Notas iniciais
Como a grande maioria sabe, o primeiro capítulo é sempre o pior, então peço encarecidamente que vocês não desistam da fic se ficar entediante em alguns momentinhos.
Espero que gostem...

Merida’s POV:

Confesso que estranhei um pouco quando recebi a carta do Papai Noel, quero dizer, ele não era pra ser um ser misterioso que não nos convida para ir morar na casa dele? A imagem que eu tinha do velhinho foi completamente destruída após ler a carta. Não preciso entrar muito em detalhes, o que estava escrito era, basicamente, isso “A escuridão vai tomar conta do mundo e precisamos de você para ajudar à salvá-lo.”

Achei interessante a idéia de ir até lá. Talvez pudesse roubar alguns brinquedos antes do natal. Mas a minha mãe tinha que interferir, como sempre. Me lembro como se fosse ontem, talvez seja porque isso realmente aconteceu ontem, das palavras dela:

— Merida, mas que ideia absurda é essa? Nunca irei deixar você ir embora desse reino para uma missão ridícula...

Não prestei muita atenção depois disso. No fundo, minha mãe sabia que eu conseguiria ir para a casa do Papai Noel, então resolveu me trancar no meu quarto. E, obviamente, ela não conseguiria trancar as janelas, então eu tive a pior ideia da minha vida inteira. Pular da torre do castelo. Claro que eu não pulei, realmente, senão estaria impossibilitada de contar essa história, a única coisa que eu fiz foi abrir um portal enquanto eu caía da torre.

Junto com a carta veio uma espécie de globo de vidro que seria capaz de abrir um portal para a casa do velhinho. E como não vi nenhuma outra alternativa, quebrei o vidro da janela e me esgueirei para fora. Logo depois pulei, e quando estava perto de atingir o solo, arremessei a bola-portal e fui sugada para dentro.

Só que, ao invés de atravessar o portal e cair lentamente no chão, pareceu que eu tinha acabado de, realmente, pular de uma torre. Nem sei como estou conseguindo mexer minhas pernas de novo. Tirando essa parte da travessia do portal, foi tudo ótimo. Encontrei alguns gnomos (ou seriam elfos?) que me entregaram um bilhete do Papai Noel.

“Querida Merida, estamos felicíssimos com a sua presença aqui. Infelizmente não poderei conversar com você hoje, mas meus ajudantes estão encarregados de lhe mostrar seus aposentos. Pela manhã, iremos conversar sobre tudo que está acontecendo. Boa noite. Com amor, Papai Noel”

Dei de ombros e segui os gnomos até um dos quartos. Era grande, com uma cama no centro, e aconchegante. Tinha uma lareira e uma estante de livros, na parede oposta havia uma janela e um banquinho onde eu poderia sentar. Após dispensar o gnomo, me deitei na cama, estava exausta devido a viajem de portal e tudo mais.

Já estava quase pegando no sono quando avistei uma luz, melhor, um brilho. Mas não era um brilho qualquer, parecia neve. Corri até a janela e logo senti o vento frio no meu rosto, era uma sensação reconfortante.

Hiccup’s POV:

A carta me pegou de surpresa. Não é todo dia que o Papai Noel te manda um pedido de resgate, ou quase isso. Resolvi manter isso em segredo até resolver o que fazer. Sentia que era a coisa certa, mas também parecia errado. Uma coisa que eu gostava de fazer quando estava indeciso era caminhar. E foi isso o que eu fiz. Conforme adentrava na floresta as dúvidas iam sumindo, de forma que, assim que retornei, não restava mais nenhuma. Sabia que era a coisa certa a se fazer.

Não contei a ninguém sobre isso. Deixei um bilhete em cima da cama e foi para a clareira, o lugar onde eu fiz meu primeiro contato com o Banguela, junto com o meu dragão. Nunca seria capaz de deixá-lo para trás. Respirei fundo algumas vezes antes de criar o portal, só para ter certeza de que queria mesmo fazer tudo aquilo, mas não demorei muito com medo de que meu pai acordasse e viesse atrás de mim. Logo, fui sugado para dentro.

Fiquei enjoado e tonto, se Banguela não estivesse ao meu lado, com certeza teria caído no chão. Entregaram-me um papel que não fui capaz de ler, já que nem conseguia me manter em pé direito. Tudo o que eu sei é que o Banguela me arrastou até um quarto e me colocou em uma cama, deitando perto da lareira logo depois.

Notas finais
Só irei postar o próximo capítulo se alguém tiver curtido (no sentido gostado, não necessariamente curtido. Não sei se deu pra entender ahsuahsuahs) da fic. Comentem alguma coisa pra eu saber se continuou ou não. Ah, e o POV da Rapunzel e do Jack ficam pro próximo capítulo.
Anyway, espero que tenham gostado. Beijinhos
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.