Academics (Em revisão)
3 Fim do primeiro dia
Notas iniciais
Chegamos na sala de aula, Lincoln estava lá, preparando a sala para começarmos. Olho ao meu redor e vejo como a sala era impressionante! Tinha tudo que um detetive precisa usar e praticar. Realmente, impressionante! Detetive não é apenas receber um monte de papeis e tentar resolver. Detetive tem uma ação, se arriscar para desvendar quem é o criminoso, isso que me deixa ainda mais animada.
– Bom, como vocês podem ver a sala foi feita para treinar vocês para possíveis momentos que vocês podem se apresentar em sua vida de detetive. A gente vai começar com a mira. Cada um pegue uma arma e fiquem nos seus postos. Todos sabem que o objetivo é a bala ficar no meio. Tentem o máximo que puder. Vamos começar de um em um, Jasper quando eu apitar você atira – Fala para ele com o apito na mão. Depois que Jasper se preparou, Lincoln apitou. Em seguida Jasper atirou só que não conseguiu alcançar o meio. Foi assim com quase todos. Quando chegou minha vez me deu uma tremedeira. Estava com medo não acertar. Era minha chance, pois nenhuma menina ainda não tinha acertado. Quando o professor fala meu nome, pego a arma, respiro e miro. O professor apita, dou o meu disparo. Quando vejo, consegui acertar o meio. Estava muito feliz e o professor disse que tinha firmeza, isso que me dava o sucesso na hora de atirar. Quando todos acabam os disparos, a aula prática termina e lá vem à lição. Ele nos deu uns livros que tínhamos que ler, e depois um resumo sobre cada um para ele verificar o nosso ponto de vista sobre cada livro que vamos ler. Todos se incomodaram pois os livros eram bem grossos. O prazo era de 4 meses. Não me incomodei, pois fui sempre boa nos resumos da minha antiga escola.
Fui para meu quarto com Octavia, fomos descansar um pouco. Quando tomei um banho e troquei de roupa, vejo o medalhão de minha mãe. Uma lágrima serena cai sobre meu rosto, mas depois me recomponho. Sentei na cama e peguei meu celular. Percebi que Octavia se preparava para ir algum lugar.
– Vai sair Octavia? – Pergunto para ela.
– É que me convidaram para sair um pouco sabe, primeiro dia e tal. Ainda são quatro da tarde, deveria aproveitar um pouco. – Fala para mim pegando uma bolsa. Ela sai e me bateu uma ideia de sair um pouco. Afinal, não ia ficar trancada num quarto até amanhã. Boto uma calça descontraída e uma sapatilha e saio.
Quando passo por um corredor, percebo que existe um clube de artes lá, para aqueles que desenham o que a vítima descreve. Achei muito interessante, sempre gostei de arte e faço umas obras bem legais. Tomara que tenha isso no nosso treinamento. Continuo andando e saio do prédio para ver um pouco do lado de fora. Está tendo um tipo rodinha, e um cara tá tocando violão e os outros estão cantando. Decido me juntar a eles, parecem ser bem legais.
– Você tem uma boa mira. – Escuto vindo do meu lado. Uma moça.
– Obrigado. Sou Clarke. – Falo para ela agradecida.
– Lexa. Vi você atirando. Você é muito boa – Fala para mim sorrido.
– Muito obrigado. – Falo para ela. Depois conversamos um pouco sobre cada uma e viro amiga de Lexa. Canto um pouco com o pessoal e depois dou tchau a todos e decido voltar pro quarto. Já é noite, começo a andar. Percebo que onde estou não havia ninguém. Olho para trás e vejo um grupo de garotos se aproximando. Ainda bem que não estou sozinha. Percebo que eles são um pouco estranhos e vejo que estou atrás do prédio do curso. Apresso mais os passos e olho no meu relógio. Seis da noite. Continuo andando rápido olho para trás e percebo que eles estão tentando me alcançar. De tanto olhar para trás, tropeço em uma pedra e machuco o pé. Já no chão vejo que eles me alcançaram.
– Por favor, eu só quero entrar no prédio. – Falo desesperada e com uma voz meio chorosa.
– Não se preocupe, não vamos fazer nada de mal. – Falam para mim e percebo que eles não são da academia. Tento correr mais o meu pé está muito machucado. Eles me atacam.
– POR FAVOR, ME DEIXEM IR. – Falo gritando e desesperada. Não consigo engolir meu choro. Eles me pegam pelo braço e não soltam.
– DEIXEM ELA, COVARDES! – Escuto uma voz, quando olho... É o Bellamy!
– Porque vocês não deixam a moça e procuram uma luta justa. LUTEM COMIGO! – Fala o Bellamy. Luta justa? Entro em total desespero, pois eram os três contra o Bellamy. Fico aflita. Eles partem pra cima do Bellamy e quando imagino que alguma coisa de ruim vai acontecer com o Bellamy, vejo ele lutar com todos e numa sequência de muitos socos e golpes, vejo todos no chão machucados e o Bellamy intacto, apenas sujo de terra. Depois disso ele me pega e me ajuda a levantar e seguir caminho para o meu quarto.
– Muito obrigado. Muito obrigado mesmo, e–eu nem sei como te agradecer. – Falo para ele chorando.
– Não precisa chorar, não ia deixar que fizessem mal a você. – Fala para, me sinto bem.
Chegando lá, todos começam a perguntar o que aconteceu e enquanto sou levada para a enfermaria, o Bellamy fica lá explicando tudo.
Depois de passar na enfermaria, vou ao quarto para descansar. Quando entro, o Bellamy está lá.
– Vim ver como é que tá o seu pé. – Me fala e digo que está tudo bem. Depois de agradecer ele me diz para tomar mais cuidado depois ele sai para ir a seu quarto. Em seguida Finn vai me ver e Octavia também. Depois de conversar bastante com os dois Finn vai para seu quarto e me deito um pouco.
– Como foi Octavia com seus amigos? – Pergunto para Octavia.
– Foi bem legal, estavam todos bem animados. – Me responde sorrindo. Percebo que ela se arruma para ir a algum lugar, novamente.
– Vai sair de novo Octavia? – Falo para ela um pouco curiosa.
– É que... Eu esqueci minha bolsa lá no jardim. – Disse para mim.
– Ok então. Vê se volta logo, não sei se aqueles garotos ainda estão lá. – Falo para ela que pega um casaco e sai. Eram quase onze horas. Meu primeiro dia aqui foi bom e ao mesmo tempo ruim. Várias coisas me aconteceram. Conheci pessoas novas, sorrir e também chorei. Foi um primeiro dia repleto de emoções.
POV Octavia
Fiquei muito ansiosa para a melhor parte do meu dia. Saio bem discreta para que ninguém perceba que estou fora de meus aposentos essa hora. Desço as escadas com maior cuidado para não fazer barulho. Esse é o momento em que todos estão em seus aposentos. As onze e meia, todos se preparam para dormir. Depois de andar alguns minutos entro num quarto. Sim, ele está lá. E está me esperando. Não tive outra reação a não ser me agarrar em seus braços e dá vários beijos seguidos. É muita aflição só poder está com ele só num momentinho da noite. Por isso, nós aproveitamos esse momentinho, sem conversas e enrolamentos. Só para nos amar. Queria poder te beijar e cair em seus braços quando te vejo em qualquer lugar, em qualquer momento Lincoln.
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