Notas iniciais
Olha na boa chorei escrevendo esse capitulo. Hora do enterro de Mason.... Segurem os nervos e não comam as unhas rs Como eu havia dito esse aqui é o ultimo disponivel por enquanto.... portanto vejo voces daqui umas duas semanas. Beijos.

Finalmente eu estava de volta a Academia após dois dias isolada com Dimitri vivendo momentos únicos, momentos esses que... Que ficariam sem dúvida, gravados em nossas mentes e almas por um tempo tão longo quanto o infinito consegue ser. Ou até, além disso. Era difícil dizer, difícil pensar com coerência quando os lábios dele estavam nos meus, quando seu corpo escultural, estava de encontro ao meu com tanto cuidado que era como se eu estivesse inteira novamente, mesmo que claramente ainda bastante machucada.

Pelo pouco que fiquei sabendo eu precisaria de pelo menos um mês inteiro para ficar inteira de verdade. É claro que eu me recusei a ficar tanto tempo parada, então digamos que um pequeno escândalo na sala da Direção e uma intervenção sutil-autoritária do camarada Belikov colocam-me parcialmente dentro de minhas atividades comuns assim que deixei a maca da enfermaria. Em uma tradução mais simples, no momento que eu desse algum sinal de estar sentindo qualquer tipo de dor, deveria correr para a enfermaria imediatamente. Meio a contra gosto eu aceitei as orientações, certa de que não conseguiria um acordo melhor que aquele, além disso, eu poderia continuar treinando no ginásio, incluindo os treinos extras curriculares, mesmo que já tivesse sido removida de meu castigo.

Naquele momento eu estava trancada em meu novo quarto; pouco tempo após de chegar em Montana com Dimitri com dois carros nos escoltando imediatamente me comunicaram que eu havia sido transferida para um cômodo mais próximo do prédio dos Guardiões, tudo isso basicamente graças a minha proeza perfeita em exterminar os Strigoi durante o sequestro em Spokane, notícia essa que se espelhou pelo campus em velocidade recorde e várias vezes Morois e Dhampiros dos anos mais inferiores e superiores ficavam me cercando pedindo para contar como havia sido estar lá e como havia saio inteira. Ignorei todos eles com comentários vagos e desculpas convincentes; eu me recusava a falar sobre aquele assunto com quem quer que fosse. Em outras palavras era como dizer que eu era praticamente oficialmente uma deles. Uma Guardiã de verdade.

Naquele momento eu estava olhando para um espelho antigo que havia no meio de uma das paredes, que por sua vez refletia uma garota curiosamente bonita, com um braço engessado e acomodado nula tala branca de gesso na frente do corpo, usando um vestido especial e ainda assim básico. Era todo preto, com foro estilo tomara de caia, a renda que o cobria era embutida no tecido em pontos específicos, possuía manga três quartos, iam até quatro dedos acima de meus joelhos. Meu cabelo estava lindo, solto caindo envolta de mim com, eu havia prendido apenas algumas mechas laterais e fizera cachos grossos e definidos com o babyliss de Lissa no restante o deixando com um aspecto encantador. Não me atrevi a fazer maquiagem pesada certa de que não demoraria muito tempo para que ela se desfizesse. Ah esqueci-me de mencionar o porquê de tanta arrumação; eu estava indo para o enterro de Mason, meu doce melhor amigo.

Fui num carro da Academia com Lissa, Christian atrás, Adrian Ivashikov, Alberta do outro e Dimitri e eu nos bancos da frente. Como era de se esperar Dimitri estava na direção, nenhum dos presentes ali conversavam ou proferiam qualquer palavra durante toda a viagem. Quando chegamos lá avistei a mãe de Mason; em prantos sobre o caixão do filho. Tinha até me esquecido de como a Sra. Ashford era incrivelmente bonita, meu patinho era bem parecida com ela.

Mantive-me afastada de todos e principalmente do caixão onde Mason estava; mesmo com o sol brilhando alto e lindo sobre a cerimônia eu permaneci sob a sombra de uma árvore uns vinte metros de onde tudo acontecia, meus olhos ardiam e lá estavam elas; as lágrimas. Rapidamente as enxuguei com as costas da mão boa, ao levantar o rosto senti uma mão repousar levemente em meu ombro, mas não reagi ao toque. Por alguma razão sabia quem era mesmo sem me virar.

– Oi mãe. –Respondi sem olha-la, não queria que visse minhas lagrimas. Mesmo sendo uma reação idiota, me recusava a ser fraca na presença dela.

– Sinto muito pelo Sr. Ashford. Soube por alguns Guardiões que vocês eram muito amigos na Academia. –Disse ela apertando meu ombro de leve.

– Éramos sim, grandes amigos. Praticamente inseparáveis éramos tão grudados que treinávamos juntos todos os dias. Eu vou sentir muita falta dele. –Admiti dando um pequeno sorriso sem humor algum.

– Apenas vim dizer que eu estou partindo daqui a alguns minutos, preciso seguir a família Moroi que eu protejo. Vamos voltar para o Canadá. –Informou ela mantendo a mão em meu ombro. –Prometo que manterei contato com você.

– Certo, eu já imaginava. Tudo bem, boa viagem. –Respondi ainda sem encara-la e a mão em meu se fora, juntamente com ela. Era melhor assim.

Mantive meus olhos onde meus amigos estavam sentados, Lissa estava linda em seu vestido preto básico, assim como Mia Rinaldi ao seu lado e Christian Ozera do outro usando um terno preto. Bem isso nele era muito normal, ele sempre andava de preto pela Academia mesmo.

Mia. Engraçado que depois do ocorrido durante o sequestro em Spokane e após o resgate bem sucedido, nós duas havíamos começado a nos dar bem melhor uma com a outra depois que eu estava de volta. Bem, pelo menos dessa vez eu conseguia admitir com sinceridade que no fundo ela não era de todo ruim, a vida a fizera ser do jeito que era e por estranho que pudesse parecer aquele tipo de coisa eu entendia muito bem.

Algum tempo se passou desde que eu havia chego ao local, os familiares de Mason começaram a subir no pequeno palco para prestar suas ultimas homenagens. Senti que deveria subir lá também, tinha que dizer o quanto ele havia sido importante para mim, ainda assim estava abalada demais para fazer qualquer coisa ou até mesmo me mover..

– Rose você tem que ser forte, você precisa subir lá. Deve isso a ele. Seja forte pelo menos por algumas horas e depois pode desabar o quanto quiser! –Disse para mim mesma tentando me encorajar.

– Você é forte Rose. –Disse uma voz com sotaque russo atrás de mim e o aroma de loção pós-barba logo chegou a mim. Virei-me lentamente por conta de meu colete de gesso que me restringia e não consegui conter um sorriso.

Dimitri estava todo de preto, vestia o uniforme formal dos Guardiões da Academia, e um, sobretudo preto por cima de tudo, botas pretas e um cachecol envolto no pescoço. Quase perguntei quantos ele possuía, mas me contive. Seus cabelos estavam presos, a barba feita, os braços atrás das costas numa postura rígida típica dele. Tudo bem, eu já estava acostumada a isso mesmo.

– Você está bonito. –Falei incapaz de conseguir me segurar, bem se ele fosse me repreender por aquilo para mim não faria diferença, eu estava mal até para usar meu modo sarcástico de resposta.

– Obrigado. Você está linda, como sempre. –Respondeu ele com um pequeno sorriso contido, porém angelical e eu quase me derreti ali mesmo. – Desculpe, mais enquanto procurava por você ouvi o que disse agora a pouco.

– E o que você acha? –Perguntei cruzando os braços, piscando varias vezes para afastar a vontade de começar a chorar. Felizmente eu estava de óculos escuros.

– Eu acho que nesse momento ninguém é capaz de entender o que se passa dentro de você. Nem mesmo eu. Você está completamente quebrada, figurativamente e literalmente falando, com o emocional por um fio, isso a torna como uma bomba relógio. –Começou ele me encarando com uma intensidade fora do comum, isso me compeliu a tirar os óculos e fixas meus olhos nos dele, não me importando se começasse a chorar. – É incrível como você está se contendo muito bem diante das circunstancias, mas estar lá encima diante de todas aquelas pessoas, diante de seus amigos e os familiares de Mason pode levar isso embora em segundos, você é forte em muitos aspectos Rose, mas também é frágil e sensível como qualquer Dhampira de sua idade. Coisas como perder um melhor amigo do modo como aconteceu não são nada fáceis de lidar rapidamente. Então quanto a você ter o dever de estar lá encima ou não é meio relativo. Você gostava muito de Mason, ele morreu tendo certeza disso, missão cumprida.

– Desculpe camarada, mas suas palavras reforçaram ainda mais que eu deveria estar lá. Devo isso a ele. –Falei dando alguns passos na direção da cerimônia. Senti uma das mãos dele me conter pelo ombro e me virei. –O que foi agora?

– Tem certeza que quer mesmo fazer isso Rose? –Perguntou Dimitri me olhando fixamente, então eu percebi que havia angustia e medo nos olhos dele. Afirmei com a cabeça que sim. –Imaginei que sim... Posso subir lá com você então?

O pedido inesperado de Dimitri me pegou completamente de surpresa, no entanto eu consegui afirmar com a cabeça que sim, seria bom ter o apoio dele naquele momento. Dimitri assentiu com um aceno da cabeça apoiou uma das mãos na base de minhas costas e quando a mãe de Mason perguntou se alguém gostaria de prestar sua ultima homenagem ao filho eu suspirei e ergui minha mão boa. Todos os presentes imediatamente se vivaram para mim e senti Lissa me chamar pelo laço de uma força gritante. Péssima hora para isso Liss!

“O que você está fazendo Rose?” – Questionou ela em minha cabeça, confusa.

Ignorei o protesto dela, afastando-a sutilmente de minha cabeça e continuei andando em direção ao palco em passos lentos com Dimitri, rígido e sério ao meu lado me amparando com sua mão apoiando meu corpo e então no minuto seguinte eu estava lá encima com o microfone em mãos, todos os presentes na cerimônia se calaram quase que instantaneamente. Todos estavam prestando total atenção em mim. Suspirei, sim eu era capaz de fazer alquilo, senti a mão de Dimitri me apertar levemente como se estivesse me encorajam a prosseguir.

– Você consegue fazer isso Roza, não está sozinha. Nunca está sozinha. –Sussurrou ele me olhando pelo canto do olho.

Aquele era meu nome em Russo e Dimitri se referia a mim daquela forma todas as vezes que queria ser carinhoso comigo de forma especial, mesmo quando estava sob sua mascara de Guardião isso o denunciava todas às vezes. Sentia-me calma e protegida, apenas ouvindo aquela simples palavra, igual quando ele me resgatara em Spokane e me colocando em seus braços dissera algo em Russo, até hoje não fazia ideia do que me fora dito, mas não precisava desde que a voz dele invadisse meu sistema. Isso era o suficiente para eu ter certeza de que meu Dimka estava presente e cuidaria de mim.

– Nós alunos da São Vladimir vivemos grande parte de nossas vidas adolescentes na Academia, todos nos dedicando com afinco, nos preparando para uma grande e honrosa tarefa depois de formados, mas o que torna isso ainda mais especial são os laços de amizade que se formam ao longo do tempo aqui. Pois é quando ser o que todos nós somos ganha um sentido totalmente novo, é quando nos tornamos mais que alunos, colegas, amigos, irmãos... É quando percebemos que somos todos, uma verdadeira família. Com o Sr. Mason Ashford isso não era nenhum pouco diferente, ele tinha muitos amigos que o amavam e com certeza o amam, para muitos de nós Mase era como um irmão. –Falei sentindo minhas mãos tremerem de novo e a essa altura eu já estava sem óculos e em lágrimas, bem era algo inevitável mesmo. –Para mim ele era e sempre será assim, como um melhor amigo, o meu irmão... Ou patinho como o chamava desde que o conheci. Imagino que hoje uma parte de nossos corações morreu com ele, mas nossas almas vivem com a esperança de que seja lá onde ele estiver é um bom lugar, onde ele tenha encontrado a paz que merecia alcançar e de onde possa observar todas as coisas que fazemos aqui... No meu caso ele vai dar muita risada e se questionar como eu pude me meter em tantas encrencas sem ele por perto para salvar meu pescoço. Então Mason partira daqui deixando não apenas saudades e dor no coração, mas também certeza de que ele foi um herói. Ele é um herói e isso o eternizará em nossas almas.

Abaixei o microfone, Dimitri o pegou de minha mão tremula e quando iria começar a me ajudar a descer senti uma mão no ombro me conter, quase cogitei ser minha mãe. Não, era a mãe de Mason e acabara de me puxar para um abraço apertado, seus olhos estavam vermelhos e manchados de lagrimas, atrás dela havia seus outros irmãos menores, ambos deveriam ter uns cinco anos ou menos. Tão lindos e tão parecidos com Mason.

Depois daquilo me entreguei às lagrimas, felizmente Dimitri deveria ter imaginado que eu desabaria fácil e me encaminhou ao carro, deixando-me sozinha para poder ficar cuidando da segurança de Christian e Lissa. Momentos depois eles e Adrian já estavam de volta ao carro. Iriamos voltar para a Academia, onde Adrian tinha passagem livre, ele não era aluno, mas por ser sobrinho-neto da rainha e declarante do espirito havia recebido permissão para ficar na São Vladimir por uns tempos e assim aprimorar suas habilidades juntamente com Lissa.

Notas finais
E ai choraram muito? Bem agora sim Mason descançara e as atividades na São Vladimir não param... Aguardem que em breve novas supresas vão surgir... Até daqui duas semanas meu amores. Beijos.