durante toda a minha vida, na verdade eu tenho pavor de sangue, mas é segredo!
Entramos na Arena, o chalé de Ares, Atena, Deméter, Afrodite e os dois filhos de Hécate estavam ali.
Carollyn estava sozinha e era tratada como uma aberração, mas, claramente, ela é uma para a maioria.
— Bom dia pessoas! — gritei chamando atenção de todo mundo, subi no pedestal no meio da Arena. — Hoje vamos ter duelos.
Os filhos de Ares comemoraram, os outros apenas soltaram exclamações negativas.
— Lembrem-se as Olimpíadas estão chegando. — disse Ben.
Todos pareceram se animar.
Por terem sido inventadas pelos gregos, as Olimpíadas viraram uma tradição com vários jogos em que os chalés competiam, o chalé com mais medalhas de ouro ganhava um ano de imunidade contra punições, embora Quíron ainda discorde com esse prêmio.
As atividades eram suspensas durante um mês do verão e isso sempre animava todo mundo, claro.
— Bem, chalé de Ares contra Chalé de Atena, chalé de Afrodite e Deméter, Lou pode ficar com quem sobrar do chalé de Atena e Black, fica com quem quiser.
A morena sorriu sadicamente.
— Eu escolho você. — disse ela.
— Minha filha, eu não sou Pokemon para você me escolher. — retruquei.
— Está com medinho? — provocou Carollyn.
Todos se viraram, parando seus duelos e nos olhando com os olhos arregalados.
Peguei uma espada, a mais próxima.
— Não tenho medo de nada. — disse apontando a espada para ela.
— Ah é? — perguntou ela pegando outra espada. — Prove. — cuspiu a palavra.
Começamos a batalha. Carollyn era uma amadora com uma espada, falava mais do que fazia, mas por algum motivo eu estava deixando fácil para ela, parecia que Black controlava todas as minhas ações. Isso não era comum para filhos de Hécate.
Eu acho que está na hora de listar meus legados não? Bem aqui vão: eu posso controlar o clima, posso anular os poderes dos outros, roubar memórias e os legados/poderes, posso levitar as coisas com a mente, os sentidos apurados e, como todos da Garde, sou mais forte e mais veloz, e, claro, mais ágil, do que qualquer semideus/mortal/monstro. E acho que usarei um dos meus legados para me ajudar.
Desviei de um ataque seu e corri até as arquibancadas mantendo uma boa distância dela.
— Volte aqui! — ela gritou, mas com uma voz doce.
Como se não tivesse controle sobre minhas pernas comecei a me virar e descer das arquibancadas. Tentei me conter, mas eu já não conseguia mais, estava exausta. Coloquei meu plano recém bolado em prática, respirei fundo mesmo andando e expandi o escudo, faíscas azuis saíram de minhas mãos abertas envolvendo a Arena, naquele exato momento, eu já tinha controle próprio.
Pulei da arquibancada no chão espalhando a areia para todos os lados, girei a espada e atingi um golpe na bochecha de Carollyn que estava pasma. A bochecha se cortou e eu a chutei.
Eu fiz um favor para ela, não poderia me matar, se tentasse iria morrer em meu lugar.
Coloquei a ponta da espada em seu pescoço.
— Últimas palavras? — perguntei, sorrindo.
— O que é você? — ela praticamente cuspiu as quatro palavras com desgosto.
— Uma vencedora, uma vingadora, uma justiceira. — disse — E você é uma perdedora.
Tirei meu pé de cima de seu corpo e guardei a espada junto com as outras, desativei meu escudo e caminhei para fora da Arena, não sem antes vacilar no caminho, estava exausta.
(...)
Já era noite estávamos todos indo para a fogueira quando percebi um pequeno tumulto perto da grande fogueira. Me aproximei e percebi que eram entre as "queens" do acampamento e Carollyn.
— O que está acontecendo aqui? — exigi.
— Essa criminosa juvenil derrubou molho de frango frito no meu vestido. — disse Drew apontando para a mancha.
— Nossa, eu estou impressionada! Drew você sabe o que significa a palavra "juvenil"? — perguntou Carollyn sarcasticamente.
Segurei o riso.
— Cale essa sua boca idiota! — exclamou Isabella.
— A boca é minha e eu falo o que eu quiser, entendeu? — disse Carollyn.
Carollyn 2 vs. Queens 0
— Olha só, deixa eu te explicar como as coisas funcionam. — começou Drew colocando o dedo em Black. — Nós comandamos e você respeita, entendeu?
Dessa vez eu interrompi, joguei a cabeça para trás e gargalhei.
— Você comanda? Você? Drew Tanaka? Drew, querida, dar para a população masculina do acampamento não significa comandá-lo, agora volte para a sua esquina, por favor e deixe a Carollyn em paz, senão vai acordar em uma sala completamente estranha, vendo as cinzas de suas roupas e vai logo perceber que está careca.
Drew arregalou os olhos e passou as mãos pelos cabelos, ri sadicamente e esperei que ela corresse com suas fiéis seguidoras.
— Obrigada. — agradeceu Carollyn de mal gosto.
Sorri gentilmente para ela.
— Sempre que a Drew lhe irritar é só chamar. — digo tentando fazê-la rir, mas ela apenas se vira de costas para mim e vai embora.
Sigo-a discretamente.
— Hey! — chamei-a quando já estamos fora do anfiteatro.
Ela se vira.
— Qual é o seu problema? — perguntou.
— Eu não sou só uma semideusa. — respondi.
— Ah! Que ótimo saber, eu também não! — exclama ela falsamente.
— Ah é? É o que? — perguntei com desdém.
— Não te interessa. — retrucou ela e foi embora.
Fiquei pensando no assunto, o que ela poderia ser? Bem, logo, logo irei saber.
Fui para o chalé de Ares e me deitei com esse pensamento na cabeça.
Notas finais
Kisses Sammy
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