Notas iniciais
Segundo capítulo curto e em 3ª pessoa, mas semana que vem temos Norte novamente, viu? Uma boa leitura e até mais!

Os cabelos curtos e recém-pintados em um tom de rosa pastel agitaram-se com o vento que invadiu a janela do banco de trás. Espremida entre inúmeras malas de diversos tamanhos, a garota observou a estrada e as árvores que passavam feito um borrão. Pensou em tirar uma foto com sua câmera polaroid, mas era melhor não gastar o filme com uma foto que sairia embaçada.

Bufou com a pele formigando de suor e o ar quente batendo em seu rosto. Não podia reclamar, aquilo foi decisão dela. O pai concentrava-se em dirigir e ora ou outra mudar a estação de rádio enquanto a mãe adormecia no banco do passageiro por causa da queda da pressão, estava mais nervosa do que a filha.

Passaram por um buraco na estrada e a pequena garota foi levantada de seu assento juntamente com as malas, gemendo de dor porque uma das rodinhas a acertou. Tudo aquilo valeria a pena, não é?

Estavam levando somente roupas, materiais de estudo e pequenos utensílios que poderiam precisar. Pretendiam morar em um apartamento pouco requisitado e preenchê-lo de móveis de segunda mão.

Um sorriso brilhou no rosto da garota assim que avistou a placa na beira da estrada que indicava que São Paulo estava próximo.

“Estou chegando.”

Notas finais
Quem é essa garota? De onde ela está vindo? Para onde está indo? Essas perguntas podem (ou não) ser respondidas no próximo capítulo: "Babados da API" Beijos. —Creeper.