Academia de Vampiros - Ligação de Sangue
2 Capítulo
Notas iniciais
Eu sei que demorei uma vida para postar o capítulo e peço desculpas, mas acontece que eu simplesmente perdi metade do capítulo e aí fiquei chateada e não conseguia mais escrever, mas agora estou de volta e vou tentar postar com mais frequência.
Boa leitura!
— Estamos analisando os resultados dos exames dos Strigois que foram capturados na última semana e... É realmente uma coisa incrível, quase que inacreditável! Aparentemente o soro funciona mesmo como era o esperado, mas o corpo do Strigoi não pode ter sido alimentado a pelo menos 12 horas mais ou menos. — Disse Eddie me entregando algumas pastas com os relatórios completos, sorri levemente com a notícia e mais ainda quando ele me estendeu um copo de café com leite e chocolate que para mim era simplesmente a melhor bebida do mundo pela manhã. — Todos que atacaram nossos colegas e se alimentaram e foram atingidos com o soro infelizmente estão mortos, mas ouve uma recuperação total do estado original de 10 ex-strigois porque aparentemente eles não se alimentaram durante o confronto. Os que eram Moroi voltaram mais rápido e os Dhampir voltaram ao estado normal 12 horas depois, mas voltaram. Eu não sei como isso aconteceu, mas você e a Alquimista Sage conseguiram de verdade Guardiã Hathaway. Descobriram como reverter o estado de Strigoi.— Foram as melhores notícias do meu dia, isso é muito bom e será ainda melhor se conseguirmos as autorizações para o uso do soro. Falando nisso, por acaso a Rainha já foi informada sobre os resultados e o pedido de liberação de uso do soro? -Perguntei passando os olhos pelos relatórios rapidamente mesmo que ainda fosse ler cada um deles com mais calma mais tarde.— Sim, a Guardiã Alberta Zeklos foi falar com ela assim que os resultados chegaram na mesa dela. E ela disse que vai marcar uma reunião com os membros do Conselho Real ainda essa semana para que a lei que autoriza legalmente o uso desse antídoto seja liberado por todo o mundo. -Disse uma outra Guardiã que eu havia visto poucas vezes.— Certo, tudo bem pessoal isso provavelmente é tudo por enquanto. -Falei começando a guardar minhas coisas. -Provavelmente teremos outra reunião semana que vêm para sabermos as decisões das nossas Majestades, mas fiquem a vontade para me manter informada sobre qualquer coisa a respeito do desenvolvimento do soro. Obrigada, tenham um bom dia.Após a reunião fui para o ginásio treinar um pouco para esfriar a cabeça, mas toda vez que acertava um boneco de treinamento e errava algum movimento que numa luta real provavelmente resultaria na minha morte Dimitri vinha em minha mente, eu tinha que tentar salva-lo ou então teria que matá-lo; qualquer destino era melhor do que ser Strigoi e eu sabia disso, mas como eu faria isso? Uma coisa era certa, eu tinha que agir. E tinha que fazer isso imediatamente!Pulei do tatame rapidamente e corri até minha bolsa de treino a procura do aparelho pequeno branco, corri pela lista de contatos até encontrar exatamente o que precisava numa situação como aquela.Dimitri queria jogar? Eu iria mostrar pra ele como funcionava as regras desse jogo.— Rebekah, espero não ter ligado numa hora muito ruim, mas acontece que eu preciso que largue tudo que estiver fazendo, peguei um avião ou qualquer coisa parecida e vá para o meu apartamento. Agora. -Pedi com o celular na mão, sentada no meio do ginásio com as pernas cruzadas passando a mão pelo cabelo repetidas vezes num sinal de ansiedade e nervosismo. — Está falando sério? Não, é claro que eu não tive acesso a essa informação! Não sabia que tinha vindo pra cá de novo, eu estou no ginásio principal, lado oposto a sala principal de reuniões da Rainha. Tudo bem, estou esperando por você.Esperei mais alguns minutos e para dar uma acalmada nos meus nervos lá estava ela; a segunda Belikov mais velha, inacreditavelmente tão diferente de seu irmão mais velho e ainda assim tão assustadoramente igual.— Eu soube que você o encontrou a 38 quilômetros da rodovia que liga a Corte a cidade mais próxima daqui algum tempo atrás. -Disse Rebekah entrando no ginásio com a expressão séria e olheiras enormes, ela vestia um jeans azul claro desbotado na região das coxas, uma blusa roxa de manga comprida e uma jaqueta jeans azul por cima, além de tênis que era nosso maior aliado na maioria das ocasiões; principalmente quando tínhamos que lidar com ataques de Strigois. — Honestamente eu não entendi porque você amarelou, ele não é mais a pessoa que conhecemos Rozy, sinto muito. Sou irmã dele, então não se atreva a dizer que eu não entendo seus motivos porque isso não é verdade, mas em algum momento vai precisar abrir os olhos de verdade.
— Eu não estava preparada para vê-lo daquele jeito Rebekah, mas agora vai ser diferente. Nada de equipe, sem distrações ou sentimentos. -Garanti após alguns minutos tentando encontrar as palavras e obriga-las a sair garganta afora.— Então é isso que tem em mente, simplesmente vamos atrás do meu irmão? Sem equipe? Sem algum tipo de cobertura? Nada? -Perguntou ela parando de frente para mim com os braços cruzados no peito. -Legal, qual é o seu plano exatamente? Porque eu não sei se notou ainda, mas ir sem uma equipe de reforço é suicídio. É o Dimitri e acredite em mim quando eu digo que sei como isso é difícil, mas acontece que ele é um Strigoi agora e mesmo que seja difícil aceitar sabemos que ele vai tentar nos machucar ou nos matar. Ou uma coisa seguida da outra. Precisamos de um plano de verdade. Agora.— Primeiro, eu vou atrás dele... Sozinha, é algo que provavelmente ele não está esperando que eu faça, por causa da Lissa e minhas filhas. E segundo, eu não tenho um plano de verdade ou qualquer coisa parecida que garanta algum tipo de segurança e sucesso nessa história, mas acontece que eu conheço o Dimitri tão bem quanto você. Os ataques aleatórios pela cidade e nos arredores dela? Adivinha só? Não são ataques aleatórios coisa nenhuma, ele está tentando chamar a minha atenção e está conseguindo porquê eu acho que sei exatamente para onde ele está indo. -Falei me colocando de pé para poder abraça-la antes de começar a andar de um lado para outro impaciente com as peças que não se encaixavam naquilo tudo. — Eu posso estar errada e admito isso bem alto se quiser, mas acho que ele está indo para o Canadá. Está tentando me atrair para bem longe de laços que possam me proteger de alguma forma. — É um Strigoi sem sentimentos ou alma, mas ele ainda é meu irmão. -Disse Rebekah revirando os olhos, segurando meu ombro afim de me manter num lugar fixo provavelmente incomodada com a minha agitação. — Sabe que é uma armadilha, ambas sabemos que ele não foi longe assim para somente afastar você de alguma segurança daqui. Na verdade acho que é exatamente o contrário. Ele está dispersando os Guardiões para poder pegar você sozinha. Aqui. — Faz sentido, mas porque se arriscar tanto só para me pegar? -Questionei a encarando sem entender, afinal não fazia o menor sentido. — Angela continua tendo pesadelos e eu não sei o porquê e nem sei o que fazer para ajudar. As meninas ficam chamando pelo pai e eu não consigo dizer a elas que provavelmente ele não vai voltar. Eu preciso trazer ele de volta Rebekah. — Ou então terá que matá-lo. -Disse ela dando de ombros encarando o chão antes de me encarar com lágrimas nos olhos. — Olha só, eu conheço você melhor do que imagina. Seja lá o que tiver que fazer, vá e faça. Eu e Adam podemos levar as meninas para a Rússia até às coisas se resolverem por aqui, a minha mãe me liga quase todos os dias pedindo para ver as meninas e Victoria também não para de falar em vocês. — Elas sabem que vou tentar salva-lo dessa bagunça? -Perguntei a encarando com cuidado. — Não, eu achei melhor não dizer nada para não criar esperanças. -Respondeu ela suspirando com força agora com lágrimas nos olhos. — Ela e a Victória acham que meu irmão se foi pra sempre e honestamente falando? Eu também acho, então é melhor que elas fiquem no escuro por enquanto. Pretendia estender um pouco mais a discussão, mas meu celular começou a tocar e ao atender senti todos os músculos do meu corpo derretendo lentamente dentro de mim. — Rose, você está com uma cara péssima. O que foi? -Perguntei Rebekah segurando meu ombro com cuidado. — Sua cara está horrível, me diz o que aconteceu! Por Vlad, diga logo o que tem de errado!— Angela desmaiou na sala e parece que bateu a cabeça numa carteira, eu preciso ir busca-la no hospital do Centro. -Falei correndo para a porta tentando controlar o desespero que se formava em meu peito rapidamente. -Pega as meninas no colégio e liga para o meu pai e veja se ele pode ficar com elas até eu chegar, por favor. Saí em disparada para o estacionamento principal, entrei no carro ignorando todas as perguntas dos Guardiões que passaram por mim, enquanto dirigia comecei a chorar pensando em como eu estava sendo um fracasso em tudo na minha vida, primeiro havia perdido Dimitri e não fazia ideia se poderia salva-lo, depois nosso bebê e agora havia algo de errado com a Angela. Eu era a pior mãe do mundo com certeza.Já dentro do hospital fui imediatamente levada para onde minha filha estava, ela sorriu ao me ver e corri até ela que imediatamente sentou e abraçou minha cintura. — Mamãe! -Gritou ela com um sorriso ao me abraçar com força. — Oi meu amor, a mamãe está aqui. -Falei a pegando no colo e virando para a porta quando um médico entrou. — O que aconteceu filha? Você está bem meu amor? Se machucou?— Eu estava pensando no papai e ai minhas mãos ficaram geladas, tudo começou a ficar escuro e eu desmaiei. -Disse Angela me abraçando com desespero. — Podemos ir pra casa mamãe? — Vai ficar tudo bem agora meu amor, vou conversar com algumas pessoas e depois vamos pra casa, a Tia Bekah e o Tio Adam estão em casa e acho que vão levar você para passear na casa dá vovó Belikova — Expliquei pegando ela no colo com cuidado enquanto a apertava de leve em meus braços. Um barulho na porta chamou minha atenção, por ela entrou um médico de mais ou menos uns 40 anos, tinha a minha altura, cabelos pretos bem curtos, um sorriso calmo e sorriu ao me ver com Angela.— Olá, sou o Doutor Torres, Pediatra que atendeu sua filha e você deve ser Rosemarie Hathaway, a mãe dela, você falou comigo pelo telefone. Podemos conversar um minuto em particular, por gentileza? -Disse o médico apontando o corredor. — Tudo bem, me dê um minuto. Meu amor a mamãe já volta, estarei do outro lado da porta conversando e logo vamos embora, eu prometo que se for uma boa menina no caminho para casa compro o que você quiser. Fique na cama brincando com o meu celular enquanto eu converso com o médico, por favor. -Falei entregando o aparelho para ela e saindo juntocom o médico. -Ela vai ficar bem? Bateu a cabeça com muita força? — Vai sim, aliás a sua filha não tem nada de errado Senhorita Hathaway. A causa do desmaio ainda não foi explicada, mas ela mencionou pesadelos com o pai dela e alguns sintomas estranhos como se sentir gelada e ouvir a voz do pai. -Disse o médico com um pequeno sorriso gentil e isso me deixou um pouco o mais tranquila. — Bem, ela também contou que você é a segunda mãe dela e que a verdadeira morreu a alguns tempo na Rússia e como ela era Moroi acho que a carga emocional pela perda do pai e a saudade da mãe biológica está fazendo os dons dela aparecerem cedo demais.— E o que eu devo fazer? -Perguntei olhando para a porta com a mão sobre os lábios. — Ela tem passado por coisas difíceis e eu entendo isso, mas como os dons dela podem estar vindo tão cedo? — Carga emocial pode desencadear várias coisas e a menina é Moroi então não da pra ter certeza exata de quando vai acontecer com ela. — Explicou ele com o mesmo tom calmo. — Vou deixar uma medicação para dor de cabeça e um calmante assinados na recepção, é só passar lá e pegar. — Calmantes pra uma criança? Desculpe, mas isso é mesmo necessário? -Questionei com a mão na massa está pronta para voltar ao quarto. — Angela só tem 8 anos. — O remédio pra dormir de cabeça é pra ela, mas o calmante é para a senhorita. — Disse ele pegando um aparelho que não parava de fazer um bip irritante na cintura dele. — Eu preciso ir agora, qualquer coisa deixei meu cartão com a sua filha, é só ligar que eu posso atender casa também. — Obrigada. -Agradeci entrando no quarto. — Pronto meu amor, vamos pra casa agora. Já era início da noite, eu já estava totalmente pronta, entrei no quarto das gêmeas sabendo que provavelmente seria a última vez que as férias dependendo de como as coisas ficassem, então sai encontrando Rebekah com meu pai me esperando na cozinha junto com Adam e Christian.— Christian o que está fazendo aqui? -Perguntei com a testa franzida. — Eu pensei que a Lissa viria, não você. — Ela está com as crianças e pediu que eu viesse, eu já contei pra ela que pediu uma licença e ela me pediu para dizer que não concorda com a sua decisão, mas sabe que ninguém vai conseguir te segurar então desejou boa sorte. -Respondeu Christian franzindo os lábios. — Eu concordo com a Rainha. -Disse Abe com a expressão séria. — Filha, isso é loucura e você sabe disso.
— Eu sei, mas ele é o amor da minha vida e eu não posso desistir sem lutar. -Falei com a voz levemente trêmula. — Dimitri odiaria saber que desisti dele sem lutar, eu preciso trazer o pai das meninas pra casa... Preciso tentar. — Tudo bem, eu vou com as crianças para a Rússia junto com a Rebekah e Adam se eles concordarem. -Disse meu pai com a expressão séria. — Com certeza, será um prazer te-lo junto com a gente, faz um tempo que eu não tirava férias. -Disse Adam com um pequeno sorriso. — Olha, o Dimitri protegeu o meu pai por anos e me tirou de mais problemas do que eu consigo contar então se tiver algo que eu possa fazer é só me dizer. — Só tomem conta das meninas e não digam nada sobre o que fui fazer, digam que viajei a trabalho... Não importa, inventem o que for necessário, mas não digam o que estou fazendo porque eu não sei se vou conseguir voltar. -Pedi sentindo meu rosto úmido pelas lágrimas. — Vai, nós vamos tomar conta delas. -Prometeu Christian com a expressão séria então acenei para todos e simplesmente sai antes que pudesse começar a chorar. As minhas decisões desde o momento que vi Dimitri pela primeira vez no Oregon foram as mesmas que me fizeram ter a certeza de que eu poderia me entregar a ele de corpo e alma como aconteceu na primeira vez que fizemos amor na cabana nos arredores da St. Vladimir, e depois todos os momentos que tivemos juntos, cada uma das vezes que arriscamos tudo quando fomos descobertos e nosso relacionamento foi exposto para todos e depois quando fui presa injustamente pelo assassinato da Rainha, seguido da minha liberdade e a gravidez onde descobrimos juntos o que acontece quando o amor cresce e não cabe mais dentro do peito e agora vinha a parte em que tudo que construímos em quase seis anos de coisas que vivemos juntos estava dependendo do que eu fizesse para salva-lo e era exatamente isso que eu faria mesmo que isso significasse tira-lo de mim para sempre. Estava na hora de salvar Dimitri Belikov ou então mata-lo.
Notas finais
Espero que tenham gostado, eu só postarei o próximo quando eu tiver pelo menos duas recomendações e pelo menos 5 comentários, antes disso eu não vou postar então sejam bonzinhos que eu serei boazinha com vocês.
Bjos e até o próximo!
Fale com o autor