Notas iniciais
Olá vocês ♥ Eu sei que demorei -muitooo- para continuar, mas eu tinha que ter um plano aqui, então não postei mais. Mas agora voltei e pretendo continuar por aqui!! Queria agradecer pelos comentários, eu amei!! Obrigada!! Boa leitura =^,^=

Eu não percebi quanto tempo passou até ver lá fora escuro. O que estava pensando? Não deveria nem estar do lado de fora da academia e agora estou atrasada para o toque de recolher... bem, se eu não estiver atrasada logo eu estarei, pois não há maneira no mundo – Pelo menos não no qual conhecemos. –, de eu chegar a tempo na academia. O capitão iria me comer viva, literalmente! Ele não parecia tão assustador até dar a você aquele olhar, o olhar que fazia qualquer um mudar de esquina para não querer ficar em sua mira, o olhar que estou prestes a receber.

— Obrigada por ter falado comigo, senhor Payne. — Agradeço o homem sentando na minha frente do outro lado da mesa do café que estávamos.

Uma rápida update: É isso mesmo, o mesmo senhor Payne que está comigo agora é o homem que Bellamy mandou investigar. Estranho ele falar comigo, certo? Mas acontece que ele é amigo do amigo do meu pai, que concordou em marcar esse encontro desde que o senhor Payne, o carinha que está concorrendo a prefeito de uma cidadezinha perto daqui, o mesmo homem que também pode estar envolvido em um esquema para desviar dinheiro da academia de polícia de Chicago.

O homem parou de falar assim que eu o interrompi, sorriu amarelo com a mão segurando sua gravata verde, muito brega se estiver pedido minha opinião, sua expressão mostrava como incomodado e decepcionado ficou quando eu o parei no seu discurso – Para fazer criança dormir de tédio –. Eu fiquei mais do que feliz quando consegui parar o sotaque caipira e irritante. As pessoas iriam votar nele? Sim, claro, tem dinheiro envolvido.

— Há algum problema, senhorita Griffin? — Ele pergunta.

Tossi em seco, sorri amarelo e dei a minha maior cara de convincente. Eu precisava bolar um plano para sair daqui, e precisava bolar agora! Caso de vida ou morte aqui! O que eu faço? Pigarrei e decidi falar a primeira coisa que veio a minha mente.

— Eu realmente apreciei o tempo nessa entrevista, suas propostas são incríveis. — Menti descaradamente, mas ele não precisava saber. – Mas eu tenho outro lugar para estar, então eu sinto muito... — Levantei da cadeira e fiquei de pé esperando para ele fazer o mesmo.

Obrigada mãe e sua insistência para eu ter boas maneiras. Mamãe ficaria orgulhosa se me visse agora. É claro, isso tudo é atuação. Cara, eu realmente vou ser uma boa detetive. E se não der certo, atriz serei.

O senhor Payne ficou de pé na minha frente, posicionando-se profissionalmente, arrumou sua gravata verde e sorriu amarelo estendo sua mão. Payne não era tão velho, embora sua aparência o faz parecer ter uns 40, ele é um pouco magro e sua estatura era de 1,65 a 1,70, não dava para saber direito. Eu não posso acreditar em mim mesma por ter medido o indivíduo, mas, vamos dizer que é curiosidade profissional, quem sabe no futuro possa ser circunstancial para o caso contra o indivíduo na minha frente.

— Nesse caso, acho que temos de dizer adeus. — Disse ele, tão modesto, e muito falso.

Esse aí nem chegava na escola de Artes Cênicas, o pobre, não devia ter tido uma boa educação, embora isso não seja relativo pelo o modo de falar, mas, também vim de uma cidade pequena, e sei muito bem como essas pessoas que têm mais influências agem diante de outras pessoas, ele não esteve muito nesse círculo social, assumo.

Sorrio para ele e estendo minha mão profissionalmente, ele faz o mesmo e aperta minha mão educadamente.

— Foi um prazer conhece-lo, senhor Payne. — Digo por educação. – Com certeza irei usar suas palavras para o meu artigo. — Outra mentira, da qual ele não precisava saber que era.

Para convencer a falar com esse homem, aproveitando que ele está na cidade, eu tive que contar algumas mentirinhas, mas, nada muito grave.

— E eu espero receber o artigo pelo meu e-mail, senhorita Griffin. — Ele responde sorrindo.

— Pode deixar. — Digo rápido e saio às pressas do lugar.

Sorte a minha que, assim que “saltei” de porta a fora do café, um táxi parara deixando um passageiro, eu vi a oportunidade e peguei. Entrei no táxi antes mesmo da pessoa que deixou tivesse a oportunidade de fechar a porta, eu disse o meu destino e pedi para que o senhor no banco do motorista se apressasse.

7 minutos.

É o tempo que eu preciso chegar antes que todos estejam nos dormitórios felizes e satisfeitos por não terem recebido nenhuma queixa no segundo dia. Estou apreensiva.

Agora começo achar que me envolver nisso não foi uma boa ideia. Por que eu fiz afinal? Eu mal conheço Bellamy Blake e já me coloquei disposta a ajudá-lo. Talvez não fosse por ele, ou talvez fosse, eu acho que não agradeci a ele o suficiente por ter salvado a minha vida no primeiro dia.

Sou tirada dos meus pensamentos com o meu celular vibrando no meu bolso direito do sobretudo, que mantive apertado no meu corpo o tempo inteiro, enfiei minha mão no bolso e peguei o aparelho, a tela estava acesa então vi a mensagem pelas notificações que ficava na tela de bloqueio. Era de Octavia, eu li e estremeci.

Octavia Blake: “Clarke, cadê você?” 19:15pm

Respirei fundo para não pirar. Quando se trata de horários eu sou meio paranoica tenho que admitir, mesmo que eu esteja ciente de que nunca chegaremos sempre em um lugar no horário marcado, mesmo que tente. Desbloqueie a tela do meu celular e foi direta para a mensagem de Octavia, logo comecei a digitar uma resposta para ela.

“Chegando!” — você ás 19:16pm

Voltei a bloquear o celular e o guardei de volta no bolso.

Ainda bem que a academia era apenas alguns blocos à frente, senão eu estava ferrada, dura e na rua. Espera! Eu tenho dinheiro para o táxi? Meu desespero só aumentou. Ok, respira Clarke, só respira. Dizia para mim mesma, tentando me acalmar. Era só o que faltava, eu numa cidade estranha, sozinha, sem dinheiro e na rua. Minha humilhação podia aumentar? O que estou perguntando, oh Clarke Griffin, o universo sempre arruma um jeito de estragar com a minha vida, sempre!

Obrigada por isso, universo!

Riu irônica em minha mente. Espero que tenha sido apenas na minha mente mesmo, porque se eu estivesse falando sozinha inconscientemente, o motorista iria me deixar direto na porta de um hospício.

Papeio meus bolsos procurando alguma nota, sorte minha, tinha 50 dólares e um papel de bala dentro do meu jeans velho. Salvador jeans velho! Nunca irei desistir de você! Sorrio com realização e quando deparo ao meu redor, o táxi está parado em frente a academia, pigarreou saudando uma desculpa ao motorista e o pago pela janelinha da parte de trás da cabine do táxi, o senhor com barba por fazer pega a nota de 50 dólares para si enquanto tateia sua carteira para o troco, eu espero pacientemente sabendo que tenho apenas 3 minutos para me juntar com os outros, o homem finalmente tira os meus 37 dólares e 56 centavos e me entrega, eu aceito de bom grado e saio do carro assim que ele abre a porta.

Conversa entediante com um cara chato: confere!

Ser assaltada por um taxista que nem um boa noite fala: confere!

Os dias em Chicago estavam cada vez melhores!

Corri pela minha vida para dentro da academia. Está aberta! Ok, não há tempo de respirar para se vangloriar, eu tenho que chegar no meu dormitório, enquanto estou correndo, percebi que a porta atrás de mim foi trancada, subo ‘pulando’ os degraus de dois em dois para chegar mais rápido no meu corredor, assim que estou no andar de cima esbarro com braços fortes que me seguram.

Devo olhar para cima?

— Nós temos que parar de nos encontrar assim. — Brincou a voz que pertencia aos braços fortes, não tão fortes, mas, masculino.

Eu pigarreio, sentindo o meu rosto queimar.

Ah, era o Finn.

Levanto minha cabeça soltando uma risada nervosa, que, eu tenho certeza que entregou o meu constrangimento.

— Sinto muito. — Faço uma careta me lamentando.

Ele rir enquanto sorrir mostrando aqueles perfeitos dentes brancos de sua boca... Clarke! Fogo! Não! Foco! Céus, por que esse garoto tinha que ser estupidamente lindamente atraente? Por que diabos eu estou prestando atenção nisso. Rapidamente, sinto o meu rosto esquentar. Agora Clarke, você está tímida por causa de alguns pensamentos sobre o menino que está na sua frente.

— Eu... eu... Preciso fazer... Voltar... Para o meu quarto... Isso! — Gaguejo sem saber o que falar ou como era falar corretamente. Ele ainda segura os meus braços, eu posso sentir o calor de suas mãos forte. Engulo em seco. Foco! – Preciso voltar para o meu quarto. — Eu digo, corretamente dessa vez.

Esqueci completamente do mundo a minha volta, ainda bem que os outros tinham coisas melhores para fazer do que encarar meu constrangimento na frente de um garoto. Me senti de volta ao ensino médio. Garota estúpida que eu era! Agora eu estou me preparando para uma carreira, virar uma mulher com um emprego respeitado, precisava de foco, não de um garoto bonito e atraente, com o olhar chocolate e cabelos castanhos que iam até o pescoço, trazendo um pouco de charme.... Por que ele ainda não me soltou? Eu tossi.

— Claro. — Ele diz, com um sorriso charmoso.

Sorriu de volta, me soltando gentilmente das mãos dele. Vejo Bellamy logo atrás por cima do ombro largo do Finn, algumas pessoas entrando em seus quartos e Octavia saindo de fininho.... Quero dizer, ela parece silenciosa e preocupada com os passos que irá dar, eu estou apenas deduzindo, não quero coloca-la em julgamento aqui. Sorrio mais difícil.

— Nos vemos... Pela manhã?! — Eu disse, ainda sorrindo, mas me movendo para sair dali rapidamente.

— Nos vemos amanhã! — Afirma ele me respondendo com aquele sorriso fofo.

Eu ri nervosa mais uma vez e praticamente corri dele, passo pelo Bellamy no processo.

— Ei! — Cumprimento. – Tenho algo para você. É sobre aquela pessoa. — Enfatizo para ele que acena com a cabeça. Não lhe dou uma chance de responder e saio às pressas para o meu quarto.

Pego o meu celular e digito uma mensagem para Octavia.

“Encontrei com o Bellamy no corredor, e vc saindo as espreitas. Onde vc tá?” – você ás 19:22

Envio a mensagem e começo a me despir, preciso de um banho! Não me importo em deixar as roupas jogadas por onde eu vou passando, vou me despindo até chegar no closet, pego minha toalha e o roupão, visto os dois e pego meu saco de produtos pessoais, após isso, passo pelas roupas jogadas até chegar na porta do quarto, abro devagar e espreito o corredor como Octavia fez minutos antes, olhando de um lado para o outro, o banheiro ficava logo em frente ao nosso dormitório, então eu corri cruzando o corredor até chegar lá, algumas meninas ainda estavam lá fazendo suas higienes.

Que dia!

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Notas finais
Espero que tenham gostado. Me digam se preciso mudar alguma coisa, ou o que vocês querem ver aqui na história. Bem, pretendo postar a fic de quinzena, fica melhor para mim e dá mais tempo para escrever. O que acham? Vou indo agora, voltarei essa semana para atualizar histórias e responder alguns comentários, mas não postarei o cap 6 ainda! Vejo vocês por ai!!! Bjs =^,^=